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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Halloween & coisas assustadoras do cinema clássico (na minha opinião)

Quem não tem uma lembrança sinistra de um filme? Mesmo aqueles mais bobos ou que não causariam medo algum às vezes fazem as crianças ficarem noites sem dormir. O próprio Gregory Peck, por exemplo, disse certa vez que sua primeira memória relacionada ao cinema era de quando foi ver “O Fantasma da Ópera / The Phantom of the Opera” (1925) e ficou tão assustado que sua avó teve de dormir com ele aquela noite.
Comigo não foi diferente. Em uma época de menos maturidade e quase nenhuma cinefilia, alguns contatos com o cinema clássico foram amedrontadores...

Primeiros filmes (ou melhor, “Serpentine Dance”): Os primeiros filmes me dão uma sensação desagradável, talvez por pensar que aqueles pioneiros viveram há tanto tempo e não tiveram a oportunidade de ver em que a arte que estavam desenvolvendo se transformou. Isso acontece no breve “Rounday Garden Scene” (1888) e na dança com figurinos bizarros “Serpentine Dance”. 

Os Vampiros / Les Vampires (1915): A primeira vez em que folheei uma edição de “1001 filmes que você deveria ver antes de morrer” levei um susto com a foto de página inteira da atriz Musidora. Embora seja a imagem-símbolo do longuíssimo filme, ela ainda não me agrada.

Nosferatu (1922): O cinema mudo de terror lida com as emoções mais primitivas de qualquer ser humano. As produções causam medo através de sons estranhos e imagens assustadoras. Quem não teve medo daquela sombra que atire a primeira pedra!

Closes no cinema mudo: Também pelo motivo do primeiro tópico. Além disso, o olhar das moças da década de 1910 parece-me bastante forte, mesmo em fotografias (como se elas fossem capazes de enxergar lá dentro de nós...). Meu close menos favorito é o de Constance Talmadge, logo no início de sua bela atuação em “Intolerância” (1916). 
Até ela teve medo do próprio close

Monstros / Freaks (1932): O primeiro contato com esse filme se deu quando eu nem era tão cinéfila assim. Em uma lista dos 10 filmes mais impressionantes, este vinha em décimo. A imagem do Torso ficou em minha mente, durante dias, me assombrando...

O Homem Elefante (1980): A triste trajetória real de Joseph Merrick é, por si só, assombrosa. Contada pelo cinema, então, tem seu impacto elevado à milésima potência. Uma produção em preto-e-branco, em plena década de 80, só podia sair das mãos de David Lynch... E é outro que eu ainda não criei coragem para assitir.

Como toda regra tem exceção...
O lanchinho é cortesia do Bates Motel


Aí está um exemplo de quem algumas pessoas passam a temer depois de assistir a “Psicose” (1960). Eu não tive essa reação. Na verdade, continuei achando Norman Bates uma fofura. Que importa se ele é um pouco perturbado? Sua “adorável psicose” compensa tudo!


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Os amores de Carole


Carole Lombard foi uma das maiores, mais bonitas e mais engraçadas atrizes do cinema clássico. Sua atuação em excelentes comédias eternizou-a entre as lendas da sétima arte. Seu cabelo loiro e seu olhar penetrante hipnotizavam o público e, é claro, seus colegas de profissão. No entanto, mesmo vivendo e amando na liberal Hollywood, Carole se casou apenas duas vezes. Se tivesse vivido mais de 33 anos, provavelmente a conta de matrimônios não seria tão facimente alterada. Seu segundo e último marido, Clark Gable, era, sem dúvida, o amor de sua vida. Carole viveu pouco, mas amou intensamente seus dois companheiros.

William Powell: Eles se conheceram em 1930 e se casaram no ano seguinte, apesar dos olhares de desconfiança pelos 16 anos de diferença e pelas personalidades opostas. Eles permaneceram juntos por apenas dois anos, mas continuaram grandes amigos depois do divórcio, protagonizando juntos a famosa comédia “Irene, a teimosa / My man Godfrey” (1936). Ela se culpava pelo fim do casamento, pois estava mais preocupada com a carreira em ascensão que com a vida conjugal. Depois de William, Carole namorou brevemente Gary Cooper, George Raft e Russ Columbo, que morreu em um acidente com uma arma antes de pedi-la em casamento.


