} Crítica Retrô: Conquista do Oeste

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Saturday, May 5, 2012

Todos a bordo! Filmes com trens - Parte 2

Depois de uma rápida parada na estação ferroviária, convido todos vocês a subirem a bordo novamente para o resto da viagem pelos filmes que tratam de trens.

Pacto de Sangue / Double Indemnity (1944): A perigosa e sedutora Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) faz uma proposta ao vendedor de seguros Walter Neff (Fred MacMurray): se ele ajudá-la a matar o marido, eles fugirão com o dinheiro. O seguro que Neff faz prevê o dobro de indenização caso a morte aconteça em um trem, e ele se disfarça para que pensem que o marido de Phyllis morreu num misterioso acidente.

A Conquista do Oeste / How the West was Won (1962): Este épico em episódios contém uma sequência que trata da consrução de ferrovias. Zeb (George Peppard) é encarregado de proteger uma ferrovia dos índios que passam pelo local logo após a Guerra de Secessão.

Assalto ao trem pagador (1962): Baseado em um caso verídico, acontecido dois anos antes na Central do Brasil. Um grupo rouba o comboio que levava os pagamentos e planeja não gastar os 27 milhões de cruzeiros antes de um ano para não levantar suspeitas. No elenco estão Grande Otelo e Reginaldo Faria.

O Trem / The Train (1964): O coronel Von Waldhiem (Paul Scofield) coloca uma coleção de quadros em um trem rumo a Berlim. O inspetor-chefe da estação, Paul Labiche (Burt Lancaster), depois de uma série de problemas, é encarregado de conduzir o veículo até a Alemanha, que está sendo bombardeada pelos Aliados.
O Expresso de Von Ryan / Von Ryan’s Express (1965): Novamente tendo como plano de fundo a Alemanha da Segunda Guerra, desta vez quem está às voltas com um trem é Frank Sinatra que, após ser feito prisioneiro em um campo de concentração, deve pegar um comboio tendo como destino a Suíça, país neutro onde ele e outros cativos estarão a salvo.

Trens estreitamente vigiados (1967): Durante a Segunda Guerra, a Tchecoslováquia foi ocupada pelos alemães. É nesse cenário que um jovem, seguindo os passos do pai, decide ser ferroviário. Durante seu trabalho ele divaga, observa as pessoas, deseja ardentemente se envolver em um relacionamento e vive a conturbada época bélica.

O Trem (1973): Julien (Jean-Louis Trintignant) foge da invasão alemã no leste europeu via trem. Ele, que vai no vagão de carga, é separado da mulher e da filha, que viajam no vagão de passageiros. Durante o trajeto ele conhece a alemã Anna Kupfer (Romy Schneider), por quem se apaixona.

Assassinato no Expresso do Oriente / Murder on the Orient Express (1974): Na noite em que um trem para durante uma nevasca, ocorre um misterioso assassinato. Felizmente, o famoso detetive Poirot (Albert Finney) está a bordo e tem como complicada missão desvendar esse crime, em que todos os passageiros passam a ser suspeitos.

Thomas, o trem
Um Amigo Inesperado / After Thomas (2006): O menino Kyle é portador de uma forma grave de autismo. Para melhorar, sua avó sugere que ele tenha um bichinho. É aí que surge o labrador Thomas, batizado com o nome de um personagem de desenho animado que é um trenzinho.
Thomas, o cão
A invenção de Hugo Cabret / Hugo (2011): O órfão Hugo (Asa Butterfield) mora em uma estação de trens na Paris dos anos 1930. Ele acerta os relógios do local e, secretamente, tenta montar um autômato deixado pelo pai. Através deste objeto ele terá contato com uma lenda do cinema, o brilhante Georges Méliès (Ben Kingsley), que, contudo, não fazia filmes com trens.

Há uma infinidade de filmes com trens. Aqui foram listados só alguns, sendo que ficaram de fora as inúmeras películas em que alguém chega ou parte no trem, ou mesmo é esmagado por uma locomotiva. Chegamos à estação final. Espero que tenham gostado da viagem e me despeço com Judy Garland cantando enquanto embarca, claro, num trem.

