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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Estudando cinema... sem sair de casa! – Parte 2

Oops I did it again! Sim, eu me matriculei em mais um curso online. Sim, era um curso online sobre cinema. E sim, era da Wesleyan University. Acompanhe agora mais um episódio das minhas aventuras como caçadora de diplomas!
                                         
Vendo a sessão sobre cursos de arte, ainda no mês de março, eu vi um anúncio de um novo curso sobre cinema chamado “I Do and I Don’t”, que começaria no dia 21 de abril. O assunto: casamento no cinema. Como os filmes mostraram a vida de casados? Quais as diferenças entre uma época e outra? Quais os problemas que os casais cinematográficos enfrentavam? O que constitui um “marriage movie”? Essas eram as perguntas a serem respondidas pela professora (e responsável pelo rico acervo da Wesleyan University) Jeanine Basinger. Ela é também autora do livro que serviu de base para o curso, e sobre o qual eu só ouvi elogios.
Foram cinco semanas de aula e dez filmes para serem assistidos como exemplo e dever de casa. Entretanto, vê-los não era obrigatório, de modo que se alguém não conseguisse encontrar alguns deles, não ficaria prejudicado (talvez só recebesse spoilers). Os filmes eram mais para exemplificação que para análise, o contrário do que aconteceu no primeiro MOOC de cinema da Wesleyan, The Language of Hollywood.

Por incrível que pareça, eu e mais outras pessoas do curso gostamos mais do filme que não era para ser assistido como exemplo, mas que foi recomendado em uma lição: “Fogo de Outono / Dodsworth” (1936). Um casal de meia idade, Sam e Fran Dodsworth (Walter Huston e Ruth Chatterton) vai para a Europa depois que Sam vende sua fábrica de automóveis. Ambos têm medo da velhice, e cada um a enfrenta de seu jeito: enquanto Sam quer mostrar-se útil e ativo, Fran prefere paquerar homens mais novos (!). Excluindo este filme, o melhor é o belo e agridoce “Desencanto / Brief Encounter” (1945), sobre uma dona de casa simplória (Celia Johnson) que começa um affair com um médico (Trevor Howard), encontrando-se com ele todas as quintas-feiras.
Dodsworth (1936)
Outro escolhido foi “A costela de Adão / Adam’s Rib” (1949) e, embora seja um bom filme sobre problemas na vida conjugal, eu acredito que seria melhor ter passado aos alunos a tarefa de ver “A mulher do dia / Woman of the Year” (1942), com a mesma dupla Hepburn-Tracy, mas com um enredo no qual a maioria dos casais se identificaria. E mais um filme excelente indicado foi “Desde que partiste / Since you went away” (1944), com um elenco esplêndido.

Embora a terceira semana, sobre os sete problemas que o cinema impunha para transformar em drama a vida de um casal feliz, tenha sido muito interessante, a minha semana preferida foi a primeira, sobre “marriage movies” no cinema mudo. Esta semana também me deixou com excelentes indicações de filmes para procurar, entre eles os muitos de De Mille com Gloria Swanson. E, para melhorar, a primeira semana também teve a exibição de “Orquídeas Silvestres / Wild Orchids” (1929), uma espécie de “O Véu Pintado / The Painted Veil” (1934) em Java estrelando Greta Garbo, Lewis Stone e o belo e exótico Nils Asther.

Um problema que eu vi neste curso e não havia visto em nenhum outro foi a quantidade de pessoas insatisfeitas nos fóruns. Muitas reclamavam que tinham de comprar ou alugar os filmes para um curso que se dizia gratuito. Outras tantas começaram a levar para o lado pessoal, dizendo que não gostavam de filmes tristes ou, pior, o que aconteceu comigo: comecei um tópico sobre “remarriage comedy”, um termo que vi pela primeira vez em um blog que comentava o filme “Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story” (1940). “Remarriage comedy” é aquele filme que começa com o divórcio e toma todo o caminho para mostrar que o casal deve ficar junto no final. Pois bem, a resposta que eu recebi foi de uma pessoa reclamando sobre como os participantes do curso se achavam verdadeiros psicólogos, “marriage consultants”, e ainda essa pessoa começou a dizer como o casamento dela havia sido horrível! Na próxima sessão de cursos como esse eu sugiro que a plataforma Coursera proíba comentários anônimos.
Jeanine Basinger
Mas, afinal, o que é “marriage movie”? Segundo Jeanine, é aquele filme que seria completamente diferente se os personagens não fossem casados. Mas, mais do que isso, eu aprendi algo muito profundo com esse curso: que o divórcio foi uma das melhores coisas já inventadas. Ou, nas palavras de Gloria Swanson:


