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sábado, 30 de dezembro de 2017

Com os Braços Abertos / Boys Town (1938)

Nós precisamos desesperadamente de heróis.

We're in desperate need of heroes.

Mas não é qualquer herói que serve. Nós dispensamos o Batman, o Aquaman, o Super-Homen, o Homem de Ferro, a Mulher-Maravilha – se bem que ela é demais – e continuamos procurando por outro tipo de herói. Um herói – ou heroína – cujo superpoder é ser, acima de tudo, humano. Nós precisamos destas pessoas.

But not any hero can do. We'll pass Batman, Aquaman, Superman, Iron Man, Wonder Woman – even though she is a badass – and keep on looking for another kind of hero. A hero – or heroine – whose superpower is being, above all, human. These are the people we need.
Será que o padre Flanagan é bom o suficiente para a vaga? Vejamos seu dossiê de herói:

Will Father Flanagan be good enough for the position? Let's see his hero file:


Nome: Edward Joseph Flanagan
Name: Edward Joseph Flanagan

Data e local de nascimento: 13 de julho de 1886, Irlanda.
Date and place of birth: July 13th 1886, Ireland

Foto (com disfarce):
Photo (undercover):

Foto (pronto para entrar em ação): ele se parece um pouco com Spencer Tracy, não?
Photo (ready for action): looks like Spencer Tracy, right?


Superpoderes:
Paciência – super paciência
Acreditar que “não há maus meninos no mundo”
Cuidar de garotos órfãos ou sem-teto e construir uma comunidade para eles.
Dar aos meninos liberdade de crença – qualquer religião poderia ser professada na vila de Boys Town.
Ensinar aos meninos lições de cidadania e disciplina.
Provar que jornalistas ambiciosos, céticos e “cidadãos de bem” estavam errados quando duvidaram de seu projeto.

Superpowers:
Patience – super patience
Believing “there is no such a thing in the world as a bad boy”
Taking care of orphaned or homeless boys and building a community for them
Giving the boys freedom of worship – any religion was valid at Boy's Town
Teaching the boys notions of citizenship and discipline
Proving wrong greedy journalists, skeptics and angry “fine citizens”


Ajudante: o lojista Dave Morris (Henry Hull) é ajudante “sem querer” do padre Flanagan, e contribui com empréstimos de dinheiro.
Sidekick: Shop owner Dave Morris (Henry Hull) is Father Flanagan's reluctant sidekick, helping with the money needed.

Atos heroicos:
Fundou a primeira casa de meninos órfãos em 1917.
Desafiou o círculo vicioso de abandono, abuso, violência e criminalidade na vida dos meninos.
Fundou a vila de Boys Town em 1921.
Ajudou pessoalmente mais de 6 mil pessoas com sua obra – muitos deles eram meninos durões como o personagem Whitey (Mickey Rooney), que, se não tivesse ajuda do padre Flanagan, teria se tornado um criminoso.
Depois de sua morte em 1948, seu trabalho se expandiu por 10 estados. Hoje, mais de 1,4 milhões de pessoas recebem cuidados e apoio da Boys Town.


Heroic actions:
Founded the first Boys Town in 1917
Challenged the vicious cycle of abandonment, child abuse, violence and crime
Founded the current Village of Boys Town in 1921
Personally helped 6000 people with his program – many of them hard-boiled boys like character Whitey (Mickey Rooney), who, without Father Flanagan, would turn into crime.
After his death in 1948, his work expanded through 10 states. As for today, more than 1,4 million people are helped by Boys Town.


Reconhecimentos:
Spencer Tracy ganhou seu Segundo Oscar pela performance como o Padre Flanagan na cinebiografia “Com os Braços Abertos”. A esposa de Tracy recebeu o prêmio no lugar dele durante a cerimônia.
O padre Flanagan é membro do Hall da Fama do estado de Nebraska. Seu processo de canonização foi aberto em 2012.

Accolades:
Spencer Tracy won his second Oscar for his portrayal of Father Flanagan in the biopic “Boys Town”. Tracy’s wife received the prize in his behalf during the ceremony.
Father Flanagan is a member of the Nebraska Hall of Fame. His canonization process started in 2012.


