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Saturday, February 24, 2018

The trouble with thrillers


Para mim, é difícil escolher um gênero cinematográfico favorito. Mas se eu tivesse que fazer esta escolha, certamente os filmes de suspense entrariam no TOP 3. Um bom suspense é capaz de prender sua atenção, fazer você refletir, surpreendê-lo e deixá-lo sem fôlego – e eu amo todas estas sensações. Infelizmente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não concorda comigo. Esta distinta instituição é a responsável pelo Oscar, e pela pequena quantidade de filmes que suspense que ganharam o prêmio nos últimos 90 anos, parece que a Academia tem algo contra o gênero.

It's difficult for me to choose my favorite movie genre, but if I really had to, thrillers probably would be in the TOP 3. A good thriller catches your attention, makes you think, surprises you, and leaves you on the edge of your seat – and I love all these sensations. Unfortunately, the Academy of Motion Picture Arts and Sciences doesn't agree with me. This distinguished institution is the one responsible for awarding the Oscars, and by the little amount of thrillers that have got the prize in the last 90 years, it looks like the Academy has some trouble with thrillers.
Vamos começar com um dos maiores esnobados do Oscar: Alfred Hitchcock. O celebrado diretor nunca ganhou uma estatueta competitiva, e apenas seu primeiro filme norte-americano, “Rebecca” (1940), ganhou como Melhor Filme. E sejamos francos: “Rebecca” é mais influenciado pelo estilo do produtor Selznick do que pelo diretor Hitchcock. O próprio Hitch foi indicado a melhor Diretor cinco vezes – por “Rebecca”, “Um Barco e Nove Destinos”, “Quando Fala o Coração”, “Janela Indiscreta” e “Psicose”, perdendo, respectivamente, para John Ford, Leo McCarey, Billy Wilder, Elia Kazan e novamente Billy Wilder. Nada mal.

Let's start with one of the most blatant Oscar snubs ever: Alfred Hitchcock. The celebrated director never won a competitive Oscar, and only his first American film, “Rebecca” (1940), won the Best Picture prize – and let us be frank: “Rebecca” has more of the Selznick trademark than of the Hitchcock touch. Hitch himself was nominated five times – for “Rebecca”, “Lifeboat”, “Spellbound”, “Rear Window” and “Psycho”, losing the awards, respectively, to John Ford, Leo McCarey, Billy Wilder, Elia Kazan and Billy Wilder once again. Not bad.
E o filme que hoje é considerado o melhor de todos os tempos – ao menos de acordo com a revista Sight and Sound – é um suspense, dirigido por Hitchcock e não foi indicado a um Oscar sequer. Estamos falando de “Um Corpo que Cai”, que estreou em 1958 e foi recebido de maneira fria pelos críticos da época. Olhando em retrospecto, a obra poderia ter sido indicada em diversas categorias: Filme, Diretor, Ator, Atriz e, em especial, Fotografia. Tudo isso em um ano dominado por “Gigi”, musical da MGM. O tempo foi bom para “Um Corpo que Cai”, e provou que a Academia estava errada mais uma vez.

And the film that is now considered the best ever made – at least according to the Sight and Sound poll – is a thriller, directed by Hitchcock and it was not nominated for a single Oscar. We're talking about “Vertigo”, released in 1958 and received with mixed reactions by critics then. Looking in retrospect, it could have been nominated in several categories: Picture, Director, Actor, Actress and, in special, cinematography. All this in a year dominated by the MGM musical “Gigi”. Time has been kind to “Vertigo”, and it proved the Academy wrong once more.
This scene inspired La La Land!
Obviamente, Hitchcock é o primeiro diretor em que pensamos quando falamos de suspense – afinal, ele é o mestre do suspense. Mas muitos outros diretores fizeram filmes de suspense antes e depois de Hitchcock, e tirando duas exceções, estes filmes foram ignorados pela Academia. As duas exceções são os vencedores do prêmio de melhor filme “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007).

Of course, Hitchcock is the main director we think about when we talk about thrillers – after all, he is the Master of Suspense. But many other directors made thrillers before and after Hitchcock, and with two exceptions, these movies were ignored by the Academy. The two exceptions are Best Picture winners “Silence of the Lambs” (1991) and “No Country for Old Men” (2007).
Aliás, algum filme noir teve sucesso no Oscar? Toda uma nova discussão poderia ter início aqui – afinal, noir é um gênero, um subgênero do suspense ou um movimento? Mas não podemos negar que noirs e thrillers têm muitas coisas em comum. Filmes como “O Falcão Maltês” (1941), “A Curva do Destino” (1945), “Gilda” (1946), “A Dama de Xangai” (1947), “O Segredo das Joias” (1951) e “A Marca da Maldade” (1958) também não se deram bem no Oscar.

