} Crítica Retrô: selinho

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Thursday, October 25, 2012

Made in Sweden: Suecas no Cinema

A Suécia produziu um dos mais cultuados diretores de cinema: Ingmar Bergman, sempre pronto para atiçar nossas mentes com filmes sobre enigmas filosóficos e existenciais. Graças a ele vários atores e atrizes suecos são nossos conhecidos e até mesmo ganharam o mundo. Claro que outros suecos também fizeram fama internacional sem precisar de ajuda de Bergman, mas sem dúvida são suas musas as que melhor representam este país gelado.

Bibi Andersson (1935): Depois de um relacionamento com Ingmar Bergman que durou quatro anos, Bibi ainda trabalhou com ele em 10 filmes. Sua interpretação da enfermeira em “Persona” (1966) rendeu-lhe muitos elogios e convites para outros trabalhos, inclusive com os diretores John Huston e Robert Altman. Em 1990 foi diretora de teatro, passando o resto da década trabalhando nos palcos, na televisão e escrevendo sua autobiografia, publicada em 1996.
Cena do filme "Para não falar de todas essas mulheres" (1964)

Harriet Andersson (1932): Descoberta por Bergman aos 20 anos, inspirou-o a escrever o roterio de “Mônica e o Desejo” (1953). Uma de suas melhores interpretações é a da protagonista doente de “Através de um Espelho” (1961). Internacionalmente, participou de “Deadly Affairs” (1966), de Sidney Lumet, e “Dogville” (2003).

Ingrid Thulin (1926 – 2004): A estudante de balé passou para os palcos e mais tarde para as telas. Seus 10 filmes com Bergman levaram-na mais longe, trabalhando também com Luchino Visconti e mudando-se para a Itália na década de 1960. Falava francês, italiano e inglês fluentemente, embora na refilmagem de 1962 de “Os quatro cavaleiros do apocalipse” sua voz tenha sido dublada por Angela Lansbury.

P.S.: Uma das mais belas musas de Bergman e presente em 10 de seus filmes, Liv Ullman, não é sueca. Sua família é norueguesa e ela nasceu no Japão (!).

Estrelas Suecas Internacionais:

Anna Q. Nilsson (1888 – 1974): Ao se formar com as melhores notas da turma, Anna foi contratada como vendedora em uma loja, o que já ajudaria sua família, mas o emprego era pouco para ela. Na América foi enfermeira, modelo e estrela do cinema mudo. Fez apenas um filme na Suécia e pequenas participações em filmes falados, notadamente como uma das “figuras de cera” que jogam cartas com Norma Desmond em “Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard” (1951).


Greta Garbo (1905 – 1990): Com um rosto perfeito fabricado em Hollywood, foi com certeza a única atriz que permaneceu com o mesmo prestígio depois da transição do cinema mudo para o falado. Femme-fatale, andrógina, frígida ou mesmo uma bolchevique alegre, Greta brilhou por 15 anos nas telas americanas. 

Ingrid Bergman (1915 – 1982): Ela não era parente de Bergman, embora uma das esposas do diretor fosse sua xará. Ingrid alcançou estrelato internacional no início da década de 1940, transitou por dramas e comédias, aprendeu a falar inglês e italiano e procurou sua felicidade sem se importar com a opinião alheia. Ganhou três Oscars, dois de Melhor Atriz por “À Meia-Luz / Gaslight” (1944) e “Anastacia” (1956) e um de Atriz Coadjuvante por “Assassinato no Expresso do Oriente” (1973).

Anita Ekberg (1931-2015): Antes de entrar na Fontana di Trevi com roupa e tudo, Anita foi Miss Suécia em 1950 e conseguiu um contrato como modelo nos Estados Unidos que a levou a outro contrato, desta vez com Howard Hughes. Depois de um começo morno na década de 1950 que incluiu a comédia “Artistas e Modelos” (1955), Anita firmou uma carreira no cinema americano com algumas passagens pela Itália, mesmo nunca tendo trabalhado na Suécia. 

