Tradutor / Translator / Traductor / Übersetzer / Traduttore / Traducteur / 翻訳者 / переводчик

domingo, 9 de dezembro de 2018

Revisitando o “Inimigo Público” (1931) / Revisiting “The Public Enemy” (1931)


ESTE ARTIGO TEM SPOILERS
THIS ARTICLE HAS SPOILERS

Assim como a maioria dos adolescentes, eu era rebelde e nem sempre me dava bem com a minha família. Ao contrário da maioria dos adolescentes, cinema clássico era minha válvula de escape. A história que contarei hoje começa em janeiro de 2010, quando eu briguei com a minha família por causa de uma sobremesa que eu havia preparado – uma “brevidade” que ficou dura demais. Eu estava com raiva e fui ao shopping naquela tarde. Quando eu cheguei em casa, era tarde demais para ver minha sitcom favorita, “The Big Bang Theory”, no horário das oito. Eu teria de esperar pela reprise à meia-noite. Para a hora passar, eu decidi ver um filme que estava começando: “Inimigo Público”. De certa maneira, este filme mudou minha vida.

Like most teenagers, I was rebellious and not always got along with my family. Unlike most teenagers, classic films were my escape. The story I'll tell today starts in January 2010, after I argued with my family over one dessert I had backed – a cake called “brevidade” that actually ended up too hard. I was sour and spent the evening at the mall. When I arrived home, it was too late to catch my favorite sitcom, “The Big Bang Theory”, at the 8 P.M. showing time. I had to wait for the rerun at midnight. Until then, I decided to watch a film that was starting: “The Public Enemy”. In a sense, this film changed my life.


Eu decidi assistir ao filme por causa de Jean Harlow. Eu já tinha ouvido falar sobre ela, que morreu com apenas 26 anos, mas nunca a tinha visto em um filme. No final, Jean esteve OK, mas James Cagney foi quem me surpreendeu e impressionou. Eu apreciei tanto sua performance e a trama do filme que, naquele mesmo ano, eu vi “Inimigo Público” mais duas vezes. E por oito anos eu não o revi – e aqui estão minhas impressões depois de revisitar meu querido filme de gângster.

I decided to watch it because of Jean Harlow. I had heard about her, who had died at only 26, but never had seen her in anything. In the end, Jean was OK, but James Cagney was the one that surprised and amazed me. I enjoyed his performance and the overall plot so much that, in that same year, I rewatched “The Public Enemy” twice. And for eight years I haven't rewatched it – and here are my impressions after revisiting my beloved gangster flick.


Eu me lembro bem dos créditos iniciais. Eu amo estes créditos dos pre-Codes com a imagem de cada ator e o nome do personagem. Eu me lembro perfeitamente de Cagney socando o ar e Harlow sorrindo nestes créditos iniciais. Eu também amo o realismo que a Warner tentou imprimir nestes filmes com os textos sobre como tudo era baseado em histórias reais...

I remember the opening credits well. I love those pre-Code credits with each actor and their character's name. I vividly remember Cagney punching the air and Harlow smiling in these opening credits. I also love the realism Warner tried to imprint their films with as they added those texts about how the facts here presented are happening right now...


O “Inimigo Público” é Tom Powers (Cagney), alguém que nasceu para se meter em encrencas. Eu me lembrava pouco das cenas da infância dos personagens, mas não entendo como Tom pôde crescer tanto, indo de pré-adolescente até a fase James Cagney, em apenas seis anos. A partir de 1915 na linha do tempo do filme, já podemos ver Cagney.

“The Public Enemy” is Tom Powers (Cagney), a natural-born troublemaker. I remembered a little of his childhood phase as shown in the movie, but I don't understand how Tom could grow from his pre-teen phase to the James Cagney stage in only six years. By 1915 in the film's timeline, Cagney can already be seen.


Desde a infância, Tom e seu melhor amigo Matt Doyle (Eddie Woods) estavam envolvidos em atividades ilícitas, como roubos. Quando chega 1920 e a proibição da venda de bebidas alcoólicas é promulgada, eles veem uma nova oportunidade com o dono de bar Paddy (Robert O’Connor) e o grande contrabandista Nails Nathan (Leslie Fenton) – um novo trabalho que permite que Cagney intimide e cuspa cerveja no rosto de um homem.

