} Crítica Retrô: 2021

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Sunday, February 28, 2021

O Enxame (1978) / The Swarm (1978)

 

Melissofobia ou apifobia é o medo de abelhas. Quando eu era criança, eu tinha medo de abelhas, até o momento em que compreendi que, se eu não incomodasse as abelhas, elas não me incomodariam – não que eu tenha cutucado uma colmeia ou coisa parecida. Mas se eu tivesse assistido ao filme de desastre “O Enxame” de 1978 quando eu era criança, meu medo de abelhas – e possíveis alucinações com abelhas – seria justificado. Isto é, se, como criança, eu não compreendesse que “O Enxame” é um filme muito ridículo.

Melissophobia or apiphobia is the fear of bees. When I was a kid I used to be afraid of bees, until I understood that if I didn't bother them they wouldn’t bother me – not that I had poked a beehive or something like this. But if I had watched the 1978 disaster movie “The Swarm” as a kid, my fear of bees – and possible hallucinations with bees – would be justified. That is, if, as a kid, I couldn't understand how ridiculous “The Swarm” is.
 

O filme começa com uma equipe do exército chegando a uma base de mísseis. Duas pessoas que também chegam ao local são o General Slater (Richard Widmark) e o entomologista Bradford Crane (Michael Caine). A maioria dos trabalhadores da base é encontrada morta, a médica Helena Anderson (Katharine Ross) está cuidando dos seis sobreviventes, e a causa da morte é motivo de debate entre Slater e Crane, pois Crane tem certeza de que um enxame de abelhas africanas assassinas atacou o lugar.

The film starts with a military team arriving at a missile base. Two people also arriving there are General Slater (Richard Widmark) and the entomologist Bradford Crane (Michael Caine). Most of the workers at the missile base are found dead, with doctor Helena Anderson (Katharine Ross) taking care of six survivors, and the cause of death is debated by Slater and Crane, as Crane is sure that a swarm of African killer bees has attacked the place.

Mais pessoas estão investigando o que aconteceu. Um homem num helicóptero menciona uma massa negra vindo em sua direção, e alguém em outro helicóptero identifica que a massa é feita de milhões de abelhas. Infelizmente, os dois helicópteros colidem com as abelhas, caindo e explodindo. Crane estava certo e, para desgosto de Slater, ele é colocado no comando de uma guerra contra as abelhas – nome dado pelo próprio Crane. Slater diz ao Major Baker (Bradford Dillman) para ficar de olho em Crane, pois ele acha suspeito que o cientista estivesse passando por acaso pelo local quando o ataque ocorreu.

More people are investigating what happened. A man in a helicopter mentions a black mass coming in his direction, and someone in another helicopter identify the mass as being made of millions of bees. Unfortunately, the two helicopters collapse when they meet the bees, crashing and exploding. Crane was right and, to Slater’s dismay, he is put in the command of what he calls a war against bees. Slater tells Major Baker (Bradford Dillman) to keep an eye on Crane, as he thinks it’s too suspicious that the scientist just happened to be passing by when the attack occurred. 

As abelhas saem da base nuclear e vão para os campos floridos na cidade mais próxima, onde matam os pais do pequeno Paul (Christian Juttner). Não demorará para que as abelhas entrem na cidade, criando caos numa escola onde trabalha Maureen (Olivia de Havilland), numa sequência que lembra a invasão de pássaros na escola de Bodega Bay em “Os Pássaros” (1963), mas numa escala muito maior. Para piorar as coisas, quem não morre instantaneamente por causa das picadas das abelhas pode ter uma recaída fatal...

The bees move from the nuclear facility to the flower fields surrounding the nearest town, and there they victimize young boy Paul’s (Christian Juttner) parents. It won’t be long until the bees reach town, wrecking havoc in a school where Mauren (Olivia de Havilland) works, in a sequence that reminds the invasion of birds in the Bodega Bay school in “The Birds” (1963), but in a much bigger scale. To make things worse, those who don’t die instantly from the bee stings may have a fatal relapse later...

Pode haver uma ameaça no ar - literalmente – mas também sobra lugar para romance em “O Enxame”. Há uma tensão sexual óbvia entre Bradford Crane e Helena Anderson. Enquanto isso, há um triângulo amoroso com idosos: tanto o prefeito Clarence Tuttle (Fred MacMurray) quanto o aposentado Felix Austin (Ben Johnson) estão apaixonados por Maureen! E há também a garçonete Rita (Patty Duke), que perde o marido no primeiro ataque das abelhas e, estando grávida, se apaixona por seu médico.

