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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sinatramania

Adolescentes e jovens mulheres gritando até perder a voz. Quando elas finalmente veem o ídolo, elas gritam mais alto, choram, desmaiam. Algumas delas até perseguiam o ídolo, em busca de um autógrafo, foto ou talvez, uma mecha de cabelo. Seriam elas fãs do século XXI, loucas pelo cantor mais famoso do momento? Não. Fãs malucas não são novidade. Será que Al Jolson teve de lidar com flappers malucas? Havia groupies que seguiam Beethoven? Obviamente, eu não posso responder a estas perguntas por falta de provas, mas posso mostrar um exemplo de super-estrelato de 70 anos atrás. Nos anos 40, quase todas as garotas eram loucas por Sinatra.

Teenagers and young women screaming until they become voiceless. When they finally see their idol, they scream louder, cry, faint. Some of them even go after the idol, in the pursuit of an autograph, photo or, maybe, a lock of hair. Are they 21st century fans of the newest singer who is currently in vogue? No. Insane fans is nothing new. Did Al Jolson have to deal with crazy flappers? Were there any Beethoven groupies? Of course, I can't answer these questions because I don't have any proof, but I can show an example of superstardom from 70 years ago. In the 1940s, almost all girls were crazy for Sinatra.  


Francis Albert Sinatra nasceu em 1915. O jovem Frank amava música e, de acordo com livros biográficos, começou a cantar em reuniões familiares e no bar de seus pais em Hoboken – ele aprendeu música de ouvido, ou seja, sem aprender a ler partituras. Quando ele tinha 20 anos, conheceu o sucesso pela primeira vez: como membro do grupo “The Hoboken Four”, ele conseguiu seu primeiro contrato para uma turnê. E adivinhe qual dos quatro meninos de Hoboken chamava a atenção de todas as garotas?

Francis Albert Sinatra was born in 1915. Young Frank loved music and, according to biographic books, started performing at family gatherings and at his parents' tavern in Hoboken – he only learned music by ear, that is, he couldn't read music sheets. When he was 20, he had his first break: as a member of the group “The Hoboken Four”, he got his frst contract for a tour. And guess which of the four boys from Hoboken attracted all the girls' attention?


Depois de cantar com a orquestra de Tommy Dorsey, era a hora de Frank Sinatra começar a carreira solo e causar furor no mundo da música. Em dezembro de 1942, Frank estava nervoso com esta mudança na carreira, mas quando ele chegou ao teatro Paramount em Nova York, foi outra coisa que o deixou nervoso: a animação das fãs. Havia milhares de adolescentes histéricas, que conheciam suas canções do rádio e estavam agora mais do que animadas para vê-lo ao vivo.

After singing with the Tommy Dorsey orchestra, it was time for Frank Sinatra to go solo and cause mayheim in the music world. In December 1942, Frank was nervous as he was beginning his solo career, but when he arrived in the Paramount Theater in New York, something else made him nervous: the excitement of his fans. There were thousands of hysterical bobby-soxers, teenagers who had heard him on the radio and now were more than excited to see him live.


E durante os três anos seguintes, Sinatra continuou levando as adolescentes à loucura – mesmo sendo um homem casado de quase trinta anos... ou talvez tenha sido essa a razão? O clímax de sua popularidade e um pináculo na cultura pop americana é o chamdo “Columus Day riot”: um concerto, novamente no teatro Paramount em Nova York, em 12 de outubro de 1944, atraiu um recorde de fãs malucas. À meia-noite, a fila começou a se formar, e em quatro horas já havia 500 adolescentes esperando na fila para ver Frank. Algumas delas nem tinham ingressos, elas só queriam a oportunidade de ver o ídolo de perto. Soa familiar, não?

