} Crítica Retrô: Lauren Bacall

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Thursday, November 21, 2019

Teu Nome é Mulher (1957) / Designing Woman (1957)


Lauren Bacall provou que era ótima na comédia em 1953 com “Como Agarrar um Milionário”. Em 1957, ela substituiu Grace Kelly em uma comédia ao lado de um ator que foi uma escolha incomum para protagonista cômico: Gregory Peck! Com isso, é fácil ver, desde o início, que “Teu Nome é Mulher” não é um filme comum.

Lauren Bacall had proved that she was great at comedy in 1953 with “How to Marry a Millionaire”. In 1957, she replaced Grace Kelly in a comedy alongside an unusual choice for comic leading man: Gregory Peck! With this, it’s easy to see, from the beginning, that “Designing Woman” is not a common film.


“Teu Nome é Mulher” começa com cinco personagens quebrando a quarta parede e falando sobre certo “caso de Boston”. Finalmente, o primeiro personagem, interpretado por Gregory Peck, começa a contar o que aconteceu. Mike Hagen (Peck) está de ressaca após uma noite da qual ele não se lembra. Os efeitos sonoros são altos e exagerados, para que o espectador se sinta como o Mike de ressaca se sente: mesmo um alfinete tocando no fundo de uma lata de lixo o incomoda.

Designing Woman” starts with five characters breaking the fourth wall and talking about a certain “Boston affair”. Finally, the first character, played by Gregory Peck, starts telling what happened. The flashback begins. Mike Hagen (Peck) is hung-over after a wild night that is not stored in his memory. The sound effects are loud and exaggerated, in order to make us feel like hung-over Mike feels: even a pin hitting the bottom of a trash can bothers him.


Na noite anterior, enquanto estava bêbado, Mike conheceu e levou Marilla Brown (Lauren Bacall) para um bar. Lá ela o ajudou a escrever um artigo para sua coluna esportiva num jornal, e ele deu a ela 700 dólares como recompensa. Na manhã seguinte, ela devolve o dinheiro para Mike e, agora sóbrio, ele percebe que gosta da companhia dela. Logo – logo mesmo – eles estão casados.

The night before, while drunk, Mike had met and taken Marilla Brown (Lauren Bacall) to a bar. There she helped him write an article for his sports column at the newspaper, and he gave her 700 dollars as a reward. The morning after, she returns Mike the money and, now sober, he realizes he enjoys her company. Soon – too soon – they're married.


Mike e Marilla não sabem muito um sobre o outro. Quando eles voltam para Nova York, descobrem que não poderiam ser mais diferentes. Mike é colunista esportivo, Marilla é estilista. Mike morava em um apartamento que era como uma caixa de sapatos, Marilla o convenceu a se mudar para o apartamento dela, um lugar chique onde ela recebe seus amigos da alta sociedade. Mike tinha um relacionamento complicado com a atriz e cantora Lori Shannon (Dolores Gray), enquanto o produtor teatral Zachary Wilde (Tom Helmore) queria se casar com Marilla.

Mike and Marilla don't know much about each other. When they fly back to New York, they find out they couldn't be more different. Mike is a sports columnist, Marilla is a clothes designer. Mike lived in an apartment that is like a shoebox, Marilla convinces him to move to her place, a chic apartment where she receives her high society friends. Mike had a thing going on with actress / singer Lori Shannon (Dolores Gray), while theater producer Zachary Wilde (Tom Helmore) wanted to marry Marilla.


Marilla não suporta o fato de que Mike precisa assistir a lutas de boxe para o trabalho, e acha o amigo dele, Maxie (Mickey Shaughnessy), um ex-boxeador, muito estranho. Mike também não aprova os amigos de Marilla que estão montando uma peça de teatro, em especial o extravagante coreógrafo Randy (Jack Cole, coreógrafo do filme). Mas as coisas só começam a se complicar quando Marilla, Zach e Lori passam a trabalhar na mesma peça, e Mike desagrada o magnata do boxe Mart Daylor (Edward Platt) e começa a receber ameaças.

Marilla can't stand the fact that Mike needs to watch boxing matches to work, and finds his friend Maxie (Mickey Shaugnessy), a former boxer, a weird guy. Mike also disapproves Marilla's friends from a theater play, in special the extravagant choreographer Randy (Jack Cole, the film's real choreographer). But things only start getting complicated when Marilla, Zach and Lori start working in a theater play, and Mike displeases boxing mogul Mart Daylor (Edward Platt) and starts receiving threats.


Isso não é algo que você escuta todo dia, mas Gregory Peck está hilário neste filme. Como Mike, ele tem a oportunidade de mostrar seu talento tanto na comédia física quanto na hora de reagir a um acidente bastante incomum. Infelizmente, nem tudo é divertido: um elemento que envelheceu mal foi o tratamento de Maxie. Maxie é um homem que certamente teve danos cerebrais causados pela violência do boxe, e não foi certo usá-lo para causar riso.