Heroína à altura: Você já percebeu que para todo herói há uma heroína semelhante – mesmo que eles não sejam romanticamente ligados? Bem, a primeira pessoa que me veio à mente quando conheci a história do padre Flanagan foi a missionária Gladys Aylward. Esta inglesa notável cuidou de crianças chinesas na Guerra Sino-Japonesa de meados dos anos 30 e também virou personagem de filme: em “A Morada da Sexta Felicidade” (1958), ela é interpretada por Ingrid Bergman.

Female counterpart: Have you realized that all heroes have a female counterpart – even if they are not romantically linked? Well, the first person I thought about when I first got to know Father Flanagan's story was missionary Gladys Aylward. This notable English lady took care of Chinese kids during the 1930s war against Japan and was also portrayed in film: in “The Inn of the Sixth Happiness” (1958), she is played by Ingrid Bergman.
Precisamos de pessoas como o padre Flanagan – e também Gladys Aylward – que acreditam no potencial do ser humano, que querem acabar com as desigualdades e não perpetuar os privilégios. Como o próprio padre Flanagan disse:

We need people like Father Flanagan – and also Gladys Aylward – who believe in the human potential, want to fight inequality and put a stop in privileges. As Father Flanagan himself said:

“Custa tão pouco ensinar uma criança a amar, e custa tanto ensiná-la a odiar”.

“It costs so little to teach a child to love, and so much to teach him to hate”.

This is my contribution to the Inspirational Heroes blogathon, hosted by Quiggy and Hamlette at The Midnite Drive-In and Hamlette’s Soliloquy.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Porky Pig’s Picture Album / O álbum de fotos do Gaguinho

Eu nasci em meados dos anos 1990, o que faz de mim uma representante da geração millennial – aquela que está estragando tudo o que um dia já houve de belo e puro na Terra. Eu cresci na frente da TV e me lembro bem de assistir aos Looney Tunes tanto na TV aberta quanto na TV a cabo. Anos depois, eu fiquei surpresa ao descobrir que aqueles desenhos que eu via repetidas vezes no começo dos anos 2000 tinham sido feitos nos anos 1950 ou mesmo antes – tudo neles parecia tão moderno! Mas minha maior surpresa foi descobrir que o porco Gaguinho, que eu via apenas como coadjuvante, foi a estrela de sua própria série de desenhos.

I was born in the mid-1990s, which makes me a millennial – one of those people who are destroying everything that was once good and pure on Earth. I grew up in front of the TV, and I remember, vividly, both on cable and on public television, watching Looney Tunes. Years later, I was shocked to learn that the cartoons I watched over and over in the beginning of the 2000s were actually made in the 1950s or even before – everything looked and sounded so up to date to them! But my biggest shock was to learn that Porky Pig, who I saw as a forever-sidekick, had actually had his own series of cartoons as a main character.
Eu estava acostumada a ver Gaguinho como o companheiro gago do estressado e prepotente Duck Dodgers. Ou como Friar Tuck, o fofo monge suíno em “Robin Hood Daffy” – um desenho que era exibido ao menos duas vezes ao mês na TV. Ou como o mentor do jovem e faminto Presuntinho em “Tiny Toons”.

I was used to seeing Porky Pig as the stuttering company to the distempered and unsympathetic Duck Dodgers. Or as Friar Tuck, the sweet religious swine in “Robin Hood Daffy” – a cartoon that was shown about twice a month on TV. Or as the mentor to young and hungry Hamton J. Pig in “Tiny Toon Adventures”.
Na verdade, Gaguinho veio antes de todos eles: de Pernalonga, Patolino, Frajola e Piu-Piu, Hortelino Troca-Letras… Gaguinho fez sua estreia no cinema em 9 de março de 1935. Ele rapidamente se transformou na personagem mais popular da série de curtas chamada Looney Tunes – uma das duas séries de curtas-metragens animados produzidas pela Warner Brothers nos ano 30. A outra série, Merrie Melodies, era feita a cores, enquanto os Looney Tunes eram em preto e branco.

Actually, Porky Pig preceded them all: Bugs Bunny, Daffy Duck, Sylvester and Tweety, Elmer Fudd... Porky Pig debuted on the screen on March 9th, 1935. He quickly became the most popular animated character from the Looney Tunes short series - one of the two animated series produced by Warner Brothers in the 1930s. The other series, Merrie Melodies, had only short films in color.