And during the following three or four years, Sinatra kept on driving teenagers crazy – even though he was a married man in his late 20s... or maybe this was the reason? The climax of his popularity and a pinnacle in American pop culture is the Columbus Day riot: a concert again at the Paramount Theater in New York on October 12th 1944 that attracted more crazy fans than ever. At midnight, the line started forming, and in four hours there were already 500 teenagers waiting to see Frank. Some of them didn't even have tickets, they only wanted the opportunity to catch a glimpse of the idol. Sounds familiar, doesn't it?


Essas garotas eram loucas por estarem apaixonadas por Frank Sinatra? Eu acho que não. Ele era um homem muito magro, com olhos azuis, cabelos pretos e uma voz que não parecia combinar com seu corpo. Ele tinha beleza e talento. Em um nível subconsciente, ele era um símbolo dos tempos de guerra: ele foi considerado inapto a servir o exército e ficou nos EUA cantando, e para muitas garotas ele representava o garoto conhecido que estava lutando na Europa – e que poderia nunca mais voltar. O próprio Sinatra disse que a solidão dos anos de guerra foi uma das coisas responsáveis por seu imenso sucesso.

Were these girls right to be crazily in love with Frank Sinatra? I think so. He was a very skinny, blue-eyed, black-haired man with a powerful voice that didn't seem to match his physique. He had looks and talent. In a subconscious level, he was a symbol in war times: he was considered unfit to serve the army and stayed in the US singing, and for many girls he represented the boy-next-door that was fighting in Europe – and could never return. Sinatra himself said that the loneliness of war years was one of the things responsible for his massive success.


Em seus primeiros filmes, esta imagem foi explorada. Em “Marujos do Amor” (1945), seu personagem, Clarence, é muito tímido e pede para que o maigo Joe (Gene Kelly) o ensine a conquistar as garotas. Ele é, no filme, o tipo mais fofo de tímido, e até canta a doce “I Fall in Love Too Easily”. Um comportamento semelhante é encontrado em Chip, seu personagem em “Um dia em Nova York” (1949). chip quer ver todos os pontos turístico de NY que seu avô um dia viu – o problema é que a maioria destes pontos não existe mais. Chip não corre atrás de uma garota como o Gabey de Gene Kelly faz – é a esperta taxista Hildy (Betty Garrett) que tem de flertar agressivamente com ele mais de uma vez.

In his first films, this image was explored. In “Anchors Aweigh” (1945), his character, Clarence, is too shy and asks his friend Joe (Gene Kelly) to teach him how to get girls. He is, in this film, the cutest kind of shy, and even sings the sweet song “I Fall in Love Too Easily”. Almost the same kind of behavior can be found in Chip, his character in “On the Town” (1949). Chip wants to see all the New York landmarks his grandfather has once seen – the problem is that almost all of these landmarks don't exist anymore. Chip doesn't pursue a girl like Gene Kelly's Gabey does – it's smart taxi driver Hildy (Betty Garrett) that must flirt with him aggressively again and again.



É interessante notar como nós ainda usamos alguns termos e ideias da Sinatramania em conceitos de fandoms de internet. Frank era comumente chamado de “Swoonatra”. As garotas da fandom chamavam a si mesmas de “Sinatratics” - da mesma maneira que a fandom da Beyonce é a “beyhive” e nós fãs de Benedict Cumberbatch nos chamamos de “Cumberbitches”. Eu só imagino que hashtags as fãs de Sinatra usariam no Twitter e no Tumblr...

It's very interesting to notice how we still use some terms and ideas from the Sinatramania in our concepts of internet fandom. Frank was commonly referred to as “Swoonatra”. The girls in his fandom called themselves “Sinatratics” - in the same way that the Beyonce fandom is the “Beyhive” and we Benedict Cumberbatch's fans call ourselves “Cumberbitches”. I only wonder what hashtags the Sinatratics would use on Twitter and Tumblr...


