Tradutor / Translator / Traductor / Übersetzer / Traduttore / Traducteur / 翻訳者 / переводчик

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oscar 2012

A grande festa da Academia, em sua edição número 84, continua a atrair milhões de pessoas ao redor do mundo. Seja pelos ganhadores, por torcer por alguém ou algum filme em particular ou mesmo para conferir os elegantes trajes do tapete vermelho, há sempre um público cativo para o Oscar.
Alguns ganhadores eram quase certeza, devido aos prêmios que vieram antes na temporada de premiação, como Melhor Ator e Atriz Coadjuvante para Christopher Plummer e Octavia Spencer. Plummer, aliás, estabeleceu um novo recorde como o mais velho ganhador, aos 82 anos. Alguns prêmio técnicos também não eram novidade, como Melhor Figurino e Trilha Sonora para “O Artista”.
Os prêmios principais, últimos a serem apresentados, ficaram com Michel Hazanavicious (Diretor), Jean Dujardin (Ator), Meryl Streep (Atriz) e “O Artista” (Filme), quebrando outro recorde ao ser o primeiro filme mudo a ganhar a honra máxima desde a primeira cerimônia, em 1929. E, por falar em recordes, Meryl juntou-se a Ingrid Bergman com a marca de três Oscars, dois como Atriz Principal e um como Coadjuvante.
O grande ganhador da noite foi “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese que, contudo, não levou o prêmio de Melhor Diretor. O filme ganhou cinco Oscars (empatado com “O Artista”), destacando-se em categorias técnicas, como Melhores Edição e Mixagem de Som, Montagem, Direção de Arte e Efeitos Especiais
Com a volta de Billy Cristal como apresentador pela nona vez, alguns risos foram garantidos. Achei bastante simpático o número inicial, em que ele apresentou os concorrentes a Melhor Filme com paródias de algumas famosas músicas americanas. Embora ele não seja um astro do humor contemporâneo (um de seus maiores sucessos é uma comédia da geração passada, “Harry e Sally”, de 1989) foi uma boa aposta. Afinal, a Academia tenta a cada ano chamar o público mais jovem para ver o show armado.   
Mais uma vez o Brasil ficou a ver navios, perdendo a estatueta de Melhor Canção Original para “Man or Muppet”. E a glória de Melhor Filme Estrangeiro foi para o iraniano “A Separação”. O prêmio de Melhor Roteiro Adaptado foi para “Os Descendentes” e o de Roteiro Original, para “Meia-Noite em Paris” e, é claro, Woody Allen não apareceu. 
E, quanto a mim, percebi que preciso estudar mais estatística ou ao menos melhorar minha capacidade de chute. Do bolão feito, acertei 15 das 24 categorias. Para o próximo ano, pretendo melhorar assistindo aos indicados ou ao menos me informando melhor sobre eles se, é claro, perder a magia que vem junto com essa incrível festa do Oscar, celebração máxima do poder do cinema. Ah, e viva os primórdios da sétima arte!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bolão do Oscar 2012


Já diz meu avô: “Teimar sempre, apostar nunca”. Mas eu não pude resistir a fazer minhas apostas para o Oscar 2012, pois tive a honra de ser convidada a participar do bolão do DVD, Sofá e Pipoca. Ah, e vou logo avisando que não conferi todos os indicados (desculpa esfarrapada antes mesmo do resultado?).  De qualquer modo, as apostas foram feitas misturando um pouco do meu gosto pessoal, do que já vinha sendo apontado em outras premiações e alguns chutes. Então, vamos lá. A sorte está lançada!

MELHOR FILME: O Artista

MELHOR ATOR: Jean Dujardin - O Artista (simpático e versátil)

MELHOR ATRIZ: Viola Davis - Histórias Cruzadas (Sorry, Meryl)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer - Toda Forma de Amor

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Octavia Spencer - Histórias Cruzadas

MELHOR DIRETOR: Michel Hazanivicous - O Artista

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Os Descendentes

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Meia-Noite em Paris

MELHOR FILME
EM LINGUA ESTRANGEIRA
: A Separação (Irã)

MELHOR LONGA ANIMADO: Rango

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: O Artista

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: "Man or Muppet" - Os Muppets (para o meu gosto, “Real in Rio” é bem mais animada...)