Gaguinho foi concebido como um coadjuvante que apenas gaguejava porque seu dublador, o ator Joe Dougherty, também gaguejava. Joe dublou Gaguinho durante dois anos, até que o versátil Mel Blanc o substituísse em 1937. Foi neste mesmo ano que Gaguinho conheceu sua namorada Petúnia e seu grande amigo Patolino.

Porky was conceived as a supporting character, and one that stuttered because the actor who voiced him, Joe Dougherty, also stuttered. Joe voiced Porky Pig for two years, before versatile Mel Blanc took on the job in 1937. That same year, Porky Pig met his significant oinker other, Petunia Pig, and his closest pal, Daffy Duck.
A girl pig with an attitude
First meeting
Por causa de seu jeito bondoso, Gaguinho era ideal para o papel de um porco cara comum e sério, um contraponto perfeito para Patolino, o mais louco personagem já criado pela Warner Brothers. Em sua gênese, Patolino é o personagem de desenho animado que mais se aproxima da screwball comedy.

For his good nature, he became an ideal straight man - or rather pig - type to appear with Daffy Duck, the zaniest character created by Warner Brothers. The original Daffy is the closest thing we have from screwball in cartoons.
Mas para um suíno plácido e agradável, Gaguinho tem a honra curiosa: ele foi o primeiríssimo personagem a xingar em um filme. Bem, quase isso: ele pronunciou um xingamento em um desenho de 1938, que foi censurado pelos responsáveis pelo Código Hays e pôde estrear apenas 50 anos depois. Felizmente, hoje “Breakdowns of 1939” está disponível online:

But for a pacific straight pig, Porky had a curious and not so honorable honor: he was the first character ever to curse on film. Well, he almost was. He cursed in a 1938 cartoon, but it was censored by the Hays Office and could only be shown 50 years later. Luckily, nowadays “Breakdowns of 1939” is available online:
Gaguinho foi brevemente dono do gato Frajola, durante os anos 1940 e 50. Ele foi também o Jovem Cadete Espacial em “Duck Dodgers in the 24 ½th Century”, um curta-metragem de 1953 que originou uma série de TV 50 anos depois. O Jovem Cadete era um ajudante que em geral se mostrava bem mais esperto que seu chefe. Nos anos 50, Gaguinho teve sua própria revista em quadrinhos nos EUA, e nos anos 60 teve seu próprio programa, chamado “The Porky Pig Show”.

Porky was also briefly Sylvester’s owner, during the 1940s and 1950s. He was Space Cadet in “Duck Dodgers in the 24 ½th Century”, a 1953 cartoon that originated a whole series 50 years later. Space Cadet was a simple minion who was often smarter than his chief. In the 1950s, Porky even had his own comic book, and in the 1960s he had his own Saturday morning show, aptly called “The Porky Pig Show”.

Este foi o final da era de ouro dos Looney Tunes. Nos anos 70 e 80, Gaguinho fez breves aparições em filmes que eram na verdade coletâneas de curtas-metragens feitos nas décadas anteriores. Mas ele daria a volta por cima no século XXI.

This was the end of the Looney Tunes golden age. In the 1970s and 1980s, Porky appeared briefly in films that were actually compilations of shorts made in past decades. But he would return in the 21st century.
Noirish

Space Jam
Gaguinho voltou como o cara comum zoado por sua ingenuidade em “O show dos Looney Tunes”, uma genial versão de 2012 que colocava os já popularizados personagens em situações semelhantes às de sitcoms. Foi nesta série que Gaguinho finalmente começou a interagir mais com Pernalonga, embora seu mais próximo “amigo” continue sendo Patolino.

Porky was the definitive straight man who was mocked by his naïveté in “The Looney Tunes Show”, a new iteration from 2012 that put the characters in sitcom-like situations. It was in this show that Porky finally started interacting more with Bugs Bunny, although Daffy Duck remains his closest frenemy.

Seguindo a tendência de homenagear os traços mais antigos, os curtíssimos segmentos de “Wabbit” (também chamado de “Novos Looney Tunes”) trouxeram de volta um Pernalonga magérrimo, um Patolino amalucado e um Gaguinho imenso. Esta é a mais recente encarnação do personagem na TV.

