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Wednesday, February 20, 2013

Uma personalidade, vários intérpretes: Abraham Lincoln

O décimo sexto presidente dos Estados Unidos teve de enfrentar tempos tempestuosos durante a Guerra Civil Americana e também graças aos debates sobre a abolição da escravatura. Hoje ele é um dos mais populares ex-presidentes e com certeza o que foi assunto de mais filmes. Em seu discurso no SAG (Screen Actors Guild) Awards, prêmio do sindicato dos atores, Daniel Day-Lewis ponderou que, uma vez que foi um ator, John Wilkes Booth, que matou Lincoln, muitos outros atores se esforçaram para dar novamente vida a ele, mesmo como personagem fictício.
O primeiro filme sonoro de D. W. Griffith foi justamente uma cinebiografia de Lincoln. Com menos de uma hora e meia, nem parece parte da obra do exagerado diretor. A vida de Lincoln é contada inteira e com muitas licenças poéticas. Coube a Walter Huston, pai do diretor John Huston e avô de Anjelica Huston, interpretar o presidente. Algumas cenas de Huston foram editadas e inseridas nove anos mais tarde no filme “Land of Liberty”, uma colagem de cenas de vários filmes que, juntas, contavam a história dos Estados Unidos.
Com belas costeletas, Henry Fonda interpretou Abraham em “A mocidade de Lincoln / Young Mr. Lincoln”, de 1939. Neste filme é focado apenas o período em que ele era um advogado em início de carreira, na cidade de Springfield. Lá ele aceita defender dois irmãos acusados de matar um homem durante uma briga. A perfeição e perspicácia da interpretação de Fonda é tanta que o jornal The Guardian afirmou que o Lincoln de Day-Lewis seria uma continuação perfeita do Abraham de Fonda. Outra performance elogiada foi a de Raymond Massey em “O Libertador / Abe Lincoln in Illinois”, de 1940.  
O irmão mais velho de John Ford, Francis, ele próprio um prolífico ator e diretor, aparece em “A mocidade de Lincoln” como Sam Boone. Abraham já havia aparecido brevemente em dois outros filmes de John Ford, “The Iron Horse” (1925) e “O prisioneiro da ilha dos tubarões” (1936), mas em nenhum John deixou seu irmão interpretar o presidente, embora Francis tenha dado vida a Lincoln em sete filmes entre 1912 e 1913. Outro campeão no quesito “interpretar Abraham” foi Ralph Ince, recriando o papel nove vezes na era muda. Parece que interpretar múltiplas vezes o presidente é uma sina, pois isso aconteceu também com Benjamin Chapin (14 vezes, em todos os seus créditos como ator, sendo ele diretor, produtor e roteirista de alguns desses filmes) e George A. Billings (cinco vezes), só para citar atores do cinema mudo.  
Às vezes os holofotes não estão totalmente em Lincoln, e ele se contenta em fazer apenas uma participação especial em alguns filmes. Em “O nascimento de uma nação” (1915), por exemplo, ele é interpretado por Joseph Henabery. Ironicamente, quem interpreta o assassino John Wilkes Booth neste filme é Raoul Walsh, que depois se tornaria diretor, e que era amigo do irmão mais velho de Booth, Edwin. Em 1935, Shirley Temple teve o prazer de se sentar no colo do presidente, interpretado por Frank McGlynn, em “A pequena rebelde / The littlest rebel”.
Mesmo sem aparecer, Lincoln é citado em outra infinidade de filmes. Quem assistiu a “Anna e o rei do Sião” (1946) com certeza se lembra de que o rei (Rex Harrison) envia uma carta a Lincoln oferecendo-lhe um casal de elefantes que, depois de procriarem, ajudariam o presidente a vencer a guerra civil.
Muitas minisséries e programas de televisão que contavam fatos históricos apresentaram Lincoln. Em “Norte e Sul” (1985 – 1986), minissérie com grandes atores, o presidente é interpretado por Hal Holbrook. Antes dele, Gregory Peck interpretou Lincoln e, anos depois, Tom Hanks também o encarnaria na televisão.
Gregory Peck em "The Blue and the Gray"
São muitas performances e abordagens diferentes para analisar. Afinal, no IMDb constam mais de 300 filmes e produções de TV com o personagem Abraham Lincoln. Talvez, como homem e político, Lincoln seja uma figura tão fascinante ao ponto de histórias sobre ele nunca se esgotarem, afinal, ele já foi até caçador de vampiros. Mesmo assim, a explicação romântica de Daniel Day-Lewis é plausível e bastante cinematográfica, não?

This is my second contribution to the 31 Days of Oscar Blogathon, hosted by Aurora, Kellee and Paula at Citizen Screen, Outspoken and Freckled and Paula’s Cinema Club.


Sunday, May 20, 2012

Uma personalidade clássica

Baseado em um post da Brandie do blog True Classics

Desvendar a personalidade de uma pessoa é coisa que só Freud explica? E definir sua própria personalidade, é algo fácil? Que tal contar mais um pouco sobre você comparando-se com vários personagens de flmes clássicos? Vamos tentar?

Rita Hayworth, porque me inspiro nela para arrumar meu cabelo (P.S.: nem sempre dá certo).

Tess Harding (Katharine Hepburn em “A Mulher do dia / Woman of the Year”, de 1942), porque levo meu trabalho muito a sério, seja ele qual for, e defendo meus valores e ideais, chegando mesmo a ser muito teimosa (além disso, também me comportaria igual a ela na cozinha). Para saber mais das habilidades culinárias de Tess, assistam a esse vídeo a partir dos 35 segundos.

Ninotchcka (Greta Garbo em “Ninotchcka”, de 1939), porque aparento ser mais séria do que realmente sou.

Jo Stockton (Audrey Hepburn em “Cinderela em Paris / Funny Face”, de 1957), porque sou apaixonada por livros e adoraria trabalhar em uma livraria, ainda mais se um dia Fred Astaire aparecesse por lá.

Ann Newton (Edna May Wonacott em “Sombra de uma dúvida / Shadow of a doubt”, de 1943), porque sou apaixonada por livros desde pequena. Além diso, sou meio chatinha com questões intelectuais, em especial regras da gramática. E devo confessar que achei Ann meio irritante quando vi o filme.

Não é clássico, mas...

Sheldon Cooper (Jim Parsons na série “The Big Bang Theory”), porque sou nerd e tenho orgulho disso. Em alguns episódios me vi retratada, como naquele em que Sheldon tenta perder o medo de dirigir.  
P.S.: Mas eu nunca usaria este chapéu
Qual seria sua personalidade clássica, amigo leitor?
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