Clark Gable: Gable e Lombard já haviam atuado juntos como extras em “Ben-Hur”, “The Plastic Age” (ambos de 1925) e no filme “No man of her own” (1932). Mas foi em 1936 que o romance começou para valer. A intenção inicial dela era filmar o recém-lançado livro “E o vento levou...”, por isso enviou um sugestivo bilhete a Gable: “vamos fazer juntos?”. Ele interpretou o escrito de forma maliciosa e não gostou de saber que realmente se tratava de uma proposta de trabalho, mas aí o destino já estava traçado. Em 1939, três semanas após o fim do terceiro casamento de Clark Gable, ele e Carole se casaram. Carismáticos e queridos pelo público, eles viviam alegres entre os compromissos de Hollywood e o sossego de uma fazenda, onde fizeram diversos vídeos caseiros. Apesar do bom-humor que reinava no cotidiano do casal, um fato os chateava: eles não conseguiam ter filhos. O desfecho desse romance todos conhecem: em 1942, voltando de uma viagem para promover bônus de guerra e ajudar os Estados Unidos, Carole Lombard faleceu quando o avião em que viajava se chocou contra uma montanha. Clark Gable nunca se recuperou totalmente do ocorrido.


James Stewart (?!): Carole e Jimmy protagonizaram em 1939 o filme “Made for each other”. Nada de mais aconteceu entre os dois, mas uma revista da época criou uma espécie de fanfic (história fictícia sobre um filme, uma série ou mesmo uma personalidade de sucesso) imaginando como seria um relacionamento entre os dois. A primeira parte é um tanto confusa por não separar as falas de Carole das de sua amiga Fieldsie. No entanto, o escrito vai ficando cada vez mais charmoso, mostrando que eles formariam um casal simpático e divertido. A história trata, de modo geral, de uma reunião na casa dos pombinhos e, mais tarde, nas inseguranças despertadas em ambos pela probabilidade e o desejo de terem um filho.  Clique para ampliar.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como formar novos cinéfilos clássicos no Dia das Crianças

O Dia das Crianças pode já ter passado, mas isso não é motivo para nos esquecerrmos do chamado “futuro da nação”. Principalmente se é possível garantir que esse futuro seja recheado de filmes cássicos. Não é fácil, mas há algumas formas de introduzir as crianças ao maravilhoso mundo do cinema antigo!

1-     Charles Chaplin: O humor de Chaplin é atemporal. Abusando da comédia corporal, do carisma e das boas intenções do adorável vagabundo, seus filmes agradam a todos e ultrapassam gerações, sendo um ótimo começo para o amor pelo cinema.
2-     Irmãos Marx: Comediantes com o mesmo apelo atemporal de Chaplin, mas desta vez usando o som como recurso, o tresloucado quarteto (e, mais tarde, trio) foi capaz de criar situações engraçadíssimas, usando o nonsense com maestria.

3-     Filmes mudos: Crianças pequenas tendem a ser mais tolerantes que as mais velhas. Assim, elas provavelmente não torcerão o nariz de cara para os filmes mudos. Além de Chaplin, as comédias de Buster Keaton, Harold Lloyd e O Gordo e o Magro são ótimas pedidas. Só não vale passar Griffith para o pimpolho.
4-      O Mágico de Oz: Hoje no Brasil esse não é o clássico absoluto da infância, mas em outros países ele é a porta para o mundo do cinema. A voz de Judy Garland, a turma carismática, a história comovente e a mensagem edificante o transformaram em um filme comovente e adorado por pessoas de todas as idades em todos os lugares.
5-     Filmes de Walt Disney: Disney produziu longas de 1937 a 1967, a Era de Ouro de seu estúdio. Assim como eu fui, milhões de crianças são familiarizadas com essas produções desde cedo e, posso dizer por experiência própria, é uma ótima maneira de se tornar cinéfilo.
   6- A Noviça Rebelde: Uma freira bondosa conquista sete crianças determinadas a enfernizar todas as governantas que o pai contrata. Ela também amolece o coração do severo viúvo Capitão Von Trapp. Em meio aos perigos do nazismo e às paisagens deslumbrantes da Áustria, o filme conquistou milhões de fãs e tem especial apelo junto ao público infantil.