Since childhood, Tom and his best friend Matt Doyle (Eddie Woods) have been involved in illicit activities like stealing. When they reach 1920 and the Prohibition arrives, they see a new opportunity with bar owner Paddy (Robert O’Connor) and master bootlegger Nails Nathan (Leslie Fenton) – a new job that allows Cagney to intimidate and spit beer to a man’s face.


Tom e Matt têm êxito, mas Tom não conta à sua querida mãezinha (Beryl Mercer) que ele está envolvido com atividades ilegais. Quando seu irmão Mike (Donald Cook) volta da guerra, uma briga começa: Mike acha que o que Tom faz é horrível, mas Tom também condena Mike por ter matado pessoas na guerra. Eu não me lembrava desta sequência interessante, mas a linha do tempo histórica me incomodou – quem esperaria de 1918, quando a guerra acabou, até 1920 para voltar para casa?

Tom and Matt thrive, but Tom doesn’t tell his beloved mother (Beryl Mercer) that he is involved with illegal activities. When his brother Mike (Donald Cook) comes back from the war, an argument starts: Mike thinks what Tom does is hideous, but Tom also condemns Mike for killing innocent people in the war. I didn’t remember this very interesting sequence, but the historical timeline kind of bothered me here – who waited from 1918, when the war ended, to 1920 to come home?


O que se segue é a famosa cena do grapefruit, depois que Tom confessa a Nathan que já está de saco cheio de sua namorada, Kitty (Mae Clarke, não creditada). Depois deste episódio, Matt e Tom conhecer Gwen (Jean Harlow) e dão uma carona a ela – Harlow tem uma entrada simples, mas memorável.

What follows is the famous grapefruit scene, after Tom confesses to Nathan that he is already fed up with his girl, Kitty (an uncredited Mae Murray). After the episode, Matt and Tom meet Gwen (Jean Harlow) and give her a ride – Harlow has a simple but memorable entrance.


Matt se casa com Mamie (Joan Blondell) e Tom começa a sair com Gwen. Na noite de núpcias de Matt, ele tem de deixar sua esposa e acompanhar Tom em uma missão para matar um velho conhecido. Tom age como se nada tivesse acontecido depois que o “trabalho” é feito, mas Matt fica muito perturbado com o que viu. O hábito de Tom de socar o rosto das pessoas como cumprimento também começa a incomodar sua mãe, que imita o gesto de maneira desconfortável.

Matt marries Mamie (Joan Blondell) and Tom starts dating Gwen. On Matt’s wedding night, he has to leave his wife and accompany Tom in a mission to kill an old acquaintance. Tom acts as if nothing happened after the job is done, but Matt is deeply disturbed by what he witnessed. Tom’s habit of punching people’s faces as a greeting also starts bothering his mother, who mimics the gesture once in an uncomfortable way.

Tom recebe a notícia de que Nails Nathan morreu enquanto Gwen está declarando seu amor por ele. Tom a deixa no mesmo minuto para buscar vingança – um tipo chocante de vingança, que eu nunca esqueci. Gwen fica sozinha, refletindo se ela significa para Tony o mesmo que ele significa para ela.

Tom receives the news that Nails Nathan died while Gwen was declaring all her love for him. Tom leaves her in the same minute to seek revenge – a shocking kind of revenge, one I never forgot. Gwen is left thinking if she means to Tom as much as he means to her.


Tom Powers pode não ser o chefe dos gângsteres agora, mas é parte de uma briga de gangues, e não deixará que atos de violência contra seus amigos passem sem vingança. Vingança é o tema dos últimos 20 minutos do filme, quando você aprende que violência só leva a mais violência.

Tom Powers may not be the top gangster now, but he is part of a mob war, and won’t let acts of violence against his fellows pass without revenge. Revenge is the theme of the last 20 minutes of the film, when you learn that violence only leads to more violence.


