} Crítica Retrô: Jezebel

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Sunday, March 26, 2017

Dupla Dinâmica: Bette Davis e William Wyler / Dynamic Duo: Bette Davis and William Wyler

É difícil definir um cineasta como William Wyler. Seu filme mais famoso é a versão de 1959 de Ben-Hur, um épico bíblico masculinizado com uma boa dose de ação e drama. Entretanto, Wyler dirigiu 73 obras, entre filmes e séries de TV, de 1925 a 1970. Ele fez westerns, dramas históricos, comédias românticas, documentários. E ele trabalhou três vezes com uma atriz maravilhosa: Bette Davis.

It’s hard to define a filmmaker like William Wyler. His most famous movie is the 1959 version of Ben-Hur, a macho biblical epic with a good amount of action and drama. However, Wyler worked on 73 movies and TV series, from 1925 until 1970. He made westerns, historical dramas, romantic comedies, documentaries. And he collaborated three times with a wonderful actress: Bette Davis.


Jezebel”, a primeira colaboração deles, conta a história de Julie (Davis), uma garota voluntariosa do sul dos EUA que é apaixonada por Preston (Henry Fonda). Eles estão noivos, mas não necessariamente combinam. Julie é indomável demais para Preston – prova disso é quando ela escandaliza a cidade toda e vai com um vestido vermelho vivo a um baile no qual todas as outras mulheres estão usando branco. Preston rompe o noivado e sai da cidade, mas retorna um ano depois para impedir que uma epidemia de febre amarela chegue ao local.

 Jezebel”, their first collaboration, tells the story of Julie (Davis), a spoiled Southern belle that is in love with Preston (Henry Fonda). They are, actually, engaged, but Julie is too wild for him – and a proof of this happens when she scandalizes the whole town by wearing a bright red gown to a party in which all the other women wore white. Preston leaves her, but comes back in order to avoid a yellow fever epidemic to hit the town.


Wyler e Davis se conheceram em 1931. Ela era uma novata fazendo um teste para o filme “A House Divided”, que seria dirigido por Wyler. O vestido dado a Bette para o teste não serviu muito bem e o decote era muito revelador. Quando ela entrou no set, ouviu este comentário de Wyler: “O que pensar dessas garotas que só mostram os peitos e acham que vão conseguir o trabalho?”. Ela não foi escalada para o papel, e não esqueceu a humilhação. E em 1938 ela estava pronta para se recusar a trabalhar com Wyler em “Jezebel”. Felizmente, isso não aconteceu.

Wyler and Davis met in 1931. She was a newcomer doing a screen test for his film “A House Divided”. The dress given to her didn’t fit right and there was too much cleavage. When she appeared on set, Wyler made the comment: "What do you think about these dames who show their chests and think they can get jobs?" She didn’t get the job and didn’t forget the humiliation. And, in 1938, she was ready to refuse working with Wyler in “Jezebel”. Luckily, it didn’t happen.


William Wyler era um perfeccionista, e exigia que sua estrela visse com ele as cenas rodadas naquele dia, todos os dias. Foi aí Bette entendeu por que ele queria que ela repetisse sempre as cenas em busca do take perfeito. Estava funcionando: aquela era sua melhor performance até então. Ela começou a admirar Wyler – e a admiração logo se transformou em amor.

William Wyler was a perfectionist, and demanded his star to see the daily shots, every single day. It was then that Bette could understand why he pushed her to do more and to achieve the perfect take. It was working: she had never given such a fine performance. She started admiring Wyler – and soon the admiration turned into love.

Eles se envolveram romanticamente e, segundo rumores, Bette engravidou no final das filmagens de “Jezebel”, e pouco depois fez um aborto. Foi a própria Bette que contou esta história, muitos anos depois.

They started an affair and, according to rumors, Bette got pregnant at the end of the shooting of “Jezebel”, and had an abortion short after production wrapped. Bette herself told this story, later in her life.