Elas também faziam “cosplay”: as fãs usavam gravata-borboleta, assim como o ídolo, e geralmente prendiam uma foto de Sinatra com um alfinete na roupa. E muitas pessoas encontraram um jeito de explorar a Sinatramania para ganhar dinheiro: havia vários produtos com o rosto de Sinatra estampado, ele foi capa de diversas revistas e, uma vez, algumas fotos foram tiradas mostrando Frank Sinatra como membro de um coral no ensino médio. O problema é que as fotos foram tiradas pelo fotógrafo Peter Martin para trazer Sinatra ainda mais perto de suas fãs – na verdade, ele nunca foi parte de um coral e já tinha 27 anos quando a foto foi tirada. Suas fãs, obviamente, não se importaram.

They also kind of cosplayed: the Sinatratics wore bow-ties, just like their idol, and usually pinned Sinatra's pictures to their outfits. And many people found a way of exploring the Sinatramania in order to make money: there were several products with Sinatra's face on it, he was on the over of many magazines, and once, some publicity photos were taken showing Frank Sinatra as a member of a high school glee club. The problem was that the photos were staged by photographer Peter Martin in order to make Sinatra even closer to his fans – in reality, he was never a part of a glee club and was actually 27 when the pic was taken. The fans, of course, didn't care.


Frank Sinatra viu sua carreira cinematográfica sofrer no final dos anos 40, mas retornou em 1953 com uma performance ganhadora do Oscar em “A um passo da eternidade”. Sua carreira na música foi um sucesso até sua morte, em 1998 – 20 anos atrás – e não podemos negar que ele ainda é uma das maiores influências no mundo da música (de acordo com o Spotify, Frank tem mais de 5 milhões de ouvintes mensais fiéis na plataforma de streaming, incluindo eu). Para ele e para a cultura pop, a Sinatramania foi só o começo.

Frank Sinatra saw his film career suffer a little in the end of the 1940s, but he returned in 1953 with an Oscar-winning performance in “From Here to Eternity”. His singing career was successful until his death, in 1998 – 20 years ago – and we can't deny that he is still a major influence in the music world (according to Spotify, Frank has more than 5 million faithful monthly listeners on the straming platform, me included). For him and for pop culture, Sinatramania was just the beginning.



This is my contribution to the Reel Infatuation blogathon, hosted by Ruth at Silver Screenings and Maedez at Font & Frock.

domingo, 10 de junho de 2018

A Gata dos meus Sonhos / Gay Purr-ee (1962)

Eu AMO animação. E esta é a razão pela qual eu não escrevo críticas de filmes de animação com frequência: eu fico tão maravilhada, impressionada e imersa neste tipo de filme que eu seria capaz de apenas elogiar quase todas as animações que eu já vi – incluindo “Os Pinguins de Madagascar” (2014), um filme de cujos personagens eu gosto tanto que pode até ser que eu tenha um conjunto de brinquedos deles.

I LOVE animation. And this is the reason why I don't often review animation: I'm so enthralled, overwhelmed and absorbed by them that I could write nothing but compliments to almost all animated films I've seen – including “The Penguins of Madagascar”, a film whose characters I like so much that I may or may not have a figurine set of them.


Há ainda muitas animações que eu ainda quero ver. Uma delas era “A Gata dos meus Sonhos”. A razão principal para eu querer vê-la era, obviamente, o trabalho de dublagem de Judy Garland no filme. Mas, como eu amo animações dos anos 60 desde que eu era criança, eu decidi dar uma chance a este filme o mais rápido possível.

There are also many animated movies in my watchlist. One of them was “Gay Purr-ee”. My main reason to watch it was, of course, Judy Garland's voicework in this. But, since I've loved 1960s cartoons since I was a child, I decided to give the film a chance as soon as I could.


Milhares de histórias de amor ambientadas em Paris já foram contadas no cinema. E muitas outras histórias de amor, quando não completamente ambientadas em Paris, cedo ou tarde tiveram alguma cena na cidade. É isso que acontece em “A Gata dos meus Sonhos”. A linda gata Mewsette (dublada por Judy Garland) é cortejada por Jaune-Tom (dublado por Robert Goulet) em uma área rural da Provença. Um dia, ela ouve uma mulher falando sobre toda a classe e elegância de Paris, e de repente Jaune-Tom parece muito caipira comparado com todas as coisas que ela poderia obter em Paris. Ela então vai para a cidade grande em uma carruagem, seguindo o conselho raivoso dado por Robespierre (dublado por Red Buttons), o pequeno companheiro de Jaune-Tom que tem ciúmes de Mewsette.

