} Crítica Retrô: prêmio

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Saturday, February 24, 2018

The trouble with thrillers


Para mim, é difícil escolher um gênero cinematográfico favorito. Mas se eu tivesse que fazer esta escolha, certamente os filmes de suspense entrariam no TOP 3. Um bom suspense é capaz de prender sua atenção, fazer você refletir, surpreendê-lo e deixá-lo sem fôlego – e eu amo todas estas sensações. Infelizmente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não concorda comigo. Esta distinta instituição é a responsável pelo Oscar, e pela pequena quantidade de filmes que suspense que ganharam o prêmio nos últimos 90 anos, parece que a Academia tem algo contra o gênero.

It's difficult for me to choose my favorite movie genre, but if I really had to, thrillers probably would be in the TOP 3. A good thriller catches your attention, makes you think, surprises you, and leaves you on the edge of your seat – and I love all these sensations. Unfortunately, the Academy of Motion Picture Arts and Sciences doesn't agree with me. This distinguished institution is the one responsible for awarding the Oscars, and by the little amount of thrillers that have got the prize in the last 90 years, it looks like the Academy has some trouble with thrillers.
Vamos começar com um dos maiores esnobados do Oscar: Alfred Hitchcock. O celebrado diretor nunca ganhou uma estatueta competitiva, e apenas seu primeiro filme norte-americano, “Rebecca” (1940), ganhou como Melhor Filme. E sejamos francos: “Rebecca” é mais influenciado pelo estilo do produtor Selznick do que pelo diretor Hitchcock. O próprio Hitch foi indicado a melhor Diretor cinco vezes – por “Rebecca”, “Um Barco e Nove Destinos”, “Quando Fala o Coração”, “Janela Indiscreta” e “Psicose”, perdendo, respectivamente, para John Ford, Leo McCarey, Billy Wilder, Elia Kazan e novamente Billy Wilder. Nada mal.

Let's start with one of the most blatant Oscar snubs ever: Alfred Hitchcock. The celebrated director never won a competitive Oscar, and only his first American film, “Rebecca” (1940), won the Best Picture prize – and let us be frank: “Rebecca” has more of the Selznick trademark than of the Hitchcock touch. Hitch himself was nominated five times – for “Rebecca”, “Lifeboat”, “Spellbound”, “Rear Window” and “Psycho”, losing the awards, respectively, to John Ford, Leo McCarey, Billy Wilder, Elia Kazan and Billy Wilder once again. Not bad.
E o filme que hoje é considerado o melhor de todos os tempos – ao menos de acordo com a revista Sight and Sound – é um suspense, dirigido por Hitchcock e não foi indicado a um Oscar sequer. Estamos falando de “Um Corpo que Cai”, que estreou em 1958 e foi recebido de maneira fria pelos críticos da época. Olhando em retrospecto, a obra poderia ter sido indicada em diversas categorias: Filme, Diretor, Ator, Atriz e, em especial, Fotografia. Tudo isso em um ano dominado por “Gigi”, musical da MGM. O tempo foi bom para “Um Corpo que Cai”, e provou que a Academia estava errada mais uma vez.

And the film that is now considered the best ever made – at least according to the Sight and Sound poll – is a thriller, directed by Hitchcock and it was not nominated for a single Oscar. We're talking about “Vertigo”, released in 1958 and received with mixed reactions by critics then. Looking in retrospect, it could have been nominated in several categories: Picture, Director, Actor, Actress and, in special, cinematography. All this in a year dominated by the MGM musical “Gigi”. Time has been kind to “Vertigo”, and it proved the Academy wrong once more.
This scene inspired La La Land!
Obviamente, Hitchcock é o primeiro diretor em que pensamos quando falamos de suspense – afinal, ele é o mestre do suspense. Mas muitos outros diretores fizeram filmes de suspense antes e depois de Hitchcock, e tirando duas exceções, estes filmes foram ignorados pela Academia. As duas exceções são os vencedores do prêmio de melhor filme “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007).

Of course, Hitchcock is the main director we think about when we talk about thrillers – after all, he is the Master of Suspense. But many other directors made thrillers before and after Hitchcock, and with two exceptions, these movies were ignored by the Academy. The two exceptions are Best Picture winners “Silence of the Lambs” (1991) and “No Country for Old Men” (2007).
Aliás, algum filme noir teve sucesso no Oscar? Toda uma nova discussão poderia ter início aqui – afinal, noir é um gênero, um subgênero do suspense ou um movimento? Mas não podemos negar que noirs e thrillers têm muitas coisas em comum. Filmes como “O Falcão Maltês” (1941), “A Curva do Destino” (1945), “Gilda” (1946), “A Dama de Xangai” (1947), “O Segredo das Joias” (1951) e “A Marca da Maldade” (1958) também não se deram bem no Oscar.