   7-  Clássicos infantis: Vale “As aventuras de Huckleberry Finn”, “Lassie”, “A mocidade é assim mesmo”, “A felicidade não se compra” e outros filmes inspiradores. Há sempre uma série de clássicos da infância que são indispensáveis na formação de qualquer ser humano (e não só “O Pequeno Príncipe”).
8-     Musicais: Esteticamente apelativos; coloridos e singelos, os musicais antigos tendem a agradar às crianças. Através de belas músicas, emocionantes coreografias e grandes intérpretes, filmes como “Agora seremos felizes”, “Desfile de Páscoa” e “Sete noivas para sete irmãos” são boas opções. oa de P  
9-     Faroestes (não muito sangrentos): Talvez essa sugestão agrade mais aos meninos. Num episódio da série “Modern Family” o garoto Luke faz amizade com um senhor da vizinhança que lhe aconselha assistir a filmes como “Matar ou Morrer” ou “Os brutos também amam”. E não é que é um bom conselho?
10- Filmes de Gene Kelly: Responsável por alguns dos maiores e melhores musicais da História, Gene era talentoso, carismático, bonito e se dava muito bem com crianças! Prova disso é o número “I´ve got rhythm” de “Sinfonia de Paris”.
11- Filmes de Mickey Rooney: Hoje ele é um velhinho simpático, mas Mickey foi uma espécie de criança prodígio, protagonizando sua própria série de filmes singelos e vários musicais alto-astral com Judy Garland.
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12-  Filmes de Shirley Temple: Quer exemplo melhor para uma criança que ver outra criança se divertindo nas telas? Shirley foi queridinha de uma geração, ganhou um Oscar aos seis anos e, de certa forma, ajudou um país inteiro a passar pela recessão econômica durante a Grande Depressão. Talvez ela ajude os mais novos a gostar de cinema!

Tomara que essas ideias possam dar origem a uma nova geração de amantes dos clássicos. Agora é só colocar em prática. Se você não tem fillhos, pegue aquele sobrinho, priminho, vizinho ou criança mais quietinha que você conheça e ponha em prática essa saudável maratona cinematográfica com sua cobaia infantil. Ou (por que não?) redesperte a sua infância e aproveite esses clássicos para todas as idades.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Inocente Pecadora / Way Down East (1920)

Um melodrama singular dirigido por D. W. Griffith e estrelado por sua musa e constante colaboradora Lillian Gish, “Inocente Pecadora” ("As Duas Tormentas" em Portugal) , com seus 145 minutos, embora com o subtítulo de "uma história simples de pessoas comuns",  é prolixo e ao mesmo tempo fluente como a catarata para que Anna se dirige sobre uma pedra de gelo, no clímax da produção.

Assim como a maioria dos filmes mudos, esse tem também uma série de intertítulos que servem de prólogo da ação. Aqui vemos uma celebração ao casamento monogâmico e o sofrimento que a infidelidade masculina pode causar para a mulher. As personagens têm nome, mas, como o próprio filme explicita, poderiam ser qualquer pessoa (ainda não houve a sacada de chamar as personagens apenas de "esposa" ou "marido", como faria Murnau em "Aurora", em 1927). Por si só, uma apresentação interessantíssima. E, quando a ação começa, nos vemos enfeitiçados pelo encanto virginal de Lillian e torcemos para sua personagem, embora, como em outros filmes, ela sofra, sofra, sofra e sofra mais um pouco durante toda a projeção.