Wednesday, November 30, 2011

Mais estrelas que há no céu... em um mesmo filme


O que faz um bom filme? Elenco, enredo, diretor, fotografia? Se for o elenco, sem dúvida os outrora famosos all-star movies tinham de tudo para ser sucesso absoluto. É inegável que muitos nomes conhecidos chamam a atenção do público. Mas nem sempre vêm as boas críticas. Se já é tarefa hercúlea reunir tantos astros e estrelas numa mesma produção, imagine como é difícil evitar guerras de egos e aproveitar o melhor de cada um, dando-lhes igual oportunidade para brilhar. É por isso que grandes elencos estrelaram em filmes não tão grandiosos assim... Mas deixemos esse assunto para depois!

Ben-Hur (1925): Protagonizado pelo charmoso Ramon Novarro, a segunda versão do livro de Lew Wallace (a primeira é de 1907) traz uma selação invejável de extras. Os grandes nomes não são personagens, mas sim participam a multidão na suntuosa corrida de quadrigas, tão longa quanto e menos perigosa que a da versão de 1959. Para quem quiser se aventurar a procurá-los, na plateia estão Lillian Gish, Dorothy Gish, Gary Cooper, Myrna Loy, Clark Gable, Joan Crawford, Carole Lombard, Janet Gaynor, Fay Wray, John Barrymore, Lionel Barrymore, John Gilbert, Douglas Fairbanks, Harold Lloyd, Collen Moore, Marion Davies, Mary Pickford e outros menos conhecidos.

Paramount on Parade (1930): O som havia recém-chegado ao cinema, os primeiros filmes falados eram de gosto duvidoso e nesse cenário a Paramount decidiu realizar uma extravaganza dando voz às suas maiores estrelas. Em diversos esquetes aparecem Maurice Chevalier, Jean Arthur, Clara Bow, Nancy Carroll, Gary Cooper, Kay Francis, Fredrich March e Fay Wray.

Grande Hotel / Grand Hotel (1932): “Grande Hotel. Sempre o mesmo. Pessoas vêm e vão. Nada acontece.” Como nada pode acontecer com gente tão ilustre passando pelo hotel? Nele se hospedam Greta Garbo, John Barrymore, Joan Crawford, Lionel Barrymore, Wallace Beery e Lewis Stone. Ganhador do Oscar de Melhor filme, é considerado o exemplo máximo de all-star cast.  

Jantar às Oito / Dinner at Eight (1933): As maiores estrelas da MGM foram convidadas para um jantar que tem tudo para dar errado. As vidas particulares e os desentendimentos pessoais de Jean Harlow, Marie Dressler, John Barrymore, Wallace Beery, Lionel Barrymore e Billie Burke têm todos os requisitos para ser um empecilho.

Hollywood Party (1934): Em uma trama que envolve filmes e leões, encontramos estrelas como Jimmy Durante, Stan Laurel, Oliver Hardy, Lupe Velez e... Mickey Mouse!
Seis Destinos / Tales of Manhattan (1942): Cinco histórias diferentes são contadas através da entrada do mesmo fraque na vida dos personagens, interpretados por Rita Hayworth, Charles Laughton, Ginger Rogers, Henry Fonda, Edward G. Robinson, Paul Robeson, Charles Boyer e Ethel Waters. Só mesmo um fraque mágico para reunir tantos talentos.

A Conquista do Oeste / How the West was Won (1952): Foi necessário um time de primeira para recontar a saga da expansão para o oeste. Entre os escalados para dar vida aos desbravadores estão Debbie Reynolds, James Stewart, John Wayne, Gregory Peck, Carroll Baker, Henry Fonda, Karl Malden, Lee J. Cobb, Carolyn Jones, George Peppard, Richard Widmark, Walter Brennan, Agnes Moorehead, Russ Tamblyn e Thelma Ritter. O filme teve quatro diretores diferentes e é narrado por Spencer Tracy. Ufa! 
A Volta ao Mundo em 80 Dias / Around the World in 80 Days (1956): David Niven e seu assistente Cantinflas topam uma aposta de dar a volta ao mundo em menos de três meses. No caminho eles resgatam Shirley MacLaine e encontram os ilustres Frank Sinatra, Marlene Dietrich, Peter Lorre, George Raft, John Carradine, Buster Keaton e Hermione Gingold. São centenas de extras, mais ou menos famosos.


