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Friday, February 28, 2014

Bolão do Oscar 2014

Chegou o fim de semana mais esperado do ano (para os cinéfilos, é claro)! O Oscar está aí e os nervos estão à flor da pele, não apenas para os indicados, mas também para pessoas que, assim como eu, topam participar de apostas. Seja com firmeza ou jogando um dado para decidir, aí vão minhas apostas para 2014:

MELHOR FILME: 12 Anos de Escravidão

MELHOR ATOR: Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett, por Blue Jasmine

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong'o, por 12 Anos de Escravidão

MELHOR DIRETOR: Alfonso Cuarón, por Gravidade

MELHOR ANIMAÇÃO: Frozen: Uma Aventura Congelante

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Ela, escrito por Spike Jonze

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: 12 Anos de Escravidão

EFEITOS VISUAIS: Gravidade

TRILHA SONORA: Steven Price, por Gravidade

FOTOGRAFIA: Gravidade

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Let it Go, de Frozen - Música e letra de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez

FIGURINO: 12 Anos de Escravidão

CABELO E MAQUIAGEM: Clube de Compras Dallas

MELHOR EDIÇÃO: Gravidade

EDIÇÃO DE SOM: Gravidade

MIXAGEM DE SOM: Gravidade

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: A Grande Beleza (Itália)

MELHOR DOCUMENTÁRIO: O Ato de Matar

DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM: The Lady in Number 6: Music Saved My Life

MELHOR CURTA: Avant Que De Tout Perdre (em inglês, Just Before Losing Everything)

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: Get a Horse!


Este post faz parte do Bolão do Oscar do blog DVD, Sofá e Pipoca.



Saturday, February 22, 2014

“Opostos que se atraem: as vidas de Erich Maria Remarque e Paulette Goddard”, de Julie Gilbert

Quando comecei a ler o livro “Opostos que se atraem: as vidas de Erich Maria Remarque e Paulette Goddard”, de Julie Gilbert, confesso que estava mais interessada na estrela de cinema que no escritor. Com o passar das páginas, esta opinião mudou completamente, e fiquei surpresa com o quanto me identifiquei com Remarque, e não apenas por termos o mesmo signo e escrevermos.  Já com Paulette, minha experiência foi diferente, mas também terminei o livro com uma impressão nova sobre ela.
Erich Paul Remark nasceu em Osnabrück, Alemanha, em 22 de junho de 1898. Serviu na Primeira Guerra Mundial, indo para o front durante um mês em 1917. Sofreu ferimentos sem grandes consequências e passou o resto da guerra se recuperando. Alcançou fama mundial com “Nada de Novo no Front”, seu terceiro romance, publicado em 1928. Marion Goddard Levy nasceu em 3 de junho de 1910, em Nova York, foi dançarina do Ziegfeld Follies ainda adolescente, fez pontas no cinema e conquistou a fama em “Tempos Modernos”, de 1936. Embora seus caminhos tenham se cruzado diversas vezes, eles só começaram a se relacionar em 1950, casando-se em 1958.
Remarque sempre teve uma vida muito atrelada ao cinema. Seu best-seller virou filme em 1930 e ganhou dois Oscars. Remarque havia sido, inclusive, convidado a estrelar o filme, mas recusou o convite e o papel principal ficou para Lew Ayres. O autor só viraria ator em outra adaptação de um de seus livros: “Amar e Morrer”, de 1957. Entretanto, em suas várias temporadas nos Estados Unidos, ele se envolveu com Marlene Dietrich, que conheceu ainda na Alemanha, e teve uma espécie de amizade colorida com Greta Garbo.  
Paulette foi moldada por Chaplin, e é imortal graças às suas duas participações em filmes dele (sendo a outra em “O Grande Ditador”, de 1940). Assim como as outras companheiras de cena de Chaplin (Edna Purviance, Lita Grey, Virginia Cherrill...), ela não teve grandes sucessos longe dele, mas conseguiu se manter em Hollywood graças à sua beleza e um jeitinho especial. Foi casada quatro vezes. Seu segundo marido foi Chaplin e o terceiro, o ator Burgess Meredith.
Paulette sabia falar sobre qualquer assunto e parecia esbanjar cultura, mas o tempo todo fiquei com uma sensação de que Paulette era fútil. Caprichosa e apaixonada por joias, ela tratava bem a quem poderia lhe dar algum benefício, e era só. Remarque era um homem, no geral, sério, mas dado ao abuso do álcool. Os trechos do diário de Remarque, nunca antes publicados, são o grande trunfo do livro e trazem muitos esclarecimentos sobre a vida amorosa do autor. Em geral, ele se relacionou com mulheres que prezavam mais sua independência do que o companheirismo com o parceiro, e não digo que isto é de tudo ruim. Mas creio que não gostaria de passar um tempo com Paulette.  
Remarque foi um excelente escritor, e o tema que definiu todas as suas obras tem um quê de autobiográfico: a guerra. Seja nas trincheiras, na volta para casa e readaptação ou no ato de fugir da guerra, os livros do autor sempre estão envoltos no conflito que marcou o século XX para a pátria alemã. Tendo se refugiado na Suíça pouco depois de o partido nazista chegar ao poder, Remarque tinha uma relação estranha com seu país de origem e, mesmo com todas as homenagens, a Alemanha nunca o perdoou totalmente pelo pacifista “Nada de Novo no Front”.
Paulette foi construída por Chaplin, e, no resto da carreira, esperava que houvesse um diretor de mão firme para guiá-la sempre. Assim se deu bem com Cecil B. DeMille, com quem fez três filmes a cores nos anos 40. Um deles, “Vendaval de Paixões / Reap the wild Wind” (1942), foi seu prêmio de consolação por ter perdido o papel de Scarlett O’Hara. Uma das justificativas era que Paulette e Chaplin viviam juntos em 1939, mas não eram casados, e era inaceitável que uma grande estrela vivesse nesta situação “ilegal”. Ela perdeu o papel que 10 entre 10 moças de Hollywood queriam, mas isso não a impediu de se tornar uma diva do cinema, rica e linda (em especial em seus filmes em Technicolor). 
A autora Julie Gilbert, da Universidade de Nova York, foi estimulada a escrever o livro após ler o obituário de Paulette, em 1990. Como ela já tinha desejo de escrever sobre Remarque, morto em 1970, foi aconselhada por Harriet Pilpel, antiga advogada e confidente de Remarque, a unir os temas e escrever um livro sobre os dois. Os capítulos alternam o ponto de referência, e de fato funcionam bem separados: você pode ler só sobre quem lhe interessa. Mas estará perdendo muito: Julie foi indicada ao Prêmio Pulitzer, o que mostra a qualidade do livro.

