} Crítica Retrô: Jim Parsons

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Sunday, February 8, 2015

Keaton fala! / Keaton speaks (easily)!

Quem ficou em Hollywood quando os filmes falados viraram primeiro febre, depois regra, não teve alternativa a não ser enfrentar a prova de fogo e tentar repetir o sucesso do cinema mudo na nova era sonora. Alguns falharam, outros tiveram êxito, outros adiaram o máximo possível. Mas é preciso sobreviver em Hollywood, e parte da sobrevivência inclui se adaptar aos novos tempos.
The actors who stayed in Hollywood when talkies became a fever and, later, a rule, had no alternative but face the difficult challenge of repeating the success they had in silents in the new talkie era. Some failed, others were successful, and some others postponed their talkie debut as much as they could. But you had to survive in Hollywood, and part of this survival was adapting oneself to the new times. 


É muito estranho pensar em Buster Keaton... falando. Sua expressão sempre imutável e sua comédia física eram suficientes para garantir fãs e risadas no cinema mudo. E foi com um personagem excêntrico em uma produção sobre os bastidores do mundo teatral (algo que estava muito na moda) que ele deu seu show: “Speak Easily”, de 1932 (no Brasil, o título é “Pernas de Perfil”).

It's very wird to think about Buster Keaton talking. His never-changing expression and physical comedy were more than enough to make his fans laugh in silent cinema. And it was playing an excentric character in a production about the backstage stories in a theater – something in vogue at the time – that Keaton made a success: it was in “Speak Easily”, from 1932.

O solitário Professor Timoleon Zanders “T. Z.” Post está um pouco triste com as insinuações de seu assistente, que diz que a depressão poderá matá-lo a qualquer momento, como aconteceu com seu antecessor. Mas tudo muda quando o Professor recebe a notícia de que herdou 750 mil dólares. Na mesma hora, ele larga tudo e decide viajar. Ele logo vai a uma estação de trem (ah, o que seria de Keaton sem um trem?) e lá encontra uma trupe de artistas, dentre os quais está o músico-ator-comediante James (Jimmy Durante) e a encantadora Pansy Peets (Ruth Selwyn).

Lonely professor Timoleon Zanders 'T.Z.' Post is a little sad with waht his assistant says: that depression can kill him any time now, like it did with his predecessor. But everything changes when the Professor learns he has inherited 750 thousand dollars. He leaves everything behind and decides to travel the world. He goes to a train station – waht would become of Keaton without his trains? - and there he meets a group of artists, among them musician-actor-comedian James (Jimmy Durante) and the charming Pansy Peets (Ruth Selwyn).


Cheio de dinheiro e sem ter o que fazer, o Professor empresta um pouco para pagar as despesas dos artistas, e assim é elevado à posição de gerente do grupo. Ele decide então ir com o show para a Broadway!

With a lot of money and nothing to do, the professor lends some of it to the artists, and they decide to name him the manager of the group. Then, the professor decides to follow the show all the way to Broadway!


Mas há muitos problemas no caminho. Primeiro: trata-se do show com o pior grupo de coristas já visto. O Professor não percebeu isso porque está apaixonado por Pansy, que aliás é a pior das dançarinas. Há também a ambiciosa artista Eleanor Espere (Thelma Todd), que está apenas interessada no dinheiro do Professor. Isso sem mencionar um certo probleminha com a herança do Professor...

But there are many problems in their way. First: this is the show with the most chorus girls ever. The professor doesn't see the other girls because he is love with Pansy, who is, by the way, the worst dancer of them all. There is also ambitious Eleanor Espere (Thelma Todd), who is only interested in the professor's money. And there is also a little problem about the professor's inheritage...


Muitas pessoas notaram uma semelhança entre Buster Keaton e Jim Parsons, que interpreta o Dr. Sheldon Cooper em The Big Bang Theory. Mais de uma vez Jim fez referência a Keaton no Instagram, e choveram comentários sobre como seria incrível se um dia Parsons interpretasse Keaton. Eu aplaudo a ideia e adoraria que isso acontecesse, pois teria a oportunidade de ouro de ver dois de meus ídolos em um. Pois bem, em “Speak Easily” o personagem de Keaton em muito se assemelha a Sheldon. Ambos são professores universitários com poucas habilidades sociais e que acabam provocando risadas sem querer.