MELHORES EFEITOS VISUAIS: Planeta dos Macacos – A Origem

MELHOR MAQUIAGEM: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

MELHOR FOTOGRAFIA: A Árvore da Vida

MELHOR FIGURINO: O Artista

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Pina (de Wim Wenders)

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM: The Tsunami and the Cherry

MELHOR MONTAGEM: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR CURTA: Raju

MELHOR CURTA ANIMADO: La Luna

MELHOR
EDIÇÃO DE SOM: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR MIXAGEM DE SOM: Cavalo de Guerra

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vida de Cachorro / A Dog’s Life (1918)

Muito antes de Rin-Tin-Tin, Skippy (ou melhor, Asta) e Lassie, houve um cãozinho que dividiu a tela com um grande astro, chegando até mesmo a roubar a cena. Em um dos primeiros filmes que têm num animal parte importante da trama, Charles Chaplin e seu amigo de quatro patas encantam a plateia, garantindo meia hora de boas risadas.

Before Rin-Tin-Tin, Skippy (better known as Asta) and Lassie, there was a dog that shared the screen with a great film star, and even stole the scene. In one of the first films with a leading role played by an animal, Charles Chaplin and his four-legged friend amaze the audience and give us half an hour of good laughs.
O vagabundo mora em um terreno baldio com um cachorrinho de nome Scraps, resgatado da fúria de cães maiores no início do filme por Chaplin. Juntos, os dois procuram comida com um vendedor interpretado por Sydney Chaplin, no primeiro filme em que ele trabalha com o irmão. Depois, eles vão em busca de diversão em um clube onde canta Edna Purviance, uma aspirante ao estrelato que não tem tido muito sucesso.

The Tramp lives in an empty lot with a little dog called Scraps. Scraps was rescued by Chaplin from a group of angry big dogs in the beginning of the movie. Together, the two outcasts look for food with a salesman played by Sydney Chaplin, who is working with his brother by the first time. Later, the Tramp and Scraps look for some fun in a club in which Edna Purviance sings. Edna is a wannabe star who is not very successful so far.
Não podemos negar que temos um protagonista animal. Ele está o tempo todo em cena, garantindo bons momentos – tanto divertidos quanto emocionantes. A personagem canina é de fundamental importância. Sua trajetória em muito se assemelha à do casal principal. É ele, também, quem acha a carteira cheia de dinheiro que promete dar uma vida melhor ao trio, até ser roubada. A cena do resgate do dinheiro, aliás, é sensacional. Mas nem tudo foi fácil nas gravações. Na simpática cena em que ele serve de travesseiro ao vagabundo, Chaplin teve de dar whisky ao cão para não ser mordido.


We can’t deny we have an animal lead. The dog is on the screen all the time and he is the source of several good moments – both fun and moving. The dog character is fundamental in the plot. Its story arc is very much alike the main couple’s. It is the dog, also, the one who finds a wallet full of money that is a promise of a better future – until the wallet is stolen. The scene with the reascue of the money, by the way, is sensational. But not everything was easy during filming. In the charming scene in which the Tramp uses the dog as a pillow, Chaplin had to give whiskey to the dog so it wouldn’t bite him.
Este foi o primeiro filme de Chaplin a somar um milhão de dólares nas bilheterias. Escrito, dirigido e produzido por seu protagonista, também foi o filme de estreia do estúdio First National Films (a United Artists, em que Chaplin era sócio, só surgiria no ano seguinte). Ele conviveu com cães desde a época do vaudeville, quando seu irmão introduziu os caninos em alguns números cômicos. Para o filme, ele testou 21 vira-latas até chegar a Mutt, o astro final, não sem antes haver, literalmente, muita briga de cachorro grande.

This was the first Chaplin film to earn a million dollars in the box office. Written, directed and produced by its leading man, “A Dog’s Life” was the first film released by First National Films (United Artists, the studio and distributor that Chaplin held partnership in, would only be founded in 1919). Chaplin had worked with dogs since his vaudeville times, when his brother put dogs in some comic acts. For the movie, he tested 21 mutts until he found Mutt, the final star. It was, almost literally, a dog-eats-dog world in entertainment.
E não apenas por ser um dos astros caninos pioneiros Scraps / Mutt merece destaque. O cãozinho de sorte foi adotado por Chaplin após a produção, passando a swer a mascote da First National Pictures. O estúdio acabou englobado pela Warner Brothers em 1929. Infelizmente, este foi o único filme do astro canino. Sua carreira durou de janeiro de 1918 até 29 de abril do mesmo ano, quando o animal faleceu. Quando Chaplin foi vender bônus de guerra pelo país, afastando-se do cão, o triste animal se recusou a comer, ficando cada vez mais debilitado.