As fotos bem no meio do livro são espetaculares. Conhecemos a família e os cães de Remarque, a mulher com quem ele se casou duas vezes, Jutta, e temos a rara oportunidade de ver Paulette loira, no começo da carreira, no Ziegfeld Follies e como figurante no cinema. As entrevistas com personalidades de Hollywood, de Luise Rainer a Ruth Albu (companheira de Marlene Dietrich nos palcos alemães), de Douglas Fairbanks Jr a Billy Wilder. Fiquei um pouco chateada apenas com o fato de haver spoilers da maioria dos livros de Remarque. Bem, tirando isso, esta é uma biografia nota dez, que merece ser lida por todos que querem entender melhor a cultura literária e cinematográfica do século XX. 

Saturday, February 15, 2014

Com a palavra, os vencedores

A noite da entrega do Oscar cria novas estrelas, alavanca a carreira de outras e sempre acaba cheia de momentos memoráveis. Quando o vencedor é anunciado, ele geralmente corre emocionado até o palco, segura as lágrimas e agradece a todos, desde à mãe até o maquiador do filme. Alguns discursos, entretanto, fogem à regra e se tornam memoráveis, por serem importantes, emocionantes, ou simplesmente engraçados. Estes são alguns deles:

Hattie McDaniel, Melhor Atriz Coadjuvante por “E o Vento Levou”, 1940: A primeira negra a ganhar o Oscar sequer pôde ir à estreia de seu filme em Atlanta devido às leis segregacionistas. Seu discurso no Oscar, em contrapartida, foi uma bonita premonição:
Humphrey Bogart, Melhor Ator por “Uma Aventura na África”, 1953: Bogie é simples ao agradecer o diretor John Huston e Katharine Hepburn, mas o destaque é o que acontece ao redor: quando seu nome é anunciado, o público vibra e a apresentadora Greer Garson fica muito feliz, tocando no ombro do astro ao lhe dar o Oscar.

Rex Harrison, Melhor Ator por “Minha Bela Dama”, 1965: Sua colega de cena, Audrey Hepburn, ficou em êxtase ao anunciar Rex como vencedor. Ele fez o discurso abraçado a ela, e no final agradeceu às duas “belas damas” (two fair ladies), referindo-se a Audrey e a Julie Andrews, que contracenou com Rex na Broadway e que ganharia o prêmio de Melhor Atriz naquela mesma noite por Mary Poppins.

Ruth Gordon, Melhor Atriz Coadjuvante por “O Bebê de Rosemary”, 1969: Como ela mesma fez questão de citar, ela começou a trabalhar em 1915 como extra. Depois de trabalhar no teatro e escrever roteiros inspirados com o marido, ela se tornou uma velhinha Cult e fez filmes inesquecíveis.

Ingrid Bergman, Melhor Atriz Coadjuvante por “Assassinato no Expresso do Oriente”, 1975: Surpresa por ter vencido mais uma vez, a bela e modesta Ingrid elogiou outra indicada ao prêmio que também estava ótima: Valentina Cortese.

Louise Fletcher, Melhor Atriz por “Um estranho no Ninho”, 1976: Quase todo mundo sabe que Louise fez parte do discurso em língua de sinais para que seus pais deficientes entendessem a emoção do momento. Mas antes ela foi muito sincera e surpreendentemente divertida.

Barbara Stanwyck, Oscar Honorário, 1982: Depois de seguir o protocolo e agradecer a todos que trabalhavam atrás das câmeras, Missy fala com emoção de William Holden, morto no ano anterior, que sempre quis que ela ganhasse o Oscar (seu “Golden Boy”, que é o filme que eles estrelaram em 1939).