E quão poderoso é o final? Eu fiquei sem fala, com os olhos arregalados, naquela noite fatídica em janeiro de 2010, quando eu vi o filme pela primeira vez. Agora, eu espero pelo final com animação. Na verdade, como eu já vi o filme antes, em muitos momentos eu pude perceber o suspense crescendo, e pude ver os muitos elementos interessantes – como o som de carvão sendo despejado de um caminhão – que foram usados para criar o suspense que culmina no clímax.

And how powerful is that ending? I was just speechless, with my eyes wide open, in that fatidic night in January 2010, when I watched the film for the first time. Now, I expect the ending with anticipation. Actually, because I had seen the film before, in many moments I could feel the suspense in a crescendo, and the many interesting elements – like the sound of coal being poured from a truck – that were used to create the suspense until the climax.


Eu me lembro de que o homem que comentava este filme na TV disse que o segredo de Cagney era energia – ele disse isso enquanto passavam cenas de Cagney andando na chuva e sorrindo. Eu concordo, mas devo acrescentar que seus momentos mais sutis, de fragilidade – como quando ele é ferido – são igualmente poderosos. E não podemos nos esquecer de Beryl Mercer interpretando a Mamãe Powers, uma personagem tão simplória que é quase patética, mas de quem gostamos e cujo sofrimento nos faz também sofrer.

I remembered that the man commenting this film on TV said that Cagney’s secret was energy – he said that while they were showing footage of Cagney walking in the rain and grinning. I agree, but I must add that his more subtle moments of fragility – like when he’s hurt – are equally powerful. And we can’t forget Beryl Mercer as Ma Powers, playing that character as such a simpleton that she is almost pathetic, but we can’t help liking her and suffering when she suffers.



Eu discordo das pessoas que dizem que “Inimigo Público” foi um produto de seu tempo, quando o som ainda era novo em Hollywood. De maneira alguma o filme é primitivo: a história é ótima, as performances são naturais e perfeitas, os cenários e os sons são muito bons. “Inimigo Público” é um filme excelente mesmo depois de todos estes anos, e depois de revê-lo eu posso dizer que ele ainda está entre meus preferidos.

I disagree when people say that “The Public Enemy” was a product of its time, when sound was still new in Hollywood. In no ways the film is primitive: the storytelling is great, the performances are natural and on point, the sets and sound are very good. William A. Wellman is truly a master of cinema. “The Public Enemy” is a terrific movie even after all those years, and after rewatching it I can say it still belongs in my top five.


Se eu não tivesse brigado com a minha família e perdido “The Big Bang Theory”, eu teria assistido a “Inimigo Público” em circunstâncias muito diferentes, e talvez eu não tivesse ficado tão hipnotizada e maravilhada com o filme. Talvez eu não gostasse tanto de filmes de gângster e de William A. Wellman – e talvez James Cagney não fosse meu ator favorito. Graças e Deus, eu fui uma adolescente rebelde – e que fazia péssimos bolos.

If I hadn't argued with my family and missed “The Big Bang Theory”, I would have watched “The Public Enemy” under very different circumstances, and maybe I wouldn't have been so amused and thrilled. Maybe then I wouldn't like gangster movies and William A. Wellman so much – and maybe James Cagney wouldn't be my favorite actor. Thank God I was a rebellious teenager – and one who baked terrible cakes.

This is my contribution to The Unexpected Blogathon, hosted by Rebecca at Taking Up Room.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Becket, o favorito do rei (1964) / Becket (1964)


Se você não cresceu na Inglaterra, a coisa mais importante que você aprendeu sobre a história inglesa – isto é, se você prestou atenção às aulas de história – foi sobre Henrique VIII e como ele rompeu sua aliança com a Igreja Católica e se tornou incrivelmente poderoso ao estabelecer uma nova religião. Este episódio foi tema de muitos filmes, como “Ana dos Mil Dias” (1969) – outro filme com o grande Richard Burton.

If you are not from England, the most important thing you learned in English history – that is, if you paid attention to history classes – was about Henry VIII and how he broke his alliance with the Catholic Church and became an über-powerful king by establishing a new religion. This episode was in the center of many films, like “Ann of the Thousand Days” (1969) – another film with the great Richard Burton.


