Depois que o som chegou ao cinema e sua voz forte foi ouvida, Greta Garbo ganhou apenas papéis de mulheres nobres e sofisticadas. Por isso a escolha de Garbo para viver a determinada rainha sueca foi imediata. E muito certa!
Com vocês, a biografada: Cristina I da Suécia (1626-1689) foi rainha durante 10 anos. Logo após assumir, conseguiu firmar tratados de paz com Dinamarca e Noruega. No entanto, tomou decisões que desagradaram outros membros da corte. Jamais se casou e passou a coroa para seu primo. Após o fim de seu reinado, a Suécia excluiu por mais de 300 anos as mulheres na linha de sucessão ao trono. A própria Cristina acreditava que mulheres não deveriam governar países.
Licença Cinematográfica: Rainha Cristina abdicou do trono para se converter ao catolicismo (era protestante). Mas, convenhamos: é muito mais bonito para o cinema abdicar para viver um grande amor, não?
Ao contrário do que mostra o filme, a rainha não subiu ao trono ainda criança. Era herdeira legal já aos 9 anos, mas foi aos 16 que foi convidada a participar do governo pela primeira vez, o que ela recusou, esperando até os 18 anos para ser coroada.
É bom saber: Pela última vez Greta Garbo e John Gilbert formaram um par romântico. Mas Gilbert foi a segunda opção: por sugestão de Garbo o estúdio trouxe Laurence Olivier para o papel. No entanto, não rolou química entre os dois. O estúdio pagou Olivier e o mandou, tristonho, de volta à Inglaterra.
A cena de sedução entre Garbo e Gilbert foi cronometrada para que o resultado fosse o melhor possível. E foi: nunca a exótica mistura de masculinidade e magnetismo feminino de Greta Garbo foi tão adequada à personagem e produziu um resultado tão fantástico.