Following a thread of paying tribute to old-style cartoons, the über-short segments of “Wabbit “(also called New Looney Tunes) brought back an extremely skinny Bugs, a slapstick-y Daffy and a rotund Porky Pig. This is the most recent way the character has been seen on TV.

Assim como a maioria dos personagens dos Looney Tunes, Gaguinho se tornou popular, figurou em diversos produtos de merchandising e é agora parte da cultura pop – especialmente por causa de sua frase mais conhecida. Até hoje, apenas um curta-metragem dos Looney Tunes foi escolhido para ser preservado no National Film Registry: “Porky in Wackyland”, de 1938. Como você deve imaginar, a estrela do curta é o inesquecível e adorável Gaguinho – um suíno que, aos 82 anos, está cada vez mais popular.

Like many of the Looney Tunes characters, Porky Pig became a household name, appeared in a lot of merchandising and is now part of the pop culture – especially because of his catchphrase. So far, only one short form the Looney Tunes was inducted to the National Film Registry: “Porky in Wackyland”, from 1938. As you may have imagined, it starred the unforgettable and adorable Porky Pig – a swine still going strong at 82 years old.

This is my contribution to the 6th Annual What a Character! Blogathon, hosted by Aurora, Kellee and Paula at Once Upon a Screen, Outspocken & Freckled and Paula’s Cinema Club

domingo, 3 de dezembro de 2017

No Teatro da Vida / Stage Door (1937)

Sair de casa para ir em busca dos seus sonhos nunca é fácil. Nçao que eu já tenha feito isso – embora já tenha chegado perto – mas os filmes me fazem pensar que não é fácil. E “No Teatro da Vida”, em particular, me causou esta impressão.

Leaving home in order to pursue your dreams in never easy. Not that I have done this myself – I only came close – but movies make me think that it is not easy. And “Stage Door” in particular gives me this feeling.
A mais nova moradora do pensionato da Sra. Orcutt é Terry Randall (Katharine Hepburn), uma moça elegante e educada. Isso nçao significa que ela não saiba se defender das outras moças, todas muito diferentes dela. Tery é fluente em sarcasmo, e o usa com perfeição em uma batalha de boas tiradas contra sua nova colega de quarto, Jean Maitland (Ginger Rogers).

The newest arrival in Mrs. Orcutt's boarding house for young and aspiring actresses is Terry Randall (Katharine Hepburn), a fancy and polite lady. This doesn't mean that she can't defend herself against the other girls, who are very different from her. Terry is fluent in sarcasm, and uses it perfectly in a battle of wits with her new roommate, Jean Maitland (Ginger Rogers).
Jean também não se dá bem com a esnobe Linda Shaw (Gail Patrick), que está saindo com o empresário Anthony Powell (Adolphe Menjou). Powell é a última esperança para outra garota do pensionato, Kay Hamilton (Andrea Leeds, em uma ótima performance), que não consegue trabalho há mais de um ano e está passando fome para ter dinheiro para pagar o aluguel.

Jean is also not very friendly with snobbish Linda Shaw (Gail Patrick), who is going out with manager Anthony Powell (Adolphe Menjou). Powell is the last hope for another girl in the boarding house, Kay Hamilton (Andrea Leeds, in a great performance), who hasn't worked in over a year and has been starving in order to be able to pay the rent.
As garotas dependem da vontade de um homem para se tornarem estrelas e continuarem no topo. Devemos perceber os paralelos do filme com o recente caso Weinstein, que sacudiu Hollywood. No entretenimento, as mulheres ainda são reféns das vontades – e dos desejos sexuais – dos homens para alcançarem a fama. O show business é o mesmo, 80 anos depois.

The girls rely on a man's wish to become stars and maintain their fame. We must see the parallel between this and the recent Weinstein case – Weinsteingate, maybe? - that shaked Hollywood. In entertainment, women are still held hostage of man's wishes – often sexual wishes – if they want to have a career. Show business is the same, 80 years later.
Quando Terry entra no escritório de Powell para confrontá-lo – logo depois de Kay ter desmaiado ao ser informada de que Powell não a receberia – ele diz muitas, muitas coisas sexistas para ela, como “a maioria das mulheres deveria ir lavar a louça e cuidar das crianças em vez de tentar uma carreira no teatro”. É enfurecedor. E é ainda pior se nos lembrarmos de que, mesmo sendo chique e popular, o ator Adolphe Menjou era assim na vida real: um conservador feroz que foi como VOLUNTÁRIO depor - e destruir algumas vidas - no Comitê de Atividades Antiamericanas.

