} Crítica Retrô: Um dia em Nova York

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Saturday, May 15, 2021

6 filmes em 6 décadas / 6 films, 6 decades

 

Fazer listas é divertido, não é? Mas ao mesmo tempo é difícil. Como qualquer cinéfilo pode confirmar, eleger seus filmes favoritos pode ser um exercício excruciante - porque nós temos MUITOS favoritos! Eu nunca digo não para uma lista, mas devo confessar que sofro um pouco para escrevê-las. Este ano, para o Dia do Cinema Clássico, tivemos de listar um filme favorito para cada década, começando em 1920 e terminando nos anos 1960. Foi um trabalho complexo, por isso decidi listar o filme que primeiro viesse à minha cabeça quando eu pensei em cada uma das décadas.

Lists are fun, aren’t they? But at the same time they are rough. As any cinephile would tell you, choosing your favorite movies can be an excruciating exercise - because we have SO MANY favorites! I never say no to a list, but I must confess I suffer a little to write them. This year, for National Classic Movie Day, we had to list our favorite film for each decade from the 1920 to the 1960s. This was a tough job, so I decided to let go and list the favorite movie that first came to my mind when I thought about each decade.

“O Pássaro Azul” (1918): Este belíssimo filme dirigido por Maurice Tourneur é um deleite para os olhos. Tudo parece ter um toque de seda, ou talvez um toque de mágica. É a adaptação da peça escrita pelo filósofo Maurice Maeterlinck, contando a história dos irmãos Mytyl e Tyltyl, que estão à procura do lendário pássaro azul da felicidade. A fot6ografia do filme é do brilhante John van der Broek, que infelizmente faleceu logo após as filmagens. Sim, há beleza e tristeza neste primeiro filme da lista.

“The Blue Bird” (1918): This wonderful, wonderful film directed by Maurice Touneur is a feast for the eyes. Everything looks like it has a touch of silk, or maybe a touch of magic. It’s the adaptation of the play written by the philosopher Maurice Maeterlinck, telling the story of the siblings Mytyl and Tyltyl, who are after a legendary blue bird of happiness. The cinematography is by the brilliant John van der Broek, who unfortunately passed away right after the film was finished. Yes, there is beauty and sadness in my first choice.

A Última Ordem” (1928): embora meu filme mudo preferido também tenha sido feito na década de 20 (“O Grande Desfile”, de 1925) e mesmo com tantos ótimos curtas e longas-metragens feitos naquela década, “A Última Ordem” foi aquele em que pensei primeiro. É uma obra-prima do final da era muda e um filme que me faz desejar que os diálogos sincronizados tivessem demorado um pouquinho mais para surgirem. O filme conta, em flashback, a história de um homem com um passado glorioso na Rússia czarista que atualmente está com dificuldades para arranjar emprego como figurante em Hollywood. O filme conta com uma performance brilhante do nojento Emil Jannings e também traz William Powell num papel coadjuvante. Com muitos momentos surpreendentes, “A Última Ordem” é a prova do poder do storytelling no cinema mudo - e também roça que, na vida real, há pessoas espertas e talentosas que escolhem o lado do mal.

The Last Command” (1928): although my favorite silent film was also made in the 1920s (it’s “The Big Parade”, from 1925) and even though so many amazing shorts and features were made in that decade, “The Last Command” was the first film that came to my mind. It’s a masterpiece of the late silent era and one that makes me wish synchronized dialogue could have waited just a little more to make an appearance. The film tells, in flashback, the story of an once great man in Czarist Russia who is currently struggling to find work as an extra in Hollywood. The film has a brilliant performance by the filthy Emil Jannings and also brings William Powell in a supporting role. With many surprising moments, “The Last Command” is proof of silent cinema’s power in storytelling - and also proves that, in real life, there are smart and talented people who side with evil.