Max von Sydow (1929): Depois de uma parceria inesquecível com Bergman que  rendeu treze filmes, Max alçou voos internacionais e interpretou papéis inesquecíveis, como Jesus em  “A maior  história de todos os tempos / The Greatest Story Ever Told” (1965), o padre de “O Exorcista / The Exorcist” (1973) e na sequência de 1977, participando também de “Conan, o Bárbaro” (1982), “Hannah e suas irmãs” (1986) e “Tão forte e tão perto” (2011), que lhe rendeu sua segunda indicação ao Oscar.

Ann-Margret (1941): Nascida em Estocolmo, mudou-se para os Estados Unidos aos cinco anos, tornando-se cidadã americana aos oito. Depois de uma breve carreira musical, participou de filmes de sucesso com “Bye, Bye Birdie” (1963) e “Amor a toda velocidade / Viva Las Vegas” (1964) e contracenou com astros como Elvis Presley, Alain Delon, Jack Lemmon, Walter Matthau e Anthony Hopkins.  

Britt Ekland (1942): Vivendo longo tempo na Inglaterra, Britt foi a Bond Girl do filme “007 - O Homem da Pistola Dourada / The Man with the Golden Gun” (1974). Ela também foi casada com Peter Sellers, tendo com ele uma filha e sendo interpretada por Charlize Theron na cinebiografia do ator. Também gravou um disco que ficou entre os mais vendidos na Suécia.  

Isso não é tudo, pessoal!

Antes de terminar, tenho duas tarefas a cumprir: falar sete coisas sobre mim e escolher alguns blogs para receber o selho Versatile Blogger, que me foi dado por meu bom amigo Gilberto do blog Gilberto Cinema. Apesar de não ser muito boa em falar sobre mim mesma, cumpro a tarefa:

1- Além de filmes antigos, gosto muito também de séries e desenhos antigos, feitos nas décadas de 60 e 70. Um extra: vou começar a falar sobre isso no blog em breve!
2-  Meus dois autores brasileiros favoritos são Machado de Assis e José de Alencar.
3-  Adoro coleções. Colecionava gibis e bichos de pelúcia, mas há tempos não compro novos itens.
4- Sou filha única, moro com minha mãe e meus avós. Vejo todo tipo de filme clássico com minha avó e em especial westerns com meu avô.
5- Embora eu faça faculdade de História, algo que eu sempre quis, não estou muito certa do que fazer depois que acabar o curso.
6- Durante o Ensino Médio, duas de minhas matérias favoritas eram Química e Literatura.
7- Enquanto muitas garotas sonham com cabelos lisos, eu passo horas com bobes para que meu cabelo fique cacheado.  


Os premiados:



Tuesday, September 4, 2012

Myrna Loy: fatos rápidos



Myrna Loy: fast facts

  • Myrna Adele Williams nasceu em 2 de agosto de 1905 e faleceu em 14 de  dezembro de 1993. Seu pai escolheu o nome dela ao passar por uma estação de trem chamada Myrna. Ela cresceu na mesma cidade que Gary Cooper.
  • Myrna Adele Williams was born on August 2nd, 1905, and died on December 14th, 1993. Her father named her after a whistle stop. She was raised in the same town as Gary Cooper.
  • Quando o pai morreu durante a epidemia de gripe espanhola de 1918, Myrna, o irmão e a mãe, uma pianista, foram para Los Angeles.
  • When her father died during the 1918 Spanish flu epidemic, Myrna, her brother and mother, a pianist, moved to Los Angeles.
  • Sua estreia nos palcos foi aos 12 anos, ao apresentar uma dança que ela mesma havia coreografado. Dançar permaneceu como seu hobby para toda vida. 
  • She debuted on the stage at age 12, when she presented a dance she had choreographed herself. Dancing remained her hobby for life. 
  • Na escola em que estudou há uma estátua dela feita em 1921. Myrna teria posado para a figura “Inspiração”.
  • At the school she attended there is a statue of her from 1921. According to the legend, Myrna posed for the “Spitirual” figure. 
  • Ela apareceu dançando em números antes dos filmes serem exibidos. Alguns dos trabalhos foram em sessões de “Os Dez Mandamentos” (1923) e “O Ladrão de Bagdá” (1924). Foi numa dessas apresentações que a esposa de Valentino, Natacha Rambova, viu Myrna e conseguiu um trabalho para ela. Antes disso, curiosamente, ela havia falhado em um teste para um filme de Valentino.
  • She was a dancer in the prologue of some film exhibitions. Some of her works were in sessions before “The Ten Commandments” (1923) and “The Thief of Bagdad” (1924). It was during one of those presentations that Valentino’s wife, Natacha Rambova, saw Myrna and got a job for her in Hollywood. Before that, as a curious fact, Myrna turned down in a test for a Valentino movie. 
    The Shows of Shows, 1929
  • No cinema mudo Myrna fez pequenos papéis no estilo vamp ou femme-fatale, notadamente na Warner. Só conseguiu melhores personagens ao assinar contrato com a MGM.
  • In the silent era Myrna played small parts as a vamp or femme-fatale, usually at Warner. She only got better parts when she signed with MGM.
  • Ela esteve no primeiro filme com som sincronizado (e com maior quantidade de beijos na história), “Don Juan” (1926), e também no primeiro filme com diálogos, “O Cantor de Jazz” (1927). 
  • She was in the first film with synchonized sound (that is also the one with the most kisses ever), “Don Juan” (1926), and also in the first film with spoken dialog, “The Jazz Singer” (1927).
  • Seu papel mais famoso com certeza é o de Nora Charles na série The Thin Man. Foram seis filmes ao lado de seu amigo William Powell. O papel abriu portas para que ela interpretasse mulheres sofisticadas, espirituosas e inteligentes.
  • Her most famous role certainly is Nora Charles in the Thin Man series. She played Nora in six films alongside her friend William Powell. The role gave her the opportunity to play more sophisticated, witty and intelligent women. 
  • Em 1936 ela foi eleita a Rainha dos Filmes, ganhando uma coroa de lata e veludo roxo, e o rei foi Clark Gable. No começo, quando fizeram “Asas da Noite” (1933), Gable e Loy se estranharam, mas ficaram amigos e fizeram filmes juntos.
  • In 1936 she was elected Queen of the Movies and got a crown made of tin with purple velvet. The chosen King was Clark Gable. At first, while working in “Night Flight” (1933), Gable and Loy didn’t get along, but they ended up becoming friends and made seven films together. 
  • Durante a década de 30 o que as mulheres mais queriam ao procurar um cirurgião plástico era ter o perfil de Myrna Loy.
  • During the 1930s most women who looked for plastic surgery wanted to have Myrna Loy’s profile. 
  • Myrna e William Powell fizeram 14 filmes juntos, sendo que o último contém apenas uma participação de Myrna como esposa do personagem de William.
  • Myrna and William Powell made 14 films together. On the last one Myrna has only a cameo as William’s character’s wife.  
  • Apesar de toda sua popularidade, Myrna jamais foi indicada ao Oscar. Em 1991 ela recebeu um Oscar Honorário e seu breve agradecimento foi transmitido ao vivo de seu apartamento em Manhattan, onde morava desde 1960. 
  • Even though she was very popular, Myrna was never nominated for an Oscar. In 1991 she was awared an Honorary Oscar and her brief acceptance speech was broadcasted live from her Manhattan apartment, in which she had lived since 1960. 
  • Era grande amiga de Joan Crawford e, tendo feito uma peça com Christina Crawford, filha adotiva da atriz, pôde sair em defesa de Joan após a publicação do livro difamatório “Mommie Dearest”.  
  • She was good friends with Joan Crawford and, after having acted in a play alongside Christina Crawford, Joan’s adoptive daughter, she could defend her friend when the defamatory book “Mommie Dearest” was published.  
  • Ela foi a primeira atriz a trabalhar para a UNESCO, servindo de 1949 a 1954 como consultora de filmes para a instituição. 
  • She was the first actress to work for UNESCO, serving from 1949 to 1954 as a consultant for the institution.
  • Sua primeira peça na Broadway foi aos 68 anos, em 1973, em “As Mulheres”. Na versão cinematográfica de 1939, ela foi uma das duas únicas grandes estrelas da MGM (a outra foi Greta Garbo) que ficou fora do filme. 
  • She did her first play on Broadway at age 68, in 1973: “The Women”. In the film version from 1939, she was one of only two big MGM stars who weren’t in the cast (the other one was Greta Garbo).
À esquerda, George Cukor, John Wayne e Myrna
  • A partir da década de 1970, Myrna fez vários filmes para a televisão. Seu último trabalho foi “Summer Solstice” (1981), também o último trabalho de Henry Fonda. 
  • From 1970 on, Myrna worked in several made-for-TV movies. Her last work was “Summer Solstice” (1981), also Henry Fonda’s last work. 
  • Nunca viveu das glórias do passado e elogiou novos talentos que surgiram nas décadas seguintes, como Liza Minnelli e Barbra Streisand. 
  • She never lived through the glories of her past (in a “Norma Desmond” fashion) and often complimented the talents who appeared in the following decades, like Liza Minnelli and Barbra Streisand. 
  • Myrna casou-se e divorciou-se quatro vezes e não teve filhos. Era democrata e feminista, foi contra a onda anticomunista em Hollywood, apareceu na lista negra de Adolf Hitler por se dizer contra o ditador e era a atriz favorita do gângster John Dillinger, que foi morto logo após uma sessão do filme “Vencido pela Lei” (1934). 
  • Myrna got married and divorced four times and had no children. She was a democrat and feminist, was against the anti-communist wave in Hollywood, appeared in Adolf Hitler’s black list when she criticized the dictator and was the favorite actress of gangster John Dillinger, who was killed right after seeing “Manhattan Melodrama” (1934) in a movie theater.
Por último, mas não menos importante, um assunto que nada tem a ver com Myrna Loy: mais um selinho que eu ganhei, novamente de minha amiga Iza do blog Vintage Iz. O prêmio deve ser repassado a dez outros blogs, e, como está na imagem, um dos critérios para a escolha é a beleza do blog (tanto no visual quanto na beleza da escrita). E os escolhidos são...