O segundo filme juntos foi “A Carta” (1940), a película com uma das mais eletrizantes sequências de abertura da história. Nela, Leslie (Davis) atira em um homem que está saindo da casa dela numa plantação de algodão na Malásia. Ela alega que o homem a atacou, mas ele estava na verdade a chantageando: ele era amante dela, e pedia dinheiro para não entregar ao marido dela uma carta de amor que ela lhe havia escrito.

Their second collaboration was in “The Letter” (1940), a film that has one of the most thrilling opening sequences ever shot. In it, Leslie (Davis) shoots a man coming out of her house in a cotton plantation in Malaysia. She says the man attacked her, but he was actually blackmailing her: he was her lover, and wanted money in order to not give the letter she sent him to her husband. 


Wyler e Bette discutiram na hora de filmar uma cena de confissão importantíssima, o que fez Bette abandonar o set. Wyler esperou que ela voltasse, e ela fez a cena do jeito que ele queria. Por mais que nós amemos Bette Davis, devemos concordar que Wyler tinha razão, e Leslie precisa olhar nos olhos do marido enquanto confessava que não o amava.

Wyler argued with Bette Davis about a key confession scene, which made Davis leave the set. Wyler just waited for her to come back, and she shot the scene the way he demanded. As much as we love Bette Davis, we’ve got to agree that Wyler was right, and Leslie had to look at her husband in the eye while saying she didn’t really love him.


A última contribuição deles foi “Pérfida” (1941). No filme, Bette Davis interpreta Regina Giddens, que quer convencer seu marido doente e distante a lhe emprestar dinheiro para que ela possa entrar numa parceria de negócios com seus irmãos. Para isso, ela manipula a todos e não vê problema em magoar a própria filha para alcançar seu objetivo.

Their last contribution was “The Little Foxes” (1941). In it, Bette Davis plays Regina Giddens, who wants to persuade her estranged and sick husband to lend her money so she can enter a business partnership with her brothers. To do so, she is manipulative and has no problem hurting her own daughter to achieve her goal.


Wyler insistiu que Bette fosse escolhida para o papel principal. Tallulah Bankhead havia feito o papel na Broadway, e Bette decidiu interpretar Regina de maneira completamente diferente de Tallulah: não como uma vítima, mas como uma mulher extremamente ambiciosa.

Wyler insisted on Bette being cast in the leading role. Tallulah Bankhead had originated the role on Broadway, and Bette decided to play Regina in a very different way: not as a victim, as Tallulah did, but as an overly ambitious woman.


E este foi só o começo dos problemas. Wyler e Davis não concordavam em nada, e ela abandonou as filmagens. Em seu livro “Mother Godamn: The Story of the Career of Bette Davis”, ela comenta sobre este episódio: “Foi a úncia vez na minha carreira que eu abandonei um filme que já tinha começado a filmar”, e completa: “Eu estava muito nervosa porque meu diretor favorito, o que eu mais admirava, estava brigando comigo sobre tudo o que podia... Eu simplesmente não queria continuar”. E, mais uma vez, ela voltou ao set e seguiu as ordens de Wyler.

And this was just the start of their troubles. They just couldn’t agree on anything, and she walked off the set. In her book “Mother Goddamn: The Story of the Career of Bette Davis”, she talked about this episode: "It was the only time in my career that I walked out on a film after the shooting had begun," and added: "I was a nervous wreck due to the fact that my favorite and most admired director was fighting me every inch of the way ... I just didn't want to continue." And, once again, she returned to the set and followed Wyler’s orders.


Tanto “Jezebel” quanto “A Carta” são comumente incluídos na maioria das listas de melhores filmes de Bette Davis. “Pérfida” pode não ter a mesma admiração, mas é também um ótimo filme. E todos eles são bons graças à essa mistura fantástica dos estilos de Wyler e Davis.

Both “Jezebel” and “The Letter” are often included in most Bette Davis’s top five movies lists. “The Little Foxes” may not hank as high as these two, but it is also a nice movie. They are good because of this fantastic mix of Wyler and Davis.


Numa entrevista para Charlotte Chandler no final dos anos 80, Bette disse sobre Wyler: “Ele tinha tudo que eu sempre sonhei em um homem, por isso o amor e a paixão surgiram”. Wyler então respondeu: “Ela era muito apaixonada e emotiva, com mais energia do que qualquer outra pessoa que eu conheci. Era demais para mim”.