Shirley MacLaine, Melhor Atriz por “Laços de Ternura”, 1984: Shirley não economizou nas palavras. Falante e muito divertida, ela elogiou seus companheiros de cena e fez todos rirem muito.

Kate Winslet, Melhor Atriz por “O Leitor”, 2009: Depois de dizer que treinava o discurso desde criança em um pote de xampu, Kate pediu que seu pai assobiasse, agradeceu aos produtores mortos do filme e terminou com uma piada amigável com a sempre indicada Meryl Streep.

Christopher Plummer, Melhor Ator Coadjuvante por “Toda Forma de Amor”,2012: Plummer é o mais velho ganhador do Oscar. Ele decidiu fazer piada sobre isso perguntando à estatueta: “você só é dois anos mais velha que eu. Onde você esteve toda minha vida?”.  

Jean Dujardin, Melhor Ator por “O Artista”, 2012: Na chance que aparece uma vez só na vida, Jean se tornou o primeiro francês a ganhar um Oscar de Melhor Ator. Ele agradeceu à sua inspiração e fundador da Academia, Douglas Fairbanks, e depois extravasou a emoção gritando: merci!

Daniel Day-Lewis, Melhor Ator por “Lincoln”, 2013: O Oscar é o momento em que podemos ver um pouco como os astros são na vida real. Julgando pelo discurso, deve ser ótimo ter Day-Lewis como companhia. Engraçado e adorável, ele arrancou risos da plateia e da apresentadora, Meryl Streep.

P.S. 1: Apenas os que foram receber o Oscar pessoalmente estão nesta lista. Por mais que tenha sido lindo Cary Grant aceitar por Ingrid Bergman em 1957, ele não pôde entrar na lista. E isso também exclui o episódio bizarro de Marlon Brando e sua falsa índia em 1973.

P.S. 2: Apenas atores ganhadores do Oscar entraram na lista. Outros tantos discursos foram lindos e emocionantes, mas o melhor de todos é ESTE.


This is my contribution to the 31 Days of Oscar Blogathon, hosted by Wonder girls Kellee, Aurora and Paula at Outspoken & Freckled, Once Upon a Screen and Paula’s Cinema Club.

Já que estamos falando de vencedores, que tal demonstrarem que gostaram do blog me ajudando em uma premiação? O Crítica Retrô está no TOP 100 de blogs de Arte e Cultura. Para votar no blog, vá no link abaixo ou no símbolo dourado na barra lateral :)

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Friday, February 7, 2014

10 motivos para gostar de cinema clássico

1- A beleza era... diferente: Não era necessariamente natural. Garbo e Rita Hayworth, por exemplo, tiveram de se submeter a várias transformações para se tornarem as divas que conhecemos. Eram cirurgias plásticas primitivas, muitas vezes dolorosas, mas que moldaram os rostos e as carreiras de muitas estrelas. E se há uma coisa que não podemos negar, é que a Golden Age está cheia de belas mulheres (e homens!).
2- A importância dos detalhes: Cada pessoa gosta de prestar atenção em uma coisa enquanto vê um filme. Eu noto o fluir da história, e outros notam os detalhes: os figurinos, os cenários, os penteados. Homens e mulheres se vestiam melhor naquela época, e a moda de décadas atrás ainda pode ser encontrada desfilando nas ruas. E o que falar dos cenários nos épicos e musicais? Cada detalhe era pensado milimetricamente no cinema clássico.
3- Uma nova percepção da história: Quem gosta de filmes antigos normalmente gosta de história. Ou seja, não é uma daquelas pessoas que pensa que a avó vivia nos tempos dos dinossauros. Aos olhos da história, filmes feitos 80 anos atrás são bastante recentes. E com eles você aprende que o mundo não era tão primitivo no início do século passado. É só observar o grau de técnica das filmagens e efeitos especiais em filmes de 1920 ou 1930.
4- Você fica mais esperto: Bons diretores e roteiristas vivem fazendo referências aos clássicos. Conhecê-los faz você entender a piada em Os Simpsons e Modern Family. Mostra que Brian De Palma retirou a sequência do tiroteio na escadaria em “Os Intocáveis / The Untouchables” (1987) de um filme soviético de 1925. E não te deixa pensar que “Shrek Para Sempre” foi super criativo ao mostrar como seria o mundo sem Shrek: a ideia é do clássico mais amado, “A Felicidade não se Compra / It’s a Wonderful Life” (1946).
5- As músicas, ah, as músicas!: Esqueça os refrões idiotas de hoje: músicas com conteúdo podem ser encontradas nos musicais de antigamente. As valsas, operetas, melodias de jazz e fox trot eram cantadas por artistas de verdade, às vezes sem treinamento formal algum, mas com vozes extraordinárias. Ainda há gente boa cantando hoje? Sim, mas as canções do Great American Songbook estão lá no passado, prontas para dialogar com nossas almas.
6- Nada se cria, tudo se copia: Não há novos gêneros no cinema. Tudo o que nós vemos hoje foi criado há mais de 80 anos. Dramas, comédias, musicais, sci-fi, terror, biografia. A gênese de todos os tipos de filmes, de clichês e de técnicas pode ser encontrada na Golden Age. Com a onda dos remakes, então, a originalidade caiu a quase zero. Sabe “A Guerra dos Mundos”, com Tom Cruise? É remake de um filme de 1953, que, por sinal, é bem melhor.
7- Sutileza é tudo: Devo dizer que a sociedade de 50 anos atrás era um pouco retrógrada (assim como, espero, nossa sociedade atual será considerada ultrapassada daqui a 50 anos), e a censura dominou Hollywood de 1934 a 1965, aproximadamente. Com certeza alguns bons filmes deixaram de ser feitos, mas vários assuntos conseguiram ser abordados graças à perspicácia e insistência de roteiristas e diretores, que mascaravam os diálogos e as cenas, passando, assim, com folga pelos idiotas censores.
8- Like fine wine...: Some films just get better with time. É difícil para uma crítica de cinema falar isso, mas os críticos muitas vezes são bestas sem visão. Um espectador de 1938 poderia ler uma crítica negativa de “Levada da Breca / Bringin’ Up Baby” e não iria ver o filme. Assim, perderia uma comédia deliciosa. Algumas produções são à frente de seu tempo, e são necessárias décadas para que alguém aponte a genialidade delas. Vê-las é olhar para o passado sabendo mais que todos que viram o filme na estreia, podendo, assim, apreciá-las melhor. 
9- Ars gratia artis: O lema da MGM, em latim, significa “a arte saúda os artistas”. Nada mais correto que isso, porque os filmes não seriam nada sem atores inigualáveis (que deveriam servir de exemplo para qualquer aspirante), diretores, roteiristas, figurinistas, compositores... Todas essas funções eram diferentes décadas atrás. Havia gente ruim na indústria? Com certeza! Mas, para que tantas obras-primas tenham sido realizadas, tenha a certeza de que equipes talentosíssimas estavam trabalhando nos bastidores.