When Terry enters Powell's office to confront him – right after Kay fainted outside the office when she was told that Powell wouldn't see her – he says many, many sexist things to her, like “most women should wash dishes and have a family instead of trying a career at the theater”. It's infuriating. And it's even worse if we remember that, even being popular and dapper, actor Adolphe Menjou was like this in real life: a staunch conservative who appeared in the HUAC hearing VOLUNTARILY to name names and destroy lives.
Claro, sendo assim, Powell nunca fica muito tempo com a mesma garota. Ele troca Linda por Jean, e no primeiro encontro na casa dele Jean fica bêbada e emotiva, acreditando em todas as suas mentiras. Depois de Jean, é a vez de Terry visitar Powell, e ela faz isso de maneira bárbara: ela o confronta e não aceita seus elogios e hipocrisias. Terry está ali para fazer negócios de igual para igual, não para se submeter a um empresário.

Of course, being this way, Powell never keeps a girl for too long. He trades Linda for Jean, and in their first date in his house Jean gets drunk and emotional, believing all his lies. After Jean, it's Terry's time to visit Powell, and she does it in a badass way: she confronts him and doesn't accept his compliments or hypocrisies. Terry is there to make business between equals, not to submit herself to a manager.
#badass
Também temos no pensionato Eve Arden como Eve, a dona de um gato, uma Ann Miller muito jovem, Constance Collier como uma mentora obcecada pelas glórias do passado e Lucille Ball como Judith, a amiga cínica e sarcástica de que todas as atrizes precisavam – um papel semelhante ao que ela interpretou em “A Vida é uma Dança” (1940). De certa maneira, este é um papel semelhante aos que Joan Blondell interpretou em muitos pre-Codes. É bacana ver Lucy, de cabelo escuro e com apenas 26 anos, sendo um pouco pessimista e tendo frases de efeito.

We also have in the boarding house Eve Arden as Eve, the lanky owner of a cat, a very young Ann Miller, Constance Collier as an older mentor obsessed with her bygone fame, and Lucille Ball as Judith, the street-wise, cynical and sarcastic friend all theater girls need – a role similar to the one she played in “Dance, Girl, Dance” (1940). In a sense, this is a role similar to those Joan Blondell played many times in pre-Codes. It's nice to see Lucy, with darker hair and at only 26 years old, being a little pessimistic and delivering one-liners.
Eu entendo que as garotas que vivem no pensionato são jovens, no final da adolescência ou com vinte e poucos anos, mas elas estão quase sempre discutindo e implicando umas com as outras. OK, Kay é amada por todas, e ama todas também, mas as outras garotas ainda têm “panelinhas” como em uma escola infestada de bullying. É mais um filme que quer provar que não há amizade entre as mulheres sem que haja muita rivalidade antes.

I understand all the girls living in the boarding house are young, in their late teens or early twenties, but they are usually bickering and discussing. All right, Kay is loved by them all, and loves them all, but all the other girls still have their “cliques” like in a bullying-full high school. It's another film that wants to prove that there can't be friendship among females if there is not rivalry before. 
“No Teatro da Vida” foi uma peça de sucesso escrita por Edna Ferber. Para a adaptação para o cinema, muito foi alterado e o roteiro parece às vezes demasiado difuso – e comete o crime de criar o personagem do empresário, que não existia na peça, para ser o centro do filme e da discussão, como você deve ter percebido nesta crítica. No final das contas, “No Teatro da Vida” é um filme com falhas, mas que mostra que a vida no show business é, acima de tudo, um implacável ciclo.

“Stage Door” was a successful stage play written by Edna Ferber. For the movie version, a lot was altered and  the screenplay seems too diffuse at times – and it commits the crime to create a male manager character, who didn't exist in the play, that becomes the center of the movie and the discussion, as you may have noticed in this review. In the end, “Stage Door” is a film with flaws, but one that shows how life in the show business is, above all, a ruthless cycle.


This is my contribution to the Lucy & Desi blogathon, hosted by Michaela at Love Letters to Old Hollywood.
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