Eu não pude resistir a fazer essa continuação. A lista de “Melhores Finais do Cinema” estava imensa e teve de ser dividida. Prova de que os realizadores souberam terminar muito bem seus filmes, deixando-os na memória dos cinéfilos.
Aconteceu naquela noite / It Hapened One Night (1934): Caem as muralhas de Jericó que separavam Clark Gable e Claudette Colbert. Um jeito divertido e sensual de mostrar que a noite de núpcias começou.
Nasce uma Estrela / A Star is Born (1937 / 1954): “Eu sou a Sra. Norman Maine!”. Esther Blodgett, ou melhor, a superestrela Vicky Lester se recupera da tragédia ocorrida com o marido e assume a importância dele para sua carreira em uma volta triunfal aos holofotes.
O Falcão Maltês / The Maltese Falcon (1941): “O material de que são feitos os sonhos” é o mesmo material da estátua que causou toda a mobilização. Ao ver que a mocinha (Mary Astor) por quem está apaixonado ir presa, ele constata que o romance jamais irá se concretizar e solta essa bela frase.
Os Incompreendidos / Les quatre cents coups (1959): Um close que entrou para a História e mostrou que Antoine Doinel (Jean-Pierre Leaud) ainda viveria muitas aventuras.
Psicose / Psycho (1960): Um close sinistro, sobrepondo de maneira subliminar a caveira da mãe de Norman Bates ao rosto do amável Anthony Perkins.
Bonnie & Clide (1967): O casal criminoso interpretado por Faye Dunaway e Warren Beatty recebe uma rajada de balas e seu carro fica parecendo um queijo suíço. Imagine como ficaram seus corpos!
Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969): Outro close antológico. Em tons de sépia, Butch (Paul Newman) e Sundance (Robert Redford), já feridos, vão enfrentar um bando armado.
O Poderoso Chefão / The Godfather (1972): Michael Corleone (Al Pacino), depois de uma grande sequência em que batiza seu sobrinho ao mesmo tempo em que manda matar o pai do garoto, diz à sua esposa Kay (Dianne Keaton) que não pergunte sobre seus negócios, mostrando que é o novo chefão
Muito além do jardim / Being There (1979): O jardineiro Chance (Peter Sellers) mostra ser realmente alguém bastante especial.
Cinema Paradiso (1986): Uma reunião de beijos ardentes da sétima arte ao som da belíssima trilhade Ennio Morricone.
Só Chaplin!
Charles Chaplin sabia construir como ninguém finais inspiradores para seus filmes.
Luzes da Cidade / City Lights (1931): A florista cega (Virginia Cherril) volta a enxergar depois de uma cirurgia. Com uma grande floricultura montada, ela constata, emocionada, que o benfeitor que pagou pela operação não é um milionário como ela imaginava, mas sim um vagabundo de bom coração.
Tempos Modernos / Modern Times (1936): Nem tudo deu certo para o vagabundo e sua amada órfã (Paulette Goddard), mas ele a encoraja a sorrir e, ao som da inesquecível melodia “Smile”, composta por Chaplin, eles vão pela estrada em busca de novas aventuras.
O Grande Ditador / The Great Dictator (1940): Um barbeiro judeu é confundido com o terrível ditador Adenoid Hynkel. Ele é colocado para discursar no lugar do chefe de Estado e faz um belíssimo discurso, longo e profundo, sobre paz e tolerância, terminando com um pedido para sua amada Hannah (Goddard).
Agradeço aos leitores que deram sua contribuição e cito-as como menções honrosas de grandes finais. Não comentarei sobre eles porque (ainda) não assisti a esses filmes.
- As Diabólicas
- Clube da Luta
- Coração Satânico