Anna, uma pobre jovem da Nova Inglaterra, vai a Boston pedir ajuda financeira para uma tia rica. Acolhida falsamente pela ricaça, ela acaba participando de uma festa na mansão, chamando a atenção do mulherengo Lennox Sanderson (Lowell Sherman) . Depois de algumas investidas, ele a pede em casamento, mas implora que ela mantenha segredo sobre a cerimônia, pois ele não quer perder a “mesada” que ganha do tio. Mas ela não pode esconder a verdade por muito mais tempo, pois um herdeiro está a caminho. É aí que ele revela que eles não são realmente casados, deixando-a sozinha e desamparada após a morte da mãe. Anna passa a ser vista como “pecadora” por ter um filho sem ser casada, embora seja “inocente” por ter sido enganada por Lennox.

Mais uma série de tragédias se segue. Numa sequência comovente, Anna batiza seu bebê sabendo que ele está muito doente e segura-o nos braços até ele morrer, quando ela tenta, sem sucesso, reaquecer seu corpinho. Lillian relembra que o pai do bebê estava no set de filmagem e, com a comoção causada pela cena, desmaiou. A sinistra mulher que alugava a casa para a jovem a obriga a sair, pois ela não tem boa reputação. Anna tenta recomeçar sua vida na fazenda Bartlett, escondendo seu passado. Mas um dos vizinhos próximos é o próprio Lennox, que a enganara e agora teme que sua presença estrague seus novos planos de romance com Kate (Mary Hay), até então comprometida com David (Barthelmess). Curiosamente, Barthelmess e Hay se casaram na vida real. Corine Seymour, presença constante nos filmes de Griffith, gravou várias cenas como Kate antes de adoecer gravemente e falecer aos 21 anos. Ela foi substituída por Mary e o que vemos na tela é uma mistura das atuações das duas atrizes.

Lillian está especialmente bonita nesse filme, quase sempre com seus longos cachos presos em um coque. Os closes durante a festa chique são de uma beleza única, assim como a interação infantil com uma pombinha. É impossível não ser ofuscado por sua presença. Seu co-protagonista Richard Barthelmess (com quem também atuou em “Lírio Partido / Broken Blossoms”, no ano anterior), o sensível fazendeiro David Bartlett, não chega aos pés dela em tempo em cena. Seu grande momento é quando recita um poema para ela e diz que sempre a amou (além, é claro, dos momentos como herói perto do final).

A versão a que eu assisti tem a maioria de suas cenas em tons de sépia, com algumas poucas (em especial a da catarata) em um tom de azul que me lembrou da própria Gish balançando o berço em “Intolerância” (1916). Em se tratando de visual, não podemos deixar de falar da sequência na nevasca, criada exclusivamente para o cinema, que culmina com Anna desmaiada em uma pedra de gelo (feita de madeira pela equipe cenográfica) e sendo levada para a morte. Lillian permaneceu horas com a mão mergulhada nas águas geladas de um rio para completar a cena, ficando com problemas motores na mão direita pelo resto da vida.ntolerish balançando o berço em "ial a da catarata) em um tom de azul que me lembrou da pr ance com Kate (Mary Hays).

A música é simpática, combinando melodias agradáveis que se intercalam e algumas músicas conhecidas usadas em pequenos momentos, como a Marcha Nupcial, uma canção de ninar e a cantiga folclórica infantil "Three Blind Mice". Em uma cena de dança (dança no cinema mudo é algo bizarro ao extremo) a futura estrela Norma Shearer participa como extra. Para surpresa geral, Griffith, em meio ao drama de Anna, salpica momentos e personagens cômicos. Mais uma vez ele constrói histórias paralelas (um gosto pessoal) que nem sempre se mostram úteis (um defeito pessoal).  

O tema excessivamente puritano soa datado. Anna não poderia mais se casar porque ela não é "a branca flor virginal" com que David sempre sonhou. Hoje isso não mais se aplica (e se aplicasse, meu Deus!).  No entanto, outros aspectos moderninhos prevalecem, como Anna acusando Lennox de tê-la enganado sem medo da reação alheia (OK, ela não tinha medo porque sua situação não podia ficar pior), David atacando o pai após este expulsar Anna e alguns detalhes finais: um beijo cômico entre dois homens e o beijo entre Anna e a sogra, selando a união e terminando a película.
   