Mas há muitos outros episódios e personagens interessantes na história da Inglaterra. Dois destes personagens são o rei Henrique II e Tomas Becket, que viveram no século XII. A história deles é contada no filme “Becket – O favorito do rei”, adaptado de uma peça, e eles são interpretados respectivamente por Peter O’Toole e Richard Burton. O filme nos dá a rara chance de saber mais sobre um período anterior da história inglesa – e nos dá a chance ainda mais rara de ver estes dois atores incrivelmente talentosos usando leggings justas.

But there are many other interesting episodes and characters in the history of England. Two of these characters are King Henry II and Thomas Becket, who lived in the 12th century. Their story is told in the film “Becket”, adapted from a play, and they are played respectively by Peter O'Toole and Richard Burton. The film gives us the rare chance to know more about an earlier period in English history – and it gives us the even rarer chance to see these two incredibly talented actors in tight leggings.


Thomas Becket (Burton) é o melhor amigo, confidente e conselheiro do egoísta, inconsequente e infantil rei Henrique II (O’Toole). Becket está sempre consertando os passos em falso dados por Henrique e evitando problemas – Becket faz coisas como impedir que dois homens se esfaqueiem durante uma guerra de comida em um banquete no palácio. É por isso que Henrique faz de seu amigo Becket um nobre, e então chanceler – e é por isso que eles conversam enquanto Henry está seminu na frente de uma tapeçaria com um leão que se parece com Groucho Marx.

Thomas Becket (Burton) is the best friend, confident and advisor to the egoist, inconsequent and childish king Henry II (O'Toole). Becket is always fixing the wrongs Henry makes and avoiding trouble – Becket does things like stopping men from stabbing each other during a food fight in a banquet at the palace. That's why Henry turns his friend Becket into a noble, then into a chancellor – and that's why they chat while Henry is half naked in front of a tapestry with a lion that looks like Groucho Marx.


Henrique está mais interessado em dormir com garotas bonitas do que se envolver em assuntos políticos. Mas às vezes ele tem de fazer isso, e Becket, que não pode dizer não ao amigo, obedece às suas ordens. É assim que Becket perde o amor de sua vida. E é assim também que Becket se torna Arcebispo de Canterbury da noite para o dia – Henrique II precisava de um aliado em Canterbury.

Henry is more interested in sleeping with hot girls than in political issues. But he sometimes has to deal with politics, and Becket, unable to say no to his friend, obeys his absurd orders. That's how Becket loses the love of his life. And that's also how Becket becomes the Archbishop of Canterbury overnight - Henry nominates him Archbishop because he needed an ally in Canterbury.


Becket é um homem dividio. Ele está dividido entre sua amizade com o rei e sua missão com a Igreja Católica, entre o prazer e a fé, entre sua origem saxônica e seu chefe normando. Quando ele precisa escolher de qual lado ficar, ele corre o risco de enfurecer o rei.

Becket is a divided man. He is divided between his friendship with the king and his duty to the Catholic Church, between pleasure and faith, between his Saxon origin and his Norman boss. When he has to choose which side he really supports, he risks infuriating the king.


Saber quem eram os saxões e os normandos é importante para compreender melhor o filme. Os saxões eram um povo germânico que migraram para várias partes da Europa com a queda do Império Romano do Ocidente no século V. No século XI, outras tribos invadiram a Inglaterra – ainda não unificada – lideradas pelo Duque William I da Normandia – William seria o bisavô de Henrique II. Isso significa que os melhores amigos Henrique e Becket eram de origens diferentes, inclusive rivais... mas só na peça e no filme: Becket era na verdade normando.    ¯\_()_/¯

Learning about who were the Saxons and the Normans is important to better understand the film. The Saxons were a Germanic people that migrated to various parts of Europe with the fall of the Western Roman Empire in the 5th century. In the 11th century, other tribes invaded Britain – not yet unified – led by Duke William I of Normandy – William would be Henry II’s great-grandfather. This means that BFFs Henry and Becket were from different – even rival – origins… but only in the play and movie: Becket was actually a Norman.   ¯\_()_/¯


Tanto Peter O’Toole quanto Richard Burton estão fantásticos em seus papéis contrastantes. O Henrique II de O’Toole é histriônico e mimado – uma versão anterior perfeita para o mesmo Henrique II que ele interpretaria em “O Leão no Inverno” (1968). O Becket de Burton é verdadeiramente a única pessoa santa em uma Igreja Católica envolvida em corrupção e jogos de poderes. No pequeno papel de Gwendolen, uma mulher desejada por ambos, está Siân Phillips, uma atriz galesa e esposa de O’Toole.