Many people noticed the similarities between Buster Keaton and Jim Parsons, who plays the physicist Sheldon Cooper in The Big Bang Theory. Several times Jim mentioned Keaton in his Instagram, and manhy comments pointed that it'd be incredible if someday Parsons played Keaton. I love the idea, because I'd have the opportunity to see two of my idols at once. And in “Speak Easily” Keaton's character is a lot like Sheldon. Both are college teachers with few social skills who make people laugh without meaning it.


Há poucos momentos de comédia física no filme, e estes são os mais divertidos. Sim, há alguns momentos em que a graça vem dos diálogos, e isso não prejudica em nada a performance de Buster Keaton. Colocá-lo em uma dupla com Jimmy Durante (só eu que acho que Jimmy se parece com Ed O’Neil?), aliás, foi uma excelente ideia, tanto é que eles repetiram a parceria em outros dois filmes.

There are few slapstick moments in this film, and these are the best moments. Yes, sometimes there is fun coming from the dialogues, and this doesn't harm Keaton's performance at all. To pair him with Jimmy Durante – who looks like Ed O'Neil in my opinion – was an excellent idea, and they appeared together again in two more films. 


A carreira sonora de Keaton não foi tão brilhante quanto sua fase muda, mas foi, sim, muito boa. Ele fez muitos curta-metragens, trabalhou na televisão e propôs gags para diversos filmes, entre eles o ótimo musical “A Bela Ditadora” (1949). Sua derrocada não veio por causa do som, mas por causa de uma mudança desastrosa: ao assinar contrato com a MGM em 1928, ele perdeu muito de sua liberdade para criar e inovar na comédia.

Keaton's sound career wasn't as brilliant as his silent phase, but it was good nevertheless. He made a lot of short films, worked on TV and was a gag advisor to many films, including the fun musical “Take Me Out to the Ball Game” (1949). His fall wasn't caused by the talkie revolution, but because of a disastrous move: when he signed with MGM in 1928, he lost his creative freedom and stopped inovating in his comedies.


E o cinema sonoro trouxe um pequeno problema: o humor não era mais universal. O filme teria de ser traduzido para que espectadores de outros países os entendessem. E aí começa a loucura: a MGM gravava cada cena dos filmes falados de Keaton três vezes: a primeira em inglês, a segunda em espanhol, e a terceira em outra língua (francês ou alemão). Some a este cansaço alguns problemas pessoais, como o divórcio da esposa Natalie Talmadge, o distanciamento dos filhos e o alcoolismo: está explicado por que o gênio criativo de Keaton não floresceu com o mesmo vigor nos anos 30.

And talkies brought a little problem: humor was not universal anymore. The films had to be translated so the foreign public would understand it. And this is where the craziness begins: MGM shot each scene of Keaton's films three times: once in English, the second time in Spanish and the third time in another language (either French or German). Add to this effort some personal problems, like the divorcing Natalie Talmadge, growing far from his kids and alcoholism: these are the reasons why Keaton's creative genius didn't flourish with the same strength in the 1930s.  


O importante é que Keaton fala. Fala bem e faz comédia. Como nunca deveria ter deixado de fazer.
But the important thing is that Keaton speaks. He speaks well and is funny – as funny as he always was.

This is my contribution to the First Annual Buster Keaton Blogathon, hosted by Lea at Silent-ology.

Friday, January 11, 2013

Amores de Estudante (1927) / College (1927)

No ano em que o cinema falado nascia, Buster Keaton foi para a faculdade. Isso não quer dizer que o ator de 32 anos desejava obter um diploma universitário porque já sabia que o som iria causar danos ao cinema mudo, mas sim que o enredo de mais uma de suas comédias brilhantes se passa em uma universidade.

When talkie films appeared, Buster Keaton wwnt to college. This doesn't mean that the 32-year-old actor wanted to complete a major because he knew the sound would cause damage to his career – this means that the story of another of his brilliant comedies is set in a college campus.


