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Friday, October 16, 2020

O Homem que Nunca Pecou (1935) / The Whole Town's Talking (1935)

 

Algumas coisas realmente me fascinam. Uma delas é o conceito de doppelgänger e a ideia de que há outras pessoas no mundo que são fisicamente (quase) iguais a mim. Eu não sou a única pessoa interessada nessa ideia, porque diversos filmes já foram feitos a partir deste conceito. Um deles é “O Homem que Nunca Pecou”, uma comédia de 1935 que é um ponto fora da curva nas filmografias do seu protagonista e do seu diretor.

Some things really fascinate me. One of them is the concept of a doppelgänger and the idea that there are other people in the world that look (almost) exactly like me. I’m not the only person who is interested in this idea, because there have been several movies built around the concept. One of them is “The Whole Town’s Talking”, a 1935 comedy that is an unusual entry in the filmographies of its lead and its director.

Arthur Ferguson Jones (Edward G. Robinson) nunca chegou tarde ao trabalho, onde está há mais de oito anos. Mas um dia isso acontece, e este é o dia que muda a vida dele para sempre. Seu chefe recebeu a ordem de aumentar o salário de Jones e demitir a primeira pessoa que chegar atrasado naquele dia. Jones chega atrasado mas, como é a primeira vez, o chefe o perdoa e demite a segunda pessoa que chegou atrasada: a despreocupada Miss Clark (Jean Arthur). Ela aceita bem a situação e tenta aproveitar seu último dia no escritório.

Arthur Ferguson Jones (Edward G. Robinson) has never arrived late to work in over eight years. But one day he does, and it is the day that changes his life forever. His boss has received orders to raise Jones' wage and fire the first person who arrives late that day. Jones arrives late but, since it's his first time, the boss forgives him and fires the second person who arrived late: the carefree Miss Clark (Jean Arthur). She takes the situation well and tries to enjoy her last day at the office.

Ao ler o jornal, Miss Clark percebe que Mannion, o inimigo público número 1 da cidade, se parece muito com Jones. E a semelhança é realmente inegável porque, quando Jones e Miss Clark vão almoçar num bar, um homem o vê e chama a polícia. Jones é preso como se fosse Mannion, e Miss Clark também é levada à delegacia como sua cúmplice.

While reading the newspaper, Miss Clark realizes that Mannion, the public enemy number 1 in town, looks a lot like Jones. And the resemblance is really uncanny, because, as Jones and Miss Clark are having lunch in a bar, a man sees him and calls the police. Jones is arrested as if he were Mannion, and Miss Clark is also taken to the police station as his accomplice. 

Depois de muitos questionamentos, os policiais percebem que as impressões digitais de Jones não batem com as de Mannion e ele é liberado, junto com Miss Clark. De volta ao escritório, Jones é chamado por seu chefe, que lhe faz uma proposta: um ghost-writer escreverá a história de vida de Mannion, e o jornal quer que Jones assine os artigos. Jones aceita e toma uns drinks com o chefe.

After many questions, the police officers realize Jones' fingerprints don't match Mannion's and he is freed, alongside Miss Clark. Back at the office, Jones is called by his boss and is presented with an opportunity: a ghost-writer is going to write Mannion's life story, and the newspaper wants Jones to sign the articles. Jones accepts and drinks with his boss.

Quando ele chega em casa, encontra seu gato e seu pássaro de estimação, ambos batizados com nomes retirados da literatura, e também o próprio Mannion, que quer chantagear o homem que se parece com ele. Ele quer o documento que a polícia deu a Jones garantindo que ele não é Mannion – se usar o documento durante a noite, Mannion poderá andar por aí cometendo crimes sem problemas.

When he arrives home to his pet cat and bird with literary names, Jones finds Mannion himself wanting to blackmail the man who looks like him. He wants the document that the police has given to Jones attesting that he isn't Mannion – by having it during the nights, Mannion can walk around and commit crimes without any problems.

