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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Jeanne Crain: adorável sofredora

Até o final de novembro, Jeanne Crain era apenas um nome e um rosto bonito que eu tinha em mente. A primeira semana de dezembro foi recheada com três filmes dela e, seguindo a lógica, todos os sábados do mês pertencem a Jeanne no Telecine Cult. Quem escolheu a programação deve ser muito fã da moça. Se isso não for uma enorme coincidência, será uma bela forma de homenagear Jeanne Crain, que nos deixou há 10 anos. Que tal descobrir mais sobre ela?
Jeanne Elizabeth Crain nasceu em 25 de maio de 1925. No Ensino Médio teve sua primeira experiência como atriz ao ser convidada para fazer um teste com Orson Welles. Jeanne não passou, mas decidiu que atuar seria sua profissão. Aos 18 anos estreou em “Entre a Loura e a Morena / The Gang’s All Here” (1943) e conseguiu papéis de maior importância nos anos seguintes. No último dia de 1945, ela se casou com Paul Brooks (nome artístico de Paul Brinkman, um ator de pequenos papéis) e com ele teve sete filhos. Jeanne faleceu em 14 de dezembro de 2003, dois meses após a morte do marido, com quem nem sempre foi feliz.
Na capa da Life, 1945
Em “Amar foi a minha ruína / Leave her to Heaven” (1945), Jeanne interpreta Ruth, a irmã de criação da possessiva Ellen (Gene Tierney), e precisa enfrentar o ódio quando começa a passar tempo demais com o cunhado, Richard (Cornel Wilde). O filme pertence a Tierney e sua beleza estupenda e loucura convincente. Mas Jeanne está lá, sofrendo e ganhando nossa simpatia a cada cena.
Em “Noites de Verão / Centennial Summer” (1946), filme que eu queria muito ver, Jeanne é Julia, uma moça tímida e inteligente que se encanta pelo francês Philippe (novamente Cornel Wilde), que está na Filadélfia organizando uma exposição em comemoração do centenário da independência americana. Novamente Jeanne deve disputar um homem com a irmã, mas desta vez é Linda Darnell que interpreta a caprichosa Edith. Edith quer apenas mostrar sua habilidade para conquistar qualquer homem, uma vez que está noiva, mas mesmo assim arma uma intriga para ficar com Philippe. Outro triângulo amoroso no filme é formado pelos veteranos Dorothy Gish, Walter Brennan e Constance Bennett.    
Jeanne finalmente consegue conquistar um homem, mas tem seu casamento ameaçado em “Quem é o infiel? / A letter to three wives” (1949). Ela é Deborah Bishop, a jovem esposa de um militar que acaba de chegar a uma cidadezinha cheia de fofocas. A moça mais perigosa da cidade é Addie Ross, que em um piquenique envia a mesma carta a três mulheres avisando que fugiu da cidade com o marido de uma delas. As outras duas destinatárias da carta são Lora Mae (de novo Linda Darnell), casada com um homem rude que tirou ela e a mãe da pobreza, e Rita (Ann Sothern), uma produtora de rádio casada com o professor de música George (Kirk Douglas), um homem pouco convencional e muito perspicaz.
No mesmo ano de 1949 Jeanne deixou de sofrer pelo sexo masculino, mas desempenhou seu melhor papel ainda com sofrimento em “O que a carne herda / Pinky”.A história de Pinky Johnson mostra como o racismo ainda era presente no pós-Segunda Guerra e deixa a qualquer espectador indignado. Pinky é uma moça de pele clara, recém-formada em enfermagem, que volta a morar com a avó negra, Dicey Johnson (Ethel Waters). O preconceito e as tentativas de violência contra a moça são várias, mas a situação toma outra dimensão quando ela recebe a herança de Miss Em (Ethel Barrymore), viúva de quem ela cuidou, e é impedida de desfrutar do que ganhou porque é acusada de ter influenciado na escrita do testamento. Pinky é hostilizada, mas vai ao tribunal com toda sua coragem. Esta interpretação fez com que Jeanne fosse indicada ao Oscar de Melhor Atriz, mas perdeu o prêmio para Olivia de Havilland.
Chega 1950 e Jeanne é a filha mais velha do casal Frank e Lillian Gilbreth (Clifton Webb e Myrna Loy) que, em 1920, cuidam de seus 12 filhos com disciplina em “Papai Batuta / Cheaper by the Dozen”. Frank quer otimizar o uso do tempo, e para isso faz algumas coisas bizarras, como uma operação de amídalas em massa. Pouco a pouco seus filhos começam a contestar o modo de vida imposto pelos pais, em especial Ann, personagem de Jeanne.
Resta mais um filme de Jeanne na programação para eu assistir: “Dizem que é pecado / People will talk”, de 1952, em que ela contracena com o sempre charmoso Cary Grant. A direção é de Joseph L. Mankiewicz, que dois anos antes havia se recusado a dar o papel de Eve Harrington em “A Malvada” para Jeanne, pois a considerava uma atriz limitada. Bem, os vários filmes de Jeanne Crain estão aí para provar o contrário.  


7 comentários:

Pedrita disse...

eu vi algum filme com ela, nem com as suas descrições consegui lembrar qual. pena. beijos, pedrita

Cris •♥• disse...

Não conheço este vou dar uma procurada me pareci muito bom
beijos
bom final de semana
http://pinagirlscris.blogspot.com/

FlickChick disse...

Le - what a lovely tribute to a very lovely, and mostly under-appreciated, actress. She in undeniably pretty and so memorable in both "A Letter to Three Wives" and "State Fair."

Tom disse...

Ah yes. Centennial Summer. A great film.

Suzane Weck disse...

ola querida LÊ,vi muitos filmes da adorável Jeanne Crain,e sempre a achei de uma beleza suave e delicada.Não que fosse uma Grande Atriz mas atuava de acordo com seus personagens.Não sabia que teve 7 filhos e de sua vida particular.Achei ótimo relembrá-la e a seus filmes....Beijo.SU

Conceição Michelli disse...

Sempre adorei filmes antigos e tinha muita curiosidade em saber quem era a atriz Jeanne Crain.Fiquei bastante satisfeita em saciar esse desejo.

Suely disse...

casados há quase 60 anos! prestes a comemorarem bodas de diamante! só q faleceram pouco antes disso... lembrar q não foram felizes todos os dias... ninguém é feliz todo dia... brincadeira... parabéns ao casal

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