There may be a menace on the air - literally - but there is still a place for romance in “The Swarm”. There is obvious sexual tension between Bradford Crane and Helena Anderson. Meanwhile, there is a love triangle involving the elderly: both the mayor Clarence Tuttle (Fred MacMurray) and the retiree Felix Austin (Ben Johnson) are in love with Maureen! And there is also the waitress Rita (Patty Duke), who loses her husband in the first bee attack and, being pregnant, falls in love with her doctor.

Bradford Crane chamou outros peritos para fazer parte do time, e um deles é seu mentor, Dr Walter Krim (Henry Fonda). Outro perito, Dr Hubbard (Richard Chamberlain) diz que as abelhas africanas assassinas agora são chamadas de abelhas brasileiras porque elas sofreram uma mutação no Brasil, e Crane responde que o nome não importa se a ameaça é a mesma. O mesmo pode ser dito da gripe espanhola, ou da COVID-19 / coronavírus – o nome não importa, o que importam são os impactos nas pessoas. Mas aqui precisamos falar que topônimos como abelhas africanas / brasileiras, gripe espanhola e a expressão claramente racista “vírus chinês” causam ainda mais dano, porque grupos de pessoas são associados à doença, fazendo com que esses grupos sejam alvo de ataques de ódio – e ódio é uma pandemia bem mais difícil de controlar.

Bradford Crane has called other experts to be part of his team, one of them being his mentor, Dr Walter Krim (Henry Fonda). Another expert, Dr Hubbard (Richard Chamberlain) says that the African killer bees are now being called Brazilian bees because they suffered a mutation in Brazil, to which Crane replies that the name doesn’t matter if the threat is the same. The same can be said about the Spanish flu, or the COVID-19 / coronavirus – the name doesn’t matter, the impacts they have on people matter. But here we must address that toponyms like African / Brazilian bees, Spanish flu and the clearly racist expression “Chinese virus” cause even more harm, because groups of people become associated with the disease, making them more likely to be the target of hate attacks – and hate is a pandemic much harder to control. 

Slater que jogar pesticidas nas abelhas, e Crane fica furioso com ele, porque a ideia mataria as abelhas assassinas e também as abelhas normais. Slater diz que o dano colateral causado nas pessoas e nas outras abelhas seria “o menor dos males”. Crane diz para Slater e para todo o público que as abelhas são importantes para o meio-ambiente e para os humanos – e, mais de 40 anos depois, ainda não aprendemos. Um terço da comida produzida no mundo depende da polinização feita pelas abelhas. Mesmo assim, as abelhas estão morrendo por causa da destruição de seu habitat, das mudanças climáticas e do uso de pesticidas. É por isso que não devemos matar abelhas – e “O Enxame” inclusive termina com uma nota para o público lembrando da importância das abelhas:

Slater wants to drop pesticides on the bees, to which Crane reacts furiously, as the idea would kill the normal bees as well as the killer bees. Slater refers to the collateral damage to people and other bees as “the lesser of two evils”. Crane reminds Slater and the whole audience of the importance of bees to environment and to humans – and, over 40 years later, we still haven’t learned. One third of the world's food production depends on the pollination process made by bees. Nevertheless, bees are dying because of the loss of their habitat, climate change and the use of pesticides. That's why we shouldn't kill bees – and “The Swarm” even ends with a note for the audience about the importance of bees:

O Enxame” é um filme de sua época, outro filme de desastre cheio de estrelas do cinema, como muitos outros dos anos 1970, entre eles “O Destino do Poseidon” (1972), “Terremoto” (1974) e “Inferno na Torre” (1974). Poseidon e “Inferno na Torre” também foram produzidos por Irwin Allen, que produziu e dirigiu “O Enxame”, o primeiro de três grandes fracassos que acabaram dizimando o sub-gênero filme de desastre.

The Swarm” is a film of its time, another all-star disaster movie made in the 1970s, like “The Poseidon Adventure” (1972), “Earthquake” (1974) and “The Towering Inferno” (1974). Poseidon and “Towering Inferno” were also produced by Irwin Allen, who produced and directed “The Swarm”, the first of three huge flops that ultimately killed the disaster movie subgenre at the time.

