} Crítica Retrô: Randolph Scott

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Wednesday, November 30, 2016

Sábado Alegre / Hot Saturday (1932)

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS.

THIS ARTICLE HAS SPOILERS.

Há algo de encantador em cidades pequenas. As casinhas com cercas baixas. As lojas passadas de pai para filho. O parque ou o lago onde acontecem todas as funções sociais. O fato de que todos se conhecem. E há algo de podre nas cidades pequenas também, e justamente pelo motivo de que todos se conhecem. É terreno de fofoca, inveja, reputações destruídas por boatos. A reputação de Ruth (Nancy Carroll) em “Sábado Alegre” é destruída justamente por um boato. Se eu fosse Ruth, nem me importaria: afinal, o boato envolve ninguém mais ninguém menos que Cary Grant.

There is something charming in small towns. The little houses with low fences around. The mom and pop stores. The park or lake where all the picnics happen. The fact that everybody knows everybody. And there is something rotten in small towns as well, also because everybody knows everybody. Small towns are ground for gossip, jealousy, are places where reputations are destroyed by rumors. Ruth’s (Nancy Carroll) reputation in “Hot Saturday” is destroyed by a rumor. If I were Ruth, I wouldn’t care: after all, the rumor involves Cary Grant!
Ruth trabalha no banco e é cobiçada por todos os funcionários do sexo masculino. Ela rejeita diversos convites para sair, mas finalmente cede quando Conny (Ed Woods, que interpretou o irmão bonzinho de James Cagney em “Inimigo Público” em 1931) a convida para ir ao clube numa tarde de sábado.

Ruth works at the bank and all the male employers are interested in her. She refuses several approaches, but finally capitulates when Conny (James Woods, who played James Cagney’s good brother in ‘The Public Enemy” in 1931) invites her to go to the club on a Saturday afternoon.
Naquele sábado alegre, em uma bela casa em frente ao lago, os jovens se divertem, nadam, passeiam de barco e comem. Mais tarde, eles vão para um baile. O dono da casa é Romer Sheffield (Cary Grant), que tem a má fama de ser um garanhão que não espera até a noite de núpcias para ter intimidade com suas namoradas.

On that hot Saturday, in a beautiful house near the lake, the young people have fun, swim, ride boats and eat. Later they go to a dancing house. The owner of the house by the river is Romer Sheffield (Cary Grant), who is a known womanizer who can’t wait until the wedding night to get intimate with his girlfriends.
Romer não vai ao baile, mas Ruth e Conny vão. Pouco depois, eles pegam um barco e Conny tenta beijar Ruth contra a vontade dela. Ela resiste e sai correndo, e em busca de ajuda vai até Romer, que pede que seu motorista a leve de volta para casa. Mas Conny não vai deixar barato: com a ajuda de Eve Randolph (Lilian Bond), a ciumenta filha do dono do banco, ele espalha um boato sobre Ruth.

Romer doesn’t go dancing, but Ruth and Conny do. A little later, they catch a boat and Ronny tries to kiss Ruth against her will. She resists, runs away and asks Romer for help. He listens to her, comforts her and asks his driver to take her home. But Conny is planning revenge: with the help of Eve Randolph (Lilian Bond), the bank owner’s jealous daughter, he starts a rumor about Ruth.
Logo todos na cidade ouvem a fofoca: Ruth passou a noite com Romer. Cada um que espalha o boato adiciona um toque de malícia. Ruth é demitida e se torna pária em sua cidade. Vítima da hipocrisia, ela vê uma chance de redenção em um velho amigo de infância, Bill Fadden (Randolph Scott), que confessa que sempre foi apaixonado por ela. Ruth decide se casar com ele. Mas será que ela o ama de verdade?