Inimigo Público” (1931): meu filme favorito de todos os tempos foi feito na década de 1930 (“Nasce uma Estrela”, de 1937) e já faz algum tempo que eu o revi. Por isso, escolhi o maravilhoso filme que fez de James Cagney, meu ator favorito, uma estrela. Além disso, é um ótimo exemplo dos primeiros filmes falados, mostrando quanto o cinema mudou e evoluiu desde o final dos anos 20. Um dos melhores, se não o melhor, filmes de gângster, conta a elétrica, violenta e rápida saga de Tom Powers (James Cagney), e é tão poderoso que eu gostaria de esquecer o final só para me surpreender com ele mais uma vez. Há também a emocionante relação entre Tom e sua mãe, a beleza de Jean Harlow e a famosa cena com um grapefruit.

The Public Enemy” (1931): my favorite film ever was made in the 1930s (it’s “A Star is Born”, from 1937) and it’s been a while I last rewatched it. So I chose the wonderful flick that made a star of James Cagney, my favorite actor. Also, it’s a great early talkie that shows how much cinema changed and evolved since the late 1920s. One of the best, if not the best, gangster films, it tells the electric, violent and quick saga of Tom Powers (James Cagney), and it is so powerful that I wish I could forget the ending only to be surprised by it again. There is also a poignant relationship between Tom and his mother, Jean Harlow looking pretty and the infamous grapefruit scene.

Um Dia em Nova York” (1949): New York, New York, uma cidade maravilhosa! Ao menos foi o que disseram aos três amigos marinheiros que têm apenas um dia para ver tudo em Nova York antes de voltarem ao navio. Frank Sinatra tem um velho guia turístico que pertenceu ao avô, Gene Kelly quer conhecer uma garota (ou talvez sete ou oito garotas) e Jules Munshin quer ver os pontos turísticos da cidade mais bonita do mundo. Enquanto estão na cidade, eles conhecem três garotas igualmente fantásticas: Betty Garrett é uma motorista de táxi decididas, Vera-Ellen é a famosa Miss Borboleta do cartaz no metrô e Ann Miller está procurando por um homem pré-histórico. Há uma hora marcada para a diversão acabar, mas até lá, é um diante folga delicioso para eles e para nós. Só pensar neste musical maravilhoso - com ótimas canções e sequência de dança - já me faz sorrir.

On the Town” (1949): New York, New York, it’s a wonderful town! Or at least this was said to three sailor friends who have just one day to see everything in New York before they need to get back to the ship. Frank Sinatra has an old and outdated tourist guide given to him by his grandfather, Gene Kelly wants to pick up a date (maybe seven or eight) and Jules Munshin wants to see the sights of the most wonderful city in the world. While on the town, they meet three equally great ladies: Betty Garrett is a resolute taxi driver, Vera-Ellen is the famous Miss Turnstiles from the subway poster and Ann Miller is looking for a prehistoric man. There is a time for fun to end, but until then, it’s a delightful holiday for them and for us. Only thinking about this marvelous musical with great musical numbers makes me smile.

Europa ‘51” (1952): “Crepúsculo dos Deuses” (1950) não é um filme perfeito, talvez o melhor filme já feito? Em, provavelmente é. Mas esta lista precisava de mais diversidade - todos os outros títulos são filmes de Hollywood - e “Europa ‘51” não é somente um filme neorrealista italiano subestimado, mas também é um filme com uma mensagem universal e atual. Ingrid Bergman interpreta uma mulher que, após a morte do filho, decide apenas fazer boas ações e ajudar pessoas. Como sempre, ela é vista com maus olhos e os autoproclamados “cidadãos de bem” querem impedi-la de seguir fazendo o bem. Além de ser muito bem feito, o filme ainda conta com a presença de Giulietta Masina - esposa de Fellini e uma de minhas atrizes favoritas - num pequeno papel.

Europe ‘51” (1952): Isn’t “Sunset Boulevard” (1950) a perfect film, maybe the best film ever made? Yes, it probably is. But this list was lacking diversity - all the other titles are Hollywood movies - and “Europe ‘51” is not only an underrated Italian Neorrealist flick, it’s also one with an universal, timely message. Ingrid Bergman stars as a woman who, after the death of her son, decides to only do good deeds and help people. As always, she is frowned upon and the self-proclaimed “good citizens” want to stop her. Besides being beautifully made, the film also brings Giulietta Masina - Fellini’s wife and one of my favorite actresses - in a small role.