By the way, as any noir been successful at the Oscars? A whole new discussion could begin debating whether noir is a genre, a thriller sub-genre or a movement, but we can't deny that many noir movies share characteristics with thrillers. Films like “The Maltese Falcon” (1941), “Detour” (1945), “Gilda” (1946), “The Lady from Shanghai” (1947), “The Asphalt Jungle” (1951) and “Touch of Evil” (1958) didn't fare well at the Oscars at all.
Não nos esqueçamos que um bom filme de suspense é geralmente feito de boas performances. E os atores e atrizes nos thrillers, mesmo maravilhando o público, nem sempre conquistam a simpatia da Academia. Um exemplo recente foi a performance de Isabelle Huppert como protagonista de “Elle”(2016) – um filme surpreendente que só foi memorável graças à presença e atuação dela. Isabelle perdeu o prêmio para Emma Stone, a estrela de musical que não canta nem dança.

Let's not forget that a good thriller is usually made of good performances. And the actors and actresses in thrillers, even mesmerizing the audience, didn't always conquest the Academy's sympathy. One recent example was Isabelle Huppert's performance as the lead of “Elle” (2016) – a suspenseful film that was only memorable because of Huppert's performance. She lost the award to Emma Stone, the musical star who can't sing or dance.  
Qual é o problema com o suspense, afinal? Quase todos os gêneros podem encontrar um lugar ao sol no Oscar, incluindo os prestigiados dramas, as charmosas comédias e os extravagantes musicais, mas o suspense fica de lado. Primeiro, muitos filmes de suspense têm baixo orçamento. No passado, os filmes de estúdios mais pobres nem tinham chance no Oscar. Hoje, é raro, mas filmes de relativo baixo orçamento podem obter indicações. “Corra” (2017), por exemplo, estreou em fevereiro, longe da temporada de premiações, custou apenas 4,5 milhões de dólares e foi tão poderoso que ficou marcado na mente dos votantes e foi indicado a quatro categorias.

What is the trouble with thrillers, after all? Almost all genres can have a place in the sun at the Oscars, including the prestige drama, the charming comedy and the lavish musical, but thrillers are left aside. For starts, many thrillers are made with a low budget. In the past, “poverty row” movies wouldn't even get near the Oscar. Today, it's rare, but low-budget movies can get nominations. “Get Out” (2017), for instance, was released in February, far away from the Oscar season, cost only US$ 4,5 millions, but was so powerful that it remained in the minds of voters and got four nominations.
Talvez os filmes de suspense sejam como um bom vinho: eles ficam melhores com o tempo. Quando os anos passam, podemos ver estes filmes de outra maneira e só ao apreciar a profundidade, potencial, influência e brilhantismo. Talvez a maneira de votar no Oscar seja contida, conservadora e apressada, e os votantes acabem escolhendo os filmes pela pressão e não pelos méritos. Ou talvez os críticos de cinema e os cinéfilos sejam as únicas pessoas sensatas neste planeta e isso significa que devemos fundar nossa própria Academia e termos nossa própria premiação – cheia de suspense, é claro.

Maybe thrillers are like fine wine: they get better with time. When more time passes, we can look at these movies and truly appreciate their depth, potential, influence, brilliance. Maybe the Oscar’s way of voting is tight, narrow-minded and too quick, and voters end up voting for movies and performances because of the hype, not because of their merits. Or maybe film critics and cinephiles are the only sane people in the world and we should start our own Academy. It’d be a thrill!

This is my contribution to the 31 Days of Oscar blogathon, hosted by Aurora, Kellee and Paula at Once Upon a Screen, Outspoken & Freckled and Paula’s Cinema Club.

Wednesday, November 5, 2014

Filosofando sobre o blog


Vez ou outra precisamos parar e refletir sobre o que estamos fazendo. Não, não é apenas no Ano Novo que temos que olhar para trás, avaliar e mudar o que não nos agrada. Toda hora é hora de fazer isso. E a fofa Carol Caniato do blog Uma cadeira, por favor me incentivou a fazer esta reflexão sobre meu blog através da TAG One Lovely Blog Award. Sem mais delongas, vamos a “tudo que você queria saber sobre o blog Crítica Retrô mas tinha medo de perguntar”:

#1 Por que decidiu criar um blog e quando começou?