Soon everybody in town know about the gossip: Ruth spent the night with Romer. Each person adds a new spicy detail when spreading the rumor. Ruth is fired and becomes persona non grata in the city. A victim of hypocrisy, she sees a last chance of redemption in her childhood friend Bill Fadden (Randolph Scott), who confesses he has always been in love with Ruth. She decides to marry him. But is it true love?
A construção da história até chegar ao clímax – o ostracismo de Ruth – é lento, levando 40 minutos. Sobram apenas mais 32 para a história ser finalizada. Mas que final mais deliciosamente... pre-Code!

Building up the story until the clímax – that is, Ruth’s ostracism – takes 40 minutes. We have only 32 more minutes left until the end. But the end is deliciously… pre-Code!

Há uma cena em especial que grita pre-Code: vemos Ruth trocando de roupa, ficando apenas com um saiote quase transparente. E ela faz isso logo depois de tirar, à força, os shorts que a irmã pré-adolescente havia pegado de sua gaveta. É uma sequência que deixaria William Hays de cabelo em pé.

There is one scene in particular that screams ‘pre-Code’: we see Ruth changing clothes, and she wears a near transparent negligee. This happens right after Ruth violently undresses her teenager sister because the little girl had stolen her new shorts. It is a scene to freak William Hays out.
Cary Grant, pela primeira vez com seu nome no topo dos créditos, é muito sedutor já aos 28 anos. Além disso, ele aparenta usar bastante lápis de olho e rímel, que deixam seu olhar penetrante. Randolph Scott tem um personagem que consegue ser denso mesmo com poucas cenas, e é interessante ver os dois melhores amigos na vida real em uma pequena disputa cinematográfica pela mesma mulher. Eles fariam mais um filme juntos, “Minha Esposa Favorita” (1940).

Cary Grant, first-billed for the first time in his career, is a very seductive 28-year-old. And he achieves a powerful look in his eyes by, apparently, using a lot of makeup and mascara. Randolph Scott plays a character that could be dense and well-constructed even with little screen time. It’s interesting to see the two best friends in real life competing for the same woman on the screen. Grant and Scott would make one more film together, “My Favorite Wife” (1940).
O final é redentor, e muito moderno e necessário. Nancy Carroll arregala os olhos e percebe que precisa cuidar de sua própria vida, capitanear seu destino sem se importar com o que os outros pensam. É impressionante ver que um filme de 1932 tem temas tão atuais. É triste perceber que as questões (especialmente para mulheres) são as mesmas de 80 anos atrás. E é mais triste ainda saber que a sociedade continua hipócrita, mas sem a presença de Cary Grant para embelezar o mundo.

The ending is redemptive, very modern and necessary. Nancy Carroll has her eyes wide open when she realizes that she must mind her own business and live her life without bothering about the opinions of others. It’s surprising to see that a film from 1932 has such a modern theme. It’s sad to see that some troubles (for women, in special) are the same as 80 years ago. And it’s even sadder to know that society has still a lot of hypocrisy, and Cary Grant is not here anymore to make the world a little more pleasant.

This is my contribution to the Cary Grant blogathon, hosted by Laura at Phyllis Loves Classic Movies.

Sunday, January 25, 2015

A Lei da Fronteira / Frontier Marshal (1939)