This is not something you read every day, but Gregory Peck is hilarious in this film. As Mike, he has the opportunity to show his talent both in slapstick comedy and by doing deadpan faces as a reaction to a very uncommon incident. Unfortunately, not everything is fun: a bit that has aged badly is Maxie's treatment. Maxie is a man who certainly has had brain damage thanks to his boxing career, and it was not nice to use him to make the public laugh.


“Teu Nome é Mulher” deveria ser um projeto para Grace Kelly e James Stewart. Grace deixou Hollywood para se casar com o príncipe Rainier de Mônaco, e Stewart abandonou o projeto. Lauren Bacall e Gregory Peck, os novos protagonistas, se tornaram grandes amigos, uma amizade que durou o resto da vida. Mas o grande destaque do filme é mesmo o coreógrafo Jack Cole como Randy.

“Designing Woman” was meant to be a vehicle for Grace Kelly and James Stewart. Grace left Hollywood to marry Prince Rainier of Monaco, and Stewart abandoned the project. Lauren Bacall and Gregory Peck, the new leads, became good friends, a friendship that last until the end of their lives. But the MVP in this film is indeed choreographer Jack Cole as Randy.


“Teu Nome é Mulher” tem uma história curiosa: o filme foi escrito por George Wells, também produtor associado, e foi baseado em uma ideia da estilista Helen Rose! Wells ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, embora muitas pessoas na indústria do cinema acreditassem que a trama era muito parecida com outro filme, “A Mulher do Dia”, de 1942 – o que eu não acredito. Há uma coisa, entretanto, com a qual todos concordamos: “Teu Nome é Mulher”, assim como todos os filmes de Vincente Minnelli, é uma delícia.

“Designing Woman” has a very unique background: this film was written by George Wells, also associate producer, and based on an idea given by stylist Helen Rose! Wells won the Oscar for Best Original Screenplay, although many people in the industry believed the plot followed too closely another film, 1942’s “Woman of the Year” – I don’t think so. There is one thing, however, that we all can agree with: “Designing Woman”, as all of Vincente Minnelli’s films, is delightful.

This is my contribution to the Third Annual Lauren Bacall blogathon, hosted by Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.


Sunday, September 16, 2018

O Caçador de Aventuras (1966) / Harper (1966)


Um fato pouco conhecido na comunidade de cinema clássico é que eu queria ser detetive quando era criança. OK, esse pode não ser um fato relevante para a comunidade de cinema clássico, mas é importante para este artigo. Quando criança, minha única referência de detetive era Sherlock Holmes. Conforme eu cresci, eu conheci Philo Vance e Nick Charles, ambos interpretados por William Powell. Os anos 30 e 40 foram cheios de detetives bacanas e, em meados dos anos 60, Hollywood decidiu que era hora de trazer de volta estes detetives bacanas. E Paul Newman foi o escolhido para seguir as pistas, porque Newman é o epítome de tudo que é mais bacana.

A little known fact in the classic film community is that I wanted to be a detective when I was a child. OK, this may be irrelevant information for the classic film community as a whole, but it is important for this post. As a kid, my only detective reference was Sherlock Holmes. As I grew up, I got to know other cool sleuths, like Philo Vance and Nick Charles, both played by William Powell. The 1930s and 1940s were full of cool detectives, and when the mid 1960s came, Hollywood decided it was time to bring back cool detectives. And Paul Newman was chosen to follow clues, because Newman is the epithome of cool.


Lew Harper (Paul Newman) não é um detetive comum. Para começar, ele vive em seu escritório em um prédio comercial, dormindo e preparando refeições em um combo improvisado de cama / cozinha / mesa de trabalho. Ele não é particularmente atlético, sedutor ou sortudo. Ele não tem aparelhos mirabolantes e algumas vezes ele perde oportunidades e escapa por pouco da morte com ajudas improváveis – às vezes, até o público é mais esperto que ele. E ele é um palhaço. É como se Paul Newman, um conhecido piadista, tivesse se tornado detetive!

Lew Harper (Paul Newman) is not a common detective – if there ever was one in fiction. To begin with, he lives in his office in a commercial building, sleeping and preparing meals in an improvised bed / kitchen / desk combo. He is not particularly athletic, seductive or lucky. He does not have gadgets and sometimes he misses opportunities and narrowly escapes death with improbable help – sometimes, even the audience outsmarts him. And he's goofy. It's like Paul Newman, a huge prankster, became a detective!


Harper é chamado para solucionar o desaparecimento de Ralph Sampson, um homem rico e mentalmente instável, cuja paranoia faz com que seja impossível a família envolver a polícia no caso. E “família” é um termo não muito correto para estes tipos: temos Elaine Sampson (Lauren Bacall), a esposa que de fato chamou Harper, Miranda (Pamela Tiffin), a filha do Sr Sampson de um casamento anterior, e Alan (Robert Wagner), o jovem piloto que mora na casa dos fundos.

