} Crítica Retrô: Mercedes McCambridge

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Friday, September 21, 2012

Roubando a cena: Walter Brennan e Mercedes McCambridge

Alguns personagens realmente chamam toda a atenção para si quando aparecem na tela. O caso mais memorável para mim é de Madame De Farge em “A Queda da Bastilha / A Tale of Two Cities” (1935) que, histericamente, pede que todos os réus sejam condenados à guilhotina. Quem a interpreta é a desconhecida atriz Blanche Yurka, mas vez ou outra surgem intérpretes igualmente inesquecíveis. Quem não se lembra do sempe divertido Edward Everett Horton? Ou da talentosa coadjuvante Thelma Ritter? Ou desses dois atores que são o assunto do post?
Walter Brennan foi ganhador de três Oscars de Melhor Ator Coadjuvante, incluindo na primeira cerimônia em que esse prêmio foi apresentado, em 1936. Um de seus papéis mais marcantes é Eddie em “Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not” (1944). Eddie bebe muito e tem um andar peculiar, que Brennan obteve colocando uma pedra em um de seus sapatos. Companheiro de Humphrey Bogart, mas de maneira mais cativante que o pianista Sam de Casablanca, ele tem direito até a uma divertida frase de efeito: “Você já foi picado por uma abelha morta?” (Was you ever bit by a dead bee?)
Seus personagens são normalmente tipos peculiares e mais velhos que o ator. Um acidente, em condições que eu desconheço, deixou-o quase sem dentes e criou marcas em seu rosto. Sua voz ficou rouca após combater na Primeira Guerra Mundial, quando o ator ficou exposto a diversas substâncias tóxicas. Ao voltar da guerra, mais uma tragédia: Walter perdeu quase todo seu dinheiro no início da década de 1920, quando se envolveu com a especulação financeira. Foi neste momento que ele começou a participar de filmes como extra, roubando a cena sempre que lhe era permitido.
Mercedes McCambridge ganhou apenas um Oscar, e no seu filme de estreia, “A Grande Ilusão / All the King's Men” (1949). E continuou com grandes atuações ao longo da carreira. Mercedes é uma de minhas atrizes coadjuvantes favoritas e só de ver seu nome na tela eu já me alegro porque, sem dúvida, verei uma grande atuação.
Em “Johnny Guitar”(1954), ela ganha destaque como Emma, a antagonista invejosa e mal-amada. Este é meu western favorito, e com certeza Mercedes é fundamental para que eu goste tanto desse filme. Dentro e fora do filme ela teve uma rivalidade com Joan Crawford, que não gostou nem um pouco de ter como sua antagonista uma mulher mais jovem.
No ano de 1956 ela apareceria em poucos minutos do longo épico “Assim caminha a humanidade /Giant”, mas seria de total importância. Como Luz Benedict, a decidida e fatalmente teimosa irmã de Bick (Rock Hudson), ela está incrível. Implicando com Elizabeth Taylor e protegendo James Dean, sua presença é curta, mas fundamental para a história. Por sua atuação ela foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, perdendo para Dorothy Malone.
Em 1958 ela maltrata a pobre Janet Leigh enquanto seu marido Charlton Heston está ocupado com Orson Welles em “A Marca da Maldade / Touch of Evil”. No ano seguinte ela voltaria a contracenar com Elizabeth Taylor, desta vez interpretando a mãe da bela moça, em “De repente, no último verão”.
Em “Cimarron” (1960) ela é uma mãe de família que vai para o oeste em busca de terras, conhecendo as personagens de Glenn Ford e Maria Schell. Seu tempo na tela é ínfimo, mas marcante. E na década seguinte vem o filme que a tornou uma estrela cult: “O Exorcista” (1973). Tendo sofrido de bronquite a vida toda, Mercedes usou o problema a seu favor para dublar o demônio (isso mesmo). Ela não foi creditada, mas posteriormente seu nome foi adicionado aos créditos.
Você não esperava ver isto

Vinda do famoso Mercury Theatre, grupo de teatro de Orson Welles que levou muitos talentos ao cinema, Mercedes teve uma carreira de sucesso no rádio antes de chegar ao cinema e na década de 1970 voltou aos palcos em uma série de peças, como “A Ratoeira” e “Gata em teto de zinco quente”. Sempre em papéis secundários, roubando a cena e fazendo muito sucesso.