1939 foi um grande ano para o gênero western. Durante a década de 1930, os filmes ambientados no Velho Oeste estavam quase sempre relegados à categoria B: eram curtos (por volta de uma hora de duração), feitos sem grande orçamento e destinados a ser a atração menor nas matinês e “double features”. Os westerns B eram o que garantiam o emprego do pobre John Wayne nos anos 30, mas tudo iria mudar: em 1939, John Ford e John Wayne levaram o western de volta à lista de gêneros mais prestigiados com “No tempo das diligências / Stagecoach”.
Também em 1939 foi feito “A Lei da Fronteira / Frontier Marshal”, o primeiro filme a contar a história de Wyatt Earp, Doc Holliday e o tiroteio no O.K. Corral. E um dos velhos conhecidos do western B foi escolhido como protagonista. Enquanto John Wayne fazia filmes ruins na Warner, Randolph Scott era o caubói rústico da Paramount. Na década de 1930, ele também participou de filmes de horror, aventura e até de um musical com Fred Astaire e Ginger Rogers! Mas ele voltaria às origens do Velho Oeste. Era só uma questão de tempo.
A cidade de Tombstone foi povoada por oportunistas que queriam ficar ricos explorando prata. Logo Tombstone se transformou em um lugar ideal para bandidos, e o xerife local (Ward Bond), com medo de morrer e deixar mulher e filhos desamparados, não queria combater o crime. Foi então que Wyatt Earp (Randolph Scott), descendo por um cano, afirmou que os bandidos precisavam ser detidos. E assim ele se tornou xerife de Tombstone.
O primeiro contato de Wyatt com Doc Holiday (Cesar Romero) não é nem um pouco amistoso: ele decide atirar em Wyatt depois que o novo xerife joga a cantora de saloon Jerry (Binnie Barnes) na água. Mas Wyatt é bem mais sensato que Doc porque, apesar de ser um perigoso pistoleiro, Doc sofre com a tuberculose e com seu vício pela bebida, duas coisas que também preocupam a enfermeira apaixonada Sarah (Nancy Kelly).
Aqui Doc Holliday é a grande estrela. Cesar Romero era nove anos mais novo que Randolph Scott, e até então havia sido estereotipado em Hollywood. Sim, ele contracenou com grandes estrelas, como William Powell, Shirley Temple e Carole Lombard, mas sempre interpretando algum tipo exótico ou estrangeiro, embora ele próprio tenha nascido em Nova York.
A confusão no filme começa quando o bandido Ben Carter (John Carradine) e seus capangas levam a força o comediante Eddie Foy (interpretado por seu filho Eddie Foy Jr) para se apresentar em um bar. Mas o tempo todo Doc Holliday é o verdadeiro alvo de Ben Carter.
“A Lei da Fronteira / Frontier Marshal” está longe de ser um western de primeira classe. Tem bons momentos, sim, incluindo a operação que Doc precisa fazer para salvar a vida de um garotinho. Randolph Scott não erra nenhum tiro e já constrói a persona de seus xerifes futuros. Para Scott, o melhor ainda estava por vir.

This is my contribution to The Blogathon for Randolph Scott , hosted by Toby at 50 Westerns from the 50s. Yipee!

Sunday, August 18, 2013

Randolph Scott: fatos rápidos

George Randolph Scott nasceu em 23 de janeiro de 1898 e faleceu em 2 de março de 1987, vítima de problemas no coração e no pulmão que já o haviam hospitalizado muitas vezes. 
Nascido no estado da Virgina, Scott era o segundo de seis filhos de uma família de posse. Aos 19 anos, ele se alistou no exército e combateu na Primeira Guerra Mundial. Com essa experiência ele aperfeiçoou suas habilidades para andar a cavalo e atirar, traços fundamentais em cowboys.
Com Mae West
Seu objetivo era tornar-se jogador de futebol americano, mas uma lesão nas costas o impediu de realizar esse sonho. Então, Scott estudou engenharia têxtil e deixou a faculdade para trabalhar na mesma firma que o pai.
Quando o jovem decidiu ser ator, o pai de Scott enviou uma carta a um conhecido chamado Howard Hughes. Hughes deu-lhe o primeiro papel coadjuvante em 1928. Em 1929, ajudou Gary Cooper a caprichar no sotaque em “The Virginian”.

Seguindo um conselho de Cecil B. DeMille, Scott foi trabalhar no teatro e, ao voltar com mais experiência, conseguiu seu primeiro papel como protagonista em 1931.


Na Paramount, a partir de 1932, fez uma série de remakes de westerns mudos, muitos deles dirigidos por Henry Hathaway. Esses filmes eram baseados nos livros de Zane Grey, que também serviram de inspiração para alguns dos primeiros filmes de John Wayne.

Ao contrário da maioria dos atores, a carreira de Scott foi melhorando com o tempo. Ele atingiu seu auge já cinquentenário, interpretando cowboys durões.


