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domingo, 6 de março de 2011

A Canção da Vitória / Yankee Doodle Dandy (1942)

James Cagney, mais adorável do que nunca, na pele de um ator de vaudeville, astro da Broadway e, como pedia a época, um patriota exemplar. A interpretação de George M. Cohan lhe valeu um Oscar e a redenção após anos carregando a imagem do gangster durão e incorrigível. Mas será que tudo aconteceu como mostrado no filme?
Com vocês, o biografado: George Michael Cohan (1878 – 1942) foi um compositor, ator, dançarino, produtor... enfim, um faz-tudo da Broadway. Sua famosa frase de agradecimento nos tempos do vaudeville era: “Senhoras e senhores, meu pai agradece, minha mãe agradece, minha irmã agradece e eu agradeço”. Há uma estátua em tamanho real dele na Broadway.

Licença Cinematográfica:
A canção mais famosa diz “Sou um sobrinho de verdade do Tio Sam / Eu nasci no dia 4 de julho” ("I'm a real nephew of my Uncle Sam / I was born on the 4th of July"). Cohan não nasceu no dia do aniversário da independência das Treze colônias, mas sim no dia 3 de julho. Sua irmã Josie, no filme mais nova que ele, era na verdade dois anos mais velha.
O próprio mote do filme é falso: George não recebeu a Medalha de Honra do presidente, mas sim uma Medalha de Honra do congresso

George foi casado duas vezes, embora no filme só exista uma esposa, Mary. No entanto, nenhuma das cônjuges de Cohan se chamava Mary! Entretanto, uma das filhas dele tinha esse nome. No filme não são mostrados seus filhos.
Após a morte do pai,em 1917, George é tido como o último Cohan. No entanto, sua mãe ainda estava viva na época, só vindo a falecer em 1928.
Muitas peças são mostradas como produções contemporâneas entre si, sobrepondo os sucessos e fracassos do ator e produtor e desrespeitando a distância de tempo entre elas. Na verdade, se fosse como mostrado na sequência de letreiros, o cara usaria a Broadway toda só pra ele.
Após ver o filme em uma sessão privativa, o ilustre biografado teria dito: “Gostei do filme. Sobre quem era?”.  
Até a próxima! Lê ^_^

Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Toda cinebiografia é meio ficção, né? Até mesmo certos documentários biográficos erram feio. Mas gosto de A Canção da Vitória. É um filme simpático e o Cagney está ótimo.

Abração
www.ofalcaomaltes.blogspot.com

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