This is my contribution for the What a Character! Blogathon, hosted by the three wise girls Paula, Aurora and Kellee at Paula’s Cinema Club, Once Upon A Screen and Outspoken & Freckled.  

Friday, September 2, 2011

Assim caminha a humanidade / Giant (1956)


Em enquete feita pelo blog sobre os filmes de James Dean, os leitores escolheram (surpresa!) “Assim caminha a humanidade / Giant”, épico de 1956 baseado no romance homônimo de Edna Ferber e que conta com um grandioso elenco. Dividem a tela com Dean: Rock Hudson, Elizabeth Taylor, Mercedes McCambridge, Dennis Hopper (seu primeiro papel no cinema foi em “Juventude Transviada”, também com James Dean), Carroll Baker e Sal Mineo.

Jordan “Bick” Benedict (Rock Hudson) vai até Maryland,na casa da família de Leslie (Elizabeth Taylor) para comprar um cavalo premiado. Acaba saindo de lá com o equino e uma esposa geniosa. Quem não gosta das novas aquisições é a irmã solteira de Bick, Luz (Mercedes McCambridge), responsável pela propriedade da famíla, o rancho Reata no Texas. Além de causar desconfiança em Luz, Leslie desperta a paixão de Jett Rink (James Dean), trabalhador que herda de Luz um pequeno pedaço de terra. Ao longo de três horas e 17 minutos (um filme realmente “gigante”) vemos as mudanças causadas pelo petróleo encontrado por Jett e como isso afeta Leslie, Bick e seus descendentes.

O petróleo é o principal tema do filme. Jett fica rico com sua companhia JetTexas e tem o mundo a seus pés para divertir-se, namorar, aproveitar a vida e tentar compensar o amor não-correspondido que tem por Leslie. Jett domina as cenas em que aparece, seja indo coberto de petróleo esnobar a família Benedict ou afundando no alcoolismo com o passar dos anos.No “futuro”, já bem mais velho, Jett tem um breve romance com Luz Benedict II (Carroll Baker), avoada filha caçula dos vizinhos e ex-patrões. Bick se recusa a explorar petróleo, apesar de ser quase certo que há ouro negro também em sua propriedade. Ele quer manter a tradição rancheira de Reata, tendo ainda atitudes conservadores em relação ao futuro dos filhos.

Outro tema é o preconceito com relação aos mexicanos. Na propriedade dos Benedict trabalham muitos mexicanos. Em contraste com a opulência dos patrões, eles vivem em condições precárias em uma vila próxima ao rancho. Isso decepciona Leslie, uma mulher forte e decidida. Ela se preocupa com os imigrantes, chegando a “apadrinhar” Angel Obregon (vivido por Sal Mineo, quando adulto), que ela ajuda a salvar ainda bebê e recebe entusiamada em uma festa de Natal anos mais tarde, dando-lhe um relógio. A tensão só aumenta quando Jordy (Dennis Hopper) decide se casar com uma mexicana, para desespero do pai. O caminho não é fácil para o casal inter-racial e será com a aceitação de Bick e a luta deste pela igualdade da nora e dos netos que Leslie afirmará, encerrando esta odisseia cinematográfica, que ela o respeita e que a família deles é um orgulho.

O resultado da equação grande elenco + boa história + temática social só podia ser sucesso. É um filme que assusta pela duração, mas que prende a atenção do início ao fim, não deixando o espectador sequer bocejar. É uma reconstrução precisa do período entreguerras em um local quase inóspito e muito conservador, feito em uma época em que os movimentos pela igualdade ainda não tinham estourado.