Essa fase próspera começou quando John Wayne não pôde interpretar o papel principal em “Sete Homens sem Destino / Seven Men from Now” (1956) e indicou Scott para substitui-lo.
Randolph decidiu se aposentar no auge, ao perceber que nunca atuaria tão bem quanto no aclamado “Pistoleiros do Entardecer / Ride the High Country” (1962).
Além de ator, foi produtor de quatro de seus filmes e produtor associado de outros dez.

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Seu único papel de antagonista foi em “A indomável / The Spoilers” (1942), no qual enfrenta John Wayne em uma das brigas mais emocionantes do cinema.
Ele foi uma das opções para o papel de Ashley Wilkes em “E o vento levou” (1939).

Alguns de seus melhores amigos em Hollywood eram Fred Astaire e Cary Grant, sendo que Scott fez dois filmes com cada um deles. Na década de 1930, Scott e Grant dividiam uma casa na praia. Scott ficou arrasado quando soube da morte de Grant em 1986.


Randolph casou-se duas vezes. O primeiro casamento foi Marion DuPont, rica herdeira, de quem se divorciou três anos depois. Curiosamente, Scott havia sido o padrinho do primeiro casamento de Marion. As segundas núpcias foram com Patricia Stillman, que apareceu como extra em três filmes, e com quem ele adotou duas crianças e ficou junto por 43 anos. Além desses relacionamentos, em 1932 Lupe Vélez disse que iria se casar com Scott. O ator revelou que havia visto a sensual mexicana apenas uma vez numa corrida de cavalos.
Os pais de Scott eram bastante peculiares quanto à sua carreira. Veja o que o ator disse...
Sobre a mãe: “Ela era uma senhora conservadora do sul, que sempre pensou que os filmes não tinham vindo para ficar. Minhas irmãs levaram-na para me ver em um filme e no primeiro momento em que ela me viu na tela ela disse: ‘Oh, não! Não pode ser o Randolph. Esse homem é mais velho que o Randy e não tão bonito’”.
Sobre o pai: “Ele ia ver todos os meus filmes, mas não porque tinha um filho ator, mas porque ele achava que eu parecia com Wallace Reid, seu ator favorito”.

Randolph Scott era um dos atores favoritos do meu bisavô, José Aparecido Macedo. Mesmo assim, eu só vi três filmes com ele: além de “The Spoilers” (1942), “O Romântico Defensor / Albuquerque” (1948) e “O resgate do bandoleiro / The Tall T” (1957). Mas, ânimo! Vários filmes de Randolp0h Scott estão disponíveis no YouTube e no Internet Archive.

This is one of my contributions to the Summer Under the Stars Blogathon, hosted by Jill at Sittin’ on a Backyard Fence and Michael at ScribeHard on Film. 
Hello, gorgeous

Saturday, July 13, 2013

Dupla Dinâmica: Wyatt Earp e Doc Holliday

Dynamic Duo: Wyatt Earp and Doc Holliday

No Velho Oeste, não se pode confiar em ninguém, só na sua sombra e em seu cavalo, e nem sempre o cavalo é confiável. Mas muito antes de John Wayne me ensinar esta valiosa lição de vida, uma dupla de carne e osso ficou famosa com um episódio de um tiroteio no O.K. Corral. Wyatt Earp e Doc Holliday foram as provas vivas de que os opostos se atraem.

In the Old West, you could trust no one, only your shadow and a horse, and you couldn't always trust the horse. But before John Wayne taught me this precious lesson, a real duo became famous with an episode involving a gunfight in the O.K. Corral. Wyatt Earp and Doc Holliday were the living proof that opposites attract.
Wyatt e Doc
Wyatt Berry Stapp Earp (1848 – 1929) foi xerife, garimpeiro e apostador. Um ponto importante de sua vida foi a morte de sua primeira esposa no parto, em 1870, que o levou de volta ao oeste, trabalhando como caçador de búfalos e "motorista" de diligências. Em Tombstone, cidade do tiroteio, viviam seus quatro irmãos, também geralmente representados nas telas. Lá seu irmão Virgil era xerife, e foi daí que surgiu a rivalidade que acabou no tiroteio: os foras-da-lei Billy Claiborne, Ike e Billy Clanton, Tom e Frank McLaury enfrentaram Wyatt, Doc, Virgil e Morgan Earp após um mês de brigas. Embora os relatos da época sejam confusos (dois jornais dão duas versões diferentes), Wyatt disse que foi uma questão de auto-defesa, uma vez que eles estavam em menor número.