Como não gosto do melodrama exagerado de Griffith, não me empolguei com o clímax no gelo, mas confesso que é uma sequência tecnicamente impressionante e de beleza pungente. Este filme foi 175 mil dólares mais caro que o épico "O Nascimento de uma Nação / The Birth of a Nation" (1915). Nada controverso, ele acabou se tornando um sucesso absoluto de público. Surpreendente, incrivelmente moderno em alguns pontos e ultrapassado em outros, "Inocente Pecadora" ainda emociona, diverte, prende o espectador e, em especial, mostra o talento incontestável de Lillian Gish.


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domingo, 9 de outubro de 2011

Clímax & Desfecho 2: (mais) finais inesquecíveis

Eu não pude resistir a fazer essa continuação. A lista de “Melhores Finais do Cinema” estava imensa e teve de ser dividida. Prova de que os realizadores souberam terminar muito bem seus filmes, deixando-os na memória dos cinéfilos.

Aconteceu naquela noite / It Hapened One Night (1934): Caem as muralhas de Jericó que separavam Clark Gable e Claudette Colbert. Um jeito divertido e sensual de mostrar que a noite de núpcias começou.

Nasce uma Estrela / A Star is Born (1937 / 1954): “Eu sou a Sra. Norman Maine!”. Esther Blodgett, ou melhor, a superestrela Vicky Lester se recupera da tragédia ocorrida com o marido e assume a importância dele para sua carreira em uma volta triunfal aos holofotes.

O Falcão Maltês / The Maltese Falcon (1941): “O material de que são feitos os sonhos” é o mesmo material da estátua que causou toda a mobilização. Ao ver que a mocinha (Mary Astor) por quem está apaixonado ir presa, ele constata que o romance jamais irá se concretizar e solta essa bela frase.

Os Incompreendidos / Les quatre cents coups (1959): Um close que entrou para a História e mostrou que Antoine Doinel (Jean-Pierre Leaud) ainda viveria muitas aventuras.

Psicose / Psycho (1960): Um close sinistro, sobrepondo de maneira subliminar a caveira da mãe de Norman Bates ao rosto do amável Anthony Perkins.

Bonnie & Clide (1967): O casal criminoso interpretado por Faye Dunaway e Warren Beatty recebe uma rajada de balas e seu carro fica parecendo um queijo suíço. Imagine como ficaram seus corpos!

Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969): Outro close antológico. Em tons de sépia, Butch (Paul Newman) e Sundance (Robert Redford), já feridos, vão enfrentar um bando armado.

O Poderoso Chefão / The Godfather (1972): Michael Corleone (Al Pacino), depois de uma grande sequência em que batiza seu sobrinho ao mesmo tempo em que manda matar o pai do garoto, diz à sua esposa Kay (Dianne Keaton) que não pergunte sobre seus negócios, mostrando que é o novo chefão  o novo chefndo que s neg ao mesmo tempo que manda matar o pai do garoto,

Muito além do jardim / Being There (1979): O jardineiro Chance (Peter Sellers) mostra ser realmente alguém bastante especial.
   
Cinema Paradiso (1986): Uma reunião de beijos ardentes da sétima arte ao som da belíssima trilhade Ennio Morricone.



Só Chaplin!

Charles Chaplin sabia construir como ninguém finais inspiradores para seus filmes.

Luzes da Cidade / City Lights (1931): A florista cega (Virginia Cherril) volta a enxergar depois de uma cirurgia. Com uma grande floricultura montada, ela constata, emocionada, que o benfeitor que pagou pela operação não é um milionário como ela imaginava, mas sim um vagabundo de bom coração.

Tempos Modernos / Modern Times (1936): Nem tudo deu certo para o vagabundo e sua amada órfã (Paulette Goddard), mas ele a encoraja a sorrir e, ao som da inesquecível melodia “Smile”, composta por Chaplin, eles vão pela estrada em busca de novas aventuras.

