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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Treze coisas que aprendi com “Treze Mulheres” (1932)

“Treze Mulheres” tem quatro coisas que eu adoro: é um filme pre-Code (feito antes de 1934), tem Myrna Loy no elenco, envolve horóscopos e é um filme de terror. Myrna interpreta Ursula Georgi, uma mestiça com ascendência javanesa que se une a um vidente, o Swami Yogadachi (C. Henry Gordon), para se vingar de suas antigas colegas de escola. Ursula altera previsões do horóscopo dessas mulheres e as deixa à beira da loucura. Mas... o que eu posso ter aprendido com um filme tão... “educativo”?
1-O filme poderia ser mais longo. Afinal, tendo uma hora de duração (73 minutos no original), duas das mulheres do título tiveram de ser cortadas, sobrando só onze.
2-Myrna Loy é um bom motivo para ver qualquer coisa.
3-Mas Myrna não é uma boa criminosa e deixa pistas por onde passa.
4-Nem tudo em que David O. Selznick toca vira ouro.
5-Nunca aceite presentes do motorista.
6-A polícia de Los Angeles é muito rápida para descobrir o paradeiro das pessoas. A boa memória de diretoras de escola também ajuda.
7-Bullying é um assunto velho com um nome novo. Mas a vingança planejada por Myrna é sensacional. Anotei na agenda para colocar em prática depois.
8-Videntes não são imunes à hipnose. Aliás, eles tendem a ser mais bobos que as pessoas normais e podem ser enganados por suas secretárias.
9-O horóscopo tem um poder de sugestão imenso. Você acaba fazendo o que não quer só porque seu horóscopo disse.
10-É fácil para uma socialite controlar um carro desgovernado logo após o motorista pular com ele em movimento.
11-Pais deveriam sempre abrir os presentes de aniversário dos filhos. Especialmente quando eles têm inimigos.
12-Agora, uma coisa séria: Peg Entwistle, atriz de teatro, interpreta Hazel Cousins, a mulher que mata o marido após receber a carta do Swami. Você talvez não tenha ouvido falar sobre Peg porque ela se suicidou dois dias após a estreia do filme (que foi um fracasso, com a maioria das cenas de Peg deletadas), pulando da letra H no letreiro HOLLYWOODLAND. No livro "Thirteen Women", de Tiffany Thayer (que, apesar do nome, era um homem), a personagem mata o marido porque se apaixona por outra mulher, e enlouquece quando é largada pela amante.

12- Eu deveria ter descoberto esse filme antes. Mas sabe por que eu o procurei? Foi parte de uma intensa pesquisa cinematográfica para escrever uma breve biografia da maravilhosa Myrna Loy. Esta pequena biografia faz parte do livro “Thoughts on The Thin Man”, organizado pelo incansável Danny do blog Pre-Code.com. A obra, com contribuições de vários autores e blogueiros, está disponível como livro físico e e-book.

3 comentários:

Iza disse...

Myrna pode deixar pistas, mas é diva! Hahahaha. Adoraria me vingar daqueles que um dia riram de mim, mas acho que isso atrairá coisas ruins pra mim também, então, deixo estar, como diriam os Beatles.
A vida ensina um dia, né? Nada é por acaso....
Beijão <3

Pedrita disse...

acho que esse filme eu não vi. anotadíssimo. belíssimas fotos. beijos, pedrita

Carol Caniato disse...

Gente, a Myrna é linda, hein? Não a conhecia! Anotei esse filme, pareceu muito interessante!
:*

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