10- Você estará na companhia de pessoas incríveis: Como eu. Brincadeirinha! Mas é grande a chance de conhecer gente bacana nessa fandom. Na escola, eu nunca conseguia falar sobre os meus filmes favoritos com a galera fútil. Quando eu descobri, na internet, que há pessoas com as mesmas preferências, foi um momento lindo. Porque não são pessoas que se preocupam com futilidades, com popularidade, com pegação. Tirando um ou outro chato saudosista ou um pseudo-cinéfilo, o resto da comunidade é só alegria. Prepare-se para fazer novos melhores amigos!

Friday, January 31, 2014

Minha Vida com Liberace (2013) / Behind the Candelabra (2013)

Espere um momento: o blog não é sobre cinema clássico? O que um telefilme de 2013 está fazendo aqui? “Minha Vida com Liberace” pode ser uma produção moderna, mas tem todo um toque retrô, e inclusive cita muitos filmes e celebridades do cinema clássico, ao tratar de um período importante na vida do primeiro e único pianista showman: o extravagante Liberace.

Wait a minute: isn’t this a classic film blog? What is a made-for-TV movie from 2013 doing here? “Behind the Candelabra” may be a modern production, but it has a retro touch, and even mentions many classic movies and classic film celebrities, as it is set in na importante period of time in the life of the first and only pianist/showman: the extravagant Liberace.

É 1977, e Liberace (Michael Douglas), já um consolidado criador de espetáculos para os olhos e ouvidos, está com 58 anos. Ele é apresentado ao jovem Scott Thorson (Matt Damon), garoto relativamente carente que sonha em ser veterinário. Começa então um relacionamento que vai mudar para sempre a vida de ambos. Scott, que tinha apenas 18 anos quando conheceu Liberace e que foi criado em orfanatos, é apresentado a um mundo de luxo, riqueza, joias e vaidade.    

It’s 1977, and Liberace (Michael Douglas), already a celebrated creator of spectacles for the eyes and the ears, is 58 years old. He is introduced to the young Scott Thorson (Matt Damon), a relatively needy boy who dreams to become a veterinarian. What starts is a relationship that will forever change both lives. Scott, who was only 18 when he met Liberace and was raised in orphanages, is introduced to a world of luxury, richness, jewelry and vanity.   

Liberace começou a tocar piano aos quatro anos, em 1923, mas começou a fazer sucesso só na década de 1940. Do filme “À Noite Sonhamos” (1945) ele tirou a ideia de colocar um candelabro em cima do piano, o que se tornou sua marca registrada. Subvertendo o jeito sisudo dos pianistas, deixando o instrumento mais dinâmico e animado, Liberace conquistou os palcos, os clubes e as telas da televisão. Suas roupas eram exageradas, seu carisma, inigualável, e seu talento, imbatível. Conversava com a plateia enquanto tocava e seus shows eram garantia de ingressos esgotados.

Liberace started playing the piano when he was four, in 1923, but he only rose to fame in the 1940s. From the movie “A Song to Remember” (1945) he took the ide ato place a candelabra over the piano and that became his trademark. Subverting the serious face many pianists have, turning the instrument into something more lively and dinamic, Liberace conquered the stages, the clubs and the TV screens. His clothes were exaggerated, his charisma, without comparison, and his talent, undefeated. He talked to the audience while playing and his shows were always sold out.

