} Crítica Retrô: final

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Sunday, October 9, 2011

Clímax & Desfecho 2: (mais) finais inesquecíveis

Eu não pude resistir a fazer essa continuação. A lista de “Melhores Finais do Cinema” estava imensa e teve de ser dividida. Prova de que os realizadores souberam terminar muito bem seus filmes, deixando-os na memória dos cinéfilos.

Aconteceu naquela noite / It Hapened One Night (1934): Caem as muralhas de Jericó que separavam Clark Gable e Claudette Colbert. Um jeito divertido e sensual de mostrar que a noite de núpcias começou.

Nasce uma Estrela / A Star is Born (1937 / 1954): “Eu sou a Sra. Norman Maine!”. Esther Blodgett, ou melhor, a superestrela Vicky Lester se recupera da tragédia ocorrida com o marido e assume a importância dele para sua carreira em uma volta triunfal aos holofotes.

O Falcão Maltês / The Maltese Falcon (1941): “O material de que são feitos os sonhos” é o mesmo material da estátua que causou toda a mobilização. Ao ver que a mocinha (Mary Astor) por quem está apaixonado ir presa, ele constata que o romance jamais irá se concretizar e solta essa bela frase.

Os Incompreendidos / Les quatre cents coups (1959): Um close que entrou para a História e mostrou que Antoine Doinel (Jean-Pierre Leaud) ainda viveria muitas aventuras.

Psicose / Psycho (1960): Um close sinistro, sobrepondo de maneira subliminar a caveira da mãe de Norman Bates ao rosto do amável Anthony Perkins.

Bonnie & Clide (1967): O casal criminoso interpretado por Faye Dunaway e Warren Beatty recebe uma rajada de balas e seu carro fica parecendo um queijo suíço. Imagine como ficaram seus corpos!

Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969): Outro close antológico. Em tons de sépia, Butch (Paul Newman) e Sundance (Robert Redford), já feridos, vão enfrentar um bando armado.

O Poderoso Chefão / The Godfather (1972): Michael Corleone (Al Pacino), depois de uma grande sequência em que batiza seu sobrinho ao mesmo tempo em que manda matar o pai do garoto, diz à sua esposa Kay (Dianne Keaton) que não pergunte sobre seus negócios, mostrando que é o novo chefão  o novo chefndo que s neg ao mesmo tempo que manda matar o pai do garoto,

Muito além do jardim / Being There (1979): O jardineiro Chance (Peter Sellers) mostra ser realmente alguém bastante especial.
   
Cinema Paradiso (1986): Uma reunião de beijos ardentes da sétima arte ao som da belíssima trilhade Ennio Morricone.



Só Chaplin!

Charles Chaplin sabia construir como ninguém finais inspiradores para seus filmes.

Luzes da Cidade / City Lights (1931): A florista cega (Virginia Cherril) volta a enxergar depois de uma cirurgia. Com uma grande floricultura montada, ela constata, emocionada, que o benfeitor que pagou pela operação não é um milionário como ela imaginava, mas sim um vagabundo de bom coração.

Tempos Modernos / Modern Times (1936): Nem tudo deu certo para o vagabundo e sua amada órfã (Paulette Goddard), mas ele a encoraja a sorrir e, ao som da inesquecível melodia “Smile”, composta por Chaplin, eles vão pela estrada em busca de novas aventuras.

O Grande Ditador / The Great Dictator (1940): Um barbeiro judeu é confundido com o terrível ditador Adenoid Hynkel. Ele é colocado para discursar no lugar do chefe de Estado e faz um belíssimo discurso, longo e profundo, sobre paz e tolerância, terminando com um pedido para sua amada Hannah (Goddard).

Agradeço aos leitores que deram sua contribuição e cito-as como menções honrosas de grandes finais. Não comentarei sobre eles porque (ainda) não assisti a esses filmes.
  • As Diabólicas
  • Clube da Luta
  • Coração Satânico

Monday, October 3, 2011

Clímax & Desfecho: os melhores finais do cinema

O fim coroa a obra, já diz meu avô. Muitos realizadores de cinema acreditam nessa máxima e, com ela em mente, criaram finais arrebatadores para grandes filmes, deixando multidões boquiabertas e uma sensação deliciosa em quem sai da sessão de cinema.  


The Great Train Robbery (1903): O primeiro faroeste causou frisson nas plateias do início do século XX. Pudera: seu icônico final mostra um ator apontando para a câmera e atirando. O ingênuo público gritava e corria tentando fugir dos tiros.


A Caixa de Pandora (1929): Lulu (Louise Brooks) é uma moça muito independente para seu tempo. Depois de seduzir vários homens, matar o marido, ir a julgamento e trabalhar num navio, ela tem um encontro sinistro na noite de Natal de 1888 em Londres.

Inimigo Público / The Public Enemy (1931): O filme que alerta a população sobre os perigos de se tornar um gangster está entre meus favoritos. O destino de Tom Powers (James Cagney) é selado de maneira surpreendente e moralista.


O Fugitivo / I am a fugitive from a chain gang (1932): Paul Muni foi preso injustamente. Depois de duas fugas espetaculares de um campo de trabalhos forçados, ele sorrateiramente revela para sua namorada que o sistema prisional não regenera através de uma frase de efeito ninguém e some na penumbra.


King Kong (1933): “A Bela matou a Fera”. O fim do macaco gigante que escalou o Empire State por amor foi triste, mas poético.


E o vento levou / Gone with the wind (1939): “Amanhã é outro dia!”. Sim, adolescentes obrigados a assistir ao filme contra sua vontade durante as aulas, Scarlett O’Hara voltou à estaca zero e está disposta a recomeçar com uma frase de efeito dita contra o crepúsculo ao som da trilha de Max Steiner.


Casablanca (1942): Mais um final conhecidíssimo e pouco convencional. Não deu para Ilsa (Ingrid Bergman) e Rick (Humphrey Bogart), embora sempre tivessem Paris. Em compensação, Rick e o Capitão Renault (Claude Rains) vislumbram o que pode ser o começo de uma bela amizade.


Fúria Sanguinária / White Heat (1949): Cody Jarrett (James Cagney) sobe em tanques de combustível durane uma fuga, avisa a mãe que atingiu o topo do mundo e... não se dá bem.


Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard (1951): Norma Desmond (Gloria Swanson) está pronta para seu close, Mr. DeMille. Close a ser filmado no hospício, provavelmente.


Anastácia, a princesa esquecida / Anastacia (1956): Constatando com alegria que a atração da festa se foi, a Imperatriz (Helen Hayes) diz que avisará a todos que o espetáculo acabou e que voltem para suas casas. Dado o recado, de fato o espetáculo cinematográfico tem seu fim.  


O sétimo selo (1957): A Morte (Bengt Ekerot) decide levar algumas pessoas para um passeio, tendo, inclusive, viajantes que decidem embarcar por conta própria. Uma cena / dança sinistra e inesquecível.


O Candelabro Italiano / Rome Adventure (1962): O final que deu origem a este artigo. Que garota não gostaria de ser recebida em um porto, depois de uma longa viagem de navio, por Troy Donahue com um candelabro e um buquê de flores?


No próximo post virão as menções honrosas de grandes finais cinematográficos!
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