} Crítica Retrô: Christopher Plummer

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Saturday, December 10, 2022

Édipo Rei: A Tragédia de um Rei (1968) / Oedipus the King (1968)

 

A literatura grega clássica prova ser, continuamente, uma excelente fonte de histórias para o cinema. O exemplo em questão: “Édipo Rei” de Sófocles foi adaptada muitas vezes para as telonas, começando em 1910. Em 1967 uma versão foi feita pelo famoso diretor Pier Paolo Pasolini, mas hoje falaremos de uma versão que estreou no ano seguinte, com um elenco fantástico que incluiu Orson Welles e Christopher Plummer.


Classical Greek literature is proven to be, again and again, an excellent source for stories for movies. The example here: “Oedipus Rex” by Sophocles has been adapted many times for the big screen, starting as early as 1910. In 1967 a version was made by the famous filmmaker Pier Paolo Pasolini, but today we’ll talk about a version released the following year, with a fantastic cast that included Orson Welles and Christopher Plummer.

A história é conhecida, mas vamos recapitular: com metade de seu peito nu, Édipo (Plummer) é um rei belo e benevolente. Há uma praga em curso e um assassino solto. O deus Apolo diz que a praga não desaparecerá enquanto o assassino não for pego. Édipo ofende um vidente (Welles) que faz terríveis previsões sobre a vida de Édipo. E elas se tornam realidade: Édipo descobre que a mulher com quem ele é casado, Jocasta (Lili Palmer), é na verdade sua mãe, e que foi responsável pela morte de seu pai.


 The story is well-known, but let’s recapitulate: with half of his chest bare, Oedipus (Plummer) is a handsome and benevolent king. There is a plague going on and a killer on the loose. The god Apollo says that the plague won’t go away until the killer is caught. Oedipus offends a seer (Welles) who makes terrible predictions about Oedipus’ life. And they do come true: Oedipus finds out that the woman he’s married to, Jocasta (Lilli Palmer), is actually his mother, and that he was responsible for his father’s death.

Muitos deuses gregos são mencionados, mas Apolo é o mais importante na narrativa. Apolo é o deus da profecia e dos oráculos, da música e da poesia, do arco e flecha, da cura, das pragas e doenças e também protetor da juventude – um deus realmente muito poderoso. É muito propício que ele seja o deus de destaque em “Édipo Rei”, pois se trata da história de um jovem rei lidando com uma profecia tremendamente sombria.


There are several Greek gods mentioned, but Apollo is the main one in the narrative. Apollo is the god of prophecy and oracles, music and poetry, archery, healing, plague and disease and also the protector of the youth – a pretty powerful god, for sure. It’s very fitting that he’s the outstanding god in “Oedipus the King”, as it is the story of a young king dealing with a tremendously dark prophecy.

Christopher Plummer domina cada cena em que aparece em “Édipo Rei”. Nós normalmente não pensamos que o Capitão Von Trapp de “A Noviça Rebelde” (1965) é um grande ator, mas Plummer certamente era excelente. Plummer teve por quase uma década o recorde de mais velho ganhador do Oscar por atuação, pois aos 82 ele ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por “Toda Forma de Amor” (2010) – ele apenas perdeu o recorde em 2021 quando Anthony Hopkins ganhou o Oscar por “Meu Pai”.


Christopher Plummer dominates every single scene he’s in in “Oedipus the King”. We don’t usually think about Captain Von Trapp from “The Sound of Music” (1965) as a great actor, but Plummer certainly was excellent. Plummer held for nearly a decade the record for oldest acting Oscar winner, as he was 82 when he won the Best Supporting Actor Oscar for “Beginners” (2010) – he only lost that record in 2021 when Anthony Hopkins won for “The Father”.

Nesta versão, a adaptação de uma peça de centenas de anos foi um esforço conjunto do director Philip Saville e do produtor Michael Luke. A linguagem nos diálogos é pomposa e pode ser a causa de uma demora para entrarmos no clima do filme. É um filme teatral no seu âmago, pois foi o primeiro filme feito pelo director Saville, que era um ator dramático.


 In this version, the adaptation of the centuries-old play to a screenplay was a joint effort by director Philip Saville and producer Michael Luke. The language in the dialogs is pompous and it may be the cause of us taking a while to enter the mood of the film. It’s a theatrical film in its core, as it was also the first film made by director Saville, who was a trained dramatic actor.

A maior parte do filme acontece em um anfiteatro e foi filmado em locação na Grécia. O local escolhido para as filmagens foi depois transformado em sítio arqueológico. Boa parte da equipe foi de profissionais gregos, como o diretor de arte Yannis Migadis e os departamentos inteiros de arte, câmera e som.


Most of the film happens in an amphitheater and was shot on location in Greece. The place chosen for the shooting was later transformed into an archaeological site. A good part of the cast were local Greek professionals, such as art director Yannis Migadis and the whole art, camera and sound departments.