By the way, as any noir been successful at the Oscars? A whole new discussion could begin debating whether noir is a genre, a thriller sub-genre or a movement, but we can't deny that many noir movies share characteristics with thrillers. Films like “The Maltese Falcon” (1941), “Detour” (1945), “Gilda” (1946), “The Lady from Shanghai” (1947), “The Asphalt Jungle” (1951) and “Touch of Evil” (1958) didn't fare well at the Oscars at all.
Não nos esqueçamos que um bom filme de suspense é geralmente feito de boas performances. E os atores e atrizes nos thrillers, mesmo maravilhando o público, nem sempre conquistam a simpatia da Academia. Um exemplo recente foi a performance de Isabelle Huppert como protagonista de “Elle”(2016) – um filme surpreendente que só foi memorável graças à presença e atuação dela. Isabelle perdeu o prêmio para Emma Stone, a estrela de musical que não canta nem dança.

Let's not forget that a good thriller is usually made of good performances. And the actors and actresses in thrillers, even mesmerizing the audience, didn't always conquest the Academy's sympathy. One recent example was Isabelle Huppert's performance as the lead of “Elle” (2016) – a suspenseful film that was only memorable because of Huppert's performance. She lost the award to Emma Stone, the musical star who can't sing or dance.  
Qual é o problema com o suspense, afinal? Quase todos os gêneros podem encontrar um lugar ao sol no Oscar, incluindo os prestigiados dramas, as charmosas comédias e os extravagantes musicais, mas o suspense fica de lado. Primeiro, muitos filmes de suspense têm baixo orçamento. No passado, os filmes de estúdios mais pobres nem tinham chance no Oscar. Hoje, é raro, mas filmes de relativo baixo orçamento podem obter indicações. “Corra” (2017), por exemplo, estreou em fevereiro, longe da temporada de premiações, custou apenas 4,5 milhões de dólares e foi tão poderoso que ficou marcado na mente dos votantes e foi indicado a quatro categorias.

What is the trouble with thrillers, after all? Almost all genres can have a place in the sun at the Oscars, including the prestige drama, the charming comedy and the lavish musical, but thrillers are left aside. For starts, many thrillers are made with a low budget. In the past, “poverty row” movies wouldn't even get near the Oscar. Today, it's rare, but low-budget movies can get nominations. “Get Out” (2017), for instance, was released in February, far away from the Oscar season, cost only US$ 4,5 millions, but was so powerful that it remained in the minds of voters and got four nominations.
Talvez os filmes de suspense sejam como um bom vinho: eles ficam melhores com o tempo. Quando os anos passam, podemos ver estes filmes de outra maneira e só ao apreciar a profundidade, potencial, influência e brilhantismo. Talvez a maneira de votar no Oscar seja contida, conservadora e apressada, e os votantes acabem escolhendo os filmes pela pressão e não pelos méritos. Ou talvez os críticos de cinema e os cinéfilos sejam as únicas pessoas sensatas neste planeta e isso significa que devemos fundar nossa própria Academia e termos nossa própria premiação – cheia de suspense, é claro.

Maybe thrillers are like fine wine: they get better with time. When more time passes, we can look at these movies and truly appreciate their depth, potential, influence, brilliance. Maybe the Oscar’s way of voting is tight, narrow-minded and too quick, and voters end up voting for movies and performances because of the hype, not because of their merits. Or maybe film critics and cinephiles are the only sane people in the world and we should start our own Academy. It’d be a thrill!

This is my contribution to the 31 Days of Oscar blogathon, hosted by Aurora, Kellee and Paula at Once Upon a Screen, Outspoken & Freckled and Paula’s Cinema Club.

Thursday, February 16, 2017

Música, Maestro: o Oscar de Melhor Canção Original / Oscar for Best Original Song

Para mim, o estranho e deplorável ano de 2016 começou a mostrar suas cruéis intenções em relação às pessoas de bom senso durante o Oscar. Claro, Leo DiCaprio ganhou a desejada estatueta depois de cinco indicações, porém, mais uma vez, as surpresas geraram mais debates que os ganhadores mais previsíveis. Eu fiquei chocada quando o prêmio de Melhor Canção Original foi para “Writing’s on the Wall”, a música mias sem graça do filme mais sem graça de James Bond. Eu havia apostado em “Til it Happens to You”, uma poderosa canção sobre violência sexual composta e gravada por Lady Gaga. Foi a primeira vez em 2016 que algo machista derrubou a causa feminista.