Michael Douglas está fantástico como Liberace. Ele realmente mereceu ganhar todos os prêmios da temporada. Exagerada, mas humana, sua interpretação chega a dar um recado para os muitos preconceituosos de Hollywood. Explicando: o filme deveria ser distribuído comercialmente nos cinemas em 2008, mas todos os produtores com quem o diretor Steven Soderbergh conversou se recusaram a financiar e distribuir o filme, dizendo que era “demasiado gay”. E chega a cena em que Liberace conta como sobreviveu a uma grave doença nos rins. A frase é impactante:

“Sei que minha vida não teria sido poupada se ser gay é o pecado que a igreja diz ser.”

Michael Douglas is fantastic as Liberace. He really deserved to win all the awards from this season. Exaggerated, but human, his portrayal even sends a message to the many prejudiced people in Hollywood. Let me explain: the film was supposed to premiere in cinemas in 2008, but all the producers with whom director Steven Soderbergh talked refused to finance and distribut the movie, saying it was “too gay”. And then there is the scene when Liberace tells how he survived a serious kidney ailment. The sentence is here to make impact:

I knew my life would not have been spared if being gay was the sin the Church said it was”.

Mesmo com 42 anos, Matt Damon está bem como o jovem Scott (a idade dele não é revelada no filme). Outro que se destaca é Rob Lowe, com a aparência mais bizarra possível para viver um cirurgião picareta, ao mesmo tempo cômico e trágico. Muita maquiagem foi necessária para caracterizar os dois atores. O filme foi distribuído nos cinemas europeus, o que rendeu a Matt uma indicação ao Bafta de Melhor Ator Coadjuvante. Por falar em coadjuvante, outra que tem boas cenas é Debbie Reynolds, irreconhecível como a mãe de Liberace. Debbie chegou a conhecer o pianista e sua família, inclusive participando de especiais dele para a TV. E as coincidências não param por aí: o único ator de Hollywood presente no funeral de Liberace era ninguém mais ninguém menos que Kirk Douglas.

Even though he is 42 years old, Matt Damon is very good as the young Scott (his age isn’t mentioned in the movie). Another highlight is Rob Lowe, looking as bizarre as possible to become a bad plastic surgeon, at the same time comic and tragic. A lot of make-up was necessary to create their looks. The film premiered in European cinemas, that’s why Damon was nominated to a Bafta in the Best Supporting Actor catergory. Since we’re talking about supporting actors, another one with good scenes is Debbie Reynolds, unrecognizable as Liberace’s mother. Debbie got to know the pianist and his family, even appearing in some of his TV specials. And the coincidences don’t stop there: the only Hollywood actor to attend Liberace’s funeral was none other than Kirk Douglas.
 

O filme é tão bom que até o cachorro ganhou um prêmio, mesmo estando presente em uma só cena: Baby Boy, o poodle cego de Liberace, ganhou o Palm Dog Award no Festival de Cannes. O telefilme também foi o grande vencedor do Emmy, com prêmios em categorias técnicas e também de atuação. De fato, o cuidado com os detalhes é incrível, e os cenários são de deixar qualquer um boquiaberto. Se todo o luxo durante o filme não fosse suficiente, há também os lindos pianos em miniatura que aparecem nos créditos finais. Eu queria comprar todos eles!

The movi eis so good that even the dog won an award, even though he was in only one scene: Baby Boy, Liberace’s blind poodle, won the Palm Dog Award at the Cannes Film Festival. The made-for-TV movie was also the big winner at the Emmys, with awards in both technical and acting categories. For real, the attention to details is amazing, and the sets will make anyone speechless. If all the luxury of the film wasn’t enough, there are also the gorgeous miniature pianos in the closing credits. I wish I could buy all of them!

Baseado no livro de Scott Thorson, “Behind the Candelabra” pode ser o último trabalho de Steven Soderbergh, responsável pela trilogia dos “11 homens e um segredo”, “Erin Brockovich” e “Sexo, Mentiras e Videotape”, além de produtor de sucessos como “Precisamos falar sobre o Kevin”. Em uma entrevista enigmática, ele disse que vai se retirar por um tempo e voltará se tiver se reinventado como diretor. Esperamos que, assim como fazia Liberace, ele volte de maneira triunfal.

Based on Scott Thorson’s book, “Behind the Candelabra” may be Steven Soderbergh’s last work. He was responsible for the new “Ocean’s 11” trilogy, “Erin Brockovich” and “Sex, Lies and Videotape”, and produced successes such as “We Need to Talk About Kevin”. In na enigmatic interview, he said he’ll retire for a while and come back if he’s able to reinvent himself as a director. We hope that, like Liberace, he manages to have a triumphant comeback.  


This is my contribution to the Steven Soderbergh Blogathon, hosted by Ratnakar at Seetimar – Diary of a Movie Lover.

Tuesday, January 21, 2014

E se... Skyfall fosse protagonizado por Sean Connery?