Descalços no Parque” (1967): uma delícia da Nova (mais nova? Talvez não tão nova?) Hollywood, este filme é a adaptação de uma peça de Neil Simon. Robert Redford e Jane Fonda interpretam recém-casados que são muito diferentes: ele é sério e tímido, ela é divertida e extrovertida. Conforme começam a vida juntos, eles lidam com um vizinho extravagante e vão jantar com a mãe de Cory (Fonda). Mesmo explorando o clichê de “oposto que se atraem”, esta é uma adorável comédia romântica cheia de risadas e suspiros.

Barefoot in the Park” (1967): a delight from New (newer? Maybe not so new now?) Hollywood, this film is the adaptation of a play by Neil Simon. Robert Redford and Jane Fonda play newlyweds who are very different: he is serious and shy, she is fun-loving and outgoing. As they start their life together, they deal with an extravagant neighbor and have dinner with Cory’s (Fonda) mother. Even though the film explores the “opposites attract” cliché, it’s a sweet romantic comedy full of laughs and sighs.

This is my contribution to the 6 films - 6 decades blogathon, hosted by Rick at Classic Film & TV Café.

Monday, June 11, 2018

Sinatramania

Adolescentes e jovens mulheres gritando até perder a voz. Quando elas finalmente veem o ídolo, elas gritam mais alto, choram, desmaiam. Algumas delas até perseguiam o ídolo, em busca de um autógrafo, foto ou talvez, uma mecha de cabelo. Seriam elas fãs do século XXI, loucas pelo cantor mais famoso do momento? Não. Fãs malucas não são novidade. Será que Al Jolson teve de lidar com flappers malucas? Havia groupies que seguiam Beethoven? Obviamente, eu não posso responder a estas perguntas por falta de provas, mas posso mostrar um exemplo de super-estrelato de 70 anos atrás. Nos anos 40, quase todas as garotas eram loucas por Sinatra.

Teenagers and young women screaming until they become voiceless. When they finally see their idol, they scream louder, cry, faint. Some of them even go after the idol, in the pursuit of an autograph, photo or, maybe, a lock of hair. Are they 21st century fans of the newest singer who is currently in vogue? No. Insane fans is nothing new. Did Al Jolson have to deal with crazy flappers? Were there any Beethoven groupies? Of course, I can't answer these questions because I don't have any proof, but I can show an example of superstardom from 70 years ago. In the 1940s, almost all girls were crazy for Sinatra.  


Francis Albert Sinatra nasceu em 1915. O jovem Frank amava música e, de acordo com livros biográficos, começou a cantar em reuniões familiares e no bar de seus pais em Hoboken – ele aprendeu música de ouvido, ou seja, sem aprender a ler partituras. Quando ele tinha 20 anos, conheceu o sucesso pela primeira vez: como membro do grupo “The Hoboken Four”, ele conseguiu seu primeiro contrato para uma turnê. E adivinhe qual dos quatro meninos de Hoboken chamava a atenção de todas as garotas?

Francis Albert Sinatra was born in 1915. Young Frank loved music and, according to biographic books, started performing at family gatherings and at his parents' tavern in Hoboken – he only learned music by ear, that is, he couldn't read music sheets. When he was 20, he had his first break: as a member of the group “The Hoboken Four”, he got his frst contract for a tour. And guess which of the four boys from Hoboken attracted all the girls' attention?


Depois de cantar com a orquestra de Tommy Dorsey, era a hora de Frank Sinatra começar a carreira solo e causar furor no mundo da música. Em dezembro de 1942, Frank estava nervoso com esta mudança na carreira, mas quando ele chegou ao teatro Paramount em Nova York, foi outra coisa que o deixou nervoso: a animação das fãs. Havia milhares de adolescentes histéricas, que conheciam suas canções do rádio e estavam agora mais do que animadas para vê-lo ao vivo.