For me, the odd, disgusting year 2016 started to show its cruel intentions to people of common sense at the Oscars. Sure, Leo DiCaprio won this coveted award after years of trying, but once more the surprises caused more buzz than the predictable winners. I was shocked when the Best Original Song award went to “Writing’s on the Wall”, the most boring Bond music from the most boring Bond film ever. I had bet in “Til It Happens to You”, a powerful song about sexual violence by Lady Gaga. It was the first time in 2016 that a macho thing knocked over a feminist.
A categoria de Melhor Canção Original foi criada em 1934, e daí em diante deu destaque a musicais, comédias e outras produções que têm historicamente poucas chances de ganhar o Oscar de Melhor Filme. Alguns ganhadores ficam para sempre na cultura mundial (“Over the Rainbow”), enquanto outros se tornam muito mais famosos do que os filmes que os originaram – porque você provavelmente já ouviu “You’’l Never Know”, mas só os maiores fãs de filmes clássicos já viram o filme “Aquilo sim era vida”, de 1943.

The Best Original Song category was created in 1934, and from then on gave a place in the sun to musicals, comedies and other films that had few chances of collecting a Best Picture Oscar. Some winners became forever enthralled in pop culture (“Over the Rainbow”) and others became much more famous than the films that introduced them – because you’ve probably heard “You’ll Never Know”, but only die-hard Old Hollywood fans have watched “Hello, Frisco, Hello” (1943).

Em sua primeira década, a Academia estava fazendo experiências, adicionando, retirando e modificando as categorias do Oscar. Na sétima cerimônia, o ganhador da recém-criada categoria de Melhor Canção Original foi The Continenal, do filme “A Alegre Divorciada” (1934). A sequência de The Continental dura 17 minutos, e é a mais longa a figurar em um filme de Fred e Ginger.

In its first decade, the Academy was making experiences, adding, taking away and modifying the Oscar categories. In its 7th ceremony, the Best Original Song category was created, and the first winner was The Continental, from “The Gay Divorcée” (1934). The whole Continental sequence lasts 17 minutes, and was the longest in any Astaire-Rogers film.
Ao longo das décadas, as regras continuaram mudando, devido a problemas, polêmicas e a incrível necessidade de aumentar a audiência. Por exemplo: Jerome Kern, compositor de “The Last Time I Saw Paris”, que ganhou o prêmio em 1941, sugeriu que apenas músicas compostas especificamente para um filme feito no ano anterior deveria participar da seleção. Outra situação: quando “Dreamgirls” e “Encantada” tiveram cada um três músicas indicadas na categoria, ficou decidido que nenhum filme poderia ter mais de duas músicas competindo na grande noite.

Throughout the decades, the rules were still changing, due to troubles, anomalies and the incredible need of higher ratings. For instance: Jerome Kern, the composer of The Last time I Saw Paris, song that won in 1941, suggested that only songs composed specifically for a motion picture released the previous year should be eligible. Also, when “Dreamgirls” and “Enchanted” has each three songs nominated at the category, the Academy decided that no film should have more than two competing for the award.
Jerome Kern
Esta nova regra sugerida por Jerome Kern é o que justifica o fato de tantas músicas inesquecíveis terem ficado sem Oscar: elas foram apresentadas primeiro nos palcos ou em outros filmes. Se considerarmos outra lista de grandes canções, a AFI 110 Years 100 Songs, veremos que apenas 28 músicas da lista ganharam também o Oscar. No TOP 3 temos “Over the Rainbow”, o inesquecível ganhador do Oscar, e mais duas canções familiares: “As Time Goes By” foi originada em uma peça de teatro fracassada de 1931, enquanto a memorável “Singin’ in the Rain” foi apresentada pela primeira vez no cinema em um filme de 1929, bem antes de o maior musical da história ser filmado.

This new rule suggested by Jerome Kern is the reason why so many great songs never won an Oscar: they were presented first on stage or another film. If we consider another list of wonderful songs, the AFI 100 Years 100 Songs, we see that only 28 songs in this list also won the Academy Award. In the TOP 3 we have “Over the Rainbow”, the unforgettable Oscar winner, and two more familiar tunes: “As Time Goes By” was originated in a failed 1931 stage play, while the memorable “Singin’ in the Rain” was first sung in a 1929 movie, way before the greatest musical ever was released.
Só três músicas que não eram em inglês ganharam o prêmio: a primeira, “Never on Sunday”, do filme “Nunca aos Domingos”, de 1960, é cantada em grego. A segunda foi “Al Outro Lado Del Rio”, de “Diários de Motocicleta” (2004), cantada em espanhol. E a mais recente foi Jai Ho, de “Quem quer ser um milionário?” (2008), cantada em hindi.

