} Crítica Retrô: A canção da vitória

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Wednesday, April 10, 2013

James Cagney: memórias (vlog)

Eu adoro participar de blogagens coletivas (blogathons) e fiquei em êxtase quando descobri que haveria uma em homenagem a meu ator favorito de todos os tempos: James Cagney. Aí surgiu o problema: eu não sabia sobre o que escrever. Já havia escrito críticas sobre vários de seus filmes, de diferentes gêneros, e também já abordei a vida do ator. Foi quando surgiu a ideia de falar de Jimmy de maneira mais intimista e, literalmente, “falar” sobre ele: hoje o post é em vídeo.
Como a blogathon é internacional, gravei um vídeo em português, para meus leitores brasileiros habituais, e um em inglês. Já me desculpo com quem fala outra língua, mas creio que estas duas opções já ajudam a mensagem a chegar a um público bem grande.
Luzes, câmera, ação!
Versão em português:

Versão em inglês: 

Crítica de “A canção da vitória / Yankee Doodle Dandy” (1942): http://criticaretro.blogspot.com/2011/03/cancao-da-vitoria-yankee-doodle-dandy.html
Crítica de “Cupido não tem bandeira / One, two, three” (1960): http://criticaretro.blogspot.com/2011/05/cupido-nao-tem-bandeira-one-two-three.html
P.S.1: Por coincidência, esse vídeo foi gravado no 27º aniversário de morte de James Cagney, 30 de março de 2013. Uma data bem propícia para uma homenagem.
Obrigado, Letícia, não precisava!
P.S.2: Se você e uma pessoa bem-informada e acompanha diversos blogs, deve estar sabendo que o Google Reader encerrará suas atividades no dia primeiro de julho. Para não perder nenhuma atualização do blog Crítica Retrô e de seus outros blogs favoritos, transfira agora sua lista de leitura para o Bloglovin, é fácil e rápido. Você pode começar a tarefa seguindo o blog pelo Bloglovin através do botão na barra lateral.

Leia as outras contribuições para James Cagney Blogathon aqui.

Saturday, August 11, 2012

10 razões para admirar James Cagney

Se eu aprendi alguma coisa lendo blogs sobre cinema clássico, é que um dos atores mais admirados por essa nova geração de cinéfilos é James Cagney. Blogueiros de ambos os sexos, de diveros lugares e realidades compartilham a admiração por este grande ator. Em várias ocasiões eu já mencionei que Cagney é meu ator favorito e, se você ainda não o aprecia devidamente, aqui estão alguns motivos para acreditar que você está perdendo tempo...

1-    Muita gente importante o considera o melhor ator: Não sou só eu que defendo o talento deste ator. Gente do calibre de Orson Welles, Stanley Kubrick, Marlon Brando e Clint Eastwood também consideram-no o melhor. Dizem que Winston Churchill também era seu fã. Estou bem acompanhada em minha opinião.
2-  Ele era O gangster: Nas telas ele interpretou os maiores exemplos de gangsters americanos. E não foi só durante a Lei Seca e a Grande Depressão. Em 1949 ele voltou a viver um fora da lei à moda antiga em “Fúria Sanguinária / White Heat” e se mostrou excelente como na década de 1930. Sua influência foi tamanha que George Raft, outro importante intérprete de gangsters, homenageou-o em “Quanto mais Quente Melhor / Some Like it Hot” (1959), repetindo a cena icônica de Cagney em que ele espreme um grapefruit na cara de um desafeto. 
3-    Ele era mesmo durão: Durante a gravação da sequência-título de “A Canção da Vitória / Yankee Doodle Dandy” (1942), James quebrou uma costela... e continuou dançando! Além disso, na década de 1940, quando era presidente do Sindicato dos Atores, foi ameaçado de morte pela máfia. A tragédia só não aconteceu porque George Raft impediu.
4-    Ele não era nenhum modelo de beleza: Clark Gable era. E olhe que hoje ele não seria considerado um homem atraente! Pois bem, James Cagney não era considerado bonito naquela época e nem hoje pela maioria das pessoas, mas provou que talento é mais importante que beleza.
5-  Ele era versátil: No cinema, Jimmy fez com a mesma maestria dramas, westerns, comédias, musicais e filmes românticos. Existe uma frase no twitter que diz que “uma cena de amor de James Cagney é quando ele deixa o outro cara vivo”. Mas ele era capaz de amar, dançar e cantar, fazendo dele o que é chamado no show business de “triple threat”.
6-    Ele tinha um estilo único de dança: Esqueça a elegância de Fred Astaire ou o vigor de Gene Kelly. Ninguém nunca dançou como James Cagney. Ele tinha passos firmes e, aparentemente, movimentos rígidos e pouco suaves. 
7-    Ele foi casado por 64 anos com a mesma mulher: Se um longo casamento hoje é algo raro, em Hollywood é mais ainda, em qualquer época. Cagney casou-se em 1922 com Frances, a quem chamava carinhosamente de “My Bill”. Eles haviam se conhecido nos coros da Broadway. Frances faleceu em 1995.
8-    Ele adotou duas crianças: Apesar do longo casamento, ele não teve filhos biológicos, adotando dois irmãos de sangue, James Cagney Jr e Cathleen “Cassie” Cagney, no início dos anos 1940. Seu filho faleceu de ataque cardíaco dois anos antes da morte do pai. Infelizmente, os dois filhos pouco falavam com o pai no fim da vida dele. Cassie faleceu em 2004.
9-    Ele tinha várias aptidões: Além de ser um ótimo ator, James escrevia poemas, era faixa preta no judô, falava iídiche, gostava de pintura, criava cavalos em suas fazendas e possuía vários barcos.
10- Ele e eu somos do mesmo signo: Não acredito loucamente em horóscopo, mas fico feliz em saber que nós temos algo em comum. Na verdade, até tento homenageá-lo em seu aniversário (17 de julho) comendo um pedaço de bolo e vendo um de seus filmes ou vídeos no YouTube.