And Scraps / Mutt deserves his own paragraph not only because it was a groudbreaking dog star. The lucky dog was adopted by Chaplin when production wrapped and became the mascot for First National Pictures. The studio was later bought by Warner Brothers in 1929. Unofrtunately, this was the only film made by the dog star. Its career lasted from January 1918 until April 29th 1918, when the dog passed away. When Chaplin left to sell war bonuses through the country, the sad dog became sad and refused to eat – and live.

O filme completo pode ser visto AQUI. E, para quem ama cãezinhos, há uma surpresa muito fofa ao final do filme!

The full movie can be seen HERE. If you are a dog person, there is a very cute surprise in the end! 

This entry is part of the Classic Movie Dogathon, hosted by Classic Film & TV Cafe. Great idea, Rick!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alegria, rapazes! / Something for the boys (1944)

Hollywood, é verdade, produziu vários filmes esquecidos e esquecíveis, apenas pensando no sucesso comercial. No entanto, essas relíquias cinematográficas ainda são capazes de botar um sorriso no rosto do espectador, mostrando que estão com plena capacidade de nos divertir.
Durante a guerra, uma série de musicais foram feitos com a clara finalidade de fazer o público esquecer as agruras dos campos de batalha e os entes queridos que estavam combatendo. Além disso, estes filmes geravam uma boa renda ao incentivarem a plateia a comprar bônus de guerra. Seguindo esta lógica, “Alegria, rapazes!” foi um grande sucesso, pois ao mesmo tempo deu nova esperança ao país, retratou o cotidiano de soldados e seus familiars e se saiu muito bem na bilheteria.
Três primos que não se conheciam descobrem que herdaram um casarão. Chiquita (Carmen Miranda), Harry (Phil Silvers) e Blossom (Vivian Blaine) abandonam seus empregos, que não eram lá muito bons, e decidem reformar o local e alugá-lo para esposas de militares que estão no front, aliando o serviço de hospedaria aos shows performáticos. A atriz Judy Holliday, que seis anos mais tarde ganharia um Oscar, faz uma pequena ponta, com apenas uma fala.   
A Segunda Guerra Mundial não foi só mote para este filme, mas de certo modo influenciou a carreira de sua principal estrela, a portuguesa de coração brasileiro Carmen Miranda. Depois de quase dez anos de sucesso no rádio e no cinema tupiniquins, Carmen foi em 1939 para os EUA, sendo recebida com pompa. Com a entrada dos americanos no conflito, após o atentado a Pearl Harbor em dezembro de 1942, o país procurou conquistar o apoio do maior número de nações possível. Por isso, culturalmente se instalou uma “política da boa vizinhança”, incluindo personagens e personalidades latinos nas telas. Foi o que fez Walt Disney ao criar o galo mexicano Panchito e Zé Carioca. Em seu segundo filme, o papagaio dança com Aurora Miranda, irmã de Carmen. E Carmen, personificando a mulher brasileira, também teve uma ajuda na carreira graças à guerra, tornando-se protagonista de divertidos musicais cuja principal função era entreter.
E é exatamente isso que o filme faz, tendo em Chiquita sua maior força cômica. Vivian Blane, além de cantar a música-título, se sai bem na interpretação de “Wouldn’t be nice if we could fall in love?”, talvez a canção mais emblemática. Carmen tem bons momentos cômicos, principalmente ao ser colocada ao lado do divertido Phil Silvers. Ela tem poucos números musicais, mas que são suficientes para dar-lhe seu merecido destaque.