História incrível: decidi criar o blog enquanto fazia uma prova de vestibular. Ou melhor, não decidi criar, mas sim transformar o blog moribundo que eu tinha em um blog só sobre cinema. Durante a prova do vestibular, eu divagava: “um dia eu posso escrever uma coluna no jornal sobre filmes antigos, e essa coluna vai se chamar Crítica Retrô”. Foi então que eu pensei: por que esperar um dia no futuro se eu tenho um blog para fazer isso agora?

#2 Quais benefícios o blog te traz?

Estar na frente do computador me deixou mais próxima das pessoas!  Na vida real, não conhecia pessoas que gostassem de filmes antigos. Na internet, vi que não estou sozinha, e que o nosso fandom está cheio de gente adorável, inteligente e bem-humorada. Conheci online muitos amigos queridos e aprendi demais lendo outros blogs.



#3 Qual é o post mais acessado?

Até julho de 2014, era a crítica de “Gandhi” (1982). Então alguma coisa estranha aconteceu e o post “O Oscar e a surpreendente década de 1950” passou a ter mais de 2500 visualizações por semana. Ainda não sei por quê.

#4 Você usa as redes sociais?

Sim! Uso o Twitter (em inglês), o Facebook (me adiciona!), e o Google+
#5 Como o blog tem evoluído?

Com os tempos, as postagens ficaram maiores e menos frequentes. E isso nem sempre é bom. Vejo que o público da internet prefere textos menores, e atualização constante. Meu público também vem quase exclusivamente dos eventos de blogagens coletivas (blogathons) internacionais. Não sei se isso é bom, mas por enquanto estou satisfeita com os resultados.


#6 Já viveu algum fato importante por causa do blog?

Sim! Meu segundo livro, “Crítica Retrô – Apontamentos de uma Jovem Cinéfila” surgiu do blog, de textos para outros sites e críticas inéditas. Também foi através do blog que fui convidada para escrever para os sites queridos Filmes & Games, Leia Literatura e Ambrosia. Eu também escrevia nos sites Os Cinéfilos e Antes que Ordinárias, mas eles chegaram ao fim. :(
 
Parece que o poodle gostou do livro!

#7 De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?

Dos... filmes. Quantos filmes foram feitos até hoje? Meio milhão? Mais? Menos? E as pessoas na frente e atrás das câmeras, sem as quais os filmes não existiriam? Um blog sobre cinema jamais ficará sem assunto.

#8 O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?

Pergunta filosófica. Aprendi a aceitar quando as coisas dão errado, aprendi a recomeçar. Aprendi que podemos fazer tudo diferente e seguir um caminho que jamais imaginamos. E aprendi que eu tinha uma visão muito errada de mim na adolescência, e que, no fundo, apesar dos pesares, minha essência nunca mudou, e fico feliz com isso.

#9 Qual é sua frase favorita?

“Seja uma primeira versão de si mesma, e não uma segunda versão de outra pessoa” – Judy Garland

#10 Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo do blogs?

Faça tudo com bom senso. Não procure a fama a qualquer preço e não siga o que os outros blogueiros estão fazendo só porque deu certo para eles. Descubra sua própria voz, seu próprio estilo.

#11 O que os blogs que você vai indicar têm em comum?


São escritos por pessoas que fazem a diferença na blogosfera. Adoro acompanhar vocês, galera!

Tuesday, July 17, 2012

Prévia de Agosto

Olá, queridos leitores! Eu não costumo fazer prévias ou coisa parecida em meu blog (prefiro o elemento surpresa!), mas acredito que dessa vez será importante. São cinco pontos rápidos (e não se desanime com o tamanho do primeiro):

1-    Minhas colaborações em diferentes sites e blogs estão aumentando! Há mais de um ano escrevo quinzenalmente para o Leia Literatura e esta última vez, coincidentemente tratei de um filme estrelado por Peter O’Toole justo na semana em que este grande ator anunciou sua aposentadoria. Além desse, escrevo todo sábado no Antes que Ordinárias sobre grandes personalidades femininas. Todas as mulheres inteligentes e os homens interessados em conhecer a opinião feminina devem conferir esse site! Ainda esta semana será publicado meu primeiro post oficial no Red Apple Pin-Ups na coluna em que falarei sobre como o cinema influenciou a moda. E, por fim, no Filmes e Games publico sobre influências do cinema clássico a cultura pop.
2-  Já participei de várias blogagens coletivas de blogs internacionais e em agosto acontecerá durante o mês todo um evento baseado na programação do TCM de lá. Por isso a maioria das postagens do próximo mês serão relacionadas a esse evento – mas com a qualidade de sempre!
3-    De 9 a 19 de agosto acontece a Bienal do Livro de São Paulo e (rufem os tambores!) meus dois livros estarão à venda por lá! 