After singing with the Tommy Dorsey orchestra, it was time for Frank Sinatra to go solo and cause mayheim in the music world. In December 1942, Frank was nervous as he was beginning his solo career, but when he arrived in the Paramount Theater in New York, something else made him nervous: the excitement of his fans. There were thousands of hysterical bobby-soxers, teenagers who had heard him on the radio and now were more than excited to see him live.


E durante os três anos seguintes, Sinatra continuou levando as adolescentes à loucura – mesmo sendo um homem casado de quase trinta anos... ou talvez tenha sido essa a razão? O clímax de sua popularidade e um pináculo na cultura pop americana é o chamdo “Columus Day riot”: um concerto, novamente no teatro Paramount em Nova York, em 12 de outubro de 1944, atraiu um recorde de fãs malucas. À meia-noite, a fila começou a se formar, e em quatro horas já havia 500 adolescentes esperando na fila para ver Frank. Algumas delas nem tinham ingressos, elas só queriam a oportunidade de ver o ídolo de perto. Soa familiar, não?

And during the following three or four years, Sinatra kept on driving teenagers crazy – even though he was a married man in his late 20s... or maybe this was the reason? The climax of his popularity and a pinnacle in American pop culture is the Columbus Day riot: a concert again at the Paramount Theater in New York on October 12th 1944 that attracted more crazy fans than ever. At midnight, the line started forming, and in four hours there were already 500 teenagers waiting to see Frank. Some of them didn't even have tickets, they only wanted the opportunity to catch a glimpse of the idol. Sounds familiar, doesn't it?


Essas garotas eram loucas por estarem apaixonadas por Frank Sinatra? Eu acho que não. Ele era um homem muito magro, com olhos azuis, cabelos pretos e uma voz que não parecia combinar com seu corpo. Ele tinha beleza e talento. Em um nível subconsciente, ele era um símbolo dos tempos de guerra: ele foi considerado inapto a servir o exército e ficou nos EUA cantando, e para muitas garotas ele representava o garoto conhecido que estava lutando na Europa – e que poderia nunca mais voltar. O próprio Sinatra disse que a solidão dos anos de guerra foi uma das coisas responsáveis por seu imenso sucesso.

Were these girls right to be crazily in love with Frank Sinatra? I think so. He was a very skinny, blue-eyed, black-haired man with a powerful voice that didn't seem to match his physique. He had looks and talent. In a subconscious level, he was a symbol in war times: he was considered unfit to serve the army and stayed in the US singing, and for many girls he represented the boy-next-door that was fighting in Europe – and could never return. Sinatra himself said that the loneliness of war years was one of the things responsible for his massive success.


Em seus primeiros filmes, esta imagem foi explorada. Em “Marujos do Amor” (1945), seu personagem, Clarence, é muito tímido e pede para que o maigo Joe (Gene Kelly) o ensine a conquistar as garotas. Ele é, no filme, o tipo mais fofo de tímido, e até canta a doce “I Fall in Love Too Easily”. Um comportamento semelhante é encontrado em Chip, seu personagem em “Um dia em Nova York” (1949). chip quer ver todos os pontos turístico de NY que seu avô um dia viu – o problema é que a maioria destes pontos não existe mais. Chip não corre atrás de uma garota como o Gabey de Gene Kelly faz – é a esperta taxista Hildy (Betty Garrett) que tem de flertar agressivamente com ele mais de uma vez.

In his first films, this image was explored. In “Anchors Aweigh” (1945), his character, Clarence, is too shy and asks his friend Joe (Gene Kelly) to teach him how to get girls. He is, in this film, the cutest kind of shy, and even sings the sweet song “I Fall in Love Too Easily”. Almost the same kind of behavior can be found in Chip, his character in “On the Town” (1949). Chip wants to see all the New York landmarks his grandfather has once seen – the problem is that almost all of these landmarks don't exist anymore. Chip doesn't pursue a girl like Gene Kelly's Gabey does – it's smart taxi driver Hildy (Betty Garrett) that must flirt with him aggressively again and again.