Wyatt Berry Stapp Earp (1848-1929) was a sheriff, mining worker and gambler. An important point in his life was the death of his first wife during childbirth, in 1870, something that sent him back to the west, where he worked as a buffalo hunter and stagecoach conductor. Tombstone, the scenario of the gunfight, was the home of his four brothers, often portrayed on the screen as well. There his brother Virgil was the marshall, and he was the starter of the rivalry that ended in the gunfight: the outlaws Billy Clairbone, Ike and Billy Clanton, Tom and Frank McLaury faced Wyatt, Doc, Virgil and Morgan Earp after a month of animosity. Although the sources of the time are not precise (two newspapers give two different versions), Wyatt declared that it was a matter of self-defense, because he and his brothers were in numeric disadvantage.

John Henry Holliday (1851 – 1887) foi um dentista (daí o apelido Doc), apostador e também um homem muito habilidoso com as armas. Apesar de sua precocidade (formou-se aos 20 anos, portanto era considerado menor de idade e não poderia pegar o diploma), a carreira brilhante que se anunciava para Doc foi cortada pela tuberculose, mal que matou sua mãe quando o menino tinha 15 anos. Segundo os médicos, ele tinha poucos meses de vida, então seu plano foi mudar-se para o Texas, onde o clima era mais agradável. Logo ele percebeu que jogos davam muito mais dinheiro que a profissão de dentista. Devido à tuberculose e sua morte apenas seis anos após o famoso tiroteio, em várias versões Doc morre durante o tiroteio, dando mais teor dramático à cena.

John Henry Holliday (1851-1887) was a dentist (hence the nickname Doc), gambler and also very good with guns. Although he was precocious (he graduated at 20, so was considered underage and couldn't receive his degree), the brilliant career he had on the horizon was cut short by tuberculosis, the same disease who left him motherless at 15. According to the doctors, he had few months to live, so he decided to move to Texas, where the climate was more pleasant. Soon he realized that gambling was more rewarding than being a dentist. Because of tuberculosis and his death six years after the shooting, in several versions Doc dies in the gunfight, adding more drama to the occasion.
A bizarrice foi extrema na primeira adaptação do episódio do O.K. Corral para as telas, em 1934, porque a viúva de Wyatt, Josephine, conseguiu que os estúdios não usassem o nome do marido, e assim o protagonista foi rebatizado como Michael Wyatt e vivido por George O’Brien.

The first adaptation of the O.K. Corral episode to the screen was extremely bizarre because, in 1934, Wyatt's widow, Josephine, forbade the studios to use the name of her husband, so the main character was renamed as Michael Wyatt and played by George O'Brien.

Um dos grandes nomes do western (e também um homem grande, 1,89 m), Randolph Scott interpretou Wyatt em 1939, no filme “A lei da fronteira”, com Cesar Romero como Doc. Extremamente fantasioso, neste filme Holliday morre antes do famoso tiroteio, que acontece em 1880, e Earp se vinga da morte do amigo.

One of the biggest names of the western genre (and also a big man, standing 6'2''), Randolph Scott played Wyatt in 1939 in the film “Frontier Marshall”, with Cesar Romero playing Doc. This film takes a lot of liberties, ofr instance: Holliday dies before the famous shooting, that happens in 1880, and Earp decides to avenge his friend. 
Mais um pouco de fantasia foi adicionada à história quando Doc (sem Wyatt), Pat Garrett e Billy The Kid disputam a atenção de Jane Russell em "O Proscrito" (1943). Doc é interpretado por Walter Huston e a trama até se mostra verossímil, pois Wyatt era casado e Doc, um conhecido mulherengo.