Only three songs not sung in English got the award: the first, “Never on Sunday”, from the film by the same name released in 1960, was sung in Greek. The second one was “Al Otro Lado Del Rio”, from “Motorcycle Diaries” (2004), sung in Spanish. And the most recent case was “Jai Ho”, from “Slumdog Millionaire” (2008), sung in Hindi.
A Renascença dos estúdios Disney foi marcada por vários Oscars de Melhor Canção Original, uma vez que não havia ainda a categoria de Melhor Animação. De 1990 a 2000, seis vencedoras vieram da Disney: estas laureadas canções vieram dos filmes “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera”, “Aladdin”, “Rei Leão”, “Pocahontas” e “Tarzan”.

Disney's renaissance period was marked by several Best Original Song Oscars, since there was no Best Animated Feature category until 2001. From 1990 to 2000, six winners came from the Disney studios: these celebrated songs came from the movies “The Little Mermaid”, “Beauty and the Beast”, “Aladdin”, “The Lion King”, “Pocahontas” and “Tarzan”.
A maioria dos vencedores do Oscar de Melhor canção Original é bem previsível – exceto quando há um Sam Smith no meio do caminho – mas não se pode dizer o mesmo dos indicados. Surgiram muitos textos e debates sobre os indicados de 2017, e a ausência de alguma música do delicioso musical “Sing Street”.

The majority of Best Original Song winners are quite predictable – except when there is Sam Smith in your way – but you can’t say the same about nominations. Much has been written about the 2017 nominations and the absence of a single tune from the delightful musical “Sing Street”.
Há ainda uma grande caminhada para o amadurecimento desta categoria. Por exemplo, apenas uma mulher ganhou o prêmio sozinha, sem estar colaborando com um compositor ou letrista do sexo masculino, e foi também a única vez que um documentário ganhou na categoria: foi em 2007, quando Melissa Etheridge ganhou por “Uma Verdade Inconveniente”. Em todo caso, a galeria de ganhadores é muito rica, e nos diz muito sobre a evolução da cultura pop nos últimos 80 anos. Afinal, o que Irving Berlin, Barbra Streisand, Bob Dylan, Eminem e Adele poderiam ter em comum além de um Oscar?

There is still a long walk ahead of this category. For instance, there is only one woman who won the prize alone, without collaboration with a male composer and lyricist, and it was also the only time a documentary got the Best Original Song Oscar: it was in 2007, when Melissa Etheridge won for “An Inconvenient Truth”. Anyway, the gallery of winners is a rich one, and tells us a lot about the evolution of pop culture in the last 80+ years. After all, what else could Irving Berlin, Barbra Streisand, Bob Dylan, Eminem and Adele have in common if not the Oscar?

Para testar seus conhecimentos sobre as Melhores Canções Originais, aqui está um ótimo quiz:
To test your general knowledge about the Best Original Songs, take this cool quiz: 



Aqui temos uma lista com todas as vencedoras de 1934 até 2015, em um ranking da pior para a melhor: http://www.spin.com/2015/02/oscars-academy-awards-best-original-song-every-winner-ranked/

Here’s a list of all the winners from 1934 to 2015, with the songs ranked: http://www.spin.com/2015/02/oscars-academy-awards-best-original-song-every-winner-ranked/

E aqui está uma playlist do Spotify que eu fiz para que você possa ouvir todas as músicas, onde quer que esteja:

Here’s a Spotify playlist I made so you can listen to all the songs on the go:


This is my contribution to the 30 Days of Oscar Blogathon 2017, hosted by the trio Aurora, Kellee and Paula at Once Upon a Screen, Outspoken & Freckled and Paula’s Cinema Club.

Thursday, January 17, 2013

Quem foi o melhor cantor do cinema?

Duas vozes potentes, dois intérpretes carismáticos que conquistaram o cinema, o rádio e a televisão. Ambos ganharam Oscars, fizeram muito sucesso, tiveram vidas pessoais dignas de interesse e, com algum esforço, é até possível reconhecer que os olhos azuis conferiam alguma semelhança física entre os dois. Frank Sinatra e Bing Crosby foram os maiores cantores que também invadiram as telas do cinema. Mas qual seria o melhor? 