O jovem Ronald (Keaton) está saindo do Ensino Médio e não escapa de passar vergonha nem na formatura. Após ter um problema com seu guarda-chuva, ele fica perto de um aquecedor e sua roupa encolhe, atrapalhando seu adorável discurso nerd – com o qual eu concordo –  sobre como os livros são mais importantes que os esportes. Ao virar motivo de piada de todos, inclusive de Mary (Anne Cornwall), garota por quem ele está apaixonado, Ronald decide mudar seus planos. Ele vai para a mesma faculdade de Mary, trabalha para pagar os estudos e tenta virar atleta. Tudo sem sucesso, mas com muito humor.

Young Ronald (Keaton) is finishing high school and goes through one last shameful moment during his graduation. After going through problems with his umbrella, he sits near a heater and his clothes shrink, making it difficult for him to end his lovely nerd speech – a speech I agree with – saying that books are more important than sports.When evrybody laughs at him, including his crush Mary (Anne Cornwall), Ronald decides to change his plans. He enrolls in the same college as Mary, works to pay for his studies and tries to become an athlete. Everything is done without a chance of succeeding, but with a lot of good humor. 


Ronald não tem nenhuma habilidade que não seja intelectual. Muitas vezes sua inteligência e êxito nos estudos são citados, mas isso não faz com que ele fique mais de um dia em um emprego. No primeiro, como balconista de um bar, ele se atrapalha ao fazer malabarismos para preparar um refresco, e ainda tenta impressionar Mary, sem deixá-la saber que ele é funcionário do local. O outro emprego é como garçom num restaurante onde só trabalham negros. Para conseguir ser contratado, ele pinta o rosto e as mãos e, obviamente, essa sua estratégia não vai dar certo durante muito tempo.

All of Ronald's skills are intelectual. His intelligence and good grades are often cited, but they are not enough for him to keep a job longer than one day. In his first job, as a bar clerk, he has trouble mixing the drinks and trying to impress Mary, without letting her know he works there. His other job is as a waiter in a restaurant with only black employees. To be hired, he paints his face and his hands, and this strategy obviously proves to be innefective.


Nos esportes Ronald também é um desastre. Ele tenta de tudo dentro da universidade: futebol americano, beisebol, corrida, lançamento de dardo e de disco, salto em altura e com vara. Surpreendo-me por eu própria saber os nomes de todos esses esportes e ser capaz de identificá-los na tela! Só quando Ronald conta sobre seus sentimentos para o “deão” (espécie de reitor) da universidade, interpretado pelo baixinho Snitz Edward, é que ele encontra, a conselho do próprio deão, um esporte perfeito: o remo.

Ronald also fails at sports. He tries everything at college: football, baseball, running, dart and discus throwing, jumping. I even get surprise when I realize I know the names of all these sports and I can identify them at the screen! Only when Ronald shares his true feelings with the college dean, played by shorty Snitz Edward, he finds the perfect sport, suggested by the dean himself: rowing.


Um efeito especial muito interessante é o slow motion presente na cena em que Buster é jogado para cima por seus colegas de faculdade e, em posse de um guarda-chuva, demora a cair. Enquanto está no ar, ele observa uma senhora gorda, de camisola, pela janela.

One very interesting special effect is the slow motion we have when Buster is launched up by his college mates and, because he has an umbrella, he falls slowly. While he is in the air, he observes by a window a fat woman wearing a negligée.


Sigo o estereótipo de que nerds não são bons em esportes. Educação física sempre foi, para mim, uma bobagem, uma chatice e uma tortura. Por isso me identifiquei em parte com a personagem de Keaton neste filme. Com certeza defendo os livros ao invés de elogiar os esportes e felizmente nunca tive de virar esportista para impressionar alguém. Isso, inclusive, me lembra do episódio da série The Big Bang Theory, “The Rothman Desintegration”, em que, quando os físicos Sheldon (Jim Parsons) e Kripke (John Ross Bowie) são perguntados em que atividade eles são igualmente ruins, ambos respondem “esportes”.

I am one of those stereotyped nerds who suck at sports. Physical education was always a silly and boring torture to me. That's why I felt an identification with Keaton's character in this film. I'll always defend books and downplay the sports and luckily, I never had to become an athlete to impress someone. This situation even reminds me of one episode from The Big Bang Theory, “The Rothman Desintegration” in which physicists Sheldon (Jim Parsons) and Kripke (John Ross Bowie) are asked in which activities they are not good at, and they quickly answer “sports”.