Some more fantasy was added to the story when Doc (without Wyatt), Pat Garrett and Billy the Kid fight for Jane Russell's attention in 'The Outlaw” (1943). Doc is played by Walter Huston and the story is even credible, because Wyatt was married and Doc, a famous womanizer.
Sem dúvida a representação mais conhecida da dupla foi feita em “Paixão dos Fortes” (1946), de John Ford. Henry Fonda é Earp e Victor Mature, Holliday. Fonda inclusive se apresenta de maneira triunfal, dizendo: "Earp. Wyatt Earp". Ainda com um pouco de fantasia (e Doc sem seu bigode), o filme conta com um pouco do humor característico de John Ford e a estonteante Linda Darnell como a infeliz Chihuahua.

Without a doubt the most famous representation of the duo was made in “My darling Clementine” (1946), directed by John Ford. Henry Fonda plays Earp and Victor Mature, Holliday. Fond even introduces himself in a triunphal way, saying: “Earp. Wyatt Earp”. Still with some liberties (and Doc without his mustache), the film has a bit of Ford's characteristic humor and the gorgeous Linda Darnell as the ill-fated Chihuahua. 
Sucesso também alcançou “Sem lei, sem alma” (1957), com Burt Lancaster como Earp e Kirk Douglas como Holliday. O filme foca mais na amizade dos dois, com destaque para Doc, sempre divertido, e o tiroteio é o clímax do filme. No entanto, mais uma vez um personagem secundário surge para confundir: Johnny Ringo (John Ireland), um cowboy associado aos inimigos de Earp, morre no tiroteio, mas ele sequer estava presente. Sob o nome Jimmy Ringo, ele virou personagem em "O Matador" (1950), sendo interpretado por Gregory Peck.  

Another success was “Gunfight at the O.K. Corral” (1957), with Burt Lancaster playing Earp and Kirk Douglas as Holliday. The movie focuses on their friendship, with a lot of screen time for Doc, always funny, and the gunfight is the climax. However, once more a secondary character is here to make a confusion: Johnny Ringo (John Ireland), a cowboy who befriends Earp's enemis, dies in the shooting, but he wasn't even there in real life. Under the name Jimmy Ringo, he became a character in “The Gunfighter” (1950), and was played by Gregory Peck.
Nem sempre Doc e Earp eram os protagonistas do filme. Como lendas do oeste, eles apareceram em alguns filmes brevemente. Um exemplo disso é "Crepúsculo de uma raça " (1964), em que Wyatt Earp é interpretado por James Stewart e Doc Holliday por Arthur Kennedy. Ambos eram mais velhos que os personagens que interpretavam, e o diretor John Ford só decidiu inserir a cena cômica com essas duas lendas para não ter um intervalo na projeção. Ainda em um filme de James Stewart, "Winchester '73" (1950), Wyatt Earp surge brevemente interpretado por Will Geer.

Doc and Earp weren't always the main characters in the film. As legends of the Old West, they appeared briefly in some movies. One example is “Cheyenne Autumn” (1964), in which Wyatt Earp is played by James Stewart and Doc Holliday by Arthur Kennedy. Both were older than the characters they were playing and director John Ford only decided to add the comic scene with the two legends in order to avoid an intermission in the film. In another James Stewart picture, “Winchester '73” (1950), Wyatt Earp appears briefly and is playing by Will Geer.
Mais de uma vez Tombstone serviu de título para um filme sobre a dupla. Em 1942, com o subtítulo "the town too young to die" ("O Homem do Perigo" no Brasil), o filme trouxe Richard Dix como Wyatt e Kent Taylor como Doc, contando ainda com o bônus de ter Rex Bell, marido de Clara Bow, então já afastada do cinema, interpretando Virgil Earp. E, em 1993, Val Kilmer e Kurt Russell, respectivamente como Doc e Earp, filmaram no Arizona uma versão mais sangrenta da história. Outro grande nome do western moderno, Kevin Costner, encarnou Wyatt no ano seguinte em "Wyatt Earp", com Dennis Quaid como Doc.