Harper is called to solve the disappearance of Ralph Sampson, a rich and mentally unstable man whose paranoia makes it impossible for his family to call the police when he goes missing. And “family” is a nice way of putting it: we have Elaine Sampson (Lauren Bacall), the wife who effectively called Harper, Miranda (Pamela Tiffin), Mr Sampson's daughter from a previous marriage, and Alan (Robert Wagner), the young pilot who lives in the back house.


Eles começam a investigar em Los Angeles, onde Ralph foi visto pela última vez. Lá, Harper conhece uma ex-atriz que Ralph costumava encontrar, Fay Estabrook (Shelley  Winters), uma pianista de bar que tem problemas com drogas, Betty Fraley (Julie Harris) e outras figuras estranhas. Completando o caso, há astrologia, um guru com um templo no topo de uma montanha, e contratação ilegal de mão de obra estrangeira. Ah, e também há o amigo advogado de Harper, Albert Graves (Arthur Hill), que é apaixonado por Miranda mas não sabe como conquistá-la. Sim, é uma grande bagunça.

They start investigating in Los Angeles, where Ralph was last seen. There, Harper meets a former actress who Ralph used to see, Fay Estabrook (Shelley Winters), a piano player from a bar who has some problems with narcotics, Betty Fraley (Julie Harris) and other odd figures. To complete the case, there is astrology, a guru with a temple on the top of a mountain and illegal foreign workers. Oh, and there is also Harper's lawyer friend, Albert Graves (Arthur Hill), who is in love with Miranda but doesn't know how to conquer the girl. Yes, it's a complete mess.


Mesmo com a trama complicada, o filme é bem divertido. Os anos 60 foram provavelmente a década com os filmes mais divertidos – e não estou falando das comédias mais engraçadas. Mesmo os filmes ruins dos anos 60 nos divertem. Toda a atmosfera da década é divertida: a arquitetura e decoração, as roupas, as músicas em especial, e as atuações. “Harper” tem de tudo, com destaque para as muitas frases irônicas proferidas pelo protagonista.

Even if the plot is so complicated, the film is too much fun. The 1960s were probably the decade in which the funniest movies were made – and I'm not talking about the funniest comedies. Even the bad 1960s movies are fun to watch. The whole 1960s atmosphere is fun: the architecture and decoration, the clothes, the songs in particular, and the performances. “Harper” has it all, and also many funny lines spoken by the lead.


A enteada Miranda diz que Elaine “não é mais uma grande beldade” - e eu discordo. Aos 42 anos, Lauren Bacall podia ser considerada “madura” para os padrões de Hollywod, mas ela nunca deixou de ser bela, porque ela tinha mais do que beleza: ela tinha classe. Mesmo quando jovem – ela tinha só 19 quando filmou “Uma Aventura na Martinica” (1944) – ela já possuía esta classe que a fazia brilhar.

The stepdaughter Miranda says about Elaine: “she's not a raving beauty anymore” - I choose to disagree. At 42, Lauren Bacall could be considered “mature” for Hollywood standards, but beauty is something she never lost, because she had more than beauty: she had class. Even as a young woman – only 19 when filming “To Have and Have Not” (1944) – she already possessed this class that made her glow.


Em “Harper”, Lauren Bacall é quase desperdiçada, aparecendo apenas em algumas cenas e só sentada, porque sua personagem havia sofrido um acidente andando a cavalo. Isso pode não ser muito legal – especialmente se considerando que Paul Newman, o protagonista, era apenas um ano mais novo que Bacall – mas há uma razão. “Harper” queria fazer uma homenagem aos filmes de detetive de Humphrey Bogart, em especial “À Beira do Abismo” (1946). Nele, o homem que contrata Phillip Marlowe, o Sr Sternwood, está numa cadeira de rodas, assim como a personagem de Bacall em “Harper”.

In “Harper”, Lauren Bacall is nearly wasted, appearing in a few scenes and only seated, because her character had suffered a horseback riding accident. This may not be very nice – especially considering that Paul Newman, the lead, was only a year younger than Bacall – but there is a reason. “Harper” wanted to pay tribute to Humphrey Bogart’s detective films, in special “The Big Sleep” (1946). In it, the man who hires Phillip Marlowe, Mr Sternwood, is in a wheelchair, just like Bacall’s character in “Harper”.


E já que estamos falando sobre beldades, precisamos falar sobre Shelley Winters. Sua personagem é uma ex-atriz que abandonou a carreira após engordar, e por causa disso ela é vista como uma criatura ridícula que só serve para fazer rir. Na vida real, a carreira de Shelley pode ser dividida em duas fases, e em ambas ela fez mais papéis coadjuvantes que principais. Ela teve dificuldades na primeira fase por ser considerada “vulgar demais” para papéis importantes, e por isso só conseguiu papéis menores, porém vitais para os filmes em que apareceu. A segunda fase começa com “O diário de Anne Frank” (1959), pelo qual ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e nessa fase, com o ganho de peso, ela se especializou em papéis de matrona, bêbada ou cômica.