4-    Percebi que havia demasiada poluição visual na barra lateral e por isso transferi os selinhos que ganhei para a recém-criada Página Coadjuvante do blog.Isso significa que posso ganhar muitos outros selinhos, porque agora tenho espaço de sobre para eles! ;)
5-    Estou concorrendo ao Top Blog, um prêmio para os melhores blogs com votação online. Quem quiser fazer sua boa ação do dia e votar na Crítica Retrô, por favor clique no banner dourado aqui do lado. São aceitos votos pelas contas do Facebook, do Twitter e de e-mail.
Ufa! Hoje foi tudo muito diferente do habitual, mas logo voltarei ao normal.
Beijos e obrigada por lerem!        

Thursday, April 7, 2011

Prêmio Blogueiro Amigo

Olá!!!! É com orgulho que anuncio que o blog Crítica Retrô foi condecorado com mais um selinho, desta vez o de Blogueiro Amigo (no meu caso, blogueira J). A honra foi dada pela Marcia Moreira, do blog Clássicos, não Antigos. Muito obrigada de coração, Marcia!

Como tarefa, vou agora premiar mais cinco blogs. E os vencedores são...
Filmes Atuais e Clássicos (http://filmesatuais-psique66.blogspot.com/)
Foi difícil escolher, mas vocês merecem meninas! Abraços e obrigada pelo carinho e pelas visitas ao blog,
Lê ^_^

Wednesday, February 9, 2011

Corrente de Prêmios

Olá! Alguns dias depois de receber uma honra jamais imaginada, estou aqui para compartilhá-la. Quem já passou antes por aqui pode já ter visto o selo aqui do lado. Fui agarciada com um selo de qualidade do Projeto Creativitè, dado para mim pela Daniela do blog Cinema Clássico.

Como tradição respondi a um questionário sobre cinema:
Um filme nacional: “Auto da Compadecida”.

Um diretor: Orson Welles.

Um ator estrangeiro: James Cagney.

Uma atriz estrangeira: Greta Garbo.

Um ator nacional: Tony Ramos e Lima Duarte.

Uma atriz nacional: Eva Wilma e Fernanda Montenegro.

Um(a) comediante: Charles Chaplin e Groucho Marx.

Um(a) dançarino: Fred Astaire e Gene Kelly. Cada um é mestre em seu estilo.

Um(a) cantor(a) de cinema: Judy Garland.

Uma dupla romântica: Katharine Hepburn e Spencer Tracy.

Um(a) coadjuvante: Walter Brennan em “Uma Aventura na Martinica”.

Um(a) ator/atriz infantil: Mickey Rooney.

Um ator belo: Marlon Brando.

Uma atriz bela: Greta Garbo e Audrey Hepburn.

Um compositor de cinema: Cole Porter.

Um fotógrafo de cinema: Gregg Toland.

Um livro sobre cinema: “501 filmes que merecem ser vistos”.

Uma revista impressa de cinema: A “Now Playing Guide” americana.

Um(a) vilão(ã): HAL 9000, em “2001, Odisseia no Espaço”.

Um mocinho: Robin Williams em “Patch Adams”.

Uma mocinha: Judy Holliday em “Nascida Ontem”.

Um gênero cinematográfico: Musical.

Um Seriado: “Seinfeld” e “The Big Bang Theory”.

Uma adaptação literária para o cinema: “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, 1956. Adaptado do romance de Júlio Verne.

Uma frase de cinema: Gene Kelly em “Cantando na Chuva”: “Dignidade. Sempre dignidade” (Dignity. Always dignity).

Uma premiação: Emmy. São uma delícia fora da temporada de premiações e têm todos aqueles shows e atores que eu acompanho no dia-a-dia.

Chorou assistindo: “Como Era Verde Meu Vale”. Não cheguei às lágrimas incontroláveis, mas foi depressivo.

O mais recente filme que viu e gostou: “Um Dia nas Corridas”, com os irmãos Marx.

Também como tradição, estou indicando mais ganhadores. Sim, trata-se de uma corrente de prêmios!
Por hoje é só!
Lê^_^



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