} Crítica Retrô: Don Adams

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Friday, March 27, 2015

Série Retrô: Agente 86 / Get Smart

Cone do silêncio. Sapatofone. “O velho truque!” “Você acreditaria se...” Coisas e frases que me fazem simplesmente sorrir. Eles me lembram um dos meus seriados favoritos, aquele que alegrou muitas noites tristes da adolescência e me apresentou o maravilhoso mundo dos clássicos.
Eu tinha 13 anos quando vi meu primeiro episódio de “Agente 86 / Get Smart”. Era o primeiro para mim, mas “And the Baby Makes Four: Part 2” é na verdade parte da última temporada da série. Nunca me esquecerei da grande briga no hospital e as reações que me fizeram querer assistir mais da série.
É muito difícil escolher meu episódio favorito entre os 138 que foram gravados em cinco temporadas. Mas vou analisar o episódio piloto, “Mr Big”, que deu origem à série e, curiosamente, foi o único gravado em preto e branco.
O episódio piloto já apresenta todos os ingredientes para o sucesso da série: a química entre Maxwell Smart, o agente 86 (Don Adams) e a agente 99 (Barbara Feldon), as bugigangas de espião como o sapatofone e o cone do silêncio, os esconderijos mirabolantes do agente 44, um cachorro adorável, a maneira como Max irrita o chefe do CONTROLE (Edward Platt), a presença de um vilão da KAOS, uma ameaça internacional e um ritmo rápido (e por vezes até bobinho).
Os anos 60 tinham dois grandes ídolos espiões, diametralmente opostos: James Bond e inspetor Clouseau. E, por incrível que pareça, Maxwell Smart foi o resultado da junção de Sean Connery com Peter Sellers. Sim, trata-se de uma paródia, e não se podia esperar nada diferente do homem por trás da série: um dos criadores é Mel Brooks, ainda longe do seu auge (mas já genial). O outro criador da série é Buck Henry, co-roteirista de “A primeira noite de um homem / The Graduate” (1967) e diretor da versão de “O Céu pode Esperar / Heaven Can Wait” protagonizada por Warren Beatty em 1978. Brooks disse que a ideia era fazer uma sitcom não sobre uma família, o que era comum na época, mas (por que não?) sobre um idiota. Nascia assim Maxwell Smart.
E a série teve muito, muito êxito (não apenas porque tem gente como eu que vê seus episódios até hoje). Don Adams ganhou o Emmy de Melhor Ator de Comédia três anos seguidos (1967-1969), e “Agente 86 / Get Smart” foi eleita por dois anos (1968 e 1969) a Melhor Série de Comédia. Apesar de ficar feliz com o fim da série após a quinta temporada em 1970, Adams ficou para sempre marcado como Maxwell Smart, e seu maior projeto posterior foi a dublagem do também atrapalhado espião “Inspetor Bugiganga / Inspector Gadget”. Por falar em voz de personagens, Adams afirmou que baseou-se em William Powell para criar a voz de Maxwell Smart.
Agente 86 / Get Smart” foi apenas o começo de uma maravilhosa experiência de mergulho em filmes e séries do passado. Mas como a primeira vez a gente nunca esquece, a série tem um lugar quentinho e cativo no meu coração: sempre serei grata pelas muitas alegrias que Maxwell Smart me trouxe.

This is my contribution to the Favourite TV Show Episode blogathon, hosted by my friend Terence at A Shroud of Thoughts. Lights, camera, action!

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