Além do próprio Keaton, outro nome que me chamou a atenção nos créditos foi o de Florence Turner, a “Vitagraph Girl”. Logo que os estúdios de cinema nasceram, seus donos não creditavam os astros do filme, mas os ligavam a cada estúdio. Assim surgiu a primeiríssima estrela, a “Biograph Girl”, cujo nome verdadeiro era Florence Lawrence. Turner foi a resposta da Vitagraph e teve uma carreira interessante no cinema mudo, inclusive produzindo e escrevendo alguns curtas. Aqui, um de seus últimos trabalhos, ela aparece por pouco tempo como a mãe zelosa de Ronald. Curiosamente, Florence era apenas 10 anos mais velha que Buster Keaton.

Besides Keaton himself, another name that called my attention in the opening credits was Florence Turner's, the “Vitagraph Girl”. When film studios first appeared, its owners didn't give credits to the movie stars, but they linked the star to the studio. That's how the very first movie star appeared: the “Biograph Girl”, whose real name was Florence Lawrence. Turner was Vitagraph's response to Biograph, and she had an interesting career in silent cinema, both as an actress, writer and producer. In “College”, one of her last movies, she appears briefly as Ronald's zealous mother. Curiosity: Florence was only 10 years older than Buster Keaton.




Anos mais tarde, Keaton confessaria duas coisas sobre esta produção: James W. Horne, creditado como diretor juntamente com Buster, pouco esforço teve durante a realização da película. A segunda revelação foi que Buster usou um dublê para a cena, perto do final, em que ele salta com a vara para dentro de uma janela, em um dos raros momentos em que o comediante não fez ele mesmo uma de suas acrobacias perigosas.

Years later, Keaton would make two confessions about this production: James W. Horne, credited as co-director, had little to do during the shooting. The second confession was that Keaton used a body double for the scene near the end in which he uses a pole vault to enter a room by the window. This is one of the rare moments when Keaton himself didn't perform one of his dangerous stunts.


Com intertítulos divertidos e um final curioso, “Amores de Estudante” em muito se parece com “O Calouro”, filmado dois anos antes e protagonizado por Harol Lloyd. Feito como um veículo que agradasse ao público para compensar o fracasso do hoje cultuado “A General”, o filme apostou na moda colegial da época, mas foi outro fracasso para Keaton. Neste penúltimo filme antes de “cometer o maior erro de sua vida” e ir para a MGM, Keaton mostra, mais do que nunca, seus dotes atléticos. E também como os nerds são legais desde 1920. 

With funny intertitles and a curious ending, “College” is a lot like “The Freshman”, made two years before by Harold Lloyd. Made as a movie that would draw a lot of public to compensate the commercial failure that was the now cult “The General”, this film used the 1920's college fever, but it was another failure for Buster. In this penultimate film before making what he called “the biggest mistake of my life” - that was going to MGM – Keaton shows all his athleticism. And he also shows that nerds are cool since 1920.

Sunday, May 20, 2012

Uma personalidade clássica

Baseado em um post da Brandie do blog True Classics

Desvendar a personalidade de uma pessoa é coisa que só Freud explica? E definir sua própria personalidade, é algo fácil? Que tal contar mais um pouco sobre você comparando-se com vários personagens de flmes clássicos? Vamos tentar?

Rita Hayworth, porque me inspiro nela para arrumar meu cabelo (P.S.: nem sempre dá certo).

Tess Harding (Katharine Hepburn em “A Mulher do dia / Woman of the Year”, de 1942), porque levo meu trabalho muito a sério, seja ele qual for, e defendo meus valores e ideais, chegando mesmo a ser muito teimosa (além disso, também me comportaria igual a ela na cozinha). Para saber mais das habilidades culinárias de Tess, assistam a esse vídeo a partir dos 35 segundos.

Ninotchcka (Greta Garbo em “Ninotchcka”, de 1939), porque aparento ser mais séria do que realmente sou.

Jo Stockton (Audrey Hepburn em “Cinderela em Paris / Funny Face”, de 1957), porque sou apaixonada por livros e adoraria trabalhar em uma livraria, ainda mais se um dia Fred Astaire aparecesse por lá.

