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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Aviador / The Aviator (2004)

Um milionário já tem coisas demais para se preocupar, certo? Não para Howard Hughes, milionário aos 18 anos que, durante a conturbada vida, ainda se envolveu com divas do cinema, foi produtor de filmes de sucesso como “Hell’s Angels” e construiu um avião.
Com vocês, o biografado: Howard Robard Hughes Jr (1905 – 1976) foi um milionário hipocondríaco, fortemente influenciado pela superproteção da mãe. Quebrou vários recordes na aviação, referentes à velocidade e à duração de voos transcontinentais. Produziu o caríssimo “Hell´s Angels”, com Jean Harlow, “Sacarface”, com Paul Muni, e “O Proscrito” (The Outlaw), com Jane Russel. Foi dono de uma grande companhia aérea, a TWA, e relacionou-se com Katharine Hepburn, Ava Gardner, Ginger Rogers, Olivia de Havilland e Bette Davis.
É bom saber: Cate Blanchett ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante ao interpretar Katharine Hepburn. Foi a primeira vez que o ganhador interpretou um ganhador real. Embora boa parte das falas de Cate seja bastante didática, explicando hábitos da estrela, há algumas confusões acerca dos apelidos que ela e Hughes utilizavam, da época em que o irmão dela cometeu suicídio e de quando ela conheceu Spencer Tracy.
Para ter um ar original, cada sequência do filme foi filmada usando a tecnologia de cores usada no período retratado.
Excentricidades e neuroses: Hughes era tido como racista e antissemita.
 Já doente e idoso, ele só aceitava que enfermeiros mórmons cuidassem dele, pois os praticantes dessa religião são proibidos de beber.
Hughes chegou a comprar um canal de televisão (o Canal 8) para que ele visse filmes até tarde da noite e, se cochilasse, pudesse ligar para a emissora e mandar repetir a parte que havia perdido.
Ele chegou a projetar um sutiã para que Jane Russel, ao usá-lo no filme “O Proscrito”, parecesse mais sensual.

domingo, 17 de abril de 2011

A Morada da Sexta Felicidade / The Inn of Sixth Happiness (1958)

A difícil tarefa de transportar um grupo de 100 crianças durante a Guerra Sino-Japonesa de uma cidade destruída para um local seguro, atravessando as montanhas, só poderia ter sido realizada por uma alma boa como Gladys Aylward. Se sabemos por essa sinopse que a missionária inglesa foi bela por dentro, a presença de Ingrid Bergman como seu alter-ego cinematográfico não nos deixa dúvida da beleza exterior da benfeitora inglesa - e do talento da estrela sueca.

Com vocês, a biografada: Gladys Aylward (1902 – 1970) foi uma empregada doméstica que se tornou missionária na China. Trabalhando principalmente com crianças, seu mais famoso feito foi a travessia das 100 crianças pelas montanhas em 1940, época em que ela estava doente. Em 1958 ela fundou um orfanato em Taiwan. Sobre o filme, Gladys sentiu-se envergonhada com o relato de seu romance com um soldado chinês, que, apesar de verídico, foi muito rápido.
Licença Cinematográfica: Gladys não foi apelidada de “Jan-Ai”, como mostrado no filme. Ela recebeu a alcunha de “Ai-weh-deh”, que significa “a virtuosa” e se tornou uma heroína para os chineses.
É bom saber: A música cantada pelas crianças durante a travessia ficou muito famosa nos Estados Unidos quando o filme foi lançado, sendo depois incorporado ao folclore local. Ela pode ser encontrada com os nomes “The Children’s Marching Song”e “This Old Man” e, por acaso, me foi apresentada durante um curso de inglês, sendo comumente usada para aprendizagem do idioma.
Esse foi o último filme de Robert Donat. Curiosamente, ele diz para Ingrid Bergman que “Essa pode ser a última vez que nós nos veremos” ao se despedir dela.
A pergunta que não quer calar: As outras cinco felicidades são riqueza, longevidade, boa saúde, virtude, uma velhice pacífica e uma morte sem sofrimento. Sinistro, mas sábio.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Gandhi (1982)

O exemplo máximo de pacifista do nosso tempo, uma das maiores personalidades do século XX, um benfeitor indiano sem o qual seu país não sairia do jugo neocolonial da Inglaterra. Assim como os feitos do biografado, Gandhi é um filme grande, tanto em questões técnicas (cenários, figurantes, duração) quanto em apelo popular.
Com vocês, o biografado: Mohandas Kharamchand Gandhi (1869 - 1948) foi um advogado e ativista político indiano. Lutou contra a discriminação, a segregação e o domínio inglês no território da Índia. Suas táticas de luta eram alternativas e diferentes: pregava a não-violência e a desobediência civil frente às leis e soldados ingleses. Ironicamente, essas táticas muitas vezes levavam multidões à morte. Foi apelidado de “Mahatma” (a grande alma) e tido como símbolo da lua dos mais humildes.
Licença Cinematográfica: Alguns detalhes passaram em branco, como modelos de carros de época e determinados hábitos e comportamentos.
 Quando Gandhi é mandado para a classe econômica do trem, logo no início do filme, note que a primeira classe, de onde ele sai, é um dos primeiros vagões. Isso seria impossível, pois a proximidade das caldeiras tornaria a classe VIP infernal, literalmente. 
Coisa de Cinema: O ator Bem Kingsley, que interpreta Gandhi, nasceu na mesma província que Mahatma. Ele emagreceu, fez ioga e tentou viver segundo os preceitos do grande líder para vivê-lo nas telas. Deu resultado: além de ganhar o Oscar de Melhor Ator, a semelhança foi tão grande que muitos indianos acreditaram que Ben era o fantasma de Gandhi.
Coincidentemente, o hotel em que Gandhi se hospedou na Inglaterra se chamava “Kingsley Hall”!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogueiros Cinéfilos Unidos

Olá novamente! Todos os apreciadores de cinema clássico agora têm um point onde podem encontrar os melhores blogs sobre o assunto, com as mais diversas e completas informações.