And since we're talking about beauty, we need to talk about Shelley Winters. Her character is a former actress who lost her career as she got fat, and because of it she is played as a ridiculous thing to be laughed at. In real life, Winters's career can be divided in two phases, both more as a supporting actress than a lead. She struggled in the first phase, because she was considered “too vulgar” for big roles and got only smaller, yet important, ones. The second phase begins with “The Diary of Anne Frank” (1959), for which she won the Best Supporting Actress Oscar, and in this phase, as she gained weight, she became a character actress specialized in drunk, reckless, fun or matronly roles.


E temos outra mulher em “Harper” que ainda não foi mencionada: Janet Leigh interpreta Susan, a esposa que Lew Harper, que quer o divórcio, mas Harper não assina os papéis. Susan não tem muita serventia no filme – talvez ela esteja lá para conferir um passado mais humano para Harper – e o problema do divórcio nunca é resolvido. Eu tenho a impressão de que a ideia original era iniciar uma série de filmes de Harper – no modelo James Bond – mas apenas uma sequência foi feita, em 1975: “A Piscina Mortal”.

And we have another woman in “Harper” that wasn’t mentioned yet: Janet Leigh plays Susan, Lew Harper’s wife who is seeking a divorce, but Harper won’t sign the papers. Susan doesn’t really have a reason to exist in the film – maybe she is there to give a more human past to Harper – and their divorce situation is never really solved. I have the impression the original idea was to start a Harper series of films – like the Bond series – but only a sequel was made, in 1975: “The Drowning Pool”.


“Harper” é divertido principalmente por causa do roteirista William Goldman, que faz sua estreia sozinho aqui. Goldman escreveria o roteiro de muitos outros filmes, como “Butch Cassidy” (1969) e “Todos os Homens do Presidente” (1976). E “Harper” funciona também por causa de Paul Newman, um ator muito talentoso e BACANA. Eu não tenho uma vontade maior de ser detetive agora porque fui inspirada por Harper. Mas eu espero que todos que virem “Harper” se sintam ao menos inspirados a tentar ser tão bacana quanto Paul Newman – se isso foi possível.

“Harper” is funny mainly because of screenwriter William Goldman, making his debut solo here. Goldman would go on to write screenplays for many films, like “Butch Cassidy and the Sundance Kid” (1969) and “All the President's Men” (1976). And “Harper” works also because of Paul Newman, a very talented and COOL actor. I'm not now more inclined to be a detective than I was before because I was inspired by “Harper”. But I hope everybody that sees “Harper” gets inspired, at least, to try to be as cool as Paul Newman – if this is even possible.

This is my contribution to the Second Lauren Bacall blogathon, hosted by Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.


Monday, December 5, 2016

Prisioneiro do Passado / Dark Passage (1947)

Bogie e Bacall, juntos novamente, na vida e nas telas. O belo e talentoso casal fez quatro filmes juntos, e o noir “Prisioneiro do Passado” é o terceiro deles. Não é tão romântico e cheio de flertes quanto “Uma Aventura na Martinica” (1944), nem tão labiríntico quanto “À Beira do Abismo” (1946), mas é um filme que grita noir – da melhor maneira possível.

Bogie and Bacall, together again, in life and on the screen. The beautiful, talented couple starred in four films together, and the noir Dark Passage is the third of the list. It’s not as romantic and flirtatious as To Have and Have Not (1944), nor as labyrinthic as The Big Sleep (1946), but it screams noir – in the best way possible.
Este é o famoso filme que começa com o ponto de vista do protagonista, que está fugindo da prisão de San Quentin dentro de um barril. Mas não acaba aí. Por quase 40 minutos vemos a maioria das cenas através da perspectiva dele, exceto quando Irene Jansen (Lauren Bacall) está dirigindo – aí retornamos ao ponto de vista de terceira pessoa. Quando chegamos à marca de 37 minutos, finalmente vemos o rosto de Bogie, mas coberto de ataduras. Seu personagem, Vincent Parry, foi condenado à prisão perpétua por ter matado a esposa. Quando ele foge, lhe oferecem uma cirurgia plástica para que ele despiste a polícia.

This is the famous picture that begins with the viewpoint of the leading man, who is escaping San Quentin inside a barrel. But it doesn't stop there. For nearly 40 minutes we see most of the scenes from his perspective, except the ones in which Irene Jansen (Lauren  Bacall) is driving – then we get back to the regular third-person viewpoint. When we reach the mark of 37 minutes, we finally see Bogie's face, but covered with bandages. His character, Vincent Parry, was imprisoned for life after being found guilty of killing his wife. When he ran away, he was offered a plastic surgery to escape the police.
Vincent encontra uma galeria de personagens curiosos pelo caminho. Baker (Clifton Young), o primeiro a lhe dar uma carona, percebe que ele é o fugitivo por causa da descrição que ouve no rádio. Vincent o deixa inconsciente e escapa. Irene leva Vincent ao apartamento dela em São Francisco e lhe compra roupas novas. Mais tarde, descobrimos que ela faz isso como parte de uma redenção: o pai dela foi preso acusado de matar a esposa e morreu na prisão. Irene diz que o pai era inocente, e se interessou por Vincent devido às semelhanças entre os dois casos. 