Both Peter O’Toole and Richard Burton are outstanding in their contrasting roles. O’Toole’s Henry II is histrionic and spoiled – a perfect earlier version of the same Henry II he would play in the superb “Lion in Winter” (1968). Burton’s Becket is truly the only holy person in a Catholic church involved in corruption and games of power. In the minor role of Gwendolen, a woman fancied by both, is Siân Phillips, Welsh actress and O’Toole’s wife.


O filme foi baseado em uma peça que estreou em 1959 em Paris e em 1960 na Broadway com Anthony Quinn como Henrique II e Laurence Olivier como Becket – também uma dupla e tanto! O’Toole iria interpretar Henrique II na produção de Londres da peça, mas teve de recusar por causa das longas filmagens de “Lawrence da Arábia” (1962) – ele foi substituído por (surpresa!) Christopher Plummer.

The film was based on a play that opened in 1959 in Paris and in 1960 on Broadway with Anthony Quinn as Henry II and Laurence Olivier as Becket – quite a duo, too! O’Toole was set to star as Henry II in the London production, but had to decline because of the long shootings of “Lawrence of Arabia” (1962) – he was replaced by (surprise!) Christopher Plummer.
 
Elizabeth Taylor and Burton backstage
A fotografia é fabulosa, e “Becket – O favorito do rei” foi indicado ao Oscar e Melhor Fotografia e em outras 11 categorias, incluindo Ator Coadjuvante para John Gielgud como o rei da França e duas indicações a Melhor Ator para O’Toole e Burton. O filme ganhou apenas o prêmio de Melhor Roteiro.

The cinematography is fabulous, and “Becket” was nominated for Oscars for best Cinematography and other 11 categories, including Supporting Actor for John Gielgud as the King of France and dual Best Actor nominations for O’Toole and Burton. The film only won the Best Screenplay award.


Com uma história contada em flashback, “Becket – O favorite do rei” é um filme fascinante, um deleite para os olhos – com cenas filmadas em locação e imensos cenários construídos em estúdio, como uma cópia da Catedral de Canterbury – e para o cérebro. Inteligente, provocador, emocionante, “Becket – O favorito do rei” é um filme sobre honra que não tem um único minuto de enrolação.

With a story told in flashback, “Becket” is a fascinating movie, a feast for the eyes – with both location sets and huge sets built in studio, like a copy of the Canterbury Cathedral – and for the brain. Smart, provocative, thrilling, “Becket” is a film about honor without one single boring minute.

This is my contribution to the Regaling about Richard Burton blogathon, hosted by Gill and Realweegiemidget Reviews.


sábado, 1 de dezembro de 2018

Adventures in cinematography


Tudo começou com um desafio do Facebook: escolher 10 filmes que me causaram impacto e publicar cenas destes filmes, durante 10 dias, deixando seus amigos adivinharem qual o filme de cada dia. Minha grande amiga – e também Suffragette – Rafaella me desafiou e eu decidi escolher apenas as mais belas imagens para publicar. Com isso, eu pude explorar um assunto que vem chamando minha atenção ultimamente: a fotografia dos filmes e os grandes diretores de fotografia do cinema.

It all started as a Facebook challenge: choose 10 films that made an impact on you, and post frames of them over 10 days, letting your friends guess which film it was. My good friend – and fellow Suffragette – Rafaella challenged me and I decided to choose only very beautiful frames to add to my feed. With this, I could dive deeper into something that has been calling my attention lately: cinematography and great cinematographers.


Eu sei que os filmes noir têm algumas das melhores direções de fotografia, e grandes diretores de fotografia como Greg Tolland e John Alton fizeram filmes noir. Para minha lista, eu escolhi um filme noir, três filmes mudos, e fiz questão de incluir filmes dos EUA, América Latina e Europa.