“I don’t believe in marriage as an institution. I believe in divorce as an institution”.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sonata de Amor / Song of Love (1947)

Aqui no blog eu já falei muitas vezes sobre meu ator favorito (James Cagney), meu diretor favorito (OrsonWelles) e meu filme favorito (Nasce uma Estrela, de 1937). Mas nunca havia dedicado um post sequer à minha atriz favorita. Nunca, mas isso muda agora. E por que eu não havia me atrevido a escrever sobre Katharine Hepburn? Simples: porque, mesmo para uma pessoa que tem afinidade com as palavras, eu não sabia como expressar corretamente e com a real intensidade o que eu sinto quando vejo Kate na tela. A vitalidade, o talento inigualável, a independência, a irreverência, o exemplo maior de mulher que um dia eu sonho ser. Vou tentar, mas não sei se conseguirei demonstrar toda minha admiração por Kate nesse filme em que ela, oportunamente, interpreta uma grande mulher: Clara Schumann.
O ano é 1839. A pianista Clara Wieck está se apresentando para o rei e, ousadamente, desobedece ao pai e toca a nova composição do homem por quem está apaixonada, Robert Schumann (Paul Henreid). O pai dela não fica nem um pouco satisfeito, e a raiva aumenta quando Clara diz que quer se casar com Robert. Mr. Wieck protesta, dizendo que ela precisa de um marido rico e não um pianista que está tentando fazer sucesso. Mas, se o sucesso era necessário, ele veio na figura do homem que defendeu a união de Clara e Robert: o já famoso pianista e compositor Franz Liszt (Henry Daniell).
Dez anos mais tarde, o jovem Johanness Brahms (Robert Walker) chega à casa de Schumann, professor de piano, onde encontra uma empregada mal-humorada, oito crianças e uma galinha. Ele é recebido pelo casal Schumann, e ambos ficam encantados com a composição de Brahms que, além de ser convidado a morar e estudar com eles, ainda ajuda a cozinhar durante a festa de Ano Novo.
Uma crise conjugal começa a se delinear quando Clara faz um concerto para pagar as contas, de modo que Robert possa compor suas melodias. Como ela mesma diz, “o que eu faço está aqui hoje e amanhã sumiu. Sua música é para o futuro!”. Enquanto isso, Robert passa a sentir fortes dores de cabeça e Brahms precisa esconder seus sentimentos por Clara.
Clara Schumann (1819-1896) também foi compositora, embora a obra de eu marido seja mais famosa que a dela. O caso dos Schumann foi um exemplo clássico em que a mulher fez o homem: foi apresentando as canções de Robert em seus concertos que Clara tornou-o conhecido e admirado.
No início do filme, Clara deveria ter 20 anos, o que não parece verdade, pois Katharine Hepburn tinha 40 na época da filmagem. É interessante como o pai de Clara reclama por Robert ser dez anos mais velho e sem perspectiva, pois Paul Henreid, além de ser um ator respeitado, era um ano mais novo que Hepburn. Apesar de não ter filhos, Kate brilha nas cenas emocionantes com as crianças, embora o mais à vontade com os pequenos seja mesmo Robert Walker, já que Brahms se transforma em um “tio querido”. E, por falar em homens importantes, Paul Henreid conta em sua autobiografia que todas as manhãs Spencer Tracy visitava o set de filmagem e perguntava a Henreid se Kate estava se comportando bem.
Quando eu me sentei para ver este filme, fazia já alguns meses que eu não via uma película com Hepburn. E como eu senti falta dela! Daquela voz inconfundível, dos olhos que se enchem de lágrimas nos momentos tristes, do rosto firme e enérgico, das bochechas inigualáveis, da vulnerabilidade em cena, do porte ao andar, do talento! Como eu sentia saudade da mulher que disse “If you obey all the rules, you’ll miss all the fun”!
Como a maioria dos filmes de época, este também tem figurinos lindos e uma trilha sonora clássica ainda mais linda. Com “Sonata de Amor”, eu aprendi a admirar Clara Schumann, não apenas porque ela foi uma mulher extraordinária, mas porque Katharine Hepburn foi ela. Ou será que Clara é que foi Katharine Hepburn?