Vincent meets odd helpers in his way. Baker (Clifton Young), the first man who gives him a ride recognizes his description on the radio, and realizes he is the fugitive. Vincent knocks him unconscious. Irene takes him until her apartment in San Francisco and buys him new clothes, and later we find out she's doing it as a kind of redemption: her father was arrested for killing her stepmother and died in prison. She claims Mr Jansen was innocent, and chose Vincent, because of the similarities between the cases, to help him.
THOSE EYEBROWS
Vincent sempre pode contar com seu velho amigo George (Rory Mallinson), o trompetista, para ter onde se esconder. Sam (Tom D’Andrea), o taxista, é um homem estranho e solitário que percebe que Vincent está com problemas e lhe arranja uma cirurgia plástica em tempo recorde. O doutor Walter Coley (Houseley Stevenson), um médico meia-boca como era de se esperar, é sinistro mas faz um bom trabalho. Afinal, passar por uma cirurgia e ficar com o rosto igual ao de Humphrey Bogart é sempre um upgrade, certo?

Vincent can always count on his old friend George (Rory Mallinson), the trumpet player, to provide a place to hide. Sam (Tom D’Andrea), the taxi driver, is an odd and lonely type who can see that Vincent is in trouble, and arranges the plastic surgery for him. Doctor Walter Coley (Houseley Stevenson), a back-alley doctor as expected, is sinister but does a good job. After all, undergoing a surgery and ending up with Humphrey Bogart's face is always an upgrade, right?
On set
“Prisioneiro do Passado” nos faz sentir emoções contraditórias. Nós ouvimos nos primeiros minutos que Vincent foi condenado à prisão perpétua por ter matado a esposa, mas torcemos por ele – em absoluto porque ele é o anti-herói noir, em particular porque ele é Bogart. A câmera subjetiva é um recurso brilhante e desejamos que o filme inteiro seja assim, e ao mesmo tempo mal podemos esperar para ver o rosto tão familiar de Bogart.

Dark Passage is a film that makes us feel contradictory emotions. We hear in the first minutes that Vincent got a sentence of life in prison for killing his wife, but we root for him – in general because he's the noir anti-hero, in particular because he's Bogart. The subjective camera resource is brilliant and we wish the whole film is shown this way, but at the same time we can't wait to see Bogart's familiar face.
Com os personagens coadjuvantes, nos incomodamos com Madge (Agnes Moorehead), a antipática “amiga” de Irene que foi uma das principais testemunhas no julgamento contra Vincent. Se você está mais acostumado a ver Agnes como Endora na série de TV “A Feiticeira”, você terá, como eu tive, uma bela surpresa ao conhecer sua habilidade como atriz.

With supporting characters, we get annoyed with Madge (Agnes Moorehead), Irene's unpleasant 'friend' who was one of the key witnesses in the judgment against Vincent. If you are most familiar with Agnes as Endora in the TV series Bewitched, you’ll be, like I was, surprised by her acting range.
“Prisioneiro do Passado” é um filme à frente do seu tempo. O fato de que o rosto de Bogart é visto totalmente sem ataduras apenas após 62 minutos enfureceu Jack Warner. O público, sem estar preparado para o formato e ainda amargando o fato de que Bogie e Bacall defenderam os “10 de Hollywood” – 10 funcionários de trás das câmeras acusados de serem comunistas – fez o filme ser um fracasso de bilheteria. Mas “Prisioneiro do Passado” não merecia este destino. É uma bela mistura de romance e suspense. E é um noir de alta qualidade, tanto que eu disse a mim mesma quando o filme acabou: “como eu demorei tanto para ver esta obra-prima?”.

Dark Passage was a film ahead of its time. The fact that Bogart’s face is only fully seen, without bandages, after 62 minutes, made Jack Warner sour. The public, not ready for the new storytelling and still bitter because Bogart and Bacall defended the ‘Hollywood 10’ – 10 behind-the-camera professionals accused of being communists, made the film a box office failure. But Dark Passage didn’t deserve that fate. It is a mix of romance and thriller done right. It is a high-quality noir, and one I exclaimed after the film was over: “how come I haven’t watched this earlier?”.

This is my contribution to the Agnes Moorehead blogathon, hosted by superfan Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.