O ano é 1965. Já estreou “007 contra o satânico Dr No / Dr No” em 1962, Bond já fez seu esforço anti-soviético em “Moscou contra 007 / From Russi with Love” em 1963 e já surgiu nas telas talvez o mais icônico filme do agente, “007 contra Goldfinger / Goldfinger” em 1964. Imagine que os livros de Ian Fleming não são mais interessantes e a ideia é criar uma história original com o personagem. Sim, porque o roteiro de “007 – Operação Skyfall / Skyfall”, de 2012, é original, e com certeza muitos saudosistas assistiram a esse filme pensando: “Sean Connery foi o melhor James Bond!”. Bem , e se Skyfall fosse feito em 1965?

James Bond (Daniel Craig): Sean Connery
M (Judi Dench): Marlene Dietrich
Silva (Javier Barden): Anthony Perkins
Eve Moneypenny (Naomie Harris): Rita Moreno
Gareth Mallory (Ralph Fiennes): Bing Crosby
Q (Ben Whishaw): Dean Stockwell

Na década de 1960, eram poucas as atrizes que chegavam à meia-idade e continuavam com bons papéis. Ou era interpretar a vovozinha ou aposentadoria. Mas não para Marlene Dietrich. A alemã nunca se curvou aos estereótipos de Hollywood e continuou com papéis marcantes, como em “Testemunha de Acusação / Witness for the Prosecution” (1957) e “O Julgamento de Nuremberg / Judgement in Nuremberg” (1960). Ela seria perfeita para o papel de M, a chefe meio mãe de 007.
E que clichê temos aqui? Considero Anthony Perkins um ator muito versátil, mas que não conseguiu escapar do fantasma de Norman Bates. E, se pensarmos bem, o vilão Silva tem algo em comum com Norman...
Hoje 007 tem uma companheira mulata, mas isso seria pouco provável na década de 1960. Mesmo assim, o papel de fica com Rita Moreno, cuja carreira estava no auge após receber o Oscar em 1962.
Mallory, personagem de Ralph Fiennes, é o presidente do Comitê de Inteligência e Segurança, e está cotado para ficar no lugar de M. Acredito que Fiennes tem uma pequena semelhança com Bing Crosby. E quem não gostaria de ver Bing e Marlene Dietrich brigando pelo cargo de chefe do MI6?
Dean Stockwell, um dos poucos atores mirins que prosperaram na carreira, seria o jovem gênio do MI6, Q, o responsável pelas geringonças mirabolantes usadas por Bond.
Sean Connery teria muitas oportunidades para mostrar seu físico e seu peito peludo nas mesmas situações que Daniel Craig o fez. Passando pela China, Turquia e pela velha propriedade da família Bond, o 007 original teria árias cenas de ação a serem filmadas.
Ah, antes que eu me esqueça: a música ganhadora do Oscar, Skyfall, seria cantada por Dusty Springfield.

Seria ou não um sucesso?

Sunday, January 12, 2014

1925: um ano inesquecível / 1925: an unforgettable year

AVISO: este post é muito, muito longo. Mas vale a pena ser lido / assistido.

WARNING: this post is very, very long. But it is one worth reading / watching.

1925 não foi um ano bom para o cinema. Foi um ano ótimo. Excelente. Sensacional. Os três grandes nomes da comédia muda estrelaram longas-metragens (Buster Keaton estrelou dois!), o filme mais caro do cinema mudo foi feito depois de muito atraso (Ben-Hur), uma obra de referência para aspirantes a cineastas e revolucionários surgiu na URSS (O encouraçado Potemkin), Garbo fez o filme que a traria para a América (Rua das Lágrimas) e uma obra-prima sacudiu o mundo (O Grande Desfile).

1925 wasn't a good year for film. It was an excellent year. Fantastic. Sensational. The three greats of silent comedies made feature films (Buster Keaton made two!), the most expensive silent film was releaed after a lot of delay (Ben-Hur), an essential work for wannabe filmmakers and revolutionaries was made in the USSR (Battleship Potemkin), Garbo made the film that would bring her to the US (Joyless Street) and a masterpiece shook the world (The Big Parade).

Technicolor in "Phantom of the Opera"

Muitos dos futuros astros e estrelas fizeram suas primeiras participações. Myrna Loy, Clark Gable, Carole Lombard estavam lá, como extras irreconhecíveis na multidão. Mas por pouco tempo. Outros tantos futuros astros nasceram em 1925: Jack Lemmon, Julie Harris, Paul Newman, Dorothy Malone, Lee Van Cleef, Joan Leslie, Farley Granger, Peter Sellers, Angela Lansbury, Richard Burton, Tony Curtis, Rock Hudson, Sammy Davis Jr, Dick Van Dyke...

Many future stars made their first movie appearances. Myrna Loy, Clark Gable, Carole Lombard were there, as unknonw extras in the crowd. But not for long. Other future stars were born in 1925: Jack Lemmon, Julie Harris, Paul Newman, Dorothy Malone, Lee Van Cleef, Joan Leslie, Farley Granger, Peter Sellers, Angela Lansbury, Richard Burton, Tony Curtis, Rock Hudson, Sammy Davis Jr, Dick Van Dyke...

Mas quais os melhores filmes de 1925? Se já houvesse Oscar naquele ano, quem ganharia? Para responder isso, eu criei meu próprio Oscar, disponível no vídeo abaixo.