Devaneios                                                                               

Tuesday, July 17, 2012

Prévia de Agosto

Olá, queridos leitores! Eu não costumo fazer prévias ou coisa parecida em meu blog (prefiro o elemento surpresa!), mas acredito que dessa vez será importante. São cinco pontos rápidos (e não se desanime com o tamanho do primeiro):

1-    Minhas colaborações em diferentes sites e blogs estão aumentando! Há mais de um ano escrevo quinzenalmente para o Leia Literatura e esta última vez, coincidentemente tratei de um filme estrelado por Peter O’Toole justo na semana em que este grande ator anunciou sua aposentadoria. Além desse, escrevo todo sábado no Antes que Ordinárias sobre grandes personalidades femininas. Todas as mulheres inteligentes e os homens interessados em conhecer a opinião feminina devem conferir esse site! Ainda esta semana será publicado meu primeiro post oficial no Red Apple Pin-Ups na coluna em que falarei sobre como o cinema influenciou a moda. E, por fim, no Filmes e Games publico sobre influências do cinema clássico a cultura pop.
2-  Já participei de várias blogagens coletivas de blogs internacionais e em agosto acontecerá durante o mês todo um evento baseado na programação do TCM de lá. Por isso a maioria das postagens do próximo mês serão relacionadas a esse evento – mas com a qualidade de sempre!
3-    De 9 a 19 de agosto acontece a Bienal do Livro de São Paulo e (rufem os tambores!) meus dois livros estarão à venda por lá! 


4-    Percebi que havia demasiada poluição visual na barra lateral e por isso transferi os selinhos que ganhei para a recém-criada Página Coadjuvante do blog.Isso significa que posso ganhar muitos outros selinhos, porque agora tenho espaço de sobre para eles! ;)
5-    Estou concorrendo ao Top Blog, um prêmio para os melhores blogs com votação online. Quem quiser fazer sua boa ação do dia e votar na Crítica Retrô, por favor clique no banner dourado aqui do lado. São aceitos votos pelas contas do Facebook, do Twitter e de e-mail.
Ufa! Hoje foi tudo muito diferente do habitual, mas logo voltarei ao normal.
Beijos e obrigada por lerem!        
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