Monday, September 14, 2015

Médica, Bonita e Solteira / Sex and the Single Girl (1964)

Comédia psicodélica dos anos 60 à vista! Começam os créditos e já somos surpreendidos pelo tipo de animação que ficou famosa naquela década com os filmes da Pantera Cor-de-rosa. Uma caricatura de Tony Curtis persegue uma caricatura de Natalie Wood. Símbolos masculinos e femininos nos apresentam também Henry Fonda, Lauren Bacall e Mel Ferrer. Vem coisa boa por aí? Hum, não exatamente.
A psicóloga PhD Helen Brown (Natalie Wood) acaba de escrever um best-seller intitulado “Sex and the S1ngle Girl”, o que rendeu muita notoriedade para ela e para o instituto onde ela trabalha. Mas a revista sensacionalista STOP publicou uma matéria desacreditando a autora, pois a “acusavam” de ser virgem, e, portanto, não ter nenhuma experiência para escrever tal livro. Por trás deste plano maligno está o repórter Bob Weston (Tony Curtis), ele próprio com muita experiência prática sobre o assunto.
Como a médica se recusa a dar uma entrevista para a revista STOP, Bob tira proveito do drama conjugal de seu amigo e vizinho Frank (Henry Fonda), um vendedor de meias que sofre com o ciúme da mulher, Sylvia (Lauren Bacall). Bob finge que é Frank para se consultar com a doutora Helen. Você já imagina o que vai acontecer, não é? Amor à primeira consulta.
Tony Curtis e Natalie Wood têm mais tempo em cena. Em seguida vem Henry Fonda, com uma boa sequência na excêntrica fábrica de meias, cena que poderia ter sido até mais longa. Do quinteto principal (Mel Ferrer interpreta o psiquiatra Rudy), quem tem menos destaque é Lauren Bacall. A moça já havia provado que sabia fazer comédia em “Como Agarrar um Milionário / How to Marry a Millionaire” (1953). Talvez fosse toda a aura séria e sedutora que Lauren tinha desde sua estreia no cinema, aos 20 anos. Talvez seja um problema mais grave: em 1964 Lauren Bacall completou 40 anos, e são poucas as oportunidades para mulheres desta idade em uma indústria sexista como Hollywood quase sempre foi. Mesmo com Fonda admitindo que este era o filme que ele menos gostou de fazer, ele brilha e diverte, mesmo sub-aproveitado. Mas a verdade é que Lauren desempenha bem seu papel. Ela tem química com Henry Fonda, e dá vontade de ver os dois juntos em mais filmes (e dançando o twist, se possível - veja o vídeo:).
Falando em sub-aproveitado, temos também Edward Everett Horton, coadjuvante sempre delicioso de se ver, como o chefe de Bob na revista STOP. Edward, já no final da carreira, tem apenas duas cenas. Outro importante comediante que faz uma breve participação como um policial é Larry Storch.
O passeio no zoológico de Helen e Bob é uma metáfora dos instintos primitivos aflorando, o que fica ainda mais evidente com os gestos de mímica de Tony Curtis em frente à jaula dos macacos. E é assim que o sexo é tratado no filme todo: podíamos estar às vésperas da grande revolução sexual, mas Hollywood ainda não estava totalmente preparada para lidar com o assunto abertamente. Tony Curtis usa o termo “inadequado” para dizer que não conseguia satisfazer a esposa fictícia. Ao final, o filme não é responsável por nenhum grande avanço no tratamento do sexo no cinema, e é provável que desagrade às feministas. Pensando bem, o filme funcionaria perfeitamente se fosse protagonizado por Rock Hudson e Doris Day!
“Sex and the Single Girl” é o título de um best-seller verdadeiro, escrito por, sim, Helen Gurley Brown. Helen foi editora da revista Cosmopolitan, e vendeu os direitos de seu livro e de seu nome por 200 mil dólares para a Warner Bros. O filme nada tem a ver com o livro, apenas utiliza seu título, mas qualquer um ficaria feliz em receber 200 mil para ser interpretado pela linda Natalie Wood nas telas, não?
Os últimos quinze minutos são dignos de uma screwball comedy, com uma divertida perseguição e várias infrações de trânsito. Este é sem dúvida o ponto alto do filme, embora uma sequência anterior também arranque muitas risadas: vestindo um roupão florido, Tony Curtis é comparado, mais de uma vez, “àquele ator, Jack Lemmon” (Lemmon e Curtis se vestiram de mulher no clássico “Quanto Mais Quente Melhor / Some Like It Hot”, de 1959).
O sensacionalismo do título, a crítica inteligente à imprensa dentro da revista STOP, a comédia leve e maluca, o grande elenco: tudo isso rendeu 4 milhões de dólares nas bilheterias. Foi um sucesso, mas visto em 2015 pode ser considerado muito conservador. É um filme bom, mas poderia ser muito melhor.

This is my contribution to the Lauren Bacall Blogathon, hosted by Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.