É interessante notar como nós ainda usamos alguns termos e ideias da Sinatramania em conceitos de fandoms de internet. Frank era comumente chamado de “Swoonatra”. As garotas da fandom chamavam a si mesmas de “Sinatratics” - da mesma maneira que a fandom da Beyonce é a “beyhive” e nós fãs de Benedict Cumberbatch nos chamamos de “Cumberbitches”. Eu só imagino que hashtags as fãs de Sinatra usariam no Twitter e no Tumblr...

It's very interesting to notice how we still use some terms and ideas from the Sinatramania in our concepts of internet fandom. Frank was commonly referred to as “Swoonatra”. The girls in his fandom called themselves “Sinatratics” - in the same way that the Beyonce fandom is the “Beyhive” and we Benedict Cumberbatch's fans call ourselves “Cumberbitches”. I only wonder what hashtags the Sinatratics would use on Twitter and Tumblr...


Elas também faziam “cosplay”: as fãs usavam gravata-borboleta, assim como o ídolo, e geralmente prendiam uma foto de Sinatra com um alfinete na roupa. E muitas pessoas encontraram um jeito de explorar a Sinatramania para ganhar dinheiro: havia vários produtos com o rosto de Sinatra estampado, ele foi capa de diversas revistas e, uma vez, algumas fotos foram tiradas mostrando Frank Sinatra como membro de um coral no ensino médio. O problema é que as fotos foram tiradas pelo fotógrafo Peter Martin para trazer Sinatra ainda mais perto de suas fãs – na verdade, ele nunca foi parte de um coral e já tinha 27 anos quando a foto foi tirada. Suas fãs, obviamente, não se importaram.

They also kind of cosplayed: the Sinatratics wore bow-ties, just like their idol, and usually pinned Sinatra's pictures to their outfits. And many people found a way of exploring the Sinatramania in order to make money: there were several products with Sinatra's face on it, he was on the over of many magazines, and once, some publicity photos were taken showing Frank Sinatra as a member of a high school glee club. The problem was that the photos were staged by photographer Peter Martin in order to make Sinatra even closer to his fans – in reality, he was never a part of a glee club and was actually 27 when the pic was taken. The fans, of course, didn't care.


Frank Sinatra viu sua carreira cinematográfica sofrer no final dos anos 40, mas retornou em 1953 com uma performance ganhadora do Oscar em “A um passo da eternidade”. Sua carreira na música foi um sucesso até sua morte, em 1998 – 20 anos atrás – e não podemos negar que ele ainda é uma das maiores influências no mundo da música (de acordo com o Spotify, Frank tem mais de 5 milhões de ouvintes mensais fiéis na plataforma de streaming, incluindo eu). Para ele e para a cultura pop, a Sinatramania foi só o começo.

Frank Sinatra saw his film career suffer a little in the end of the 1940s, but he returned in 1953 with an Oscar-winning performance in “From Here to Eternity”. His singing career was successful until his death, in 1998 – 20 years ago – and we can't deny that he is still a major influence in the music world (according to Spotify, Frank has more than 5 million faithful monthly listeners on the straming platform, me included). For him and for pop culture, Sinatramania was just the beginning.



This is my contribution to the Reel Infatuation blogathon, hosted by Ruth at Silver Screenings and Maedez at Font & Frock.

Wednesday, May 25, 2016

Gene Kelly: o mago da dança

Diz o ditado que uma imagem vale mais que mil palavras. Um vídeo, então, deve valer mais que um milhão de palavras. O que eu sei é que todo vídeo de Gene Kelly dançando me deixa sem palavras. Por isso vou deixar o próprio Gene maravilhar vocês hoje. Os vídeos foram editados por mim.

It's known that a picture is worth a thousand words. Then, a video should be worth more than a million words. I only know that whenever I see a video of Gene Kelly dancing, the words escape me. That's why today Gene will be the one amazing you.
The videos below were all edited by me.







This is my contribution to the GottaDance! Blogathon, hosted by Bonnie at Classic Reel Girl.

