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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Das telas para os livros

O caminho natural é levar as histórias dos livros para as telas do cinema. Mas não é disso que se trata este post. Outro fenômeno pode ser observado: a transformação de estrelas de cinema em personagens de livros. Um exemplo claro e curioso foi uma série de 16 livros escritos na década de 1940, chamada “Whitman Authorized Editions for Girls”.

Todas as histórias tinham alguma atriz clássica no título. Em alguns, ficava claro que era a própia atriz a protagonista da aventura, baseada em imensa licença poética. Em outros, é esclarecido que a heroína é apenas uma garota comum homônima à atriz. Em apenas duas obras nada disso é esclarecido.

O contexto da Segunda Guerra Mundial está muito presente tanto nas histórias quanto nas ações das heroínas, que podiam servir de exemplo para as moças americanas. As protagonistas normalmente vivem sozinhas com a mãe, uma vez que os homens da família estariam lutando na Europa e na Ásia. Elas devem combater vilões que estão contra o país inteiro (espionando, por exemplo). Outra atitude heroica em tempos de guerra não é largar tudo e tornar-se enfermeira, mas sim entreter os soldados e levar-lhes alegria.

Os livros têm qualidade variável segundo a crítica americana. Em 12 deles, todos escritos por Kathryn Heisenfelt, há um clima de mistério tolamente solucionado ao final. Todas as personagens parecem ser medrosas, inclusive a protagonista. Os dois livros de Eleanor Packer são considerados excelentes e “Ginger Rogers and the Riddle of Scarlet Cloak”, escrito por Lela, mãe de Ginger, é o mais emotivo e bem-sucedido da coleção. Os três piores, citados abaixo, possuem enredos e situações que não fazem muito sentido. Em “Bonita Granville and the Mystery of Star Island”, a atriz ouve uma estranha voz interior a todo momento e, apesar de negar que é a famosa Bonita Granville, pede que todos a chamem por Bonita!

Acima da Média

Deanna Durbin and the Feather of Flame
Ann Rutherford and the Key to Nightmare Hall
Jane Withers and the Hidden Room
Ginger Rogers and the Riddle of the Scarlet Cloak
Betty Grable and the House of Cobwebs
Dorothy Lamour and the Haunted Lighthouse

Na Média
Deanna Durbin and the Adventure of Blue Valley
Betty Grable and the House with the Iron Shutters
Ann Sheridan and the Sign of the Sphinx
Judy Garland and the Hoodoo Costume
Shirley Temple and the Spirit of Dragonwood
Shirley Temple and the Screaming Specter
Gene Tierney and the Invisible Wedding Gift

Abaixo da Média
Bonita Granville and the Mystery of Star Island
Jane Withers and the Phantom Violin
Jane Withers and the Swamp Wizard


Essa coleção não foi traduzida para o português. Os livros só podem ser encontrados em sebos americanos. Ainda assim, as publicações de 1947 são muito raras.

Além desse caso, outros astros entraram de tal maneira para a cultura popular que acabaram citados em livros. Temos como exemplo a predileção do protagonista de “To be with her” (do autor Syed Afzal Hayder) por Gregory Peck e de uma personagem de “The Moviegoer” (escrito por Walker Percy) que idolatra William Holden. Isso é que é diálogo entre as artes! 

10 comentários:

Rubi disse...

Mas que post interessante!
Confesso que sabia muito pouco em relação a essas obras publicadas. De fato, são raridades. Uma pena que não são vendidas por aqui, eu certamente iria comprar (mesmo que fosse ruim HAHA) Tenho grande admiração por algumas artistas citadas.

Parabéns pelo post!

Renato Tavares Mayr disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renato Tavares Mayr disse...

Olá, Letícia! Meu nome é Renato, e tenho(vários) um blog chamado Dois Cafés e Uma Crítica, já extinto, onde você deu uma passada comentando e deixando um link para o teu blog. Depois de meses sem entrar no meu, encontro o teu comentário e decido vir aqui, e me surpreendi:

Um apanhado de textos super agradáveis, com um tema que muito me agrada(confesso fã de cinema, incursando aos poucos nos clássicos)Adorei e com certeza acompanharei!

Até!

Marcelo C,M disse...

Falando em Drácula, aguarde minha critica sobre Drácula (1931) versão Espanhola que foi filmada junto a produção estrelada por lugosi.

Marcelo C,M disse...

PS: Gostei do seu blog, estou lhe seguindo e colocarei como destaque no meu blog.

Rafa Amaral disse...

Olá amigo cinéfilo! Também adorei seu espaço e o coloquei na lista de links de meu blog! Voltarei mais vezes. Abraços (saudadesdobomcinema.wordpress.com.br)

Valdeci disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Valdeci disse...

Muito interessante seu blog. Gostei sobretudo dos seus comentários e as ilustrações das mamtérias.

Parabéns por suas escolhas dos atores e atrizes, bem como da sua preferência para os clássicos. Realmente, em tratando-se da sétima arte, só fazendo mesmo o retorno visto a mediocridade das produções que temos visto nos últimos tempos na cinematografia mundial (e nacional também, claro).

Marvin disse...

Cinéfila e nerd... já sou seu fã...
Já que vc é nerd, visite o www.nerdcast.com.br um podcast informativo e divertido para nerds high level. Um abraço.

Anônimo disse...

[url=http://site.ru/]site.ru[/url]

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