Thursday, April 25, 2013

Making-off: documentários cinematográficos – Parte 1

Nós adoramos ver o que os atores fazem em frente às câmeras, mas atrás delas às vezes a vida pessoal de astros e estrelas de cinema pode ser tão ou mais interessante que um filme. Por isso os documentários se tornam tão populares e são um deleite para qualquer fã. Feitos em sua maioria após a morte do assunto do documentário, eu selecionei várias produções que recomendo:

That’s Entertainment!: Em comemoração aos 50 anos da MGM, esta produção reuniu um dos mais espetaculares elencos já vistos pelo olho humano. A missão desses astros era apresentar clipes que reviviam a época de ouro do estúdio e de seus alegres musicais. Com o sucesso do primeiro, lançado em 1974, teve origem uma trilogia e um spin-off, “That’s Dancing!”.
Bette Davis, um magnânimo vulcão / Bette Davis: a basically benevolent volcano (1983): A própria Bette nos narra sua trajetória, desde a infância em Boston até o estrelato em Hollywood, demonstrando o que todos os seus fãs já sabiam: que era uma mulher forte e decidida. Um dos deleites é um clipe de “Fashions of 1934”, em que ela se veste de Greta Garbo. O documentário está disponível em oito partes no YouTube.
Rita Hayworth: Dancing into the dream (1990): Sim, nossa querida Rita começou como dançarina fazendo para com seu pai, e foi dançando que ela entrou em Hollywood. Neste interessante documentário, o destaque é para a filha Yasmin, uma verdadeira princesa e a única das duas filhas de Rita a aparecer no vídeo.

Bacall on Bogart (1988): Lauren nos acompanha pelos estúdios em uma viagem pela vida e carreira de seu primeiro marido. Com clipes interessantes e ótimas histórias, ela traz ainda várias entrevistas, e eu destaco a de Katharine Hepburn. Assista-o sem legendas AQUI.
Além dos maiorais: ítaloamericanos e o cinema (2008): Se a versão assistida não contar com a identificação dos entrevistados, o documentário pode ficar um pouco confuso. Caso contrário, a sensação que fica é que ele é curto demais para tantas informações interessantes.
Aprendendo a falar: Um dos mais primorosos documentários cinematográficos mostra que o desejo de adicionar som às imagens em movimento é tão antigo quanto o cinema, assim como o são as experiências feitas para esse intento. 
A década que mudou o cinema / A decade under the influence (2003): Os próprios cineastas responsáveis por esta revolução na maneira de fazer cinema comentam as influências que tiveram, as histórias por trás de seus filmes e o impacto deles na época e hoje. Destaque para a camisa florida de Francis Ford Coppola

Essas sombras assombrosas / These amazing shadows (2011): Uma obra obrigatória para todos que amam cinema clássico. A preservação de uma série de películas escolhidas anualmente para fazer parte do arquivo do American Film Institute é o tema, e a melhor abordagem é sem dúvida apresentar quem batalhou para que cada filme entrasse nesta seleta lista. Veja esta pérola AQUI.
Clark Gable: Tall, Dark and Handsome: O rei de Hollywood ganhou um documentário à altura em 1996. Seu filho, que ele nao conheceu, e a filha com Loretta Young, que foi escondida a vida toda, têm alguns dos depoimentos mais reveladores. Veja um trecho:
François Truffaut: uma autobiografia (2004): Uma autobiografia feita décadas após a morte do biografado, algo que só seria capaz com Truffaut. A cena de “Os incompreendidos”, em que os meninos roubam fotos de Cidadão Kane de um cinema, é refeita com fotos dos filmes de Truffaut no lugar, em uma emocionante homenagem. As palavras de Woody Allen e a música final também são destaques.


Terror Universal (1998): Narrado por Kenneth Branagh, faz uma viagem por duas décadas em que a Universal reinou com seus filmes de terror (1920-1940). Além de analisar as produções, há também trechos de filmes europeus que influenciaram essa generosa safra do terror. Além disso, é a oportunidade de desvendar efeitos especiais que impressionaram os cinéfilos.
Teen Spirit: Adolescentes em Hollywood (2009): De James Dean a High School Musical, passando por Ferris Bueller e o Clube dos Cinco. A imagem do adolescente passou por diversas mudanças ao longo dos últimos cinquenta anos, e tudo isso graças à sétima arte.

Monday, December 19, 2011

Humphrey Bogart: fatos rápidos


·Nasceu Humphrey DeForest Bogart, em Nova York, no dia de Natal (há controvérsias) de 1899 e faleceu em Los Angeles, em 14 de janeiro de 1957, com apenas 36 kg, vítima de câncer de esôfago. 
· Atuou em 78 filmes de longa-metragem, dois episódios de séries de TV e dois curtas. 