More than once Tombstone was the title of a movie about the duo. In 1942, with the complementary title “the town too young to die”, the film had Richard Dix as Wyatt and Kent Taylor as Doc, and also Rex Bell, Clara Bow's husband (Clara had already been far from Hollywood fro a decade), playing Virgil Earp. And, in 1993, Val Kilmer an Kurt Russell, respectively as Doc and Earp, shot in Arizona a bloodier version of the story. Another big name of the modern wester, Kevin Costner, gave life to Wyatt the following year in “Wyatt Earp”, with Dennis Quaid as Doc.

Claro que Wyatt e Doc também apareceram separados. Em 1955, Joel McCrea foi Wyatt em "Choque de Ódio", que acompanha a vida do xerife antes de Tombstone, quando ele estava no Kansas.

Obviously, Wyatt and Doc also appeared by themselves in movies. In 1955, Joel McCrea was Wyatt in “Wichita”, a film that tells the marshall's trajetory before Tombstone, when he lived in Kansas.
Wyatt romântico
Ambos também foram transpostos para a televisão. "The Life and Legend of Wyatt Earp", série que durou cinco anos, contou com Hugh O'Brien como Wyatt e Douglas Fowley como Doc. Eles também apareceram brevemente em séries sobre Bat Masterson, sobre os tempos do western de modo geral e, pasmem, até na Ilha da Fantasia. Até em Doctor Who o tiroteio já foi retratado, em um episódio de 1966.

Both were also portrayed on television. “The Life and Legend of Wyatt Earp”, a series that had five seasons, had Hugh O'Brien as Wyatt and Douglas Fowley as Doc. They also appeared briefly in series about Bat Masterson, about the Old West times and, surprise, even in The Fantasy Island. Even in Doctor Who the gunfight was portrayed, in a 1966 episode.
Mesmo se não ficasse famoso a ponto de virar personagem, Doc Holliday já teria uma ligação com o cinema: uma de suas primas distantes é Margaret Mitchell, autora do livro “E o vento levou...”. Já Wyatt Earp foi mais longe, e presenciou o nascimento do cinema, inclusive tornando-se amigo de caubóis das telas como William S. Hart e Tom Mix. Nessa temporada em Hollywood, Earp conheceu John Ford e John Wayne e contou a eles um pouco de suas aventuras. Foi a partir desses relatos que Wayne modelou sua persona cinematográfica de cowboy.

Even  if he didn't become famous enough to have his story told in the movies, he would already have a connection with the film world: one of his distant cousins is Margaret Mitchell, the author of the book “Gone with the Wind”. Wyatt Earp lived longer, saw the birth of cinema, and even became friends with screen cowboys such as William S. Hart and Tom Mix. When he visited Hollywood, Earp met John Ford and John Wayne and told them some of his adventures. It was based on these stories that Wayne created his cowboy film persona.
Wyatt Earp, 1923
Todos esses filmes mostram como o cinema gosta de exagerar, uma vez que o tiroteio real durou apenas 30 segundos. Mas, como James Stewart disse em outro western, "O homem que matou o fascínora / The man who shot Liberty Valance", em nada relacionado com Doc e Earp, mas resume perfeitamente a maneira como eles são retratados:

"When the legend becomes fact, print the legend"

All these movies show how films like to exaggerate, because the real shooting lasted only 30 seconds. But, as James Stewart said in another western, “The ma who shot Liberty Valance”, that has nothing to do eith Doc and Earp, but sums perfectly the way they are portraied:

“When the legend becomes fact, print the legend”



This is my contribution to the Dynamic Duos blogathon, hosted by Annmarie at ClassicMovie Hub and Aurora at Once Upon a Screen. A must-read event.


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