Fiquem à vontade e participem! é uma grande oportunidade de compartilhar informações...
Beijos de uma orgulhosa participante do grupo,
Lê ^_^ 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Prêmio Blogueiro Amigo

Olá!!!! É com orgulho que anuncio que o blog Crítica Retrô foi condecorado com mais um selinho, desta vez o de Blogueiro Amigo (no meu caso, blogueira J). A honra foi dada pela Marcia Moreira, do blog Clássicos, não Antigos. Muito obrigada de coração, Marcia!

Como tarefa, vou agora premiar mais cinco blogs. E os vencedores são...
Filmes Atuais e Clássicos (http://filmesatuais-psique66.blogspot.com/)
Foi difícil escolher, mas vocês merecem meninas! Abraços e obrigada pelo carinho e pelas visitas ao blog,
Lê ^_^

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Madame Curie (1943)



2011 foi escolhido como o Ano da Química pela comunidade científica em celebração ao centenário do Nobel de Química de Marie Curie. A cientista ganhou outro de Física em 1903, sendo até hoje a única mulher a ostentar o prêmio em duas categorias (Linus Pauling ganhou também dois prêmios, de Física e da Paz). Uma das mulheres pioneiras na pesquisa científica, Marie saiu da sombra de seu marido (que conheceu trabalhando como sua assistente) e foi brilhar sozinha na comunidade científica.

Com vocês, a biografada: Maria Sklodowska Curie (1867 – 1934) foi uma cientista polonesa radicada na França. Com seu marido Pierre Curie e com o cientista Antoine Henri Becquerel descobriu elementos radioativos como o rádio (que deu origem aos nomes radioativo e radioatividade) e o polônio. Foi professora da Sorbonne após a morte do marido e teve um caso com grande repercussão com o físico casado Paul Langevin. Visitou o Brasil para estudar as águas radioativas da cidade de Lindoia, no interior do estado de São Paulo. Faleceu aos 66 anos, devido a uma leucemia causada pela exposição à radiação durante anos de pesquisa ( os livros que ela usava em sue laboratório há cem anos estão em caixas de chumbo, pois emitem radiação). Um ano depois, sua filha recebeu também um prêmio Nobel de Química.    
  
Licença Cinematográfica: Ao contrário do que é mostrado, Marie não foi sozinha para Paris. Boa parte de sua família também foi viver lá, como sua irmã Bronislawa, uma obstetra.
Aparentemente, Pierre não gostou de ter uma mulher trabalhando em seu laboratório. Uma clássica história de ódio que vira amor.
Em nada Greer Garson e Walter Pidgeon se pareciam com Marie e Pierre Curie.


A própria Marie Curie gostava de romantizar sua vida, muitas vezes se descrevendo como uma heroína, capaz de fazer as maiores descobertas em laboratórios mal-equipados. O filme foi feito com base num livro sobre a cientista escrito por uma de suas filhas, ou seja, uma versão também parcial.

A Crítica Retrô: “Madame Curie” é uma excelente aula de História da Química, mostrando todos os percalços e alegrias das pesquisas científicas que levaram à descoberta da radioatividade e deram o Nobel aos nobres cientistas. Pensado para ser protagonizado por Greta Garbo e, depois da recusa da estrela, feito com a “recém-oscarizada” Greer Garson e seu par em “Mrs Miniver”, Walter Pidgeon, o filme ainda é belo e comovente (sim, Pierre Curie morreu atropelado por uma carroça), sendo um hino ao poder da mulher na Ciência.

domingo, 3 de abril de 2011

Chaplin (1992)

Uma obra admirável e uma vida mais ainda. Um dos maiores comediantes do cinema, Chaplin não teve uma trajetória alegre, mas conseguiu fazer humor com simplicidade e tornar outras existências mais felizes. E com maestria Richard Attenborough nos presenteou com mais uma inspiradora cinebiografia.
Com vocês, o biografado: Charles Spencer Chaplin (1889 – 1977) dispensa apresentações.


Licença Cinematográfica: No filme fica a impressão de que o filho de Chaplin com Mildred Harris nunca veio a nascer. No entanto, ele nasceu e sobreviveu por apenas três dias.
Embora a caracterização de Robert Downey Jr esteja impecável, um detalhe passou em branco: Chaplin tinha olhos azuis.
No filme, a estréia do personagem Carlitos, o vagabundo, é em uma confusão durante um casamento. Na realidade, o filme de estréia do famoso personagem é “Kids Auto Races at Venice”, um curta de 1914.
O filme sendo rodado quando Chaplin chega aos EUA é “The Adventurer” (1917), logo há um erro cronológico.
O repórter para quem Chaplin conta sua vida ao longo do filme, interpretado por Anthony Hopkins, é fictício.
Aparentemente, Charles, mesmo sendo amigo de Douglas Fairbanks, não gostava de Mary Pickford. Ele a define como “a small-sized bitch” (uma vadia baixinha).
A Crítica Retrô: Mais um bom filme de Attenborough, “Chaplin”, baseado em dois livros ( um deles uma autobiografia) mostra os mais importantes momentos da vida do ator/ diretor/ roteirista/ compositor. A infância pobre, a mãe alcoólatra (interpretada por Geraldine Chaplin), a ida para os Estados Unidos, a era muda, os escândalos amorosos. Com muitas reconstruções e poucas cenas originais, a produção é grandiosa e inspiradora.   
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