“Sem
Wilson Grey, eu acho que nem existiria cinema brasileiro” - José Lewgoy
No
cinema brasileiro, Wilson Grey está por toda parte. Ele é inconfundível: muito
magro, cabelos pretos com brilhantina, cara chupada e quase sempre um bigode.
Era o tipo perfeito para interpretar vilões ou capangas, malandros e mendigos.
Ele costumava dizer que fazia de tudo no cinema, “menos beijar a mocinha no
final”. Wilson Grey é a prova de que não é preciso ser protagonista para ser
memorável – e deixar sua marca para sempre na história do cinema.
Wilson
Chaves nasceu no Rio de Janeiro em 1923. Quando criança, ele gostava de imitar
as vozes dos atores do rádio, mas uma tragédia interrompeu a infância feliz:
seu pai faleceu quando Wilson tinha nove anos, e o menino teve de trabalhar
para ajudar nas despesas da família. Um começo difícil, como muitos outros.
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| O Rei do Movimento (1954) |
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| Amei um Bicheiro (1952) |
O
jornal Última Hora e a revista Jornal de Cinema realizaram um concurso para
eleger o mais importante ator coadjuvante do cinema brasileiro em 1969.
Adivinhe quem ganhou? Sim, Wilson Grey.
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| Na Corda Bamba (1958) |
Apesar
de pouco lembrado, Wilson Grey trabalhou com todos os grandes nomes do cinema brasileiro do século XX: Ankito, Grande Otelo, Costinha, Carlos Manga, Júlio
Bressane. Só lhe escapou Glauber Rocha. Ou será que foi Wilson que escapou de
Glauber? Em todo caso, pior para Glauber.
| A Rainha Diaba (1974) |
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| Os Três Cangaceiros (1959) |
This is
my contribution to the 4th What a Character! Blogathon, hosted by the trio Aurora,
Kellee and Paula at Once Upon a Screen, Outspoken & Freckled and Paula’s Cinema Club.