É bom saber: Do fim das filmagens até sua estréia, o filme gastou um ano na sala de edição. Valeu a pena: além de ganhar o Oscar de Melhor Direção e ser indicado em mais 8 categorias, também foi a maior bilheteria da Warner por 22 anos.

George Stevens, diretor com mão-de-ferro, queria Alan Ladd no papel de Jett. Sua esposa não gostou da ideia. James Dean foi escalado no lugar e teve de suar para mostrar o método de atuação improvisado que usava.

Lace a Liz, Rock!
Grace Kelly foi a primeira opção para o papel de Leslie. Rock Hudson preferiu Elizabeth Taylor, que mais tarde tornou-se sua amiga íntima. Grace foi filmar “Janela Indiscreta / Rear Window”. Audrey Hepburn também foi considerada. Para o papel de Bick, algumas opções foram John Wayne, William Holden, Sterling Hayden, Robert Mitchum e Forrest Tucker.

Tudo entre amigos: outra opção para o papel de Jett era Montgomery Clift, também amicíssimo de Elizabeth Taylor.

Carrol Baker, apesar de interpretar a filha de Elizabeth Taylor, é um ano mais velha que a estrela de olhos violeta.

Em uma noite, no início das filmagens, Taylor e Hudson saíram para beber e conversar. A confraternização acabou depois das três da manhã. Às cinco horas eles estavam no estúdio gravando a cena do casamento, felizmente sem falas. Ficaram tão concentrados tentando não parecer bêbados que levaram muitos membros da equipe às lágrimas, emocionados com a expressão de paixão no rosto dos atores.

Jett Rink foi inspirado em uma figura real: o magnata do petróleo Glenn McCarthy. A autora Edna Ferber o conheceu no Shamrock Hotel, propriedade do ricaço que serviu de inspiração para a parte final da trama.

James Dean faleceu oito dias após a filmagem de sua última cena. Ele recebeu uma nomeação póstuma ao Oscar de Melhor Ator. 

Friday, August 5, 2011

Johnny Guitar (1954)

Estou em dívida com o western. Embora seja um gênero masculino por excelência, tais filmes me agradam bastante. Um dos motivos é o uso das cores, fato observado apenas no cinema clássico. A paisagem árida e bege do Oeste americano faz contraste com o azul do céu sem nuvens (não consigo me lembrar de um faroeste em que chova), os tons vibrantes das roupas de cowboys e, é claro, o sangue derramado em tiroteios e duelos. Também é um gênero recheado de clichês: o mocinho, o bandido, o saloon, a bebedeira, a donzela indefesa...



“Johnny Guitar” subverte todos esses clichês. Para começar, é protagonizado por duas mulheres fortes, a determinada Vienna (Joan Crawford) e a mal-amada Emma (Mercedes McCambridge).  Apesar disso, o próprio título é um nome masculino. Johnny Guitar (Sterling Hayden) é um antigo namorado de Vienna que está de volta à cidade e promete ajudá-la a impedir a construção de uma ferrovia que iria destruir seu saloon.  Emma, além de apoiar a construção da ferrovia, quer enforcar o homem por quem era apaixonada, que a recusou e, para completar, participou da morte do irmão da moça. Este homem, Dancin´Kid (Scotty Brady), envolve-se em um assalto a banco que é o estopim para a perseguição generalizada (e liderada por Emma) a Vienna.

Escrito por um redator na lista negra americana, Ben Maddow, a história pode ser lida como uma crítica ao macarthismo: Emma seria responsável pela caça às bruxas, porém ela própria é hipócrita e frustrada (no quesito romance). Se esse viés poílitco está um pouco oculto, o lado feminista está escancarado. Óbvio, pois o faoreste é estrelado por duas mulheres. O que não poderíamos esperar é um embate antológico entre elas ao final, com tamanho estilo que as deixa no mesmo patamar de caubói de John Wayne. Além do duelo, muitas das falas demonstram um feminismo impensável para a época das ferrovias e xerifes.