Edward G. Robinson interpreta muito bem dois papéis muito diferentes. Como Mannion, ele é o gângster que conhecemos de filmes como “Alma no Lodo” (1931). Como Jones, ele é tão bondoso e educado que é capaz de oferecer uma xícara de chá a dois visitantes mesmo quando está vestindo apenas uma camisa e – imaginamos – roupa de baixo, porque Mannion havia acabado de roubar suas roupas.

Edward G. Robinson plays two very different roles very well. As Mannion, he is the gangster we know from films like “Little Caesar” (1931). As Jones, he's so kind and polite that he is able to offer a cup of tea to two visitors even though he's wearing only a shirt and – presumably – underwear, because Mannion had just stolen his clothes.

Infelizmente, Jean Arthur tem pouco a fazer no filme. Ela é crush e musa de Jones, pois ele escreve histórias olhando para uma foto dela. Ela é doce e decidida, mas Jones e Mannion são os focos do filme – Miss Clark literalmente desaparece do filme depois de ser raptada pelos capangas de Mannion, junto com a velha tia de Jones, uma personagem que é completamente desnecessária. Entretanto, foi ao ver este filme que Frank Capra ficou interessado em trabalhar com Jean. Sobre Jean Arthur, Edward G. Robinson escreveu em sua autobiografia: “Ela era excêntrica sem ser tola, única sem ser maluca, uma personalidade teatral que não era uma pessoa teatral. Era um prazer trabalhar e conviver com ela.”

Unfortunately, Jean Arthur has little to do in the film. She’s Jones’ crush and muse, as he writes stories while looking at a picture of her. She’s sweet and resolute, but Jones and Mannion are the focuses of the film – Miss Clark literally disappears from the picture after she’s kidnapped by Mannion’s men, alongside Jones’ old aunt, a character who is completely unnecessary. However, it was after seeing this film that Frank Capra got an interest in working with Jean. About Jean Arthur, Edward G. Robinson wrote in his autobiography: “She was whimsical without being silly, unique without being nutty, a theatrical personality who was an untheatrical person. She was a delight to work with and to know.”

Donald Meek rouba a cena como Hoyt, o homem que chamou a polícia no bar e por causa disso fica obcecado com a recompensa de 25 mil dólares pela informação. De acordo com o site do TCM e com o próprio Robert Osborne, Lucille Ball é figurante na sequência do banco perto do final do filme, mas é quase impossível identificá-la.

Donald Meek steals the scene as Hoyt, the man who called the police at the bar and because of that he's obsessed with getting a 25,000 dollar reward for the information. According to the TCM website and Robert Osborne himself, Lucille Ball was an extra in the bank sequence near the end of the film, but it’s almost impossible to identify her.

O Homem que Nunca Pecou” foi dirigido por John Ford – mas o filme se parece muito com um filme de Frank Capra! Ele foi feito pela Columbia, então estúdio onde Capra trabalhava, um dos roteiristas foi Robert Riskin, um colaborador frequente de Capra, e tem como protagonista feminina Jean Arthur, que fez três filmes com Capra. O filme tem até uma montagem com manchetes de jornal, uma marca registrada de Capra.

The Whole Town's Talking” was directed by John Ford – but the picture looks a lot like a Frank Capra film! It was made by Columbia, then Capra’s studio, co-written by Robert Riskin, a constant Capra collaborator, and its female star is Jean Arthur, who worked with Capra in three films. There is even a montage of newspaper healines, something that is a Capra distinctive mark.

Há no filme, entretanto, algo vergonhoso presente em muitos dos filmes de John Ford dos anos 20 e 30: uma piada racista. Ela é muito breve, mas nos incomoda: um porteiro negro é retratado como um bobo, olhando para as pessoas com os olhos arregalados, um traço comumente usado como estereótipo racista. Outro filme de Ford do mesmo período com um pouco mais de conteúdo racista é “E o Mundo Marcha” (1934).