Não há nada muito especial em “Édipo Rei”. O filme se beneficiaria de mais Orson Welles – embora não haja necessidade narrativa para mais cenas com o personagem. Pode ser um filme raro – não estreou nos cinemas nos EUA e na Europa, e apenas se tornou disponível quando foi exibido na TV – mas é uma adaptação fiel da peça. Sófocles ficaria orgulhoso.


 There’s nothing very special in “Oedipus the King”. The film could have benefitted from more Orson Welles – even though there is no narrative need for more scenes with his character. It might be a rare film – it was not theatrically released in the US and Europe, and only became available when it was shown on TV – but it is a faithful adaptation of the play. Sophocles would be proud.


This is my contribution to the Charismatic Christopher Plummer blogathon, hosted by RealWeegieMidgetReviews and Pale Writer.

Saturday, February 15, 2014

Com a palavra, os vencedores

A noite da entrega do Oscar cria novas estrelas, alavanca a carreira de outras e sempre acaba cheia de momentos memoráveis. Quando o vencedor é anunciado, ele geralmente corre emocionado até o palco, segura as lágrimas e agradece a todos, desde à mãe até o maquiador do filme. Alguns discursos, entretanto, fogem à regra e se tornam memoráveis, por serem importantes, emocionantes, ou simplesmente engraçados. Estes são alguns deles:

Hattie McDaniel, Melhor Atriz Coadjuvante por “E o Vento Levou”, 1940: A primeira negra a ganhar o Oscar sequer pôde ir à estreia de seu filme em Atlanta devido às leis segregacionistas. Seu discurso no Oscar, em contrapartida, foi uma bonita premonição:
Humphrey Bogart, Melhor Ator por “Uma Aventura na África”, 1953: Bogie é simples ao agradecer o diretor John Huston e Katharine Hepburn, mas o destaque é o que acontece ao redor: quando seu nome é anunciado, o público vibra e a apresentadora Greer Garson fica muito feliz, tocando no ombro do astro ao lhe dar o Oscar.

Rex Harrison, Melhor Ator por “Minha Bela Dama”, 1965: Sua colega de cena, Audrey Hepburn, ficou em êxtase ao anunciar Rex como vencedor. Ele fez o discurso abraçado a ela, e no final agradeceu às duas “belas damas” (two fair ladies), referindo-se a Audrey e a Julie Andrews, que contracenou com Rex na Broadway e que ganharia o prêmio de Melhor Atriz naquela mesma noite por Mary Poppins.

Ruth Gordon, Melhor Atriz Coadjuvante por “O Bebê de Rosemary”, 1969: Como ela mesma fez questão de citar, ela começou a trabalhar em 1915 como extra. Depois de trabalhar no teatro e escrever roteiros inspirados com o marido, ela se tornou uma velhinha Cult e fez filmes inesquecíveis.

Ingrid Bergman, Melhor Atriz Coadjuvante por “Assassinato no Expresso do Oriente”, 1975: Surpresa por ter vencido mais uma vez, a bela e modesta Ingrid elogiou outra indicada ao prêmio que também estava ótima: Valentina Cortese.

Louise Fletcher, Melhor Atriz por “Um estranho no Ninho”, 1976: Quase todo mundo sabe que Louise fez parte do discurso em língua de sinais para que seus pais deficientes entendessem a emoção do momento. Mas antes ela foi muito sincera e surpreendentemente divertida.

Barbara Stanwyck, Oscar Honorário, 1982: Depois de seguir o protocolo e agradecer a todos que trabalhavam atrás das câmeras, Missy fala com emoção de William Holden, morto no ano anterior, que sempre quis que ela ganhasse o Oscar (seu “Golden Boy”, que é o filme que eles estrelaram em 1939).

Shirley MacLaine, Melhor Atriz por “Laços de Ternura”, 1984: Shirley não economizou nas palavras. Falante e muito divertida, ela elogiou seus companheiros de cena e fez todos rirem muito.

Kate Winslet, Melhor Atriz por “O Leitor”, 2009: Depois de dizer que treinava o discurso desde criança em um pote de xampu, Kate pediu que seu pai assobiasse, agradeceu aos produtores mortos do filme e terminou com uma piada amigável com a sempre indicada Meryl Streep.

Christopher Plummer, Melhor Ator Coadjuvante por “Toda Forma de Amor”,2012: Plummer é o mais velho ganhador do Oscar. Ele decidiu fazer piada sobre isso perguntando à estatueta: “você só é dois anos mais velha que eu. Onde você esteve toda minha vida?”.  