This is my contribution to the Great Katharine Hepburn blogathon, hosted by Margaret Perry, the most knowledgeable Kate Hepburn expert on the internet.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Lloyd’s de Londres / Lloyd’s of London (1936)

Na minha humilde opinião, Tyrone Power foi o homem mais bonito a aparecer numa tela de cinema. Esqueça Valentino,Gable, Paul Newman, George Clooney ou Johnny Depp. A beleza de Ty era perfeita. Alto, magro, moreno, olhos expressivos, nariz perfeito. Sua beleza estava no auge nos anos 30 (mais uma vez, esta é uma opinião pessoal), e ver Ty neste momento do auge da juventude e de maturação do talento não tem preço.

In my humble opinion, Tyrone Power was the most handsome man to ever appear in a movie screen. Forget Valentino, Gable, Paul Newman, George Clooney or Johnny Depp. Ty's beauty was perfect. Tall, slim, dark, expressive eyes, perfect nose. He was his most beautiful during the 1930s (again, my own personal opinion), and to see Ty at this moment, in the climax of his youth and maturing as an actor, is priceless.
Lloyd’s of London” é o primeiro filme em que ele é creditado apenas como Tyrone Power, e não Tyrone Power Jr. Seu pai havia sido um famoso ator de teatro que também fez filmes mudos (e se parecia um pouco com Francis X Bushman). Mas na primeira meia hora nem vemos sinal da nova estrela da 20th Century Fox. No começo do filme, o garoto destemido Jonathan Blake é vivido por Freddie Bartholomew, ator mirim de sucesso que recebe top billing (seu nome é o primeiro nos créditos). Jonathan deixa seu amigo rico Horatio Nelson no interior e vai até Londres a pé para avisar uma companhia de seguros sobre planos de um navio pirata.

Lloyd's of London” is the first film in which he is credited only as Tyrone Power, and not as Tyrone Power Jr. His father was a famous theater actor who also appeared in silent films (and looked a lot like Francis X. Bushman). But in the first half hour we don't even see the new star of 20th  Century Fox. At the beginning of the movie, the boy Jonathan Blake is played by Freddie Bartholomew, the child star with the top billing. Jonathan leaves his rich friend Horatio Nelson on the countryside and goes on foot until London to warn an insurance company about plans from a pirate ship.
Quando a casa de seguros Lloyd’s percebe que o menino falou a verdade e que isso os livrou de um prejuízo milionário, Jonathan se torna o protegido do administrador do local, e cresce naquele ambiente. Seu amigo Horatio se alista na Marinha e alcança um alto cargo como comandante de um navio nas guerras contra Napoleão Bonaparte (o ano então é 1784).

When the insurance house Lloyd's realizes that the boy told the truth and that he prevented them from losing millions, Jonathan becomes the local head's protegée and grows up in that environment. His friend Horatio joins the Marines and achieves a high position as the commander of a ship during the wars against Napoleon Bonaparte (the year then is 1784).

E já que o cenário é França contra Inglaterra, Jonathan vai a Paris e resgata uma bela inglesa, Elizabeth (Madeleine Carroll), que está sendo hostilizada por um grupo francês. Jonathan se apaixona, mas Elizabeth prefere manter sua identidade oculta enquanto os dois dividem um barco de volta para casa.

