This is my contribution for the James Stewart Blogathon, hosted by Rick at The Classic Film & TV Cafe.
James Stewart é sem dúvida um dos atores mais adoráveis da história do cinema. No período antes da Segunda Guerra, então, ele estava em seu período mais adorável. Quando voltou da guerra, mudou um pouco seus papéis e suas experiências traumáticas no front deixaram-se transparecer em personagens mais sombrios. Mas vamos falar de coisas boas. Stewart é mais conhecido por ser protagonista de “A felicidade não se compra / It’s a wonderful life” (1946), mas cinco anos antes ele fez um musical que, apesar de ter considerado ruim, bem que serviu como ensaio para encarnar o herói favorito de todos: George Bailey.
James Stewart é sem dúvida um dos atores mais adoráveis da história do cinema. No período antes da Segunda Guerra, então, ele estava em seu período mais adorável. Quando voltou da guerra, mudou um pouco seus papéis e suas experiências traumáticas no front deixaram-se transparecer em personagens mais sombrios. Mas vamos falar de coisas boas. Stewart é mais conhecido por ser protagonista de “A felicidade não se compra / It’s a wonderful life” (1946), mas cinco anos antes ele fez um musical que, apesar de ter considerado ruim, bem que serviu como ensaio para encarnar o herói favorito de todos: George Bailey.
Jimmy Haskell (Stewart) é o simpático proprietário de uma loja de
instrumentos musicais que herdou do pai. Seu tio Charles (Charles Winninger,
excelente) não vê futuro no negócio, e convence Jimmy a ir trabalhar com ele no
programa de rádio “Haskell Happiness Hour”. Além do programa, Charles tem também
uma indústria de alimentos. E é chegando a esta indústria que Jimmy encontra
uma animada banda ensaiando na rua. Logo ele fica amigo dos músicos, em
especial da cantora Molly McCorkle (Paulette Goddard). Além de tocar sua gaita
com os músicos, Jimmy também joga um tomate no tio, que vai reclamar do barulho
da banda. E é aí que a confusão começa: sem revelar ser sobrinho do odioso
Charles Haskell, Jimmy quer ajudar seus novos amigos a fazer sucesso no rádio.
Todos os elementos de “It’s a wonderful life” já estão aqui: James Stewart
como um personagem muito bonzinho, uma moça sensacional que é muito importante
para ele, um velhinho mal-humorado que quer acabar com a alegria de todo mundo.
Só faltam as crianças. Mas, para compensar, há música! Harold Heidt traz sua
banda, que tocava no programa de rádio Pot o’Gold, que inspirou o filme. Mas o
que o ouro tem a ver com tudo isso? A atração do rádio foi a primeira a
distribuir dinheiro para os telespectadores, da mesma maneira que Molly promete
que o “Haskell Happiness Hour” fará.
James Stewart falou abertamente eu esse era seu pior filme. Tudo pareceu
colaborar para que Jimmy não gostasse da película: o relacionamento não muito
amigável com Paulette Goddard (embora o departamento de publicidade quisesse divulgar
um falso clima de romance entre eles), o desconforto na hora de cantar (sim,
Jimmy canta duas músicas adoráveis!) e o fato de nada ali estar em suas mãos.
Stewart havia sido emprestado da MGM somente porque o produtor de “Pot o’Gold”
era James Roosevelt, filho do presidente Franklin Delano Roosevelt, e Louis B.
Mayer queria agradar o político.
Em meio a esses dissabores, no entanto, James Stewart teve uma noite
excelente: a entrega do Oscar. Ele ganhou seu único prêmio como Melhor Ator por
“Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story” (1940) cinco semanas antes da
estreia de “Pot o’Gold”. É bem verdade que hoje vemos esse Oscar como uma
compensação por Jimmy ter perdido no ano anterior. Mas Stewart, de início, não
queria ir à cerimônia, que marcava a primeira vez em que os vencedores seriam
descobertos ali, na hora da entrega. Jimmy tinha certeza de que o ganhador
seria Charles Chaplin por “O Grande Ditador”. E Chaplin era casado com quem?
Paulette Goddard. Mundo pequeno esse de Hollywood.
Eu gostei muito da sequência “A knife, a fork and a spoon”, que
representa bem a inocência e a própria lógica meio estranha dos musicais da
época: “burst into song no matter where
you are!”. Paulette canta vestida de homem em “Broadway Caballero”, e é uma
pena pensar que isso seria um número de rádio, em que a plateia não poderia ver
as belas roupas e a coreografia da banda. Mas atenção: aqui Paulette é dublada
por Vera Van.
Despretensioso, charmoso e com um pouco de intrigas nos bastidores para
apimentar as coisas, “Pot o’Gold” mostra que até os filmes ruins de James
Stewart são bons. : )
“Pot o’Gold” está disponível no YouTube e no Internet Archive.