O grande problema com “O Enxame”, pelo menos para mim, foi o elenco cheio de grandes nomes, com a maioria dos personagens sem desenvolvimento, pois têm pouco tempo em cena. Rita, por exemplo: nós não a vemos com seu marido antes dele morrer – mas temos de acreditar que ela está devastada – e que simplesmente desaparece quando seu bebê nasce. Além disso, os veteranos do cinema não tinham muito o que fazer com o diálogo pouco inspirado – escrito, surpreendentemente, por Stirling Silliphant, que escreveu o roteiro de “No Calor da Noite” (1967).

The greatest problem about “The Swarm”, at least for me, was the all-star cast, as most characters aren’t developed as they have little time on screen. Take Rita, who we don't see with her husband before he dies – even though we're supposed to believe she's devastated – and who simply disappears from the movie as her baby is born. Besides that, all the film veterans had little to do with the uninspired dialog – written, surprisingly, by Stirling Silliphant, who wrote the screenplay of “In the Heat of the Night” (1967).



Alguns momentos são extremamente ridículos. Há uma tomada do ponto de vista de uma abelha - como a tomada do ponto de vista da mosca em “A Mosca da Cabeça Branca” (1958) - e pessoas correndo e se esquivando em câmera lenta quando as abelhas invadem a cidade. Algumas pessoas inclusive começam a ter alucinações com abelhas, e eu definitivamente não vou contar a razão pela qual as abelhas foram atraídas para a base nuclear para começo de conversa – é algo muito ridículo e você provavelmente ficará pasmo.

Some moments are extremely ridiculous. There is a shot from the bee’s point of view - like the fly’s point of view in “The Fly” (1958) - and people running and ducking in slow-motion when the bees invade the town. Some people even start hallucinating with bees, and I definitely won’t tell the reason why the bees were attracted to the nuclear facility in the first place – it’s too ridiculous and you’ll probably be surprised.

Para tornar tudo mais difícil, devo informá-lo que você não será capaz de ver a versão compacta de “O Enxame” que estreou em 1978, pois esta versão de 116 minutos foi mais tarde substituída na TV, DVD e em Blu-Ray por uma versão mais longa, com 155 minutos. Sim, são 39 minutos extras de abelhas africanas assassinas. Mas nem tudo é ruim: você pode ver “O Enxame” se você quiser ter a chance de ver Michael Caine usando roupas em cores neutras ou, melhor ainda, Richard Widmark com um lança-chamas. Você também pode ver Olivia de Havilland de volta à Warner Brothers 34 anos após ter processado o estúdio. Ou você pode ver que, mais uma vez, é um ser diminuto que coloca o futuro da humanidade em risco – se é que você precisava ser lembrado disso.

To make things more unbearable, I must inform that you won't be able to watch the compact version of “The Swarm” that hit theaters in 1978, as the 116 minutes was later replaced on TV, DVD and Blu-Ray for a longer version, with 155 minutes. Yes, it's 39 extra minutes of African killer bees. But it's not all bad: you can watch “The Swarm” if you want a chance to see Michael Caine wearing clothes in neutral colors or, better yet, Richard Widmark with a flamethrower. You can also see Olivia de Havilland going back to the Warner Brothers backlot 34 years after her lawsuit against the studio. Or you can see that, once again, it's a tiny being that puts the future of mankind in jeopardy – that is, if you needed to be reminded of that.

This is my contribution to the Third So Bad It's Good blogathon, hosted by Rebecca at Taking Up Room.


 

Sunday, February 21, 2021

Lost in translation: odd classic film titles in Portuguese – Part 1

 

I was talking with some fellow bloggers about classic movies when a thought crossed my brain: I had to memorize the titles of classic films at least twice, once in their original English and once as they were translated in Brazilian Portuguese – and I'm not considering the times I get to know the titles in Spanish or in Portuguese from Portugal, which is a different trip! As I kept thinking about that I was reminded how this is a blog with a global audience, and you guys certainly would get a kick out of some odd translations of classic film titles here in Brazil. I chose 12 of my favorite, most curious oddities to begin with:

Alice Adams” (1935) became “The Woman Who Knew How to Love”

The Awful Truth” (1937) is known as “Cupid is a Stubborn Brat”

Bringing Up Baby” (1938) received as title a slang that means “Naughty” or “Mischievous”

The Philadelphia Story” (1940) became “Wedding of Scandal


Mr and Mrs Smith” (1941) was exhibited as “A Crazy Couple” (a slang was also used here)

Sullivan's Travels” (1941) went on as “Human Contrasts”

Lifeboat” (1944) was too simple, so it became “A Boat and Nine Destinies”

The Heiress” (1949) was exhibited as “Too Late”

People Will Talk” (1952) went on as “They Say It's a Sin”

An Affair to Remember” (1957) is remembered here as “Too Late to Forget”

North by Northwest” (1959) got renamed as “International Intrigue”

One, Two, Three” (1960), a favorite of mine, got the clever title “Cupid has no Flag”

I hope you liked these and soon I'll come back with Part 2!