But which were the best movies of 1925? If there was already the Oscars that year, who would be the winners? To answer this question, I made my own Oscar ceremony, availabe in the video below.

E agora, uma breve sinopse dos 19 filmes de 1925 que eu vi para escrever este post:

And now, a brief synopsis of the 19 films from 1925 that I watched to write this post:

Chess Fever: Uma cidade russa recebe um campeonato de xadrez, fazendo com que todos os habitantes se tornem entusiastas do jogo. Mas um deles exagera.

Chess Fever: A Russian town hosts a chess championship, and all the citizens become chess enthusiasts. But one citizen goes too far.

Em Busca do Ouro / The Gold Rush: Charles Chaplin é o adorado vagabundo no Klondike, onde ele espera encontrar ouro para dar uma vida melhor à mulher que ama (Georgia Hale).

The Gold Rush: Charles Chaplin is the adorable tramp in the Klondike, where he expects to find gold to provide a better life for the woman he loves (Georgia Hale).

Vaqueiro Avacalhado / Go West: Um homem sem amigos (Buster Keaton) vai para o Oeste e começa uma história de amor e amizade com uma vaca.

Go West: A friendless man (Buster Keaton) goes West and starts a story of love and friendship with a cow.

O Calouro / The Freshman: Harold Lamb (Harold Lloyd) está ansioso para ir para a faculdade. Ele acredita que poderá ser popular se agir como o personagem de um filme, o que inclui fazer uma dancinha e jogar futebol americano.

The Freshman: Harold Lamb (Harold Lloyd) is anxious to go to college. He believes he can be popular if he acts like a character from a film, and that includes a little dance and playing football.

Sete Oportunidades / Seven Chances: Buster Keaton herdará sete milhões de dólares se se casar até as sete horas de seu vigésimo sétimo aniversário. Ele então sai em busca de uma noiva.

Seven Chances: Buster Keaton will inherit seven million dollars if he gets married before seven on the day of his twenty-seventh birthday. So he starts searching for a bride.


O Encouraçado Potemkin: Com um bocado de glamour, o filme conta como os marinheiros do Potemkin se rebelaram contra as condições terríveis do navio e assim iniciaram um levante que contagiou a cidade de Odessa.

Battleship Potemkin: With a touch of glamour, the film tells how the sailors from the Battleship Potemkin started a rebellion against the terrible conditions they worked in and how this rebellion changed the city of Odessa.

Variety / Varieté: Um acrobata (Emil Jannings) e sua amante (Lya de Putti) têm a chance de se apresentar em um grande espetáculo, mas o dono do show começa a flertar com a moça, despertando ciúmes.

Variety / Varieté: An acrobat (Emil Jannings) and his lover (Lya de Putti) have the chance to present their act in a big show, but the owner of the place starts flirting with the girl, causing jealousy.

O Fantasma da Ópera / Phantom of the Opera: A ópera de Paris é surpreendida por rumores de que uma estranha criatura (Lon Chaney) mora no subsolo e faz de tudo para ajudar a cantora Christina (Mary Philbin) a prosperar na carreira. 

Phantom of the Opera: The Paris Opera is surprised to hear about rumors of a strange creature (Lon Chaney) who is living in the underground and doing everything he can to help the singer Chrisitna (Mary Philbin) to be successful.

O Mundo Perdido / The Lost World: O professor Challenger (Wallace Beery) organiza uma expedição para a Amazônia com o objetivo de provar a existência de dinossauros vivos. No grupo estão o repórter Ed Malone (Lloyd Hughes), o rico aventureiro Lorde Roxton (Lewis Stone) e Paula White (Bessie Love), filha de um explorador morto na expedição anterior.

The Lost World: Professor Challenger (Wallace Beery) organizes an expedition to the Amazon in order to prove that living dinosaurs still exist. In the expedition we can find the reporter Ed Malone (Lloyd Hughes), the rich adventurer Lord Roxton (Lewis Stone) and Paula White (Bessie Love), the daughter of an explorer who was killed in a previous expedition.

Body and Soul: O criminoso “Big Carl” foge da prisão e passa a se apresentar como reverendo Jenkins (Paul Robeson em seu filme de estreia). Na cidade em que ele prega vive a carola Martha Jane (Mercedes Gilbert), que deseja que a filha Isabelle se case com o perigoso reverendo.

Body and Soul: The criminal “Big Carl” runs away from prison and starts presenting himself as the Reverend Jenkins (Paul Robeson in his film debut). In the city where he preaches there is the very religious Martha Jane (Mercedes Gilbert), who wants her daughter Isabelle to get married to the dangerous reverend.


O Águia / The Eagle: Valentino é um oficial da guarda da czarina que deserta ao saber que o pai está morrendo. Ele então decide se vingar do homem que roubou o patrimônio da família, adotando a identidade de Águia Negra.

The Eagle: Valentino is an officer from the Tsarina's guard who leaves when he gets the word that his father is dying. He then decides to seek revenge from the man who stole the family's fortune, and adopts the identity of the Black Eagle.

Sua Vida Pelo Seu Amor / Little Annie Rooney: Em um de seus últimos papéis de criança, Mary Pickford é Annie, uma garota pobre que se apaixona pelo amigo do irmão, membro de uma gangue.