In an interview to Charlotte Chandler in the late 1980s, Bette said about Wyler: “He was everything I ever dreamed of in a man, so love and passion soon followed.” Wyler answered back: “She was very passionate and emotional, with more energy than anyone I’d ever known. Too much for me.”


Mas não são as atrizes exageradas e exuberantes aquelas que nós mais admiramos?

But aren’t the larger than life actresses the ones we love the most?

This is my contribution to the 2nd Annual Bette Davis Blogathon, hosted by my friend Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.

Sunday, January 3, 2016

Resoluções Cinematográficas 2015 – Resultado

Eu consegui! Em janeiro, fiz uma lista com 15 clássicos que queria ver pela primeira vez em 2015, e com orgulho posso dizer que vi todos. É verdade que a maioria deixei pra dezembro, mas cumpri com minha resolução cinematográfica. E aqui estão 15 críticas em uma, de todos os filmes vistos neste pequeno e recompensador desafio:
Civilização / Civilization (1916): Nesta alegoria pacifista digna de D.W Griffith, o produtor e diretor Thomas H. Ince cria uma breve crônica da guerra, com direito a elaboradas batalhas. O conde Ferdinando, responsável por um submarino, se recusa a torpedear um navio cheio de civis e, após uma experiência de quase-morte e uma passeio no submundo, ele se torna um profeta da paz.
Harold, Neto Mimado / Grandma's Boy (1922): Harold é um garoto atrapalhado de 19 anos (sim, difícil de acreditar) que não consegue expressar seu amor por Mildred (Mildred Harris). Sua avó dá a ele um amuleto, que o avô havia usado durante a Guerra Civil, e Harold te sua vida mudada.
It (1927): Uma imagem vale mais que mil palavras, e um sorriso de Clara Bow vale mais que um milhão de palavras sedutoras. No filme que define sua persona e também a flapper dos anos 20, Clara mostra que doçura e atrevimento podem coexistir – e isto se chama “it”. Crítica completa AQUI.
A Paixão de Joana D’Arc (1928): Focado no julgamento da mártir francesa, o filme de Carl Theodor Dreyer é rústico – no melhor sentido. O sofrimento de Joana desperta instintos primitivos, causa indignação e mostra, em seus carrascos, o pior do ser humano – e o melhor do cinema.
White Zombie (1932): Um jovem casal, Neil e Madeleine, chega ao Haiti, onde se hospedam na mansão um homem rico e ciumento, Charles (Robert Frazer). Apaixonado por Madeleine (Madge Bellamy) e inconformado com o casamento, Charles contrata um feiticeiro (Bela Lugosi) para transformar a moça em um zumbi. Um pouco parecido com “A Morta-Viva / I walked with a zombie” (1943) no tema, o filme se destaca por seus audaciosos enquadramentos e closes sinistros nos olhos de Bela Lugosi.
Nada é Sagrado / Nothing Sacred (1937): O cinismo do mundo jornalístico virou drama nas mãos de Billy Wilder em “A Montanha dos Sete Abutres / Ace in the Hole” (1951) porque havia um repórter enganador e sua vítima. E quando não existe vítima, mas sim dois mentirosos? Então o resultado é uma ótima comédia. Crítica completa AQUI.
Jezebel (1938): Julie (Bette Davis) é uma moça caprichosa. Sem conhecer limites, ela escolhe um vestido chocante para ir com seu noivo, o responsável banqueiro Preston Dillard (Henry Fonda) ao mais importante baile de New Orleans. Preston rompe o noivado e vai para Nova York, e volta um ano depois, casado, no momento em que se inicia uma epidemia de febre amarela. Ambientado antes da Guerra Civil Americana, este filme incomoda por alguns estereótipos racistas, mas apresenta a melhor atuação de Bette Davis.
