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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Meu Top 10 – Drama / Aventura

Olá!! Com certeza vcs já devem ter visto listas, até as oficiais do AFI (American Film Institution) com o ranking dos melhores filmes. Como uma boa aficionada, resolvi discordar um pouco dessas listas e bolar meus próprios “top 10”, começando pelas produções que nos levam às lágrimas: os dramas!

10- “Madame Curie” (idem, 1943): A descoberta do rádio e do polônio pela cientista (Greer Garson), com seu marido Pierre Curie, é relatada de maneira fascinante. Baseado nos relatos de uma filha do casal, mostra como foi difícil o caminho que levou Marie a ser a primeira e única pessoa a ganhar prêmios Nobel em categorias distintas.

9- “A Mulher faz o Homem” (Mr. Smith Goes to Washington, 1939): No Ano do Cinema, um simplório chefe de escoteiros (James Stewart) é indicado ao Senado para poder ser manipulado por um inescrupuloso bando. Sua única vontade é impedir a construção de uma barragem que passa por áreas preservadas importantes. Para isso conta com a ajuda e o incentivo de sua secretária (Jean Arthur).

8- “Nasce uma Estrela” (A Star is Born, 1937 / 1954): Hollywood é uma fábrica de sonhos, mas alcançar prestígio nestas terras não é fácil. Que o diga Esther Blodget, transformada por essa fábrica em Vicki Lester, superestrela. Seu apogeu coincide com a queda de seu marido, Norman Maine, astro alcoólatra que a encantou e incentivou. Eu só assisti à primeira versão, com Janet Gaynor e Fredrich March. Dizem que a segunda, com Judy Garland e James Mason, é melhor, até pela aproximação com a vida conturbada de Judy.

7- “Depois do Vendaval” (The Quiet Man, 1952): Ex-lutador (John Wayne, fora de um faroeste) volta para sua Irlanda natal após ter matado um adversário. Apaixona-se por uma moça difícil (Maureen O’Hara) e, contra a sua vontade, terá de lutar para casar-se com ela. Conta-se que o nome da moça, Mary Kate Danaher, veio da junção dos nomes das duas mulheres da vida do diretor John Ford: sua esposa Mary e Katharine Hepburn. Injustiça ter perdido o Oscar de Melhor filme para “O Maior Espetáculo da Terra”.


6- “A um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity, 1953): A história se passa no Havaí em 1941, em um quartel militar onde um alto funcionário (Burt Lancaster) mantém uma escandalosa relação com a esposa do chefe (Deborah Kerr) e dois jovens soldados arrumam confusões: Montgomery Clift e Frank Sinatra, provando com um Oscar que não era apenas uma grande voz.

5- “A volta ao mundo em 80 dias” (Around the world in 80 days, 1956): Vc realmente viaja em três horas de aventuras e perigos que Phileas Fogg (David Niven) e seu “assistente” Passepartout (Cantinflas) vivem para ganhar uma aposta. Pura magia em todos os lugares pelos quais eles passam. Outro dia, inclusive, achei o livro de Júlio Verne em uma biblioteca. Nessa versão, o nome da personagem de Cantinflas é traduzido como “Chavemestra”. Loucura total.

4- “Julgamento em Nuremberg” (Judgement in Nuremberg, 1961): Alguns nazistas são julgados por um tribunal americano em Nuremberg, apenas 3 anos depois da guerra. Mas eles não são carrascos de campos de concentração, smas sim juízes e ministros que condenaram e promulgaram leis racistas. A atuação de Maximillian Schell, como advogado de defesa, até nos leva a crer na inocência dos acusados, e a bela Marlene Dietrich, que combateu os nazistas, está aqui defendendo-os para o juiz Spencer Tracy. Destaque também para os emocionados Montgomery Clift, Burt Lancaster e Judy Garland.


3- “A Dama de Xangai” (The Lady from Shanghai,1947): Orson Welles é meu favorito. Polivalente, roteirista, diretor e ator, deixou aqui mais um conjunto de pensamentos inesquecíveis (o que é ter vantagem? Quão importante é a essência de cada um? E a história dos tubarões em Fortaleza, então?) e uma sequência de tirar o fôlego na sala dos espelhos. Dirigiu Rita Hayworth com maestria mesmo em franca crise conjugal com a ex-ruiva. Uma curiosidade é que nosso poetinha Vinicius de Moraes estava nos EUA como embaixador e acompanhou as filmagens desta película.

2- “Casablanca” (idem, 1941): Aquele tipo de filme que todos sabem o que vai acontecer no final, mas mesmo assim atrai multidões. Não há outro que deixou tantas frases no imaginário e no vocabulário das pessoas, ou uma música tão memorável tocando tantos corações (aliás, meu sonho é aprender a tocar As Time Goes By no piano). Que importa o aparente coração frio de Rick (Humphrey Bogart) e o final pouco usual? Entrou para a história.

1- “E o vento levou” (Gone with the Wind, 1939): É tudo!!! As 3h42min mais bem gastas, com um filme surpreendente, atuações primorosas, imagens incríveis e a mais humana das personagens: Scarlett O’Hara (Vivien Leigh). Não dá para ser o mesmo depois de assisti-lo. Vc fica pensando, digerindo a trama por horas após o fim. E não é possível chegar à conclusão de que a voluntariosa mocinha mereceu ou não sua sina.

Infelizmente, eu ainda não tive a oportunidade de ver Cidadão Kane, aclamado por duas vezes como o melhor filme de todos os tempos.

Beijos!!

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