· No rádio, reprisou alguns de seus mais famosos papéis, como Sam Spade e Rick Blaine.
· Ainda bebê, teve sua imagem veiculada em uma campanha nacional da empresa Mellin’s Baby Food.
· Pensou em estudar medicina na Universidade De Yale, mas foi expulso da escola preparatória por comportamento rebelde.
· Começou a atuar em 1921 e fez várias peças na Broadway. Seu primeiro sucesso no cinema foi “A Floresta Petrificada / The Petrified Forest” (1936), também baseado em uma peça. Ele conseguiu o papel por insistência de seu amigo Leslie Howard.
· No começo da carreira, os bons papéis na Warner iam para George Raft, Edward G. Robinson ou James Cagney, deixando Bogart com o que sobrasse. Ironicamente, os primeiros trabalhos em que se destacou foram recusados por Raft, como “High Sierra” e “Casablanca”.
·Ganhou apenas um Oscar, por sua atuação em “Uma Aventura na África / The African Queen” (1951), em que contracena com a amiga Katharine Hepburn.  Foi indicado em mais duas oportunidades, por “A Nave da Revolta/ The Caine Mutiny” (1954) e “Casablanca” (1943).
· Em 1944, tão certo estava de que iria ganhar o Oscar por sua interpretação de Rick Blaine que se levantou antes de ser anunciado o vencedor. Quando percebeu que o ganhador tinha sido Paul Lukas, Bogart disfarçou e aplaudiu-o de pé.  
·Em 1949 ganhou o estranho prêmio Sour Apple como Ator que menos colabora (?!). Curiosamente, ele era muito atencioso com colegas que estivessem passando por dificuldades ou envolvidos em escândalos.
·Durante as filmagens de “Casablanca”, precisava usar saltos de 7,6 cm nos sapatos para disfarçar o fato de que era mais baixo que Ingrid Bergman. Longe das câmeras, o ciúme da terceira esposa o impedia de se aproximar de Ingrid. Mais tarde ela declarou: “Eu o beijei, mas nunca o conheci”.
·Participou da Primeira Guerra Mundial combatendo na Marinha. Na Segunda Guerra, ele costumava jogar xadrez (seu mais querido passatempo) por correspondência com soldados. Entre 1943 e 1944, ele fez parte da equipe de venda de bônus de guerra, viajando para a Itália e o Norte da África, incluindo Casablanca.
·Trabalhou em cinco ocasiões com o amigo John Huston: “Seu Último Refúgio / High Sierra” (1941, Huston era roteirista), “O Falcão Maltês / The Maltese Falcon” (1941), “O Tesouro de Sierra Madre / The Treasure of Sierra Madre” (1948), “Uma Aventura na África” (1951) e “O Diabo riu por Último / Beat the Devil” (1954).
· Durante as filmagens de “O Diabo riu por Último”, sofreu um sério acidente de carro, perdendo vários dentes e tendo a fala alterada. Para o que faltava do filme, teve de ter diálogos dublados por um hábil imitador: Peter Sellers.
·Apareceu em apenas cinco filmes coloridos: “Uma Aventura na África”, “A Nave da Revolta” (1954), “A Condessa Descalça / The Barefoot Contessa” (1954), “Não somos Anjos / We’re no Angels” e “Do destino ninguém foge / The Left Hand of God”, ambos de 1955. 
·Considerava sua melhor atuação “Uma Aventura na África” e a pior “Swing Your Lady”, um musical de 1938.
· Louise Brooks disse que o personagem que mais se assemelhava à personalidade de Bogart era Dix Steele, de “No Silêncio da Noite / In a Lonely Place” (1951).
·Abriu uma produtora em 1948, a Santana Productions (Santana era o nome de seu iate). Ele estrelou em cinco filmes da produtora, que acabou vendida para a Columbia devido ao fracasso de bilheteria de seus filmes.
·Foi casado quatro vezes, com quatro atrizes: Helen Menken, Mary Philips, Mayo Methot e Lauren Bacall.
·Quando conheceu Lauren, então uma modelo e aspirante a atriz de 19 anos, Bogart tinha 44. Foi durante as filmagens de “Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not” (1944), baseado em um livro de Hemingway e muito semelhante a “Casablanca”.
Bogart e Bacall permaneceram casados por 12 anos. Tiveram dois filhos: Stephen Humphrey Bogart (em alusão ao seu personagem em “Uma Aventura na Martinica”) e Leslie Howard Bogart (em homenagem ao amigo que o ajudou no início da carreira). Em 1988, Lauren apresentou o documentário “Bacall on Bogart”.
·Foi um dos fundadores do famoso grupo “Rat Pack”, em 1955. Ao ser questionada qual era a finalidade do grupo, Lauren Bacall respondeu: “Beber muito Bourbon e ficar acordado até tarde”. Depois da morte de Bogart, Frank Sinatra e sua turma não usaram mais o termo “Rat Pack”.
·Tendo fumado e bebido a vida toda, a saúde Bogart começou a se deteriorar nos anos 50. Em 1954, ele girava uma bolinha entre seus dedos durante as filmagens de “A Nave da Revolta” para compensar a falta do cigarro. Em 1956, retirou o esôfago, dois nódulos linfáticos e uma costela.
·Durante anos, era exibido na noite de Natal o filme “Nasce uma Estrela / A Star is Born”, de 1937, e Bogart chorava muito enquanto assistia. Ele disse que tinha medo de acabar como o personagem Norman Maine e que esperava muito mais de si mesmo, pois era um dos atores que mais tinha feito filmes ruins. Mesmo assim, ele foi escolhido como Melhor Ator de todos os tempos pela Entertainment Weekly e Maior Lenda do Cinema pelo American Film Institution.  
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