There is in the film, however, something shameful present in many of John Ford's films from the 1920s and 1930s: a racist joke. It is very brief, but it bothers us: a black doorman is portrayed as silly, looking at people with his eyes wide open, a trait commonly used as a racist stereotype. Another Ford film with more racist content is “The World Moves On” (1934).

Como uma mistura de comédia screwball com uma subtrama de gângsters, “O Homem que Nunca Pecou” tem momentos hilários e momentos tensos. Um filme único para John Ford e Edward G. Robinson, ele é prova de que ambos eram mais versáteis do que comumente lhes damos crédito.

As a mix of screwball comedy with a gangster subplot, “The Whole Town's Talking” has hilarious moments and tense moments. A unique film for John Ford and Edward G. Robinson, it's proof that both were more versatile than we usually give them credit for.

This is my contribution to the 120 “Screwball” Years of Jean Arthur blogathon, hosted by Virginie at The Wonderful World of Cinema.


Saturday, September 26, 2020

Pioneiros do cinema britânico / British film pioneers

Você provavelmente conhece os nomes dos pioneiros do cinema francês – os irmãos Lumière, Alice Guy-Blaché, Georges Méliès – e também dos pioneiros norte-americanos – como Thomas Edison, que fez uma pequena fortuna exibindo dos filmes de Méliès nos EUA sem pagar pelos direitos autorais. Ma você consegue se lembrar de algum pioneiro do cinema britânico? Não estou falando de Hitchcock no começo da carreira, estou falando das pessoas que estavam trabalhando 25 anos antes de Hitchcock pisar num estúdio de cinema. Se você assistiu ao filme “A Caixa Mágica”, de 1951, já deve conhecer William Friese-Greene, e aqui estão outros nove pioneiros do cinema britânico:

You probably know the names of French film pioneers – the Lumière brothers, Alice Guy-Blaché, Georges Méliès – and also of US film pioneers – like Thomas Edison, who made a small fortune exhibiting Méliès’ films in the US without paying royalties. But can you name any British film pioneer? I’m not talking about early Hitchcock, I’m talking about people who were working 25 years before Hitchcock stepped in a film studio. If you have watched the 1951 film “The Magic Box” you probably know William Friese-Greene, and here are nine other British film pioneers:


Antes de continuarmos, é bom mencionar que o francês Louis Le Prince filmou as primeiras imagens em movimento da história na Inglaterra em 1888, mas desapareceu sem torná-las públicas.

Before we go on, it’s worth mentioning that Frenchman Louis Le Prince shot the first motion picture ever in England in 1888, but disappeared without making it public.


Eadweard Muybridge (1830-1904): Tecnicamente, Muybridge fez suas contribuições para o nascente cinema, incluindo o famoso trabalho sobre um cavalo em movimento em 1878, nos EUA, mas nasceu na Inglaterra. Muybridge sofreu um acidente de carruagem em 1860 que, provavelmente, aumentou sua capacidade criativa. Para exibir as fotografias que ele tirava de animais em movimento, Muybridge criou o zoopraxiscope e viajou pelos EUA e Europa demonstrando o invento.

Eadweard Muybridge (1830-1904): Technically, Muybridge did his contributions to early cinema, including the famous The Horse in Motion work from 1878, in the USA, but he was born in England. Muybridge was in a stagecoach accident in 1860 and it, probably, improved his creativity. In order to exhibit the photographs of animals in motion he was taking, Muybridge created the zoopraxiscope and toured the US and Europe showing this device.


Birt Acres (1854-1918): Embora tenha nascido nos EUA, Acres deixou seu legado no cinema britânico. Este fotógrafo inventou, junto com R.W. Paul, a primeira câmera de 35mm portátil da Inglaterra, foi responsável pela primeira exibição cinematográfica do país em 1896 e foi o primeiro repórter cinematográfico a viajar para outros países para fazer filmes-reportagem. Acres acreditava que o verdadeiro potencial do cinema estava em sua capacidade de educar, não de entreter.