Jean Dujardin, Melhor Ator por “O Artista”, 2012: Na chance que aparece uma vez só na vida, Jean se tornou o primeiro francês a ganhar um Oscar de Melhor Ator. Ele agradeceu à sua inspiração e fundador da Academia, Douglas Fairbanks, e depois extravasou a emoção gritando: merci!

Daniel Day-Lewis, Melhor Ator por “Lincoln”, 2013: O Oscar é o momento em que podemos ver um pouco como os astros são na vida real. Julgando pelo discurso, deve ser ótimo ter Day-Lewis como companhia. Engraçado e adorável, ele arrancou risos da plateia e da apresentadora, Meryl Streep.

P.S. 1: Apenas os que foram receber o Oscar pessoalmente estão nesta lista. Por mais que tenha sido lindo Cary Grant aceitar por Ingrid Bergman em 1957, ele não pôde entrar na lista. E isso também exclui o episódio bizarro de Marlon Brando e sua falsa índia em 1973.

P.S. 2: Apenas atores ganhadores do Oscar entraram na lista. Outros tantos discursos foram lindos e emocionantes, mas o melhor de todos é ESTE.


This is my contribution to the 31 Days of Oscar Blogathon, hosted by Wonder girls Kellee, Aurora and Paula at Outspoken & Freckled, Once Upon a Screen and Paula’s Cinema Club.

Já que estamos falando de vencedores, que tal demonstrarem que gostaram do blog me ajudando em uma premiação? O Crítica Retrô está no TOP 100 de blogs de Arte e Cultura. Para votar no blog, vá no link abaixo ou no símbolo dourado na barra lateral :)

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Monday, June 11, 2012

Made in Canada: Canadenses no Cinema – Parte 2


Norma Shearer: Ela era meio vesga, mas conquistou um magnata, o produtor Irving Thalberg, milhões de fãs e um Oscar em 1930. Norma trouxe também do Canadá seu irmão Douglas, que trabalhou no departamento de som da MGM. Ele ganhou 12 Oscars por seu trabalho e surpreendentemente aprendeu tudo o que sabia por conta própria. Sua irmã Athole também foi para Hollywood, casando-se com o diretor Howard Hawks.

Marie Dressler: Esta comediante conquistou os palcos e depois as telas, ganhando o Oscar de Melhor Atriz em 1931, por “Lírio no Lodo”. Ela trabalhou vendendo bônus de guerra na Primeira Guerra Mundial, sendo homenageada pelos militares, que batizaram uma rua com seu nome. Um de seus primeiros filmes foi com Chaplin e Mabel Normand, em 1914, e em 1917 ela escreveu e dirigiu um filme, “Fired”.  

Yvonne De Carlo: Criada pelos avós e descoberta através de sua bela voz e talento para a dança, durante algum tempo ela foi a rainha do Technicolor, marcando presença como a esposa de Moisés (Charlton Heston) em “Os dez mandamentos”. Muitos se lembram desta atriz por causa de sua interpretação de Lily, matriarca de uma família sinistra na série “Os Monstros”, para a qual foi chamada para recuperar-se de uma depressão.
 Geneviève Bujold: Se você pensou na província do Quebec, acertou. Essa canadende de nome francês ficou conhecida mundialmente ao interpreter Ana Bolena em “Ana dos mil dias”, contracenando com Richard Burton e ganhando um Globo de Ouro de Melhor Atriz. Geniviève trabalhou também com Charlton Heston, Michael Douglas e Clint Eastwood.

Glenn Ford: Tendo ido para os EUA aos oito anos, Glenn adotou o nome da cidade natal do pai como seu nome artístico. Logo após se naturalizar, combateu na Segunda Guerra e, em 1946, teve sua grande chance ao protagonizar “Gilda”, ao lado de Rita Hayworth, com quem faria mais quatro filmes. Passeou por diversos gêneros, sendo seus faroestes sucesso de público.

Gene Lockhart: Ele estreou no cinema mudo e interpretou vários coadjuvantes ilustres, como em “Jejum de Amor”, “O lobo do mar”, “Milagre na Rua 34” e “Carrossel” (1956). Também foi roteirista de teatro, escreveu letras de músicas e deu aulas de interpretação. Sua família é toda de atores, incluindo a esposa Kathleen, a filha June e a neta Anne.   
Gene e Kathleen Lockhart
 Walter Pidgeon: Ele teve uma vida e tanto: sofreu um acidente durante a Primeira Guerra, foi bancário, recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Ator, ficou viúvo aos 24 anos e depois se casou com sua secretária. Para completar, foi descoberto por Fred Astaire enquanto cantava em uma festa! Em sete filmes interpretou o marido de Greer Garson. Esteve em “Planeta Proibido”, de 1956, com outro canadense, Leslie Nielsen.