And since the issue is France against England, Jonathan goes to Paris to rescue a beautiful English lady, Elizabeth (Madeleine Carroll), who is being hostilized by a French group. Jonathan falls in love, but Elizabeth prefers to keep her real identity a secret while the two share a boat back home.
Jonathan descobre, depois de um breve período de depressão, que Elizabeth é da nobreza e, pior, é casada. Para provar seu valor, ele passa a ascender socialmente com seu trabalho, arriscando cada vez mais os negócios da seguradora. E uma decisão da frota de Horatio será decisiva não apenas para salvar a Lloyd’s, mas também para recuperar o dinheiro que Elizabeth investiu na seguradora e até mesmo para que Jonathan continue vivo e fora da cadeia.

Jonathan finds out, after a short sad period, that Elizabeth is a noblewoman and, worse, is married. To prove his value, he ascends socially through his work, putting more and more the businesses of the insuracne house at risk. And a decision coming from Horatio's ships will be very important not only to save the Lloyd's, but also to recover the money Elizabeth invested in the insurance house and also to keep Jonathan alive and far from the jail.
Este, entretanto, não é o filme em que Ty está mais bonito. Na minha opinião (estou opinando muito hoje), é em “Maria Antonieta” (1938) que sua beleza está mais acentuada. E olhem bem: ambos Maria Antonieta e Lloyd’s of London são filmes históricos, que se passam na mesma época, com uma década de diferença. Ty certamente se deu bem em filmes históricos, embora vez ou outra o figurino não ajudasse. Aqui, por exemplo, ele usa em uma cena uma roupa digna de gnomo na parada do St. Patrick’s Day!

This isn't, however, the film in which Ty looks his most handsome. In my opinion (I'm opinating a lot today), it is in “Marie Antoinette” (1938) that he looks his best. And pay attention: both Marie Antoinette and Lloyd's of London are historical films set in the same time period, with  a decade separating the settings. Ty certainly did well in historical pieces, even if the wardrobe didn't help him always. Here, for instance, his uses in one scene an outfit that could belong to a leprechaun at the St. Patrick's Day parade!
Lloyds’ of London” está longe de ser uma obra-prima. Mas foi importante por ser o primeiro grande filme da carreira de Tyrone. No início, o papel de Jonathan era do grande amigo de Power, Don Ameche, mas Ty foi escalado no lugar e se tornou a estrela que Ameche nunca seria (apesar do relativo sucesso na época, hoje Power é mais conhecido e lembrado que Ameche).

Lloyds' of London” is far from being a masterpiece. But it was important because it was the first film from Tyrone's career. Before production started, the role of Jonathan was going to Power's good friend, Don Ameche. But Ty was chosen instead and became the star Ameche never could be (although Ameche was a successful actor, nowadays Power is better known than him).
Ty viveu apenas 44 anos, mas deixou sua marca no mundo. Ator de cinema e teatro, combatente na Segunda Guerra Mundial, ídolo das multidões. Vê-lo aos 22 anos em “Lloyd’s of London” é a oportunidade única que temos de dizer: “assim nasce uma estrela”.

Ty lived for only 44 years, but left his mark in the world. A film and theater actor, he was also a combatent during World War II and the idol of the crowds. To see him at age 22 in “Lloyds' of London” is the opportunity we have to say: “this is how a star is born”.

This is my contribution to the Power- Mad blogathon, hosted by Patty at The Lady Eve and Patti at They Don't Make 'Em Like They Used To in honor of the 100th birthday of Tyrone Power, the Greek god of the 20th century.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Adorável Vagabundo / Meet John Doe (1941)

Os créditos rolam com uma trilha sonora composta de músicas muito populares, conhecidas pelo público da época e também por quem tem costume de ver filmes antigos. O filme começa com a troca da placa do jornal “The Bulletin”. São apagadas as palavras “imprensa livre”: o jornal passa a se chamar “The New Bulletin” e vários funcionários são demitidos. O editor quer grandes furos, reportagens realmente explosivas. Uma das demitidas é Ann Mitchell (Barbara Stanwyck), que antes de sair entrega a seu chefe o explosivo que ele queria: a notícia sobre a carta de John Doe, um trabalhador indignado com o rumo que o mundo está tomando.