Atire a Primeira Pedra / Destry Rides Again (1939): A velha história do xerife que chega para moralizar uma cidade, mas se torna alvo de piadas da população. A única e improvável pessoa que acredita no xerife Destry (James Stewart) é a cantora do saloon, Frenchie (Marlene Dietrich). Foi um dos filmes responsáveis pelo renascimento do gênero western e da carreira de Dietrich. Crítica completa AQUI.
O Dragão Relutante / The Reluctant Dragon (1940): Este filme adorável é um tour pelos estúdios Disney ao lado de Robert. Walt Disney sabia criar mágica como ninguém, e a impressão que temos é que trabalhar na Disney é uma aventura sem fim, na qual cores são resultados de misturas químicas e desenhos ganham vida. Crítica completa AQUI.
Aniki Bóbó (1942): Em 2015, o impensável aconteceu: o maior diretor do cinema português faleceu. Manoel de Oliveira, centenário, já trabalhava na época do cinema mudo e “Aniki Bóbó” foi seu primeiro longa-metragem. O filme começa com uma criança caindo de um barranco e sendo atropelada por um trem, mas, surpreendentemente, não é um filme triste. Com um estilo neorrealista inovador, a história contada é da singela prova de amor que o menino Carlitos dá a Terezinha quando rouba uma boneca para dar para ela.
Os Melhores Anos de Nossas Vidas / The Best Years of Our Lives (1946): Voltar para casa e perceber que tudo mudou pode ser mais doloroso que morrer na guerra. É isso que descobrem três soldados da pequena cidade de Boone. Al (Fredric March) descobre que seus filhos cresceram e se tornaram estranhos para ele. Fred (Dana Andrews) percebe que a esposa é bem diferente do que ele se lembrava, e tem de domar uma paixão repentina pela filha de Al. Já Homer (Harold Russell) perdeu as duas mãos em um incêndio, e suas próteses o tornam motivo de olhares curiosos e o desencorajam a continuar a relação com a noiva. Este filme em uma só palavra? Belíssimo!
Festim Diabólico / Rope (1948): Dois estudantes matam um amigo da faculdade e, para completar a crueldade, escondem o corpo e dão uma festa – servindo o banquete em cima da arca que guarda o corpo! O objetivo dos assassinos era provar uma tese de um professor: que há pessoas mais inteligentes que merecem mais viver que outras pessoas.
Era uma vez em Tóquio / Tokyo Story (1953): A obra-prima de Iasujirô Ozu trata da velhice e do abandono, focando em um casal de idosos do interior que vai visitar seus filhos em Tóquio e descobre que, com suas novas famílias e afazeres, os filhos não têm mais tempo para os pais. “Era uma vez em Tóquio” não é tão bom para identificar os temas recorrentes de Ozu quanto “Pai e Filha / Late Spring” (1949), mas trata de um tema universal, ultrapassando fronteiras, culturas e décadas.
Hiroshima, Mon Amour (1959): Em 2015 vi o primeiro e o último filmes de Alain Resnais. “Hiroshima, Mon Amour” não é um filme fácil, mas sim um belo quebra-cabeça que, quando resolvido, ficará para sempre na sua memória. Até porque a memória é parte importante da narrativa do affair de uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) com um arquiteto japonês (Eiji Okada) durante um dia de filmagens em Hiroshima.
Cleo from 5 to 7 (1962): Cleo (Corinne Marchand) tem de esperar quase duas horas para saber se tem um câncer. Enquanto ela não busca o resultado do exame no hospital, ela se mostra supersticiosa, se irrita com seus amigos, anda pela cidade e muda completamente ao se encontrar com um estranho no parque. E ainda há um pequeno filme mudo dentro do filme com a presença de Anna Karina e Jean-Luc Godard!
Assim como as outras blogueiras que fazem esta lista (Laura, Kristina, Bonnie, Liz), estou preparando uma lista de 10 clássicos para ver em 2016, e pretendo postá-la em breve!