Criado como musical da Broadway, estrelado por Ethel Merman e com canções de Cole Porter, o filme foi levado às telas por Mike Todd (terceiro marido de Elizabeth Taylor e produtor de “A volta ao mundo em 80 dias”). Conservando apenas a música homônima, o filme foi bem recebido e, apesar de não estar à altura de alguns musicais, ainda diverte e apresenta um dos momentos de maior brilho de nossa pequena notável.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

William A. Wellman: um realizador obscurecido

A década de 1930 fiou muito mais marcada pelo nome de grandes produtores que de grandes diretores. Os estúdios controlavam toda a produção e eram aqueles que davam carta branca a um filme que escreveram seus nomes na História, a exemplo de David Selznick e Irving Thalberg. Esta foi, no entanto, uma década de trabalho duro para muitos diretores, alguns mais conhecidos (como Hitchcock, Frank Capra e Leo McCarey) e outros menos, como o responsável por vários sucessos William A. Wellman.
Assinado: Bill Wellman

William nasceu em 29 de fevereiro de 1896, em Massachusetts. Aos 19, participou da Primeira Guerra Mundial como piloto, sendo atingido em combate e ficando com dificuldades de locomoção pelo resto da vida. Ele também conservaria até sua morte a paixão por aviação. Casou-se quatro vezes, adotando a filha da segunda esposa e tendo sete filhos com a última esposa, com quem ficou durante 41 anos.
Na juventude, atuando em Boston, William conheceu Douglas Fairbanks, que sugeriu que ele se tornasse um ator, devido à sua boa aparência. Seria apenas depois da guerra que William seguiria este conselho, fazendo apenas dois filmes em 1919. Ele voltaria a atuar em pequenas pontas em seus próprios filmes. O que William queria mesmo era dirigir.  Depois de passar por muitos estágios nos bastidores do cinema, ele finalmente teve seu nome creditado como diretor em dois filmes que estrearam no mesmo dia em 1923, “Second Hand Love” e “The Man Who Won”. Mas ainda haveria uma estrada pavimentada por más produções até seu grande momento. Willmam diria mais tarde: “Francamente, se você examinar toda minha carreira, não é muito boa. Eu posso dizer que para cada bom filme, eu fiz seis ou sete ruins”.
No ano de 1927, William uniu suas duas paixões ao dirigir “Asas / Wings”, filme sobre dois pilotos combatentes na Primeira Guerra. A produção teve a honra de ser o primeiro ganhador do Oscar de Melhor Filme. Por seu perfeccionismo, o diretor estourou o orçamento e demoru um ano para finalizar o filme. Outros sucessos de Wellman são “Inimigo Público / The Public Enemy” (1931), “Nada é Sagrado / Nothing Sacred” (1937), “Nasce uma Estrela / A Star is Born” (1937), pelo qual ele ganhou o Oscar de Melhor Roteiro, “Consciências Mortas / The Ox-Bow Incident” (1943) e “O Preço da Glória / Battleground” (1949).
Seus primeiros anos em Hollywood deixaram nele um forte desdém para com a profissão do ator. Muitas vezes, Wellman provocava o elenco para tirar deles suas melhores interpretações. Dizia que não gostava do narcisismo dos intérpretes masculinos e da preparação demorada no figurino e na maquiagem por parte das atrizes. Mesmo assim, permaneceu casado até o fim de sua vida com uma atriz, Dorothy Coonan, estrela de seu filme “Wild Boys of the Road” (1933).
Wellman faleceu em 1975, vítima de leucemia. Embora tivesse um Oscar no currículo, seu nome hoje está quase esquecido, mas não seus filmes. Seja pelo belo “Asas”, pelo realisticamente violento “Inimigo Público”, pelo emocionante “Nasce uma estrela” ou pelo instigante “Consciências Mortas / The Ox-Bow Incident”, William tem seu legado reconhecido. Esses filmes são prova de que por trás de toda grande produção há um grande realizador.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ordem no tribunal! O filme vai começar

Muito do que povoa nosso imaginário acerca do cumprimento da lei vem de influências cinematográficas. Os filmes que se passam em tribunais constituem um gênero próprio, chamado em inglês de “courtroom drama”, e são, sem dúvida, algumas das produções mais inteligentes já feitas. É até difícil escolher o melhor!