O Grande Ditador / The Great Dictator (1940): Um barbeiro judeu é confundido com o terrível ditador Adenoid Hynkel. Ele é colocado para discursar no lugar do chefe de Estado e faz um belíssimo discurso, longo e profundo, sobre paz e tolerância, terminando com um pedido para sua amada Hannah (Goddard).

Agradeço aos leitores que deram sua contribuição e cito-as como menções honrosas de grandes finais. Não comentarei sobre eles porque (ainda) não assisti a esses filmes.
  • As Diabólicas
  • Clube da Luta
  • Coração Satânico

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Clímax & Desfecho: os melhores finais do cinema

O fim coroa a obra, já diz meu avô. Muitos realizadores de cinema acreditam nessa máxima e, com ela em mente, criaram finais arrebatadores para grandes filmes, deixando multidões boquiabertas e uma sensação deliciosa em quem sai da sessão de cinema.  


The Great Train Robbery (1903): O primeiro faroeste causou frisson nas plateias do início do século XX. Pudera: seu icônico final mostra um ator apontando para a câmera e atirando. O ingênuo público gritava e corria tentando fugir dos tiros.


A Caixa de Pandora (1929): Lulu (Louise Brooks) é uma moça muito independente para seu tempo. Depois de seduzir vários homens, matar o marido, ir a julgamento e trabalhar num navio, ela tem um encontro sinistro na noite de Natal de 1888 em Londres.

Inimigo Público / The Public Enemy (1931): O filme que alerta a população sobre os perigos de se tornar um gangster está entre meus favoritos. O destino de Tom Powers (James Cagney) é selado de maneira surpreendente e moralista.


O Fugitivo / I am a fugitive from a chain gang (1932): Paul Muni foi preso injustamente. Depois de duas fugas espetaculares de um campo de trabalhos forçados, ele sorrateiramente revela para sua namorada que o sistema prisional não regenera através de uma frase de efeito ninguém e some na penumbra.


King Kong (1933): “A Bela matou a Fera”. O fim do macaco gigante que escalou o Empire State por amor foi triste, mas poético.


E o vento levou / Gone with the wind (1939): “Amanhã é outro dia!”. Sim, adolescentes obrigados a assistir ao filme contra sua vontade durante as aulas, Scarlett O’Hara voltou à estaca zero e está disposta a recomeçar com uma frase de efeito dita contra o crepúsculo ao som da trilha de Max Steiner.


Casablanca (1942): Mais um final conhecidíssimo e pouco convencional. Não deu para Ilsa (Ingrid Bergman) e Rick (Humphrey Bogart), embora sempre tivessem Paris. Em compensação, Rick e o Capitão Renault (Claude Rains) vislumbram o que pode ser o começo de uma bela amizade.


Fúria Sanguinária / White Heat (1949): Cody Jarrett (James Cagney) sobe em tanques de combustível durane uma fuga, avisa a mãe que atingiu o topo do mundo e... não se dá bem.


Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard (1951): Norma Desmond (Gloria Swanson) está pronta para seu close, Mr. DeMille. Close a ser filmado no hospício, provavelmente.


Anastácia, a princesa esquecida / Anastacia (1956): Constatando com alegria que a atração da festa se foi, a Imperatriz (Helen Hayes) diz que avisará a todos que o espetáculo acabou e que voltem para suas casas. Dado o recado, de fato o espetáculo cinematográfico tem seu fim.  


O sétimo selo (1957): A Morte (Bengt Ekerot) decide levar algumas pessoas para um passeio, tendo, inclusive, viajantes que decidem embarcar por conta própria. Uma cena / dança sinistra e inesquecível.


O Candelabro Italiano / Rome Adventure (1962): O final que deu origem a este artigo. Que garota não gostaria de ser recebida em um porto, depois de uma longa viagem de navio, por Troy Donahue com um candelabro e um buquê de flores?


No próximo post virão as menções honrosas de grandes finais cinematográficos!
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