Mas John Doe não existe. Quando a figura começa a fazer grande sucesso, Ann é recontratada e, junto com os chefões do jornal, cria uma farsa, contratando um falso John Doe que protesta contra o estado atual da civilização e que promete cometer suicídio na prefeitura no dia de Natal. O contratado é Long John Willoughby (Gary Cooper), um aspirante a jogador de baseball que precisa desesperadamente de dinheiro. Ele tem como companhia o amigo “Colonel” (Walter Brennan), que não gosta da ideia de John Doe e que concorda que a carreira no baseball de Long John pode ser prejudicada se a farsa jornalística for longe demais.

Ann usa os diários do pai para criar o discurso de John Doe, que prega o princípio de ser um bom vizinho e ajudar o próximo. Obviamente, uma hora ou outra os políticos se aproveitam da popularidade de John Doe para usá-lo em suas campanhas. 

Só esta breve descrição já mostra com0 o roteiro é sensacional. Aliás, eu acredito que se Meet John Doe tivesse estreado em outro ano, ficaria com o Oscar de Melhor Roteiro (é inegável que o prêmio em 1941 foi merecidamente entregue a Cidadão Kane). O responsável pelas pérolas de sabedoria que saem das bocas dos personagens é Robert Riskin, colaborador constante de Capra e seu sócio em novas empreitadas após o fim do contrato com a Columbia. Mas Riskin não recebe todos os méritos: o final do filme foi sugerido por um espectador presente em uma exibição de teste, já que Capra havia visualizado vários finais e não conseguia se decidir. Mesmo tendo concordado com o espectador, Capra não ficou feliz, e anos depois ainda diria que o filme poderia ter outro final melhor (qual?).
Mas cadê a comédia romântica? Bem, fica óbvio que Ann e John vão se apaixonar, mas na maior parte do tempo Ann se deixa seduzir pelos casacos de pele e braceletes de diamante que ganha. A cena mais romanticamente atrapalhada é quando John conta sobre um sonho que teve, no qual impedia Ann de se casar (não vou contar o que ele diz, e talvez até ficaria um pouco confuso se eu tentasse, mas acreditem: é ver para crer no sonho!). A simplicidade fofa de John, o bobo apaixonado, fica óbvia neste momento.

Walter Brennan, como sempre, rouba a cena. Seu personagem, o cético “Colonel”, é o mais divertido e sempre está tentando convencer John a desistir do trato antes que seja tarde. Gary Cooper tem mais destaque que Barbara Stanwyck, embora seja mágico vê-la nas cenas tristes, com os olhos marejados. Cooper aceitou fazer o filme sem ler o roteiro porque, além de ter tido uma boa experiência com Capra em “O galante Mr. Deeds / Mr Deeds goes to town” (1936), ele queria muito trabalhar com Stanwyck. No outro filme que eles fizeram juntos, o adorável “Bola de Fogo / Ball of Fire” (1942), é Barbara que tem mais destaque com sua espevitada Sugarpuss O’Shea.

Aqui o tema do homem comum de Capra é elevado à centésima potência, pois é este homem que John Doe personifica. Antes de seu discurso no rádio, essa imagem de homem comum é reforçada pela mídia quando tiram fotos dele com uma moça eleita “a garota comum” e também com dois anões (“they’re the little people!”).

A maioria dos grandes magnatas de Hollywood chegou ao país sem recurso algum, e batalhou para alcançar o sucesso. Foi assim com Frank Capra. Foi assim com Stanwyck e Cooper, que não eram imigrantes, mas tiveram de lutar por seu lugar ao sol. É assim com todos nós, anônimos que querem seu espaço, que querem deixar sua marca no mundo. Somos todos John Doe.

This is my contribution to the Romantic Comedy Blogathon, hosted by Lara at Backlots and Vince at Carole & Co.
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