No já mencionado “A Caixa Mágica” há uma cena em que William Friese-Greene, interpretado por Robert Donat, celebra o triunfo de sua invenção com a primeira pessoa que ele encontra, um policial interpretado por Laurence Olivier. Este episódio curioso na verdade aconteceu com Birt Acres.

Birt Acres (1854-1918): Although born in the USA, Acres left his impact in British cinema. This photographer invented, alongside R.W. Paul, the first 35mm portable camera of England, was responsible for the first film exhibition in the country in 1896 and was the first newsreel reporter to travel internationally to make his newsreels. Acres believed that the true potential of cinema lied in its educational purposes, not the entertainment side of the business.

In the aforementioned film “The Magic Box” there is a scene in which William Friese-Greene, played by Robert Donat, celebrates the triumph of his invention with the first person he meets, a policeman played by Laurence Olivier. This colorful episode actually happened to Birt Acres.


R.W. Paul (1869-1943): Robert William Paul filmou, com Birt Acres, “Incident at Clovelly Cottage” em 1895, estrelando a esposa e o filho de Acres. Este primeiro filme hoje está perdido. Paul foi durante muito tempo considerado o Pai da Indústria Cinematográfica Britânica, mas apenas porque ele não mencionava as contribuições de Acres quando contava suas primeiras façanhas cinematográficas, pois a parceira entre os dois durou somente um ano e provavelmente acabou de forma pouco amistosa.

Altamente versátil, sendo inventor, produtor de cinema, cinegrafista e exibidor, R.W. Paul inventou o Theatrograph, um projetor de filmes de 35mm, e ficou famoso por filmar a corrida de cavalos de três de junho de 1896 e exibir o filme para o público em apenas 24 horas. Depois de muito sucesso com curtas e filmes-reportagem, Paul se aposentou em 1910.

R.W. Paul (1869-1943): Robert William Paul made, with Birt Acres, “Incident at Clovelly Cotagge” in 1895, starring Acres’s wife and son. This first film is currently missing. Paul was for a long time considered the Father of the British Film Industry, but only because he erased Acres’s contributions whenever he talked about his early feats in filmmaking, as their partnership had lasted for only a year and probably ended in a bitter note.

Highly versatile as an inventor, film producer, cinematographer and exhibitor, R.W. Paul invented the Theatrogaph, a 35mm projector, and became famous for shooting the June 3rd 1896 Derby and making the film available within 24 hours for audiences. After a lot of success with short films and newsreels covering current events, Paul retired in 1910.


James Kenyon (1859-1925) e Sagar Mitchell (1866-1952): A companhia Mitchell e Kenyon foi fundada em 1897 e sobreviveu até 1913. No início, a dupla era contratada por proprietários de fábricas para filmar os trabalhadores saindo das fábricas - depois os filmes eram exibidos para estes trabalhadores, que sempre se surpreendiam ao se ver na tela. Quando a Guerra dos Bôeres começou em 1899, Mitchell e Kenyon viram uma nova oportunidade e começaram a recriar cenas de batalhas e filmá-las. A maioria de seus trabalhos era comissionada.

James Kenyon (1850-1925) and Sagar Mitchell (1866-1952): The Mitchell and Kenyon company was founded in 1897 and survived until 1913. At first, they were hired by factory owners to film the workers leaving the factory - then they’d show the film to the workers, who were always thrilled to see themselves on that novelty. When the Boer War started in 1899, Mitchell and Kenyon saw a new opportunity and started shooting re-enactments of the battles. Most of their films were commissioned.

Mitchell & Kenyon


James Williamson (1855-1933): Nascido na Escócia, Williamson era fotógrafo, manufaturava equipamentos fotográficos e foi um dos quatro pioneiros daquilo que ficou conhecido como Brighton School. Ele teve seu próprio estúdio e em 1908 inventou uma geringonça que permitia que os exibidores criassem suas próprias cartelas de textos. Mesmo que alguns de seus filmes sejam muito inventivos – como o famoso “The Big Swallow” (1901) – Williamson ganhou mais dinheiro com suas invenções cinematográficas do que com seus filmes.

