} Crítica Retrô: Richard Attenborough

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Tuesday, April 12, 2011

Gandhi (1982)

O exemplo máximo de pacifista do nosso tempo, uma das maiores personalidades do século XX, um benfeitor indiano sem o qual seu país não sairia do jugo neocolonial da Inglaterra. Assim como os feitos do biografado, Gandhi é um filme grande, tanto em questões técnicas (cenários, figurantes, duração) quanto em apelo popular.
Com vocês, o biografado: Mohandas Kharamchand Gandhi (1869 - 1948) foi um advogado e ativista político indiano. Lutou contra a discriminação, a segregação e o domínio inglês no território da Índia. Suas táticas de luta eram alternativas e diferentes: pregava a não-violência e a desobediência civil frente às leis e soldados ingleses. Ironicamente, essas táticas muitas vezes levavam multidões à morte. Foi apelidado de “Mahatma” (a grande alma) e tido como símbolo da lua dos mais humildes.
Licença Cinematográfica: Alguns detalhes passaram em branco, como modelos de carros de época e determinados hábitos e comportamentos.
 Quando Gandhi é mandado para a classe econômica do trem, logo no início do filme, note que a primeira classe, de onde ele sai, é um dos primeiros vagões. Isso seria impossível, pois a proximidade das caldeiras tornaria a classe VIP infernal, literalmente. 
Coisa de Cinema: O ator Bem Kingsley, que interpreta Gandhi, nasceu na mesma província que Mahatma. Ele emagreceu, fez ioga e tentou viver segundo os preceitos do grande líder para vivê-lo nas telas. Deu resultado: além de ganhar o Oscar de Melhor Ator, a semelhança foi tão grande que muitos indianos acreditaram que Ben era o fantasma de Gandhi.
Coincidentemente, o hotel em que Gandhi se hospedou na Inglaterra se chamava “Kingsley Hall”!

Sunday, April 3, 2011

Chaplin (1992)

Uma obra admirável e uma vida mais ainda. Um dos maiores comediantes do cinema, Chaplin não teve uma trajetória alegre, mas conseguiu fazer humor com simplicidade e tornar outras existências mais felizes. E com maestria Richard Attenborough nos presenteou com mais uma inspiradora cinebiografia.
Com vocês, o biografado: Charles Spencer Chaplin (1889 – 1977) dispensa apresentações.


Licença Cinematográfica: No filme fica a impressão de que o filho de Chaplin com Mildred Harris nunca veio a nascer. No entanto, ele nasceu e sobreviveu por apenas três dias.
Embora a caracterização de Robert Downey Jr esteja impecável, um detalhe passou em branco: Chaplin tinha olhos azuis.
No filme, a estréia do personagem Carlitos, o vagabundo, é em uma confusão durante um casamento. Na realidade, o filme de estréia do famoso personagem é “Kids Auto Races at Venice”, um curta de 1914.
O filme sendo rodado quando Chaplin chega aos EUA é “The Adventurer” (1917), logo há um erro cronológico.
O repórter para quem Chaplin conta sua vida ao longo do filme, interpretado por Anthony Hopkins, é fictício.
Aparentemente, Charles, mesmo sendo amigo de Douglas Fairbanks, não gostava de Mary Pickford. Ele a define como “a small-sized bitch” (uma vadia baixinha).
A Crítica Retrô: Mais um bom filme de Attenborough, “Chaplin”, baseado em dois livros ( um deles uma autobiografia) mostra os mais importantes momentos da vida do ator/ diretor/ roteirista/ compositor. A infância pobre, a mãe alcoólatra (interpretada por Geraldine Chaplin), a ida para os Estados Unidos, a era muda, os escândalos amorosos. Com muitas reconstruções e poucas cenas originais, a produção é grandiosa e inspiradora.   
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