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sábado, 9 de setembro de 2017

A Mulher de Branco / The Woman in White (1948)

“A Mulher de Branco” me lembra de vários filmes da década de 1940. Pode ser um tema em comum, um personagem, uma situação, um cenário. Como eu fui capaz de fazer tantas conexões, foi com curiosidade e surpresa que descobri que a história que deu origem ao filme foi uma das primeiras do gênero investigativo.

“The Woman in White” reminds me of many films made in the 1940s. It may be a common theme, a character, a situation, a set. Since I was able to make so many connections, it was curious to know that the original story was a pioneer in the investigation genre.
Assim como em “O Retrato de Jennie” (1948), “A Mulher de Branco” apresenta uma mulher misteriosa que é vista por um pintor. Ela é primeiro uma peça de um mistério, e depois uma fonte de inspiração. A mulher misteriosa aparece perto da floresta e encontra o professor de pintura Walter Hartright (Gig Young), que acaba de chegar à cidade. Ela desaparece quando surge uma carruagem na estrada, e diz algumas coisas estranhas sobre como ela finge viver na casa em que o senhor Hartright está indo trabalhar.

Like in “Portrait of Jennie” (1948), “The Woman in White” has a mysterious woman that appears for a painter. She is first the piece of a mystery, and second a source of inspiration. The mysterious woman appears in the woods and meets the drawing tutor Walter Hartright (Gig Young), who has just arrived in town. She vanishes when a carriage comes near, and says some odd things about pretending to live in the house Mr Hartright is going to work in.
Assim como em “Silêncio nas Trevas” (1946), o dono da propriedade é inválido. Aqui ele é o senhor Frederick Fairlie (John Abbott), um homem com ataques nervosos que se sente zonzo quando alguém fala alto perto dele. Fairlie serve mais como alívio cômico. Junto com ele está sempre seu criado, Louis, interpretado por Curtis Bois, um ator alemão cuja carreira no cinema durou 82 anos.

Like in “The Spiral Staircase” (1946), the owner of the house is ill and invalid. Here it is Mr Frederick Fairlie (John Abbott), a man with weak nerves who feels dizzy if someone talks too loud. Mr Fairlie comes across as comic relief. With him there is always his companion, Louis, played by Curtis Bois, a German actor famous for having a career spanning 82 years.
Assim como em “O Fantasma Apaixonado” (1947), há um clima sobrenatural desde as primeiras cenas. O senhor Hartright é contratado para ser professor de pintura da sobrinha do senhor Fairlie, Laura (Eleanot Parker), uma moça incrivelmente parecida com a mulher de branco que surgiu naquela noite.

Like in “The Ghost and Mrs Muir” (1947), there is a supernatural feeling since the beginning. Mr Hartright was hired to give drawing lessons to Mr Fairlie's niece, Laura (Eleanor Parker), who has a striking resemblance with the woman in white he saw that night.
Mas o que acontece na propriedade Limmeridge naquela metade do século XIX? O senhor Fairlie está muito doente, e hospeda agora em sua casa o conde Fosco (Sydney Greenstreet),cujo comportamento é duvidoso. Quem cuida da casa é a prima de Laura, Marian (Alix Smith), uma moça séria que gosta do senhor Hartright, mas não acredita quando ele conta a história da mulher de branco. E a própria Laura também gosta do senhor Hartright, mas está noiva de Sir Percival (John Emery).

But what happens in the Limmeridge house in that middle of the 19th  century? Mr Fairlie is too ill, and is currently receiving the visit of Count Fosco (Sydney Greenstreet), who has a suspicious behavior. The person who takes care of the house is Laura's cousin, Marian (Alexis Smith), a practical girl who likes Mr Hartright, but can't believe his story about the woman in white. And Laura herself also likes Mr Hartright, but she is engaged to Sir Percival (John Emery).
O que se segue é chantagem, gaslighting, intriga e algo que pode ser tanto envenenamento – como em “Interlúdio” (1946) – ou hipnose. Acrescentamos à propriedade Limmeridge a presença aparentemente inofensiva de Agnes Moorehead e o que temos é um bom mistério de época – com Sydney Greenstreet em um de seus melhores momentos.