Thousands of love stories set in Paris have already been told in the movies. And many more love stories, if not completely set in Paris, sooner or later have a few scenes there. This is what happens in “Gay Purr-ee”. The gorgeous female cat Mewsette (voiced by Judy Garland) is courted by Jaune-Tom (voiced by Robert Goulet) in a rural area of Provence. One day, she hears a woman talking about all the class that exists in Paris, and suddenly her Jaune-Tom seems too bland compared to all the fancy things she could get in Paris. She then leaves to the big city in a carriage, following the angry advice she receives from Robespierre (voiced by Red Buttons), Jaune-Tom's tiny companion who is very jealous of Mewsette.


Depois da carruagem, Mewsette toma um trem, e lá ela conhece Meowrice Percy Beaucoup (dubaldo por Paul Frees), que diz que sua irmã pode apresentá-la à high society. A irmã de Meowrice – que, você adivinhou, não é irmã dele de verdade – é a madame Rubens-Chatte (dublada por Hermione Gingold), uma gata professora de boas maneiras. Meowrice e madame Rubens-Chatte querem usar Mewsette em um de seus esquemas sujos. Enquanto isso, Jaune-Tom e Robespierre também vão para Paris procurar Mewsette.

After the carriage, Mewsette takes a train, and there she meets Meowrice Percy Beaucoup (voice by Paul Frees), who says his sister can introduce her to high society. Meowrice's sister – who, you got  it, isn't really his sister – is Mme. Rubens-Chatte (voiced by Hermione Gingold), a cat who teaches good manners. Meowrice and Mme. Rubens-Chatte want to use Mewsette in one of their dirty schemes. At the same time, Jaune-Tom and Robespierre also go to Paris, looking for Mewsette.


Eu amei o visual do filme. Muitos cenários – fundos estáticos, na frente dos quais os personagens se moviam – foram claramente inspirados em pinturas famosas. Outros cenários eram cópias da Paris “humana”: por exemplo, há o Follies Bergères, e Mewsette vai ao Felines Bergères,  e há o Moulin Rouge, e ao lado dele os gatos têm seu Mewlon Rouge. Mas nada se compara à sequência em que Mewsette tem seu retrato pintado por diversos artistas do final dos anos 1890 – época em que se passa a história.

I loved the visual of the movie. Many sets – static backgrounds, in front of which the characters moved – were clearly inspired by famous paintings. Others sets are counterparts of the “human” Paris: for instance, there is the Follies Bergères, and Mewsette goes to the Felines Bergères, and there is the Moulin Rouge, and next to it the cats have their Mewlon Rouge. But nothing compares to the sequence in which Mewsette's portrait is painted by several artists from the late 1890s – the time in which the story is set.


Hoje, é bem comum termos celebridades dublando personagens em animações. Quando se fala da origem desta prática, muitas pessoas citam erroneamente que Robin Williams dublando o Gênio de “Aladdin” (1992) foi a primeira vez em que isso aconteceu. Nós vemos, com “A Gata dos meus Sonhos”, que a prática é bem mais antiga. Neste filme, embora ela duble uma donzela ingênua em perigo, Judy Garland tem uma chance de brilhar, tanto falando mansinho como a gata romântica quanto cantando com sua voz poderosa. Aliás, fique atento e você poderá reconhecer uma voz bastante familiar: muitos personagens secundários foram dublados por Mel Blanc!