Vida pessoal: Harry Lillis Crosby nasceu em 1903 e faleceu em 1977. Era o quarto de sete irmãos. Foi casado duas vezes e teve sete filhos. Enviuvou aos 49 anos e casou-se com a também cantora Kathryn Grant. Dois de seus filhos do primeiro casamento cometeram suicídio. Os outros dois morreram de causas mais naturais. Apenas os três do segundo casamento ainda estão vivos.
Um minuto de silêncio pelos frutos do primeiro casamento
Francis Albert Sinatra nasceu em 1915 e faleceu em 1998. Era filho único. Foi casado quatro vezes e teve três filhos, todos com a primeira esposa. Suas cônjuges incluem Ava Gardner e Mia Farrow. Seu filho Frank Sinatra Jr já faleceu, as filhas Nancy e Tina continuam vivas.

Carreira: Bing começou no cinema em 1930 e nos anos seguintes fez uma série de curtas em que aparecia apenas cantando. Só em 1933 fez seu primeiro personagem que não se chamava Bing. Sua filmografia no IMDb conta 86 títulos.
Frank apareceu nas telas pela primeira vez em 1941, ao lado da “Tommy Dorsey Orchestra”. Só em 1944 fez um personagem que não se chamasse Frank. Sua filmografia é menor, com 63 títulos como ator.

Prêmios: Bing ganhou o Oscar de Melhor Ator em 1946, por “O Bom Pastor / Going my Way”. Foi escolhido o ator mais popular por cinco anos consecutivos. Assim como Sinatra, tem um Cecil B. DeMille Award e três estrelas na Calçada da Fama. Além de suas duas músicas mais famosas, outras duas canções que ele cantou ganharam o Oscar: “Sweet Leilani” e “In the cool, cool, cool of the evening”.
Frank ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1954, por “A um passo da eternidade / From here to eternity”. Três músicas cantadas por ele em filmes também ganharam o Oscar de Melhor Canção Original: “Three Coins in the Fountain”, “All the way” e “High Hopes”. Também foi vencedor de um Emmy, três Globos de Ouro e dezenas de outras honras.
Um programa para chamar de seu: “The Bing Crosby Show” teve uma temporada, contabilizando 27 episódios de meia hora. Ele contava a história de um casal com duas filhas adolescentes e um amigo que há tempos vivia na casa deles.

“The Frank Sinatra Show” surgiu primeiro em 1950, durando duas temporadas com episódios de 60 minutos em que esquetes e apresentações musicais eram mostrados. Em 1957, Frank fez uma nova tentativa em outra emissora. Também com 60 minutos de duração, essa nova série, com o mesmo nome, mesclava episódios dramáticos com episódios de variedades.
Greatest Hits: Bing é mais conhecido pela música de Natal “White Christmas”, que vendeu cerca de 100 milhões de cópias ao redor do mundo. Sua segunda música mais famosa talvez seja “Swinging on a Star”.
Frank é a voz que imortalizou “My Way”. Outra música fortemente relacionada a ele é “Strangers in the Night”.

Filantropia: A fama pode mexer com as pessoas de uma maneira boa. Bing começou seu trabalho filantrópico em 1937, com um campeonato de golfe cujos lucros seriam revertidos em ajuda para atletas. Sua caridade se estendeu para atletas universitários, escoteiros, bandeirantes e até a Cruz Vermelha. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou pesado para ajudar seu país.
A atividade favorita de Sinatra era ajudar crianças carentes, mas ao longo da carreira ele contribuiu com mais de um bilhão de dólares para a saúde, ciência e educação em diversos países. Também sempre ajudou amigos com problemas. Pagou anonimamente pelo funeral de Bela Lugosi, que estava falido.

Reconhecimento: Quando Bing se casou pela primeira vez, em 1930, sua esposa Dixie Lee era mais famosa que ele e uma manchete chegou a estampar: “Conhecida estrela da Fox se casa com Bing Covery”. Dezoito anos depois, ele foi escolhido o homem mais admirado do mundo. Durante a carreira, seus filmes venderam mais de um bilhão de ingressos e Bing fez cerca de quatro mil apresentações no rádio.
Sorvete do Bing
Se as adolescentes da década de 1960 viveram a Beatlemania, as da década de 1940 tiveram a Sinatramania. Embora seu sucesso tenha caído um pouco ao final dos anos 40, Frank é um dos mais conhecidos showmen do século XX. Apelidado simplesmente de “A Voz”, também era pintor e inclusive foi responsável pela capa de um de seus álbuns. Inspirou uma série de produtos, inclusive uma boneca Barbie. 
Os encontros: Bing e Frank fizeram juntos o divertido filme “Robin Hood de Chicago / Robin and the Seven Hoods” (1964), um musical que satirizava os filmes de gângsteres, já fora de moda na época. Oito anos antes, eles disputaram o amor de Grace Kelly em “Alta Sociedade”. Também apareceram juntos na TV e gravaram um disco de Natal.