What follows is blackmail, gaslighting, intrigue, and something that may be poisoning – like in “Notorious” (1946) – or hypnotizing. We add to the Limmeridge house the apparently inoffensive presence of Agnes Moorehead and what we have is a nice period mystery – with Sydney Greenstreet in one of his best moments.
Wilkie Collins escreveu o livro em 1860. “A Mulher de Branco” era, assim como “Werther”, um romance epistolar, no qual a história é contada através de cartas. O livro tem mais de 600 páginas e foi um dos pioneiros do gênero investigativo. Mesmo Hrtright não sendo detetive, ele usa o pensamento lógico e a espionagem para juntar as peças do quebra-cabeças – com uma ajudinha de Marian. O livro foi adaptado para o cinema diversas vezes.

Wilkie Collins wrote the book in 1860. “The Woman in White” was, like “Werther”, an epistolary book, in which the story is told through letters. The book had more than 600 pages and was one of the pioneers of the detective fiction. Although Hartright is no detective, he employs logical thinking and snooping in order to put the pieces of the puzzle together – with a little help from Marian. The book was adapted to the screen several times.
Se considerarmos apenas o uso das sombras e uma cena em particular com um candelabro, podemos chamar este filme de um noir de época. A trilha composta por Max Steiner é fantástica, como sempre. E eu não posso elogiar o cenário o suficiente. A atmosfera do filme é sobrenatural sem ser nebulosa, e isto é um ponto positivo. Se há pontos negativos, eles vieram da história original, que perde força e fica estranha em certo momento, quando se escolhe uma saída fácil.

If we consider only the use of shadows and one particular scene with a chandelier, we could call this film a period noir. The score by Max Steiner is fantastic, as always. And I can't say enough good things about the set decoration. The atmosphere of the movie is supernatural without being foggy, and that’s quite an accomplishment. If there are let downs, they are in the original story, that loses power and becomes odd at a certain point, choosing an easy way out.
“A Mulher de Branco” é um dos 12 filmes que pretendo ver em 2017. Não lembro quem recomendou a película para mim, mas acredito que tenha sido a Nitrate Diva no Twitter. De qualquer forma, eu gostei da recomendação e agora também recomendo “A Mulher de Branco” para qualquer pessoa que goste de cinematografia de primeira e não se importe com algumas falhas no roteiro.

“The Woman in White” is one of the 12 new-to-me movies I intend to watch in 2017. I don’t remember who first recommended it to me, but I think it was Nitrate Diva on Twitter. Anyway, whoever you were, I appreciated the recommendation and I’ll also recommend “The Woman in White” to anyone who likes great cinematography and doesn’t care about a few plot holes.


This is my contribution to the Colours Blogathon, hosted by Thoughts All Sorts.

4 comentários:

thoughtsallsorts disse...

Oooh...this one sounds great. Thank you for sending it my way. Going to see if I can track it down somewhere.
And thanks soooo much for joining my Blogathon. Much appreciated.
Have a lovely weekend,
Catherine

Caftan Woman disse...

Eleanor Parker and Alexis Smith were two very fine leading ladies and I found it a treat to have them together in this movie. When it comes to Collins, I prefer The Moonstone. Nonetheless, he did tell a dandy story.

Michaela disse...

I found this film to be quite interesting, even though the plot isn't exactly the tightest. The performances are all solid, though, especially Eleanor Parker's. Great choice!

Iza disse...

Não conhecia o filme, mas agora fiquei curiosa sobre.
Já vou adicionar na minha longa lista de "must see".
Como é bom poder voltar a blogosfera e ler seu blog, Lê.
Grande beijo <3

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