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quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Mulher que Soube Amar / Alice Adams (1935)

Se você gosta de cinema clássico, já deve ter ouvido falar do renascimento da carreira de Katharine Hepburn em 1940, dois anos depois de ela ter sido chamada de “veneno de bilheteria”. Mas talvez você não saiba que este foi o segundo renascimento da carreira da moça de pouco mais de 30 anos. Em 1934 ela ganhou seu primeiro de quatro Oscars, mas a RKO lhe continuou lhe oferecendo péssimos papéis. Em 1935 ela conseguiu se recuperar de vários fracassos com uma performance emocionante que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar. O filme responsável por este primeiro renascimento foi “A Mulher que Soube Amar”.

If you like classic movies, you must have heard about Katharine Hepburn’s career Renaissance in 1940, two years after she was labeled “box-office poison”. But maybe you don’t know that this was the second Renaissance in the career of the actress in her early thirties. In 1934 she won her first of four Oscars, but RKO Studios kept offering her terrible roles. In 1935 she recovered from a series of film flops with an emotional performance and a second Oscar nomination. The film responsible for this first Renaissance was “Alice Adams”.
Alice Adams (Katharine Hepburn) é filha de um operário que está doente e, por isso, afastado do trabalho. Alice tem um desejo na vida: ser como as garotas ricas da cidade. Ela vai à badalada festa dos Palmer com um vestido que tem há dois anos, e com um buquê de violetas apanhadas na praça. Na festa, apesar de menosprezada pelas meninas, ela mantém o sorriso no rosto. Até me lembrou de mim mesma na adolescência.

Alice Adams (Katharine Hepburn) is the daughter of a sick, out of work factory worker. Alice has one desire in her life: to be like the rich girls in her city. She goes to the trendy Palmer ball wearing a dress she’s had for a couple of years and a bouquet of violets she has gathered from the local square. At the party, she is ignored by the girls, but keeps a huge smile on her face. She even reminded me of my teenage self!
Alice Adams é uma garota otimista, e que acredita com toda força na vida perfeita que ela diz ter. Dentro de casa, despida da falsa extroversão, ela é uma filha carinhosa e preocupada. A mãe de Alice (Ann Shoemaker) insiste que o pai, Virgil (Fred Stone), ganhe mais dinheiro para que a filha possa competir com as meninas ricas da cidade. Ela sugere que Virgil abra uma fábrica para comercializar uma cola superpotente que ele inventou com o patrão, muitos anos atrás.

Alice Adams is an optimistic girl, and she really believes in the perfect life she has invented. When she is with her family, without her fake extroversion, she is a worried and affectionate daughter. Alice's mother (Ann Shoemaker) insists that Alice's father, Virgil (Fred Stone), should earn more money so his daughter can compete with the rich girls from the city.  She suggests that Virgil should open a factory to sell the superglue he has invented with his boss, many years earlier.
Alice Adams” funciona muito bem como uma fábula, resumida na moral da história: “seja você mesma”. Alice aprenderá que jogar o “jogo do contente” de Poliana só serve para jovens órfãs. Para moças enfrentando a dura realidade das diferenças entre as classes sociais, fingir não é a solução.

Alice Adams” works very well as a fable, or a cautionary tale. It can be resumed in the moral lesson “be yourself”. Alice will learn that playing Pollyanna's “glad game” only works for young orphans. If you are a young lady facing the tough reality of social differences, to pretend that everything is OK is not the best solution.
O filme pertence a Katharine Hepburn. Fred MacMurray interpreta Arthur Russell, que se apaixona por Alice, mas não tem muito a fazer além de sorrir e ser muito bonito. Há também a presença breve de Hattie McDaniel. Ela é a última a aparecer nos créditos, e seu nome ainda é escrito como “Hattie McDaniels”. Hattie interpreta a empregada contratada para servir o jantar que Alice organiza para Arthur conhecer a família Adams.

The film belongs to Katharine Hepburn. Fred MacMurray plays Arthur Russell, who falls in love with Alice, but he has few to do in the film besides smiling and being very handsome. There is also Hattie McDaniel in a short appearance. She is the last billed, and her name even appears as “Hattie McDaniels”. Hattie plays the made hired to serve the dinner Alice organizes so Arthur can meet the Adams family.
É impossível não se apaixonar por Alice Adams. Se você já teve problemas para se enturmar, como eu, o filme pode ser um pouco doloroso, mas há também comédia na medida certa na sequência do jantar. Mas a força do filme está em sua protagonista: Katharine Hepburn, linda, nos faz torcer por Alice, e prova pela primeira vez que é capaz de interpretar toda e qualquer emoção.

It's impossible to not fall in love with Alice Adams. If you already had troubles to fit in a group, like I did, the film can be a little painful, but there is also comedy during the dinner sequence. The force of the film, however, is the protagonist: Katharine Hepburn, looking gorgeous, makes us root for Alice, and for the first time she proves that she is able to play all and any emotion on screen.

This is my contribution to The 3rd Annual Great Katharine Hepburn Blogathon, hosted by Kate expert Margaret at MargaretPerry.org

3 comentários:

Blog 9 do Espaço Sideral disse...

Olá Lê! muito bom o post! hahaha esqueceu do Blog 9 do Espaço Sideral, mas o Blog 9 não esqueceu de você! retornei das cinzas! e fico muito feliz que em ver que você ainda posta no Blog!

Abração e continua firme e forte com as suas Críticas Retrô!


Att

Blog 9 do Espaço Sideral

http://blog9doespacosideral.blogspot.com.br/

Virginie Pronovost disse...

I never saw this film (but heard about it!) but your wonderful article makes it sound very appealing! It sounds like a lovely film. :)

Don't forget to read my entry as well!

https://thewonderfulworldofcinema.wordpress.com/2016/05/12/remembering-the-great-kate/

Carol disse...

Optima review. Como sempre! :)

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