Apesar da suposta rivalidade que foi criada pela mídia envolvendo os dois artistas, Frank e Bing eram bons amigos. Em 1943, quando Sinatra estava começando, Bing enviou-lhe uma carta com vários conselhos (o conteúdo, em ingês, pode ser lido aqui), e anos depois disse: “Frank é um desses cantores que aparecem uma vez na vida. Mas por que tinha que ser justo durante a minha vida?”. 
Qual deles é seu favorito? Ou seria seu cantor de cinema preferido Maurice Chevalier? Yves Montand? Howard Keel? Mario Lanza? Carlos Gardel? Al Jolson?...
This post is part of the “Best of the best Blogathon”, hosted by A Potpourri of Vestiges.
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Tuesday, July 17, 2012

Prévia de Agosto

Olá, queridos leitores! Eu não costumo fazer prévias ou coisa parecida em meu blog (prefiro o elemento surpresa!), mas acredito que dessa vez será importante. São cinco pontos rápidos (e não se desanime com o tamanho do primeiro):

1-    Minhas colaborações em diferentes sites e blogs estão aumentando! Há mais de um ano escrevo quinzenalmente para o Leia Literatura e esta última vez, coincidentemente tratei de um filme estrelado por Peter O’Toole justo na semana em que este grande ator anunciou sua aposentadoria. Além desse, escrevo todo sábado no Antes que Ordinárias sobre grandes personalidades femininas. Todas as mulheres inteligentes e os homens interessados em conhecer a opinião feminina devem conferir esse site! Ainda esta semana será publicado meu primeiro post oficial no Red Apple Pin-Ups na coluna em que falarei sobre como o cinema influenciou a moda. E, por fim, no Filmes e Games publico sobre influências do cinema clássico a cultura pop.
2-  Já participei de várias blogagens coletivas de blogs internacionais e em agosto acontecerá durante o mês todo um evento baseado na programação do TCM de lá. Por isso a maioria das postagens do próximo mês serão relacionadas a esse evento – mas com a qualidade de sempre!
3-    De 9 a 19 de agosto acontece a Bienal do Livro de São Paulo e (rufem os tambores!) meus dois livros estarão à venda por lá! 


4-    Percebi que havia demasiada poluição visual na barra lateral e por isso transferi os selinhos que ganhei para a recém-criada Página Coadjuvante do blog.Isso significa que posso ganhar muitos outros selinhos, porque agora tenho espaço de sobre para eles! ;)
5-    Estou concorrendo ao Top Blog, um prêmio para os melhores blogs com votação online. Quem quiser fazer sua boa ação do dia e votar na Crítica Retrô, por favor clique no banner dourado aqui do lado. São aceitos votos pelas contas do Facebook, do Twitter e de e-mail.
Ufa! Hoje foi tudo muito diferente do habitual, mas logo voltarei ao normal.
Beijos e obrigada por lerem!        

Saturday, March 24, 2012

Quem foi o melhor Norman Maine?

Quem lê meu blog com frequência provavelmente sabe que meu filme favorito é a versão de 1937 de “Nasce uma Estrela”. O motivo principal, além do excelente roteiro ganhador do Oscar, é o belo uso das cores, com uma tecnologia ainda nascente. Mas não é só de Technicolor que se faz um filme: os protagonistas têm um peso enorme no impacto da produção. E Janet Gaynor e Fredric March conseguem levar muito bem o ritmo do drama. Em 1954, a história ganhou um remake musical, desta vez estrelado por Judy Garland e James Mason. Todo remake faz surgir a inevitável compração: quem se saiu melhor? Portanto, apertem os cintos, porque hoje a atração é March contra Mason!

1- Charme & simpatia: Em 1937, March tinha 40 anos. Em 1954, Mason tinha 45. Podem ser as cores maravilhosas do Technicolor de 37 que me hipnotizam sempre, mas Fredric March sempre me pareceu mais atraente. Além disso, muitos depoimentos e livros dizem que Mason era um homem um pouco calado e deprimido. Nada contra, mas March ganha meu voto um pouco parcial.


2- Melhor cena de bêbado no Oscar: Ambos estão muito bem como penetras na maior festa do mundo cinematográfico. Eles têm outras cenas embriagados, é verdade, mas James Mason causa riso e constrangimento em dois momentos marcantes: logo no número inicial, ele invade o palco, deixando para uma Judy desesperada consertar a situação. E, é claro, dá um show durante a entrega do prêmio.



3- Melhor química com Vicky Lester: March tem uma atitude quase paternal para com a ingênua e desajeitada Esther Blodgett de Janet Gaynor (ele a ajuda quando ela quebra alguns pratos na festa em que eles se conheceram). Já Mason trata a personagem de Judy com mais carinho. A escolha é difícil, mas aqui quem ganha é James Mason.