A Queda da Bastilha / A Tale of Two Cities (1935): Não é um simples tribunal. É um tribunal do período do terror da Revolução Francesa, ou seja, é certeza de que todos os réus terão como sentença a guilhotina. Um deles pode ser  Sydney Carton (Ronald Colman), tomando o lugar do marido da moça por quem está apaixonado.
O Grande Motim / The Great Mutiny (1935): Fletcher Christian (Clark Gable) é um marinheiro que se revolta contra o tirânico capitão Bligh (Charles Laughton), provocando um motim e fugindo com o navio para o paradisíaco Taiti. Os outros marujos, então, terão de se explicar na corte.
A Mocidade de Lincoln / Young Mr. Lincoln (1939): Abraham Lincoln (Henry Fonda) é um jovem advogado começando sua carreira no estado do Illinois. Um de seus primeiros casos consiste na defesa de dois irmãos acusados de assassinato, sendo que nenhum quer contar a verdade, com medo de complicar a situação do outro.
A Dama de Xangai / The Lady from Shanghai (1947): Uma das cenas mais espetaculares deste clássico noir dirigido por Orson Welles é um breve julgamento em que Arthur (Everett Sloane), o marido advogado de Elsa Bannister (Rita Hayworth), chama a si mesmo como testemunha e faz uma espécie de “autointerrogatório”.
A Costela de Adão / Adam’s Rib (1949): O simpático casal Adam & Amanda Bonner (Spencer Tracy & Katharine Hepburn) se vê em lados opostos do tribunal em um caso em que uma esposa traída (Judy Holliday) tenta matar o marido Warren (Tom Ewell) e sua amante (Jean Hagen). Amanda é a advogada de defesa da moça e Adam é o promotor do caso.
A Nave da Revolta / The Caine Mutiny (1954): O novo capitão (Humphrey Bogart) coloca sua sanidade à prova durante a viagem, com atitudes tirânicas e paranoicas. Em uma tempestade, um grupo de marinheiros desobece às suas ordens, sendo levados para o tribunal para prestar esclarecimento.
Testemunha de Acusação / Witness for the Prosecution (1956): Homem (Tyrone Power) é acusado do assassinato de uma rica senhora, interessado na herança que receberia. Seu único álibi é sua esposa (Marlene Dietrich), mas esta irá testemunhar acusando-o.
Doze homens e uma sentença / Twelve Angry Men (1957): O filme começa quando o caso está praticamente resolvido, restando a deliberação do júri. O problema é que o jurado número 8 (Henry Fonda) acredita piamente na inocência do réu e tenta com muita perspicácia, convencer os outros jurados a inocentar o garoto.
Glória feita de sangue / Paths of Glory (1957): Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo se recusa a prosseguir com missão suicida. Eles são levados a julgamento. Cabe ao coronel Dax (Kirk Douglas) montar a defesa.
Anatomia de um Crime / Anatomy of a Murder (1959): Advogado (James Stewart) afastado dos tribunais decide aceitar o caso de violento tenente (Ben Gazarra) que matou o estuprador da provocante esposa (Lee Remick). A única saída será provar que o assassino estava fora de si.
Julgamento em Nuremberg / Judgement in Nuremberg (1960): Rans Holfe (Maximillian Schell) tem como missão defender um grupo de ministros e juristas que condenaram muitas pessoas na época do nazismo, entre eles Burt Lancaster. Spencer Tracy é o juiz do caso, importunado por Marlene Dietrich, que tenta convencê-lo de que os acusados estavam apenas cumprindo seu dever para com a pátria.
O sol é para todos / To Kill a Mockingbird (1962): Atticus Finch (Gregory Peck) tem a difícil, porém nobre, missão de defender o negro Tom Robeson (Brock Peters), acusado de estupro. Embora o julgamento seja o clímax do filme, quase toda a produção se concentra no ponto de vista dos filhos de Atticus, que também sofrem com o preconceito devido ao caso que o pai defende.
Filadélfia / Philadelphia (1993): O advogado homossexual Andrew Beckett (Tom Hanks) é demitido sem justa causa e decide processar a empresa em que trabalhava. Para isso contratará o advogado homofóbico Joe Miller (Denzel Washington).
Joana D’Arc / Joan of Arc (1999): Neste filme feito para a TV, o que mais me chamou a atenção foi, realmente, o julgamento. O Bispo Cauchon (Peter O’Toole) tem que manter a linha dura, mas realmente não quer ver Joana na fogueira. Por outro lado, Maximillian Schell deseja isso mais que tudo. Dois grandes atores se engalfinhando de batina num tribunal da Inquisição: tem coisa melhor?

Pensaram que tinha acabado? Nada disso! Tive a honra de receber um selinho muito fofo da Iza do blog Vintage Iz. Valeu, Iza! A regra é passar para outros cinco blogs que você admira. Como a lista era muito grande e eu já tinha distribuído o selinho Liebster esta semana, vou variar um pouco, mas saibam, leitores, que foi uma difícil escolha!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...