Thursday, January 8, 2015

Resoluções Cinematográficas

Ano Novo, filmes novos. Ou melhor: Ano Novo, 365 oportunidades para descobrir clássicos que eu nunca vi. Embora eu me empenhe, são muitos os filmes neste mundão, e ainda faltam muitos para ver (inclusive tenho vergonha de admitir que desconheço alguns dos maiores clássicos). Minhas amigas virtuais queridas Laura e Raquel costumam fazer uma lista de 10 filmes que elas querem ver pela primeira vez no ano que se inicia, e aos poucos elas estão contaminando os outros blogueiros de cinema clássico. Minha lista contém 15 filmes (porque estamos em 2015, e também porque eu tenho um bom tempo livre para preencher com a magia do cinema) e aqui está meu compromisso selado com vocês. Em 2015 vou assistir a:
Você nunca viu Jezebel?   :O
Civilização / Civilization (1916)
Harold, Neto Mimado / Grandma's Boy (1922)
It (1927)
A Paixão de Joana D’Arc (1928)
White Zombie (1932)
Nada é Sagrado / Nothing Sacred (1937)
Jezebel (1938)
Atire a Primeira Pedra / Destry Rides Again (1939)
O Dragão Relutante / The Reluctant Dragon (1940)
Aniki Bóbó (1942)
Os Melhores Anos de Nossas Vidas / The Best Years of Our Lives (1946)
Festim Diabólico / Rope (1948)
Era uma vez em Tóquio / Tokyo Story (1953)
Hiroshima, Mon Amour (1959)
Cleo from 5 to 7 (1962)
Quero cumprir a resolução!

Wednesday, February 2, 2011

Filmes sobre a Guerra de Secessão

Qualquer acontecimento que esteja longe de nossa realidade pode ser bem difícil de entender. A Guerra de Secessão está distante de nós, brasileiros, no tempo (1861-1865) e no espaço. Como amante de História e de cinema, resolvi listar alguns filmes que tratam desse conflito tão valorizado nos EUA e tão pouco palpável para os brasileiros. Esses títulos, além de representarem bom cinema, também trazem um precioso aprendizado. Aproveitem!


O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation, 1915): Talvez o filme mais controverso da História, lançou D. W. Griffith e Lillian Gish ao estrelato mundial. A saga de duas famílias, os Camerons do Sul e os Stonemans do Norte, é contada antes, durante e depois da guerra. As maiores críticas surgem devido ao grande destaque e importância dados à Klu Klux Klan e o racismo muitas vezes escancarado.

A General (The General, 1927): Baseado em um livro, esta comédia conta o seqüestro de uma locomotiva(“A General”) no Sul dos EUA por soldados do Norte. O maquinista (Buster Keaton) decide, sozinho, derrotar os homens e, assim, recuperar o trem e sua amada, que estava dentro da locomotiva. O protagonista/diretor/produtor tomou um imenso cuidado com os detalhes históricos.

Jezebel (idem, 1938): Bette Davis no seu auge. Uma garota mimada do Sul que tem a vida mudada durante a Guerra. Soa familiar? Sim, mas talvez esta obra seja mais profunda que o super épico. Aqui, o Sul não é totalmente agrário e feliz e a personagem principal não é tão frívola.
E o Vento Levou... (Gone With the Wind, 1939): Dispensa apresentações. Na minha opinião, a história de Scarlett poderia acontecer com qualquer moça mimada em qualquer catástrofe bélica ou natural. Mas ainda ficam marcadas as cenas do campo de batalha de Atlanta, dos feridos no hospital, do incêndio, da promessa de reconstrução... É melhor parar a lista por aqui.

A Árvore da Vida (Raintree County, 1957): Uma jovem caprichosa e traumatizada do Sul (Elizabeth Taylor) mente para casar-se com um esforçado homem do Norte (Montgomery Clift) antes da Guerra. Sua loucura leva a uma fuga desesperada, ao envolvimento do marido na batalha e à perigosa busca pela lendária árvore da vida.

A Conquista do Oeste (How the West was Won, 1962): Épico grandioso em cinco partes, tem a sequência da Guerra dirigida por John Ford. Pai e filho aventureiros vão ao campo de batalha e vivem os horrores da Guerra, de onde um deles não voltará.

Consegui me lembrar desses. Mais alguma sugestão? Não deixem de comentar!
Lê ^_^
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