Today, it's fairly common to have  celebrities voicing characters in animated movies. When talking about the origin of this practice, many people erroneously cite Robin Williams's voicing the Genie in “Aladdin” (1992) as the first time this happen. We see, with “Gay Purr-ee”, that the practice is much older. In this film, although she voices the naïve damsel in distress, Judy Garland has a chance to shine, both speaking softly as the romantic cat and singing with her powerful voice. By the way, keep your ears open and you may recognize a very familiar voice: many secondary characters are voiced by Mel Blanc!
Muitas pessoas, em especial crianças, se recusam a ver filmes de animação se eles não forem em 3D, feitos por computador ou tiverem gráficos elaborados. Eu tenho pena dessas pessoas. Com este tipo de preconceito, eles perdem a oportunidade de ver obras como “A Gata dos meus Sonhos”, um pequeno filme realmente louvável e charmoso, cheio das cores psicodélicas que eram moda nos anos 60.

Many people, in special kids, are now discouraged to see animated features that are not in 3D, made by computer or highly stylized. I'm sorry for them. With this kind of prejudice, they miss works like “Gay Purr-ee”, a truly outstanding and charming little movie, full of psychedelic colors that were in vogue in the 1960s.



This is my contribution to the Second Annual Judy Garland blogathon, hosted by Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.

domingo, 3 de junho de 2018

Melodia da Broadway de 1940 / Broadway Melody of 1940

Alguém tem como sonho ser uma estrela da Broadway. Outra pessoa quer montar um show musical. Há um interesse amoroso, confusão, mal-entendido, uma pouco de drama, um monte de músicas. Eu acabei de descrever todos os musicais já feitos – ou pelo menos boa parte deles? Não importa: para nós, que somos loucos por musicais, a história pode ser a mesma, o final previsível, a maneira como os personagens começam a cantar do nada pode ser até inacreditável. Nós não nos importamos. Os musicais não foram feitos para serem analisados como obras de arte filosóficas e complexas. Eles foram feitos para despertar nossos sentimentos, nos alegrar e nos fazer sorrir. E que sorriso a “Melodia da Broadway de 1940” é capaz de gerar em nós!

Someone has the dream to make it big on Broadway. Someone else wants to put on a show. There is a love interest, confusion, misunderstandings, a little drama, a lot of music. Have I described all musicals ever made – or at least a good part of them? It doesn't matter: for us, who are mad about musicals, the story may be the same, the ending predictable, the bursting-into-song situation unbelievable. We don't care. Musicals were not made to be analyzed as complex philosophical work of arts. They were made for us to feel, to enjoy, and to smile. And what a smile does “Broadway Melody of 1940” brings to our faces!
Johnny Brett (Fred Astaire) e King Shaw (George Murphy) são dois dançarinos que sonham em se apresentar na Broadway. Por enquanto, eles se apresentam em um simples salão, e lá são vistos por Bob Casey (Frank Morgan). John acredita que Bob é um cobrador, e por isso diz que se chama King Shaw. O sócio de Bob Casey, Bert Matthews (Ian Hunter), convida Shaw para um teste para ser o parceiro de dança de Clare Bennett (Eleanor Powell). Shaw é bem-sucedido no teste, e não sabe que John está apaixonado por Clare Bennett.

Johnny Brett (Fred Astaire) and King Shaw (George Murphy) are two dancers dreaming about making it big on Broadway. They present an act in a simple ballroom, when they are spotted by Bob Casey (Frank Morgan). John believes Casey is a bill collector, so he says his name is King Shaw. Casey's business partner, Bert Matthews (Ian Hunter), invites Shaw for an audition to be Clare Bennett´s (Eleanor Powell) dance partner. Shaw succeeds in the audition, without knowing that John is in love with Clare Bennett.
Muitos artistas querem assinar um contrato com Matthews e Casey, incluindo uma jovem malabarista, um rapaz com um monociclo, e um casal que faz um número que seria um sucesso com as plateias do vaudeville de 1910 – e todos estes são considerados por Casey “a maior descoberta da vida” dele!