A sempre ótima Mercedes McCambridge e a imponente Joan Crawford brigavam feio mesmo quando as câmeras estavam desligadas. Joan queria Claire trevor para o papel de Emma, mas teve de se contentar com Mercedes, mais jovem do que ela. Crawford chegou a rasgar e espalhar o figurino da colega pelo set após uma discussão. Por causa disso, Mercedes passou a chegar mais cedo e gravar o que progamou para o dia antes de Joan aparecer.   

Nicholas Ray, diretor de clássicos como “Juventude Transviada / Rebel without a Cause” (1955) e “55 Dais em Pequim / 55 Days in Peking” (1963), além de assinar o roteiro, faz aqui mais um grande trabalho, sobretudo com relação às cores. O uso da tecnologia Trucolor ajudou a criar um efeito barroco peculiar neste faroeste. A solteirona Emma veste-se sempre de preto. Vienna usa preto quando é a mulher forte e decidida, branco quando se passa por vítima e vermelho (camisa vermelha e calça de brim) quando está fugindo ao lado de Johnny. Mais uma vez Ray veste seu protagonista de vermelho para destacar sua luta íntima (quem não se lembra da jaqueta vermelha de James Dean em “Juventude Transviada”?). E assim como no filme sobre delinquência juvenil, neste vemos também personagens maltratados pela vida, marginalizados à sua maneira, mas sem toques psicanalíticos que culpam e mostram traumas do passado. São os personagens de Ray um bando de perdidos, sem passado, mas mesmo assim interessantes aos olhos do diretor e do público. 

Apesar das atuações, das cores e da famosa música cantada por Peggy Lee, “Johnny Guitar” chamou pouca atenção ao ser lançado. Não repercutiu no Oscar e foi considerado mediano pelos críticos americanos. Ficou de lado até os europeus o descobrirem e elogiarem. Grandes diretores escreveram críticas positivas e confessaram que o filme serviu-lhes de inspiração. Truffaut disse que se tratava de “A Bela e a Fera dos westerns”.  Financiado pelos pequenos estúdios Republic, “Johny Guitar” é mais um filme à frente de seu tempo, que só ganhou o merecido recconhecimento ao ser analisado por novas e mais tolerantes gerações, mantendo-se fresco e franco apesar da (ou por causa da) passagem do tempo.

Monday, June 6, 2011

Grandes Coadjuvantes

Eles nunca viram seus nomes em destaque nos créditos iniciais, mas isso não impede que suas atuações sejam tão brilhantes quanto a dos mais elogiados protagonistas. Vários são os eternos coadjuvantes que roubam a cena e a nossa admiração.

Thelma Ritter: Pobre Thelma! Foi seis vezes indicada ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante e nunca ganhou (Deborah Kerr tem esse mesmo recorde na categoria de Melhor Atriz). Quatro dessas indicações foram consecutivas (1950 – 1954). Mesmo assim, esteve em vários filmes importantes, como “A Malvada”, “Janela Indiscreta” e “Os Desajustados”. Sem grandes atrativos físicos, desempenhava com maestria os papéis de enfermeira ou governanta.  Ganhou um Tony em 1958, empatada com Gwen Verdon.
Em Confidências à Meia-Noite, Thelma Ritter
está a cara da Giulietta Masina!

Walter Brennan:  Ao contrário de Thelma, Walter teve seu talento reconhecido: foi três vezes vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por “Meu filho é meu rival” (1936, ano em que a categoria foi criada), “Romance do Sul” (1938) e “O galante aventureiro” (1940). Foi animador das tropas da Primeira Guerra e amigo de Gary Cooper. Fazia todos os tipos de papéis, mas ficou famoso por seus velhos personagens caipiras e peculiares (um acidente que deixou-o quase sem dentes criou marcas que o faziam parecer bem mais velho do que era). Começou no cinema mudo, mas não era creditado. Fez também várias participações em séries de TV.

