} Crítica Retrô: Jantar às Oito

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Saturday, October 4, 2014

Marie Dressler: fatos rápidos

·        Nasceu em Ontario, Canadá em 9 de novembro de 1868 e faleceu em 28 de julho de 1934. Seu nome de batismo era Leila Marie Koerber.
·        She was Born in Ontario, Canada, on November 9th 1868, and passed away on July 28th 1934. Her real name was Leila Maria Koerber.
·   Seu pai era músico e a mãe gostava de apresentar pequenas peças para a comunidade. Aos cinco anos, Leila subiu ao palco pela primeira vez, interpretando um querubim. Entretanto, a cortina do teatro a derrubou, e o riso da plateia causou na criança a primeira impressão de que tinha talento para a comédia. 
·      Her father was a musician and her mother used to put together small theater plays for the neighborhood. At age five, Leila played an angel in her first stage role. However, legend tells us that she was knocked over by the theater curtain, and as she heard the audience laughing she realized she had talent for comedy.
·    Juntou-se a um grupo de teatro aos 14 anos, após enviar uma carta pedindo emprego (e mentindo dizendo que tinha 18 anos). Aos 24, estava na Broadway.
·      She joined a theater group when she was 14 when she sent a letter asking for a job (she claimed to be 18 to join). At 24, she was on Broadway. 
·      Copiou o nome Marie Dressler de uma tia, para não usar seu nome verdadeiro, pois o pai a tinha proibido de se juntar ao teatro.
·     She took the name Marie Dressler from an aunt, because her father forbade her to join the theater and then she couldn’t use her real name on the stage.
·  Por ser geralmente a mulher mais alta da companhia de teatro, Marie interpretava rainhas (e até reis!) com frequência. Ela faz uma paródia vestida de rainha em “Hollywood Revue of 1929”.
·       She was usually the tallest woman in the theater company, and because of that she often played queens (and even kings!). She dressed as a queen for a parody sketch in “The Hollywood Revue of 1929”.
·          No teatro, Marie sempre desenhava e costurava seu figurino, apostando em um visual cômico. Ela também cantava em muitas ocasiões, como pode ser ouvido nessas gravações de 1910.
·     In the theater, Marie always created and sewed her gowns, focusing on a comic look. She also sang often, as you can hear int his 1910 recordings.
·     Estreou no cinema em 1914, aos 45 anos, protagonizando “Tillie’s Punctured Romance”, o primeiro longa-metragem de comédia romântica. Deste filme também participaram Charles Chaplin e Mabel Normand.
·     She entered the movie world in 1914, at age 45, as the lead of “Tillie’s Punctured Romance”, the first romantic comedy feature film. Also in this film were Charles Chaplin and Mabel Normand.
·       Em 1917, escreveu, dirigiu e estrelou o curta “Fired”.
·        In 1917, she wrote, directed and starred in the short film “Fired”.
·        Participou da venda de bônus de guerra com Chaplin e Mary Pickford durante a Primeira Guerra Mundial.
·       She took part in the war bonus sell with Charles Chaplin and Mary Pickford during World War I.
·         De 1918 a 1927, não fez nenhum filme e morou de favor no Ritz Hotel em Nova York. Muitas vezes ela se apresentava no bar do hotel.
·      From 1918 to 1927, she didn’t do any films and lived at the Ritz Hotel in New York as a favor. In many occasions she did small shows at the bar of the hotel.
Marie e Chaplin no set de "Shoulder Arms" (1918)

·      Ela queria abrir um restaurante em Paris, mas foi convencida por uma astróloga a ficar nos EUA, porque lá Marie teria “sete anos de sorte, começando em 1927”.
·     Her dream was to open a restaurant in Paris, but she was convinced by an astrologist to saty in the USA. The astrologist said that, in the USA, Marie would have “seven years of good luck, starting in 1927”.
·      Sua carreira ressuscitou graças à amiga e roteirista Frances Marion. Conta-se que Frances convidou Marie para voltar às telas em 1927, exatamente no dia em que, segundo algumas fontes, Marie planejava cometer suicídio.
·    Her career had a fresh restart thanks to her friend, screenwriter Frances Marion. It is told that Frances invited Marie to return to film in 1927, exactly on the day that, according to some sources, Marie was planning to commit suicide.
·       Louis B. Mayer adorava Marie e foi um dos grandes incentivadores da retomada de sua carreira.
·      Louis B. Mayer adored Marie and was one of the biggest supporters of her film comeback.
·     O papel que a levou ao estrelato foi o de Marthy em “Anna Christie” (1930). O público, os críticos e a protagonista Greta Garbo ficaram impressionados com a performance de Marie.
·   The role that made her a star was Marthy in “Anna Christie” (1930). The audience, the critics and the leading lady Greta Garbo were all impressed by Marie’s performance.

