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sábado, 19 de junho de 2010

Cabral no Clima da Copa

Alô, amigos! Durante um mês, nosso país para e só se fala da Copa do Mundo. Sério. Minha cidade parecia abandonada durante o (pífio) jogo na terça-feira. O futebol é, comprovadamente, uma paixão nacional. Tanto é que foram vários os poetas que versaram sobre jogadores, escretes, técnicas, e até mesmo sobre o objeto fundamental em qualquer partida: a bola. Um deles foi João Cabral de Melo Neto, pernambucano, jogador e campeão com o time de base do Santa Cruz de Recife. Vejam só o que ele escreveu, provavelmente, na Copa da Suécia, em 1958:

O futebol brasileiro evocado da Europa

A bola não é a inimiga
como o touro, numa corrida;
e, embora seja um utensílio
caseiro e que se usa sem risco,
não é o utensílio impessoal,
sempre manso, de gesto usual:
é um utensílio semivivo,
de reações próprias como bicho
e que, como bicho, é mister
(mais que bicho, como mulher)
usar com malícia e atenção
dando aos pés astúcias de mão.

Muito bom, não? Só achei uma grande sacanagem comparar a bola de futebol com uma mulher. Para finalizar, como seria um poema feito para a jabulani, a tão criticada bola com vida própria da Copa de 2010?
Até a próxima, amigos!
Lê ^_^

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