Thursday, January 28, 2021

Grey Gardens (1975)

 

Se você, como eu, é uma pessoa sensata, você provavelmente passou a maior parte dos últimos 10 meses dentro de casa - desde que a pandemia de COVID-19 se tornou emergência global em março de 2020. Você, como eu, provavelmente viveu maus momentos e achou que não agüentava mais o lugar, a companhia ou a situação. Mas com certeza tudo poderia ser pior. Imagine que você tivesse que passar a quarentena na casa onde foi gravado o documentário cult “Grey Gardens”, de 1975, junto com a dupla de mãe e filha Edith ‘Big Edie’ Bouvier Beale e Little Edie. Você pode ter brigado com sua família, parceiro ou colega de quarto durante a quarentena - mas pelo menos a briga não foi filmada, como as brigas destas duas!

If you are a sensible person like me, you probably have spent most of the last 10 months inside your house – you know, since the COVID-19 pandemic hit globally in March, 2020. You, like me, probably had bad moments, where you couldn't stand any more of the place, the companion or the situation. But it could have been worse, for sure. Just imagine you had to quarantine in the house featured in the 1975 cult documentary “Grey Gardens”, alongside the trippy mother-and-daughter duo, Edith ‘Big Edie’ Bouvier Beale and Little Edie. You may have fought with your family, partner or roommate during quarantine - but at least it wasn’t caught on camera like the quarrels between these two!

Big Edie, com sua bengala e óculos de lentes grossas, e Little Edie, e Little Edie, com sapatos brancos de saltinho e turbante. A mãe idosa e a filha “solteirona”, tia e prima de Jacqueline Kennedy Onassis, foram as protagonistas de várias matérias de jornal quando a casa delas, construída em 1897, se tornou um campo de batalha sanitário.

Big Edie, with her cane and her thick glasses, and Little Edie, with her white mid-heeled shoes and headscarf. The elderly mother and the “spinster” daughter, aunt and cousin of Jacqueline Kennedy Onassis, were the subjects of several newspaper stories as their house, the Grey Gardens Estate, built in 1897, became a sanitary battlefield.

Edith e a filha viviam em Grey Gardens desde 1952, longe da alta sociedade e reclusas numa casa cheia de lixo. Em 1972, uma ordem de despejo foi emitida porque a casa não era considerada habitável. Jacqueline Kennedy Onassis e a irmã, a socialite Lee Radziwill, deram dinheiro para consertar a casa e torná-la “habitável”. Como o caso foi muito divulgado, Lee Radziwill contratou uma dupla de documentaristas - Albert e David Maysles - para filmar a propriedade para um documentário sobre a infância da irmã Jacqueline. Os dois documentaristas preferiram focar na mãe e filha excêntricas.

Edith and her daughter had been living in Grey Gardens since 1952, withdrawn from high society and reclusive in the clutter-packed house. In 1972, an eviction order was issued because the house was not considered safe to inhabit. Jacqueline Kennedy Onassis and her sister, socialite Lee Radziwill, donated money to restore the house and make it habitable. As the case was widely publicized, Radziwill hired a duo of documentarians - Albert and David Maysles - to film the estate for a documentary about the childhood of sister Jacqueline. The two documentarians preferred to focus on the eccentric mother and daughter instead. 

A propriedade Grey Gardens é como uma personagem. Cheia de gatos, guaxinins e até mesmo pulgas, a mansão de 14 cômodos parece mais sufocante do que libertadora, pois as memórias evocadas pelos objetos fazem as duas mulheres - principalmente Big Edie - viverem mais no passado que no presente. Little Edie inclusive diz que “é muito difícil traçar uma linha entre o passado e o presente”. No mais, a casa parece uma precursora dos reality shows sobre acumuladores de lixo.

The Grey Gardens house is a character in itself. Full of cats, raccoons and even fleas, the 14-room mansion seems more oppressing than freeing, as the memories brought back by the objects make the two women - especially Big Edie - live in the past more than in the present. Little Edie herself says that “it’s very difficult to keep the line between the past and the present”. Moreover, the house seems to be a precursor to those reality shows about obsessive hoarders.