·        Em “O Lírio do Lodo” (1931), ela interpreta Min, a proprietária de um bar nas docas que quer o melhor para a filha adotiva Nancy (Dorothy Jordan), e é capaz de tudo para ver a menina feliz.
·        In “Min and Bill” (1931), she plays Min, the owner of a bar at the docks who wants the best to her adoptive daughter Nancy (Dorothy Jordan), and will do anything to see the girl happy.
·        Ganhou o Oscar um dia depois de seu aniversário de 63 anos. Quando Marie foi chamada ao palco, o jovem Jackie Cooper, indicado ao Oscar de Melhor Ator com apenas nove anos de idade, estava dormindo no colo de Marie e teve de ser tirado de lá para que ela fosse receber o prêmio.
·        She won the Oscar a day after she turned 63. When Marie was called to the stage, young Jackie Cooper, nominated as Best Actor at age nine, was sleeping in her lap and had to be awake so Marie could receive her prize. 

·     Uma de suas mais lembradas performances foi em “Jantar às Oito” (1933), em que tem um diálogo “singelo” com Jean Harlow.
·      One of her best remembered roles is in “Dinner at Eight” (1933), in which she has a “cute” exchange with Jean Harlow.
·     Foi eleita por três anos consecutivos a atriz mais popular pelos responsáveis pela bilheteria.
·      She was chosen for three years in a roll as the most popular actress by box-office.
·        Apareceu na capa da revista Time em 7 de agosto de 1933.
·       She was on the cover of Times magazine on August 7th, 1933.
·         Publicou uma autobiografia, “My Own Story”, em 1934.
·         She published an autobiography, “My Own Story”, 1934.
·         Pouco se sabe sobre sua vida pessoal. Em meados dos anos 1890, casou-se com George Hoppert, empregado do teatro onde trabalhava. Com o casamento, Marie se tornou cidadã norte-americana. Um jornal diz que ela teve uma filha, que faleceu ainda criança. Em 1907 ela conheceu o empresário James Dalton, que montou um casamento falso para os dois no ano seguinte. Marie e James viveram juntos até a morte dele em 1921.
·    Little is known about her personal life. In the 1890s, she married George Hoppert, employee in the theater she also worked in. With the wedding, Marie earned American citizenship. A newspaper clipping said she had a daughter who died as an infant. In 1907 she met businessman James Dalton, who set a fake wedding for them the following year. Marie and James lived together until he passed away in 1921.
Lionel Barrymore, Marie e Norma Shearer

·      Sem “porte” para ser uma estrela de cinema, numa Hollywood muito parecida com a atual, em que juventude parece valer mais que qualquer virtude, Marie provou que seu talento valia mais que a aparência e conquistou, merecidamente, o Oscar e as plateias.
·    Without the looks of a movie star, in a Hollywood context that also valued youth more than any other virtue, Marie proved that her talent was worth more than her looks and conquered, with merit, the Oscar and the audiences.
This is my contribution for the O Canada! Blogathon, hosted by lovely duo Kristina of Speakeasy and Ruth of Silver Screenings. :D


Wednesday, November 30, 2011

Mais estrelas que há no céu... em um mesmo filme


O que faz um bom filme? Elenco, enredo, diretor, fotografia? Se for o elenco, sem dúvida os outrora famosos all-star movies tinham de tudo para ser sucesso absoluto. É inegável que muitos nomes conhecidos chamam a atenção do público. Mas nem sempre vêm as boas críticas. Se já é tarefa hercúlea reunir tantos astros e estrelas numa mesma produção, imagine como é difícil evitar guerras de egos e aproveitar o melhor de cada um, dando-lhes igual oportunidade para brilhar. É por isso que grandes elencos estrelaram em filmes não tão grandiosos assim... Mas deixemos esse assunto para depois!

Ben-Hur (1925): Protagonizado pelo charmoso Ramon Novarro, a segunda versão do livro de Lew Wallace (a primeira é de 1907) traz uma selação invejável de extras. Os grandes nomes não são personagens, mas sim participam a multidão na suntuosa corrida de quadrigas, tão longa quanto e menos perigosa que a da versão de 1959. Para quem quiser se aventurar a procurá-los, na plateia estão Lillian Gish, Dorothy Gish, Gary Cooper, Myrna Loy, Clark Gable, Joan Crawford, Carole Lombard, Janet Gaynor, Fay Wray, John Barrymore, Lionel Barrymore, John Gilbert, Douglas Fairbanks, Harold Lloyd, Collen Moore, Marion Davies, Mary Pickford e outros menos conhecidos.