Raymond Massey: Sua história é bem incomum: combateu na Primeira Guerra e, ao voltar para casa traumatizado, foi mandado para a Sibéria, onde pela primeira vez atuou. A partir daí ele foi para os palcos de Londres e protagonizou o primeiro filme falado de Sherlock Holmes. Um de seus mais famosos papéis é o de Jonathan, o irmão de Cary Grant que fica igual a Boris Karloff após uma plástica em “Esse mundo é um hospício”. O ator também interpretou o presidente Lincoln em três filmes.

Christopher Plummer: O mais novo detentor do recorde de mais velho ganhador do Oscar. Antes disso, Chris esteve no musical “A Noviça Rebelde”, papel que ele afirma não ter gostado, e interpretou John Barrymore nos palcos, ganhando um Tony (prêmio da Broadway) de Melhor Ator. Seu desejo de atuar foi despertado ao ver Laurence Olivier em “Henrique V”. Um grande ator com uma admirável carreira.

Leslie Nielsen: Seus maiores sucessos são a série “Corra que a polícia vem aí” e o filme “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, mas Leslie apareceu em mais de 100 filmes e 1500 programas de TV, totalizando mais de 220 personagens. Curiosamente, seu primeiro e seu último trabalho foram participações como narrador.
Dan Aykroyd: Oriundo da primeira leva de comediantes do Saturday Night Live, Dan estabeleceu uma parceria com James Belushi, co-estrelando com ele três filmes. Ele também se aventurou como diretor, roteirista, músico e vinicultor.   

Menção honrosa para o grande pioneiro Louis B. Mayer, que nasceu na Rússia, mas cresceu no Canadá.

Monday, January 16, 2012

Globo de Ouro 2012

Funcionando como uma espécie de prévia para o Oscar, televisionado dias antes das indicações para o maior prêmio do cinema, o Globo de Ouro atrai cada vez mais atenção, desde sua primeira edição, em 1943. Reunindo grandes produções do cinema e da televisão, os vencedores são escolhidos pela Hollywood Foreign Press Association e, como em toda premiação, os acertos e as injustiças dão o que falar.
Os indicados para este prêmio diferem um bocado daqueles nomeados para o Emmy (prêmio exclusivo para as produções televisivas) e o próprio Oscar. Um dos motivos é a união de seis categorias do Emmy em apenas duas, Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, valendo tanto para séries cômicas quanto dramáticas. Outras indicações mesmo existindo categorias idênticas em ambas as premiações, resultaram em vencedores diferentes, como Melhor Atriz em Série Dramática para Claire Danes (por “Homeland”, também escolhida como Melhor Série Dramática), Melhor Atriz e Ator de Comédia, para Laura Dern por “Enlightened” e Matt LeBlanc por “Episodes”. Esse foi, aliás, um prêmio de retornos, pois, além de LeBlanc (o inesquecível Joey da série FRIENDS), Kelsey Grammer (o Dr. Frasier Crane das séries “Cheers” e “Frasier”) ganhou como Melhor Ator em Série Dramática.
Alguns resultados, no entanto, foram idênticos ao Emmy, como Melhor Atriz em Minissérie para Kate Winslet (por “Mildred Pierce”), Melhor Ator em Série Dramática para Peter Dinklage (por “Game of Thrones”); além de Melhor Série de Comédia para “Modern Family” e Melhor Minissérie para “Downtown Abbey”.
Se na TV já havia algumas certezas, o mesmo não pode ser dito do cinema, pois esta é a primeira da série de premiações que culminará no dia 26 de fevereiro. Ele serve como um morno termômetro para o prêmio principal, pois os filmes cômicos e dramáticos são julgados em categorias diferentes. O resultado disso foi a vitória de Michelle Williams por “Minha semana com Marilyn” e Meryl Streep por “A Dama de Ferro”, ambas Melhores Atrizes.
Entre as boas surpresas da noite, houve o reconhecimento do veterano Christopher Plummer como Melhor Ator Coadjuvante (a Melhor Atriz Coadjuvante foi Octavia Spencer) e do filme iraniano “Uma Separação”. Nem tão surpreendente assim, pois já havia sido anunciado, foi a reverência a Morgan Freeman, recebendo o prêmio Cecil B. DeMille, apresentado por Helen Mirren e Sidney Poitier.
Como esperado, alguns favoritos levaram o troféu, a exemplo de Madonna, Melhor Canção Original por W.E., Woody Allen, Melhor Roteiro por “Meia-Noite em Paris”, George Clooney, Melhor Ator por “The Descendants” (também Melhor Filme), e Martin Scorsese, Melhor Diretor por “A invenção de Hugo Cabret”. O filme mais comentado do momento, “O Artista”, ganhou nas categorias Melhor Trilha Sonora (Kim Novak está se remoendo por dentro agora), Melhor Ator para Jean Dujardin e Melhor Filme de Comédia ou Musical. Será que vai dar filme mudo pela primeira vez no Oscar desde 1928? É esperar para ver!
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