Documentários são ótimos por uma série de razões. Uma delas é que nós aprendemos como outras pessoas vivem e pensam. Enquanto assiste a “Grey Gardens”, você pode simpatizar com Big Edie e Little Edie, ou pode se alegrar porque você não é como elas. Você pode até pensar que o documentário é uma cruel exploração de duas mulheres com problemas mentais. Mãe e filha brigam muito, e a filha conta aos cineastas, sem sentir vergonha, que a mãe arruinou a vida dela. Mas, mesmo que Little Edie esteja infeliz em Grey Gardens e Big Edie não reconheça o talento artístico da filha, podemos sentir que elas se importam uma com a outra. A relação delas, com altos e baixos, é completamente verdadeira - e nem todos os documentários são capazes de capturar este tipo de verdade.

Documentaries are great for a series of reasons. One of them is that we learn how other people live and think. While watching “Grey Gardens”, you may empathize with Big Edie and Little Edie, or you may become thankful because you are not like them. You can even think that the documentary cruelly exploits two women with mental illness. Mother and daughter quarrel a lot, with the daughter telling the filmmakers, without shame, about how her mother has ruined her life. But, even if Little Edie isn’t completely happy at Grey Gardens and Big Edie does not see her daughter’s artistic talent, we can feel that they care for each other. Their relationship, with highs and lows, is completely true - and not all documentaries are able to capture this kind of truth. 

Em 2009 um filme de ficção sobre Big Edie e Little Edie foi feito, com o título “Grey Gardens: Do Luxo à Decadência”, estrelando Jessica Lange como a mãe e Drew Barrymore como a filha. O filme narra as vidas de mãe e filha de meados dos anos 1930 até a estreia do documentário. Barrymore e Lange estão muito bem, imitando os gestos e o tom de voz das duas mulheres que retratam.

In 2009 a fictional TV movie was made about Big Edie and Little Edie, also titled “Grey Gardens” and starring Jessica Lange as the mother and Drew Barrymore as the daughter. The movie tells the lives of mother and daughter from the mid-1930s until the premiere of the documentary. Both Barrymore and Lange are very good, mimicking the mannerisms and the voice tone of the original subjects.

Muitas pessoas já se perguntaram por que “Grey Gardens” se tornou um documentário cult. Pode ter sido porque parte do público se surpreendeu com Big Edie e Little Edie, e esses espectadores ficaram felizes porque não eram tão excêntricos quanto as duas mulheres. Parte do público - e talvez haja mais gente nesta parte do que na outra - pode ter se identificado com as duas. Longe de serem perfeitas, às vezes um pouco trágicas, mas firmes e vivendo de acordo com suas próprias regras, Big Edie e Little Edie são personalidades fortes, assim como eu e você.

Many people have wondered why “Grey Gardens” became a cult documentary. It may have been because part of the public was mesmerized by Big Edie and Little Edie, and happy they were not as eccentric as the two women. Part of the public - and maybe this part is bigger than the other - may have felt identification with the two. Far from perfect, sometimes a little tragic, but resolute and living according to their own rules, Big Edie and Little Edie are staunch characters, just like you and me.

This is my contribution to the Home Sweet Home blogathon, hosted by Rebecca and Gill at Taking Up Room and Realweegiemidget Reviews.

Sunday, January 17, 2021

The Second Luso World Cinema blogathon - Day 3

Who is ready for more fun in Portuguese? After a great start with DAY 1 here and DAY 2 at Beth’s place, we’re back with more wonderful contributions.

J-Dub from Dubsism talks about space exploration, the concept of impossible and sports world - all in a review of “Apollo 11” (1995), starring Tom Hanks, one of the nicest guys with Portuguese heritage. 

Magical realism is brought by Debbie from Moon in Gemini as she reviews “Erendira”, a 1983 film directed by Ruy Guerra and starring Claudia Ohana - both are Brazilian!

The country of East Timor is not 20 years old yet, but its history can teach us powerful lessons. This is what Dan from Crimson Kimono shows by reviewing two films about the invasion of this Portuguese-speaking territory in 1975.

My co-hostess Beth from Spellbound by Movies reviews Casa de Lava (aka Down to Earth, 1994), a film by Portuguese director Pedro Costa set in Cape Verde, a former Portuguese colony in Africa.

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