Ann Newton (Edna May Wonacott em “Sombra de uma dúvida / Shadow of a doubt”, de 1943), porque sou apaixonada por livros desde pequena. Além diso, sou meio chatinha com questões intelectuais, em especial regras da gramática. E devo confessar que achei Ann meio irritante quando vi o filme.

Não é clássico, mas...

Sheldon Cooper (Jim Parsons na série “The Big Bang Theory”), porque sou nerd e tenho orgulho disso. Em alguns episódios me vi retratada, como naquele em que Sheldon tenta perder o medo de dirigir.  
P.S.: Mas eu nunca usaria este chapéu
Qual seria sua personalidade clássica, amigo leitor?

Wednesday, January 19, 2011

ATENÇÃO!!!!



Desculpe chamar a atenção desse jeito, mas algo importante está para ocorrer:
a partir do próximo domingo (23/01/2010) o blog muda de endereço. Passará a ser acessado a partir do endereço http://criticaretro.blogspot.com/Não se esqueçam! Mudanças virão por aí!

Mais algumas coisinhas:
1- Esta semana, sempre na faixa das 21h, o canal de TV paga GNT exibe documentários de uma hora sobre personalidades, com destaque para alguns astrso do cinema clássico. Ontem fo isobre Rock Hudson, hoje é a vez de Isabella Rosselini e amnhã, de Brigitte Bardot. Não percam!

2- Estou muito feliz com os ganhadores do Globode Ouro! Jim Parsons, Chris Colfer e Glee! Não pude ver no dia, mas acabei de assistir aos vídeos e fiquei super emocionada. Parabéns! Eles merecem!

Beijos!
Lê ^_^

Monday, July 12, 2010

Os losers estão de volta!



Eles surgiram há pouco tempo e já viraram mania mundial.Depois de milhões de downloads, visualizações dos vídeos no YouTube, muitos prêmios no Globo de Ouro, Satellite Awards e outros, 19 indicações para o Emmy de 2010, o seriado Glee volta para a segunda parte da sua primeira temporada na Fox nesta quarta-feira (14).


A história é simples e diferente: em uma escola, alguns dos alunos mais marginalizados e mal-vistos do Ensino Médio (entre eles, um homossexual, um cadeirante, asiáticos, líderes de torcida burrinhas e uma garota que não admite que alguém seja melhor que ela) entram para o desacreditado clube do coral. Então, descobrem o que têm de melhor (e de pior), passam a se aceitar e encontram forças na amizade, além de fazerem sucesso nos palcos.


Finalmente, desde os primeiros seriados teen da década de 90, são quebradas as odiosas panelinhas e é dado destaque para os excluídos, os diferentes, os “esquisitos”. A moda idiotamente copiada por adolescentes brasileiros do ataque e preconceito contra esses losers parece agora ter de enfrentar o sucesso de um grupo deles. É louvável que os seriados comecem essa reação cultural contra o preconceito, como acontece em “The Big Bang Theory”, em que os nerds são mostrados como pessoas interessantes, apesar de parecerem excêntricas, indo muito além de qualquer clichê ou estereótipo. Aliás, na década de 90, era comum ver, em traduções de filmes e séries, as palavras “nerd” ou “geek” virem como “idiota” ou “otário”.


Particularmente, me agrada muito a escolha das músicas, que vi desde os sucessos atuais aos mais antigos. Adoro o Kurt (e quem não gosta?) e amaria se ele tivesse mais solos, o que provavelmente não ocorrerá (quem assistiu ao episódio “Wheels” sabe o porquê). Gostaria muito que Chris Colfer ganhasse o Emmy de Ator Coadjuvante em Comédia. Mas ainda torço por Jim Parsons para Ator Principal em Comédia, pois o sem-sal professor Will não me agrada nem um pouco.


Como sempre, minha birra é pela mania da Fox de dublar suas séries, o que as descaracteriza um pouco, além de ser esquisito na hora em que o áudio original começa durante as músicas.


Enfim, ficamos prontos para o início deste novo ciclo e, espero, de uma nova mentalidade da juventude.
Beijos mil,
Lê ^_^
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