Saturday, February 23, 2013

13 filmes que amo de montão

Não costumo ver filmes repetidas vezes. Esse é um hábito da infância que abandonei, uma vez que costumava, por exemplo, ver episódios de meus desenhos favoritos até decorar as falas. Quanto a meus filmes favoritos, prefiro ver uma vez, talvez duas, e depois assistir a um pedacinho no computador ou quando eles são exibidos na televisão. E quais filmes merecem essa regalia de minha parte? Aí estão eles, em ordem crescente “de idade”:
A caixa de Pandora (1929): Nunca revi este filme que coloco entre minhas películas silenciosas favoritas. Mesmo assim, a vontade que tenho é de ver tudo de novo e de novo, para gravar cada ato na memória, bem como cada ação, reação e figurino da linda Louise Brooks.
Inimigo Público / The Public Enemy (1931): Vi este filme duas vezes em menos de um ano. Bastaram alguns minutos para que James Cagney se tornasse meu ator favorito, e sua performance aqui é digna de replay.
E o mundo marcha / The world moves on (1934): John Ford é um dos meus diretores favoritos. Seu nome me atraiu a atenção para este filme, que acabou sendo uma boa surpresa. Contando a história de uma família que administra uma companhia de algodão durante as primeiras décadas do século XX, possui excelentes e proféticos momentos.
Nasce uma Estrela / A Star is Born (1937): Este é meu filme favorito de todos os tempos. Ponto.
A dama de Xangai / The lady from Shanghai (1947): Orson Welles, seu gênio louco! Depois de pintar de loiro o cabelo de sua então esposa Rita Hayworth, que entrava com o pedido de divórcio, ele criou uma obra-prima noir, com direito a muitos pensamentos profundos, inclusive sobre os tubarões do Brasil.
Forte Apache / Fort Apache (1948): O filme que me fez prestar mais atenção a Henry Fonda, aqui interpretando um vilão, transformou-se também em meu western favorito, ao lado do pouco convencional “Johnny Guitar”, de 1954.
Shirley Temple no poster
Um dia em Nova York / On the Town (1949): Musicais são o remédio perfeito para curar a tristeza. Com Gene Kelly, meu melhor terapeuta, passeei por Nova York na companhia de um grupo adorável e me diverti muito.
Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard (1951): Neste exato momento, eu colocaria “Crepúsculo dos Deuses” no topo do ranking de melhores filmes de todos os tempos. Pelo menos, é o melhor filme sobre filmes já feito.
Cinco Dedos / 5 fingers (1952): Talvez desconhecido, mas não por isso menos brilhante. James Mason, como um criado do embaixador inglês que também é espião, está excelente num filme capaz de surpreender qualquer um.
O homem de mil faces/ Man of a thousand faces (1957): Mais James Cagney! Como o astro do cinema mudo Lon Chaney, ele está maravilhoso em um filme comovente, que me despertou a curiosidade sobre o próprio Lon.
Cupido não tem bandeira / One, two, three (1960): A divertida comédia com James Cagney usa um momento histórico tenso como mote para muita diversão. Este filme também me ensinou as duas únicas expressões que eu sei em alemão: “Guten tag” (Bom dia) e “Sitzen machen” (Sentem-se). 
Robin Hood de Chicago / Robin and the seven hoods (1964): Esse é um presente perfeito para os fãs de filmes de gângster e musicais, pois ele consegue juntar os dois. Com muito humor e música, o Rat Pack subverte os clichês e nos faz morrer de rir.
O Artista / The Artist (2011): Também não revi este vencedor de cinco Oscars, mas ver um filme mudo no cinema foi indescritível. Assim como “As aventuras de Hugo Cabret / Hugo”, pretendo assisti-lo várias vezes quando for exibido na televisão!
Analisando a lista, percebo que vi a maioria destes filmes pela primeira vez justamente na época em que não tinha tempo para ver tantos filmes. Devido ao fato de ter um precioso tempo para sentar, relaxar e ver um filme, eu aproveitava mais esses momentos. E como eram raros, era mais fácil eu me lembrar de detalhes de um filme, pois o intervalo entre um e outro era longo. Não digo que me arrependo de ver muitos filmes, apenas que, de fato, qualidade conta mais que qualidade.
Conheça mais filmes que os blogueiros amam de montão em: “I totally f***ing love this movie blogathon”, at The Kitty Packard Pictorial.
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