This post is part of the Summer Under the Stars blogathon, hosted by Sittin’ on a Backyard Fence and ScribeHard on Film.



Saturday, May 14, 2011

A idade não diz nada

Em Hollywood, a data de nascimento em sua carteira de identidade não quer dizer muita coisa. O importante é quantos anos você aparenta ter. Exemplos não faltam de duplas e famílias na tela em que os atores tinham diferenças bizarras de idade. Quer ver?
Em “Rosa da Esperança” (Mrs Miniver, 1942) Greer Garson era apenas onze anos mais velha que seu filho nas telas (Richard Ney). Tanto é que, logo depois que o filme acabou de ser rodado, os dois se casaram.
Em “Intriga Internacional” (North by Northwest, 1959), Cary Grant era apenas sete anos mais novo que sua mãe fictícia, Jessie Royce Landis.
Em “Young Philadelphians”, Paul Newman era quatro anos mais velho que sua mãe.
Em “A Canção da Vitória” (Yankee Doodle Dandy, 1942), a situação era mais extrema: James Cagney era onze anos mais velho que Rosemary DeCamp, a atriz que fazia sua mãe!
Em Hamlet (idem, 1948), Laurence Olivier tinha 41 anos. A atriz que interpretava sua mãe, Eileen Herlie, tinha 28. A ideia de escalar uma atriz tão jovem era de criar um complexo de Édipo em Hamlet e despertar a paixão em Claudius.
Em “Gata em Teto de Zinco Quente” (Cat on a Hot Tin Roof, 1958), Burl Ives, que interpretava Big Daddy, era um ano mais velho que Jack Carson, que fazia o primogênito, e 16 anos mais velho que Paul Newman, o caçula.
Em “A Rainha”(The Queen, 2006), Helen Mirren é 11 anos mais nova que Sylvia Syms, sua mãe no filme, e 12 anos mais velha que Alex Jennings, seu filho.

Sunday, March 6, 2011

A Canção da Vitória / Yankee Doodle Dandy (1942)

James Cagney, mais adorável do que nunca, na pele de um ator de vaudeville, astro da Broadway e, como pedia a época, um patriota exemplar. A interpretação de George M. Cohan lhe valeu um Oscar e a redenção após anos carregando a imagem do gangster durão e incorrigível. Mas será que tudo aconteceu como mostrado no filme?
Com vocês, o biografado: George Michael Cohan (1878 – 1942) foi um compositor, ator, dançarino, produtor... enfim, um faz-tudo da Broadway. Sua famosa frase de agradecimento nos tempos do vaudeville era: “Senhoras e senhores, meu pai agradece, minha mãe agradece, minha irmã agradece e eu agradeço”. Há uma estátua em tamanho real dele na Broadway.

Licença Cinematográfica:
A canção mais famosa diz “Sou um sobrinho de verdade do Tio Sam / Eu nasci no dia 4 de julho” ("I'm a real nephew of my Uncle Sam / I was born on the 4th of July"). Cohan não nasceu no dia do aniversário da independência das Treze colônias, mas sim no dia 3 de julho. Sua irmã Josie, no filme mais nova que ele, era na verdade dois anos mais velha.
O próprio mote do filme é falso: George não recebeu a Medalha de Honra do presidente, mas sim uma Medalha de Honra do congresso

George foi casado duas vezes, embora no filme só exista uma esposa, Mary. No entanto, nenhuma das cônjuges de Cohan se chamava Mary! Entretanto, uma das filhas dele tinha esse nome. No filme não são mostrados seus filhos.
Após a morte do pai,em 1917, George é tido como o último Cohan. No entanto, sua mãe ainda estava viva na época, só vindo a falecer em 1928.
Muitas peças são mostradas como produções contemporâneas entre si, sobrepondo os sucessos e fracassos do ator e produtor e desrespeitando a distância de tempo entre elas. Na verdade, se fosse como mostrado na sequência de letreiros, o cara usaria a Broadway toda só pra ele.
Após ver o filme em uma sessão privativa, o ilustre biografado teria dito: “Gostei do filme. Sobre quem era?”.  
Até a próxima! Lê ^_^
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