A Maior História de Todos os Tempos / The Greatest Story Ever Told (1965): Um épico bíblico com Max Von Sydow no papel de Jesus Cristo, Dorothy McGuire como Maria, Charlton Heston como João Batista, além de Carroll Baker, Marin Landau, Van Heflin, Angela Lansbury, Pat Boone, Sal Mineo, Sidney Poitier, John Wayne, Claude Rains, Telly Savalas e Shelley Winters.

Assassinato no Expresso do Oriente / Murder at Orient Express (1974): São muitos os suspeitos do assassinato do Sr Cassetti, ou melhor, Ratchett, nesta adaptação do romance de Agatha Christie. Alguns dos investigados são Ingrid Bergman (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), Anthony Perkins, Lauren Bacall, Sean Connery, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave e outros. Albert Finney dá vida ao detetive Hercule Poirot.

Era uma Vez em Hollywood / That’s Entertainment! (1974): Em formato de documentário, este alegre filme comemora os 50 anos da MGM, estúdio que começou (feliz coincidência!) com Ben-Hur, em 1925. Apresentado por Gene Kelly, Frank Sinatra, Fred Astaire, Elizabeth Taylor, Mickey Rooney, Liza Minneli, Bing Crosby, Debbie Reynolds, Donald O’Connor, Peter Lawford e James Stewart; conta ainda com dezenas de outras estrelas nas sequências mostradas. Sucesso de público, deu origem a uma trilogia.

Wednesday, February 2, 2011

Filmes sobre a Guerra de Secessão

Qualquer acontecimento que esteja longe de nossa realidade pode ser bem difícil de entender. A Guerra de Secessão está distante de nós, brasileiros, no tempo (1861-1865) e no espaço. Como amante de História e de cinema, resolvi listar alguns filmes que tratam desse conflito tão valorizado nos EUA e tão pouco palpável para os brasileiros. Esses títulos, além de representarem bom cinema, também trazem um precioso aprendizado. Aproveitem!


O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation, 1915): Talvez o filme mais controverso da História, lançou D. W. Griffith e Lillian Gish ao estrelato mundial. A saga de duas famílias, os Camerons do Sul e os Stonemans do Norte, é contada antes, durante e depois da guerra. As maiores críticas surgem devido ao grande destaque e importância dados à Klu Klux Klan e o racismo muitas vezes escancarado.

A General (The General, 1927): Baseado em um livro, esta comédia conta o seqüestro de uma locomotiva(“A General”) no Sul dos EUA por soldados do Norte. O maquinista (Buster Keaton) decide, sozinho, derrotar os homens e, assim, recuperar o trem e sua amada, que estava dentro da locomotiva. O protagonista/diretor/produtor tomou um imenso cuidado com os detalhes históricos.

Jezebel (idem, 1938): Bette Davis no seu auge. Uma garota mimada do Sul que tem a vida mudada durante a Guerra. Soa familiar? Sim, mas talvez esta obra seja mais profunda que o super épico. Aqui, o Sul não é totalmente agrário e feliz e a personagem principal não é tão frívola.
E o Vento Levou... (Gone With the Wind, 1939): Dispensa apresentações. Na minha opinião, a história de Scarlett poderia acontecer com qualquer moça mimada em qualquer catástrofe bélica ou natural. Mas ainda ficam marcadas as cenas do campo de batalha de Atlanta, dos feridos no hospital, do incêndio, da promessa de reconstrução... É melhor parar a lista por aqui.

A Árvore da Vida (Raintree County, 1957): Uma jovem caprichosa e traumatizada do Sul (Elizabeth Taylor) mente para casar-se com um esforçado homem do Norte (Montgomery Clift) antes da Guerra. Sua loucura leva a uma fuga desesperada, ao envolvimento do marido na batalha e à perigosa busca pela lendária árvore da vida.

A Conquista do Oeste (How the West was Won, 1962): Épico grandioso em cinco partes, tem a sequência da Guerra dirigida por John Ford. Pai e filho aventureiros vão ao campo de batalha e vivem os horrores da Guerra, de onde um deles não voltará.

Consegui me lembrar desses. Mais alguma sugestão? Não deixem de comentar!
Lê ^_^
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