Paramount on Parade (1930): O som havia recém-chegado ao cinema, os primeiros filmes falados eram de gosto duvidoso e nesse cenário a Paramount decidiu realizar uma extravaganza dando voz às suas maiores estrelas. Em diversos esquetes aparecem Maurice Chevalier, Jean Arthur, Clara Bow, Nancy Carroll, Gary Cooper, Kay Francis, Fredrich March e Fay Wray.

Grande Hotel / Grand Hotel (1932): “Grande Hotel. Sempre o mesmo. Pessoas vêm e vão. Nada acontece.” Como nada pode acontecer com gente tão ilustre passando pelo hotel? Nele se hospedam Greta Garbo, John Barrymore, Joan Crawford, Lionel Barrymore, Wallace Beery e Lewis Stone. Ganhador do Oscar de Melhor filme, é considerado o exemplo máximo de all-star cast.  

Jantar às Oito / Dinner at Eight (1933): As maiores estrelas da MGM foram convidadas para um jantar que tem tudo para dar errado. As vidas particulares e os desentendimentos pessoais de Jean Harlow, Marie Dressler, John Barrymore, Wallace Beery, Lionel Barrymore e Billie Burke têm todos os requisitos para ser um empecilho.

Hollywood Party (1934): Em uma trama que envolve filmes e leões, encontramos estrelas como Jimmy Durante, Stan Laurel, Oliver Hardy, Lupe Velez e... Mickey Mouse!
Seis Destinos / Tales of Manhattan (1942): Cinco histórias diferentes são contadas através da entrada do mesmo fraque na vida dos personagens, interpretados por Rita Hayworth, Charles Laughton, Ginger Rogers, Henry Fonda, Edward G. Robinson, Paul Robeson, Charles Boyer e Ethel Waters. Só mesmo um fraque mágico para reunir tantos talentos.

A Conquista do Oeste / How the West was Won (1952): Foi necessário um time de primeira para recontar a saga da expansão para o oeste. Entre os escalados para dar vida aos desbravadores estão Debbie Reynolds, James Stewart, John Wayne, Gregory Peck, Carroll Baker, Henry Fonda, Karl Malden, Lee J. Cobb, Carolyn Jones, George Peppard, Richard Widmark, Walter Brennan, Agnes Moorehead, Russ Tamblyn e Thelma Ritter. O filme teve quatro diretores diferentes e é narrado por Spencer Tracy. Ufa! 
A Volta ao Mundo em 80 Dias / Around the World in 80 Days (1956): David Niven e seu assistente Cantinflas topam uma aposta de dar a volta ao mundo em menos de três meses. No caminho eles resgatam Shirley MacLaine e encontram os ilustres Frank Sinatra, Marlene Dietrich, Peter Lorre, George Raft, John Carradine, Buster Keaton e Hermione Gingold. São centenas de extras, mais ou menos famosos.


A Maior História de Todos os Tempos / The Greatest Story Ever Told (1965): Um épico bíblico com Max Von Sydow no papel de Jesus Cristo, Dorothy McGuire como Maria, Charlton Heston como João Batista, além de Carroll Baker, Marin Landau, Van Heflin, Angela Lansbury, Pat Boone, Sal Mineo, Sidney Poitier, John Wayne, Claude Rains, Telly Savalas e Shelley Winters.

Assassinato no Expresso do Oriente / Murder at Orient Express (1974): São muitos os suspeitos do assassinato do Sr Cassetti, ou melhor, Ratchett, nesta adaptação do romance de Agatha Christie. Alguns dos investigados são Ingrid Bergman (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), Anthony Perkins, Lauren Bacall, Sean Connery, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave e outros. Albert Finney dá vida ao detetive Hercule Poirot.

Era uma Vez em Hollywood / That’s Entertainment! (1974): Em formato de documentário, este alegre filme comemora os 50 anos da MGM, estúdio que começou (feliz coincidência!) com Ben-Hur, em 1925. Apresentado por Gene Kelly, Frank Sinatra, Fred Astaire, Elizabeth Taylor, Mickey Rooney, Liza Minneli, Bing Crosby, Debbie Reynolds, Donald O’Connor, Peter Lawford e James Stewart; conta ainda com dezenas de outras estrelas nas sequências mostradas. Sucesso de público, deu origem a uma trilogia.
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