Mary Astor: Filha de mãe portuguesa e pai alemão, jovem atriz do cinema mudo, Mary passou para o cinema falado em papéis secundários. Entre seus trabalhos estão “O Falcão Maltês”(1941) e “Agora seremos felizes”(1944). Ganhou um Oscar em 1942 por “A Grande Mentira” . Lutou com o alcoolismo, tentou suicídio e viveu alguns escândalos conjugais. Escreveu várias memórias que se transformaram em best-sellers.

Peter Lorre: Austro-húngaro, protagonista da obra-prima de Fritz Lang “M – O vampiro de Dusseldorf”(1930) e da primeira versão de “O homem que sabia demais”(1934), Peter Lorre foi aos EUA e conseguiu bons papéis secundários em  “O Falcão Maltês”(191), “Casablanca”(1942) e “Passagem para Marselha” (1944). Duas curiosidades: Lorre foi aluno de Freud em Viena e convenceu Humphrey Bogart e Lauren Bacall a se casarem apesar da diferença de idade.

Mercedes McCambridge: Ganhadora do Oscar em sua estréia cinematográfica (“A Grande Ilusão”, 1949), Mercedes fazia, em geral, mulheres amarguradas e antagonistas. Trabalhou também no teatro, fazendo, por exemplo, a protagonista de “Quem tem medo de Virginia Woolf?”, e no rádio. Fez parte do Mercury Theater, grupo de teatro de Orson Welles. Alguns de seus trabalhos mais importantes foram em “Johnny Guitar” (1954), “Assim Caminha a Humanidade” (1956) e como a voz demoníaca de “O Exorcista” (1973).

Claude Rains:  O grande Capitão Renault de Casablanca era quase cego de um olho (devido a ferimento na Primeira Guerra Mundial), deu aulas de  teatro numa universidade, foi casado seis vezes, era nervosinho, sovina e desenhou a lápide do próprio túmulo. Mas era um grande profissional: memorizava as falas de todos os atores, mesmo não sendo protagonista. Entre seus trabalhos destacam-se: “Lawrence da Arábia”(1963), “Interlúdio”(1946), “Vaidosa”(1944) e “A estranha passageira”(1942).

Celeste Holm: A bela loira nunca passou dos papéis secundários, embora já tenha passado dos 90 anos. Mas isso não impediu que ela deixasse sua marca em filmes como “A Malvada” e “Alta Sociedade”, onde, inclusive, faz um dueto com Frank Sinatra. Outros grandes feitos da coadjuvante foram: estrear no teatro em “Hamlet”, ao lado de Leslie Howard; fazer cinco peças com o lendário George M. Cohan; ganhar um Oscar por “A Luz é para todos”(1948) ; ser porta-voz da UNICEF e ter um título de cavaleira dado pelo rei da Noruega. Desde os anos 50 participa de diversas séries de TV e agora está de volta à tela grande.

Donald Crisp: O ganhador do Oscar por “Como era verde meu vale” tem um currículo invejável. Estreou em 1908, aos 26 anos, esteve em 170 filmes, atuou no cinema mudo e no sonoro com o mesmo sucesso, dirigiu 72 produções (a maioria no cinema mudo)... tudo isso sem ser o protagonista. Além disso, foi membro dos exércitos inglês e americano e conheceu Winston Churchill ainda jovem. Ele teve a honra de estar no primeiro filme de Griffith (The Muskeeters of Pig Alley), em “O Nascimento de uma Nação” (como o general Grant), como um extra em “Intolerância”, vivendo o pai autoritário de Lillian Gish em “Lírio Partido”(1919),  
na primeira versão de “O Grande Motim” (1935) e muito mais!
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