Little Annie Rooney: In one of her last childish roles, Mary Pickford plays Annie, a poor girl who falls in love with her brother's friend, who is a member of a gang.

Rua das Lágrimas aka Joyless Street / Die Freudlose Gasse: Greta (Greta Garbo) e Marie (Asta Nielsen) vivem na pobreza em Viena em 1921. Enquanto Marie foge de casa e cai na prostituição, Greta tem dificuldades para pagar as dívidas do pai e vê como única saída dançar em um cabaré.

Joyless Street / Die Freudlose Gasse: Greta (Greta Garbo) and Marie (Asta Nielsen) live in poverty in Vienna in 1921. While Marie runs away from home and becomes a prostitute, Greta has trouble to pay her father's debts and has to dance in a cabaret.

Ben-Hur: A Tale of the Christ: Judah Ben-Hur (Ramon Novarro) quer se vingar do velho amigo Messala (Francis X. Buschman), que se tornou um soldado romano preconceituoso. Em sua jornada, Ben-Hur conhece Jesus e decide então seguir e defender o Messias.

Ben-Hur: Judah Ben-Hur (Ramon Novarro) wants revenge from his old friend Messala (Francis X. Bushman), who became a prejudiced Roman soldier. In his journey, Ben-Hur meets Jesus and decides to follow and to defend the Messiah.

O Jardim dos Prazeres / The Pleasure Garden: Neste primeiro filme dirigido por Hitchcock, as coristas Patsy (Virginia Valli) e Jill (Carmelita Geraghty) precisam tomar uma decisão quando seus namorados vão para a América. Jill promete esperar para se casar, enquanto Patsy se casa rapidamente com homem que é infiel.

The Pleasure Garden: In this first film directed by Hitchcock, the chorus girls Patsy (Virginia Valli) and Jill (Carmelita Geraghty) need to make up their minds when their boyfriends go to America. Jill promises to wait for him to get married, while Patsy quickly marries a man who later proves to be unfaithful.

O Grande Desfile / The Big Parade: O jovem e rico Jim Apperson (John Gilbert) vai para a Primeira Guerra Mundial e faz amizade com o operário Slim (Karl Dane) e o barman Bull (Tom O’Brien). Com a divisão do exército treinando em vila francesa, Jim conhece a adorável Melisande (Renée Adorée), mas precisa deixá-la para ir ao front.

The Big Parade: Young and rich Jim Apperson (John Gilbert) enlists to fight in the First World War and becomes friends with the construction worker Slim (Karl Dane) and the barman Bull (Tom O'Brien). As the army is in training in a French village, Jim gets to know the adorable Melisande (Renée Adorée), but has to abandon her to go to the front.

A Viúva Alegre / The Merry Widow: O príncipe Danilo Petrovich (John Gilbert) se apaixona pela dançarina Sally O’Hara (Mae Murray), mas sua posição e sua família impedem o casamento. Devastada, Sally se casa com velho banqueiro que sustenta a família real.

The Merry Widow: Prince Danilo Petrovich (John Gilbert) falls in love with the dancer Sally O'Hara (Mae Murray), but his position and his family prohibit the union. Devastated, Sally gets married to an old banker who financially supports the royal family.

Ação, ciúme, pancadaria! / Action, jealousy, fighting!

O Feiticeiro de Oz / The Wizard of Oz: Esta versão muito louca da história de L. Frank Baum mostra Dorothy (Dorothy Dwan) como a rainha perdida de Oz, que foi levada ainda bebê para o Kansas. Já crescida, ela desperta a paixão de um fazendeiro (Larry Semon, o faz-tudo do filme). Oliver Hardy interpreta outro fazendeiro.

The Wizard of Oz: Thisvery crazy version of the L. Frank Baum story brings Dorothy (Dorothy Dwan) as the lost queen of Oz, who was taken to Kansas as a baby. As an adult, she becomes the object of desire of a farmer (Larry Semon, the man who did it all in the movie). Oliver Hardy plays another farmer.

O Leque da Lady Margarida / Lady Windermere’s Fan: Oscar Wilde é o autor da história de lady Margaret Windermere (May McAvoy), ou melhor, da mãe dela, Mrs Erlynne (Irene Rich), que foi uma mulher de vida desregrada. Depois de muitos anos, Mrs Erlynne volta a Londres mas, para evitar que Margaret, que pensa que a mãe morreu, tenha uma surpresa desagradável, o Lorde Windermere paga uma quantia para Mrs Erlynne deixá-los em paz.  

Lady Windermere's Fan: Oscar Wilde is the author of the story about Lady Margaret Windermere (May McAvoy), or better, her mother's, Mrs Erlynne's (Irene Rich), story. Mrs Erlynne lived an unruly life. After many years, she goes back to London but to avoid an unpleasant surprise for Margaret, who thinks her mother is dead, Lord Windermere pays a good sum so Mrs Erlynne will leave her daughter alone. 

Wow! This is my contribution for the Film History Project Blogathon, hosted by Fritzi, Aurora and Ruth, respectively at Movies, Silently, Once Upon a Screen and Silver Screenings.


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