4-    Melhor despedida: A que ficou na minha memória foi a do primeiro filme. March, vestido com seu roupão, diz que vai dar uma volta. Seus pés são mostrados caminhando na areia e, à beira do oceano, ele tira as sandálias. Depois, vemos apenas as notícias dos jornais. Ponto para March!
5-  Prêmios & indicações: Tanto March quanto Mason foram indicados ao Oscar de Melhor Ator por suas atuações, mas ambos perderam. March foi indicado ao Oscar em mais quatro ocasiões, ganhando duas vezes (por “O médico e o monstro / Dr. Jekyll and Mr Hide”, em, 1931, e “Os melhores anos de nossas vidas / The best years o four lives”, em 1946), além de prêmios nos festiviais de Berlim, Veneza e um Globo de Ouro em 1952. James Mason foi indicado ao Oscar mais duas vezes e nunca ganhou. Pelo personagem Norman Maine venceu o Globo de Ouro. Foi homenageado com prêmios por críticos americanos e ingleses em duas ocasiões. Ambos têm duas estrelas cada na Calçada da Fama. Quem ganha na categoria é: March.


6-  Opinião dos leitores: Foram dez votos de leitores e Mason ganhou por sete a três. Até minha mãe votou nele.

E o resultado final foi... (rufem os tambores!) empate! Três a três!

A ideia original veio do filme de 1932 “What price Hollywood?” dirigido por George Cukor e estrelado por Constance Bennetl e Lowell Sherman. Em 1937 March deu vida ao decadente astro em um filme que ganhou o Oscar de Melhor Roteiro. Em 1954, James Mason deu seu toque pessoal ao personagem que, embora conte com momentos idênticos, não mimetiza a performance de March. Em 1976, foi a vez de Barbra Streisand e Kris Kristofrerson serem o casal principal do filme que ganhou o Oscar de Melhor Canção com “Evergreen”. Há boatos de uma nova adaptação, a ser dirigida por Clint Eastwood e protagonizada por Beyonce. Deus abençoe esta loucura!

P.S.: Em 1954, foram também considerados para o papel Cary Grant (o favorito de Judy), Laurence Olivier, Tyrone Power, Marlon Brando, Richard Burton, Montgomery Clift, Humphrey Bogart, Frank Sinatra e Errol Flynn (os últimos três afirmaram que queriam muito o papel).  
This entry is part of the March in March Blogathon, hosted by Jill at Sittin' on a Backyard Fence.

Monday, January 16, 2012

Globo de Ouro 2012

Funcionando como uma espécie de prévia para o Oscar, televisionado dias antes das indicações para o maior prêmio do cinema, o Globo de Ouro atrai cada vez mais atenção, desde sua primeira edição, em 1943. Reunindo grandes produções do cinema e da televisão, os vencedores são escolhidos pela Hollywood Foreign Press Association e, como em toda premiação, os acertos e as injustiças dão o que falar.
Os indicados para este prêmio diferem um bocado daqueles nomeados para o Emmy (prêmio exclusivo para as produções televisivas) e o próprio Oscar. Um dos motivos é a união de seis categorias do Emmy em apenas duas, Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, valendo tanto para séries cômicas quanto dramáticas. Outras indicações mesmo existindo categorias idênticas em ambas as premiações, resultaram em vencedores diferentes, como Melhor Atriz em Série Dramática para Claire Danes (por “Homeland”, também escolhida como Melhor Série Dramática), Melhor Atriz e Ator de Comédia, para Laura Dern por “Enlightened” e Matt LeBlanc por “Episodes”. Esse foi, aliás, um prêmio de retornos, pois, além de LeBlanc (o inesquecível Joey da série FRIENDS), Kelsey Grammer (o Dr. Frasier Crane das séries “Cheers” e “Frasier”) ganhou como Melhor Ator em Série Dramática.
Alguns resultados, no entanto, foram idênticos ao Emmy, como Melhor Atriz em Minissérie para Kate Winslet (por “Mildred Pierce”), Melhor Ator em Série Dramática para Peter Dinklage (por “Game of Thrones”); além de Melhor Série de Comédia para “Modern Family” e Melhor Minissérie para “Downtown Abbey”.
Se na TV já havia algumas certezas, o mesmo não pode ser dito do cinema, pois esta é a primeira da série de premiações que culminará no dia 26 de fevereiro. Ele serve como um morno termômetro para o prêmio principal, pois os filmes cômicos e dramáticos são julgados em categorias diferentes. O resultado disso foi a vitória de Michelle Williams por “Minha semana com Marilyn” e Meryl Streep por “A Dama de Ferro”, ambas Melhores Atrizes.
Entre as boas surpresas da noite, houve o reconhecimento do veterano Christopher Plummer como Melhor Ator Coadjuvante (a Melhor Atriz Coadjuvante foi Octavia Spencer) e do filme iraniano “Uma Separação”. Nem tão surpreendente assim, pois já havia sido anunciado, foi a reverência a Morgan Freeman, recebendo o prêmio Cecil B. DeMille, apresentado por Helen Mirren e Sidney Poitier.
Como esperado, alguns favoritos levaram o troféu, a exemplo de Madonna, Melhor Canção Original por W.E., Woody Allen, Melhor Roteiro por “Meia-Noite em Paris”, George Clooney, Melhor Ator por “The Descendants” (também Melhor Filme), e Martin Scorsese, Melhor Diretor por “A invenção de Hugo Cabret”. O filme mais comentado do momento, “O Artista”, ganhou nas categorias Melhor Trilha Sonora (Kim Novak está se remoendo por dentro agora), Melhor Ator para Jean Dujardin e Melhor Filme de Comédia ou Musical. Será que vai dar filme mudo pela primeira vez no Oscar desde 1928? É esperar para ver!