I know noir has some of the best photographies, and great cinematographers like Greg Tolland and John Alton worked in noir. For my list, I chose one film noir, three silent films, and I also made an effort to choose from both US, Latin and European films.

Estes foram os dez escolhidos, com algumas observações:
Here are my chosen ten, with some notes:

Aconteceu Naquela Noite, 1934. Dirigido por Frank Capra. Diretor de fotografia Joseph Walker.
Este foi o filme que deu origem ao blog Crítica Retrô!

It Happened One Night, 1934. Directed by Frank Capra. Cinematographer Joseph Walker.
This was the film that originated the blog Crítica Retrô!


A Dama de Xangai, 1947. Dirigido por Orson Welles. Diretores de fotografia Charles Lawton Jr (creditado), Rudolph Maté e Joseph Walker (ambos não creditados).

The Lady from Shanghai, 1947. Directed by Orson Welles. Cinematographers Charles Lawton Jr (credited), Rudolph Maté, Joseph Walker (both uncredited).
It has one of my favorite sequences of all films.


E o Vento Levou, 1939. Dirigido por Victor Fleming. Diretores de fotografia Ernest Haller (creditado), Lee Garmes (não creditado).

Gone with the Wind, 1939. Directed by Victor Fleming.  Cinematographers Ernest Haller (credited), Lee Garmes (uncredited).


Europa ’51, 1952. Dirigido por Roberto Rossellini. Diretor de fotografia Aldo Tonti.

Europa '51, 1952. Directed by Roberto Rossellini.  Cinematographer Aldo Tonti.

Quando Explode a Vingança, 1971. Dirigido por Sergio Leone. Diretor de fotografia Giuseppe Ruzzolini.
Outro elemento icônico do filme é a bela trilha sonora composta por Ennio Morricone.

A Fistful of Dynamite aka Duck, You Sucker!, 1971. Directed by Sergio Leone. Cinematographer Giuseppe Ruzzolini.
Another iconic element in this film is the beautiful soundtrack composed by Ennio Morricone.


Um Homem com uma Câmera, 1929. Dirigido por Dziga Vertov. Diretores de fotografia Mikhail Kaufman (creditado), Gleb Troyanski (não creditado).
Mikhail Kaufman é também o protagonista deste grande filme.

Man with a Movie Camera, 1929. Directed by Dziga Vertov.  Cinematographers Mikhail Kaufman (credited), Gleb Troyanski (uncredited).
Mikhail Kaufman is also the lead in this great film.


O Fugitivo, 1932. Dirigido por Mervyn LeRoy. Diretor de fotografia Sol Polito.

I am a Fugitive from a Chain Gang, 1932. Directed by Mervyn LeRoy. Cinematographer Sol Polito.


O Pássaro Azul, 1918. Dirigido por Maurice Tourneur. Diretor de fotografia John van den Broek.
John van den Broek faleceu menos de três meses após a estreia deste filme.

The Blue Bird, 1918. Directed by Maurice Tourneur. Cinematographer John van den Broek.
John van den Broek passed away less than three months after this film premiered.


Aurora, 1927. Dirigido por F.W. Murnau. Diretores de fotografia Charles Rosher, Karl Struss.

Sunrise, 1927. Directed by F.W. Murnau. Cinematographers Charles Rosher, Karl Struss.


O Pagador de Promessas, 1962. Dirigido por Anselmo Duarte. Diretor de fotografia H.E. Fowle.
H.E. Fowle era comumente creditado como ‘Chick’ Fowle. Ele era um diretor de fotografia inglês que veio para o Brasil em 1950 com Alberto Cavalcanti, com quem colaborou em vários trabalhos.

The Given Word (O Pagador de Promessas), 1962. Directed by Anselmo Duarte. Cinematographer H.E. Fowle.
H.E. Fowle was credited as 'Chick' Fowle. He was an English director of photography who came to Brazil in 1950 with Alberto Cavalcanti,  his frequent collaborator.


Eu devo concordar com meu bisavô que filmes em preto e branco são mais bonitos!

I must agree with my grand-grandfather that black and white movies are more beautiful!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...