James Williamson (1855-1933): Born in Scotland, Williamson was a photographer, manufacturer of photographic equipment and one of four pioneers in what became known as the Brighton School. He had his own studio and in 1908 invented a device that allowed exhibitors to make their own title cards. Even though some of his films were very inventive – like the famous trick film “The Big Swallow” (1901) –  Williamson made more money from his cinematographic inventions than from his films.


G.A. Smith (1864-1959): George Albert Smith também era parte do grupo da Brighton School e trocava correspondências com Méliès. Ele começou a carreira artística como hipnotizador e, assim que adquiriu uma câmera, ele começou a fazer experimentos e a usar a lanterna mágica para criar efeitos nos filmes. Smith decidiu focar no processamento de filmes para outras companhias e no desenvolvimento de seu próprio processo de coloração, Kinemacolor, que foi um sucesso entre 1910 e 1913.  

G.A. Smith (1864-1959): George Albert Smith was also part of the Brighton School group and also a penpal of Méliès. He started his artistic career as a hypnotist and as soon as he acquired a camera he started experimenting with it and using magic lantern techniques to create different effects. Smith focused on processing films for other companies and developing his own color process, Kinemacolor, which was a success from 1910 to 1913.


W.R. Booth (1869-1938): Walter Robert Booth começou sua carreira trabalhando no laboratório de filmes de R.W. Paul, o primeiro do tipo na Inglaterra. Este mágico amador trabalhou em “trick films”, experimentou com animação e caricaturas animadas e dirigiu a primeira adaptação para o cinema de uma obra de Charles Dickens, “Scrooge or Marley's Ghost”, de 1901. Em 1915, ele passou a trabalhar com curtas de publicidade.

W.R. Booth (1869-1938): Walter Robert Booth started his career working in R.W. Paul’s film laboratory, the first of its kind in England. This amateur magician worked in trick films, experimented with animation and caricatures on film and directed the first adaptation of a Charles Dickens work for the screen, “Scrooge or Marley’s Ghost”, in 1901. In 1915, he switched to making advertising shorts.

Cecil Hepworth (1874-1953): Autor do primeiro livro britânico sobre cinema, “The ABC of Cinematograph”, publicado em 1897. Em sua própria companhia, chamada Hepwix, fundada em 1899, ele trabalhou como diretor, roteirista, produtor e até mesmo ator. Sua companhia fez a primeira versão para o cinema de “Alice no País das Maravilhas” em 1903 e também o imensamente popular “Rescued by Rover”, de 1905. Em 1910 Hepworth estava fazendo experimentos com som e em 1915 a companhia já focava em longas-metragens. A Primeira Guerra Mundial teve um grande impacto no negócio e, após uma volta fracassada, Hepworth dirigiu trailers para os National Screen Services e deu palestras sobre história do cinema.

Cecil Hepworth (1874-1953): Author of the first British book about cinema, “The ABC of the Cinematograph”, published in 1897. In his own company, called Hepwix, founded in 1899, he worked as director, writer, producer and even actor. His company delivered the first screen version of “Alice in Wonderland” in 1903 as well as the immensely popular “Rescued by Rover” in 1905. By 1910 Hepworth was experimenting with sound and by 1915 the company focused on making features. World War I had a big impact in the business, and after a failed comeback Hepworth directed trailers for the National Screen Services and became a lecturer on film history.


Bonus: vale mencionar que o estúdio Vitagraph, o primeiro estúdio de cinema moderno dos EUA, foi fundado em 1897 por dois britânicos, o cartunista James Stuart Blackton (1875-1941) e o mágico Albert Edward Smith (1874-1958).

Bonus: it’s worth mentioning that Vitagraph studios, the first modern film studio in the US, was founded in 1897 by two British guys, the cartoonist James Stuart Blackton (1875-1941) and magician Albert Edward Smith (1874-1958).

This is my contribution to the 7th Annual Rule, Britannia blogathon, hosted by Terence at A Shroud of Thoughts.

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