Thursday, April 7, 2011

Prêmio Blogueiro Amigo

Olá!!!! É com orgulho que anuncio que o blog Crítica Retrô foi condecorado com mais um selinho, desta vez o de Blogueiro Amigo (no meu caso, blogueira J). A honra foi dada pela Marcia Moreira, do blog Clássicos, não Antigos. Muito obrigada de coração, Marcia!

Como tarefa, vou agora premiar mais cinco blogs. E os vencedores são...
Filmes Atuais e Clássicos (http://filmesatuais-psique66.blogspot.com/)
Foi difícil escolher, mas vocês merecem meninas! Abraços e obrigada pelo carinho e pelas visitas ao blog,
Lê ^_^

Wednesday, February 9, 2011

Corrente de Prêmios

Olá! Alguns dias depois de receber uma honra jamais imaginada, estou aqui para compartilhá-la. Quem já passou antes por aqui pode já ter visto o selo aqui do lado. Fui agarciada com um selo de qualidade do Projeto Creativitè, dado para mim pela Daniela do blog Cinema Clássico.

Como tradição respondi a um questionário sobre cinema:
Um filme nacional: “Auto da Compadecida”.

Um diretor: Orson Welles.

Um ator estrangeiro: James Cagney.

Uma atriz estrangeira: Greta Garbo.

Um ator nacional: Tony Ramos e Lima Duarte.

Uma atriz nacional: Eva Wilma e Fernanda Montenegro.

Um(a) comediante: Charles Chaplin e Groucho Marx.

Um(a) dançarino: Fred Astaire e Gene Kelly. Cada um é mestre em seu estilo.

Um(a) cantor(a) de cinema: Judy Garland.

Uma dupla romântica: Katharine Hepburn e Spencer Tracy.

Um(a) coadjuvante: Walter Brennan em “Uma Aventura na Martinica”.

Um(a) ator/atriz infantil: Mickey Rooney.

Um ator belo: Marlon Brando.

Uma atriz bela: Greta Garbo e Audrey Hepburn.

Um compositor de cinema: Cole Porter.

Um fotógrafo de cinema: Gregg Toland.

Um livro sobre cinema: “501 filmes que merecem ser vistos”.

Uma revista impressa de cinema: A “Now Playing Guide” americana.

Um(a) vilão(ã): HAL 9000, em “2001, Odisseia no Espaço”.

Um mocinho: Robin Williams em “Patch Adams”.

Uma mocinha: Judy Holliday em “Nascida Ontem”.

Um gênero cinematográfico: Musical.

Um Seriado: “Seinfeld” e “The Big Bang Theory”.

Uma adaptação literária para o cinema: “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, 1956. Adaptado do romance de Júlio Verne.

Uma frase de cinema: Gene Kelly em “Cantando na Chuva”: “Dignidade. Sempre dignidade” (Dignity. Always dignity).

Uma premiação: Emmy. São uma delícia fora da temporada de premiações e têm todos aqueles shows e atores que eu acompanho no dia-a-dia.

Chorou assistindo: “Como Era Verde Meu Vale”. Não cheguei às lágrimas incontroláveis, mas foi depressivo.

O mais recente filme que viu e gostou: “Um Dia nas Corridas”, com os irmãos Marx.

Também como tradição, estou indicando mais ganhadores. Sim, trata-se de uma corrente de prêmios!
Por hoje é só!
Lê^_^



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