Many artists want to sign a contract with Matthews and Casey, including a young juggler, a guy in a one-wheel vehicle, and a man and woman act that would be great for a 1910 vaudeville audience – and all are called by Casey “the greatest discovery of his life”!
Mas John não se incomoda. Ele é o melhor dos melhores amigos, e realmente deseja que Shaw tenha êxito. John ensaia com Shaw, lhe dá conselhos, inventa desculpas quando John pisa na bola e também recorta notícias de jornal que mencionam Shaw para fazer um livro de recortes. Shaw é um bom dançarino, mas ele também adora se divertir e não leva o trabalho muito a sério – ou pelo menos ele não tem a mesma paixão pela dança que John.

But John doesn't care. He is the best of best friends, and he truly wishes Shaw is successful. John rehearses with Shaw, gives him advice, covers for him when he screws up and also cuts all newspaper notes that mention Shaw for a scrapbook. Shaw is a good dancer, but he also loves to have fun and doesn't take his job very seriously – or at least doesn't have the same passion for dancing that John has.
É adorável ver Fred Astaire agir como bobo apaixonado. Ele é jovial, gentil, e faz com que todos os passos de dança pareçam fáceis. Ele é como um rapaz se apaixonando pela primeira vez – e nós acreditamos nisso, mesmo Fred Astaire tendo 40 anos de idade quando o filme foi gravado! E ele nem aparenta estar intimidado por Eleanor Powell, algo que ele realmente estava: então com 27 anos, Eleanor já era considerada “a melhor sapateadora do mundo”, e Fred acreditava que ela poderia ser melhor que ele. Eleanor, aliás, fez três dos quatro filmes da série “Melodia da Broadway” – em 1936, 1938 e 1940.

It's lovely to see Fred Astaire making a fool of himself because he is in love. He is youthful, suave and makes all his dance steps look easy. He is like a young boy, falling in love for the first time – and we believe in him, even though Fred was 40 when the film was shooting! And he doesn't even show that he was actually intimidated by Eleanor Powell: then at age 27, Eleanor was already considered “the greatest feminine tap dancer in the world”, and Fred believed she could dance better than him. Eleanor, by the way, was in three of the four “Broadway Melody” movies – 1936, 1938 and 1940.
Primeiro eu pensei que Fred Astaire iria “pegar leve” para que seu parceiro George Murphy não parecesse tão inferior a ele. Eu, obviamente, não havia reconhecido Murphy de outros filmes, e também não sabia que George era um ótimo dançarino que havia trabalhado na Broadway por sete anos antes de ir para Hollywood. George Murphy é muito bom na dança, mas não podemos negar que, quando Fred Astaire começa a dançar, algo mágico acontece.

At first I thought Fred would “underdance” so his partner George Murphy wouldn't look bad next to him. I, of course, hadn't recognized Murphy from other movies, and I also didn't know he was an accomplished dancer who worked on Broadway for seven years before going to Hollywood. George Murphy is a very good dancer, but we can't deny that, when Fred Astaire steps in, magic happens.
Meu primeiro contato com a “Melodia da Broadway de 1940” foi, de fato, mágica: no documentário “That’s Entertainment!” (1974) há um trecho do número “Begin the Beguine”, com Fred Astaire e Eleanor Powell. Eu fiquei sem reação ao sapateado deles. O número é maravilhoso, e seu visual inspirou a sequência do planetário em “Moonlight”, quer dizer, “La La Land” (2016).

My first contact with “Broadway Melody of 1940” was, indeed, magical: in the 1974 celebration documentary “That's Entertainment!” there is an excerpt of the “Begin the Beguine” number, danced by Fred Astaire and Eleanor Powell. I was just speechless as I saw their tap dance. The number is marvelous, and its look inspired the planetarium sequence in “Moonlight”, I mean, “La La Land” (2016).
De acordo com o IMDb, a “Melodia da Broadway de 1940” foi planejada para ser filmada em cores. Felizmente, isso não foi possível. Devemos nos lembrar de que tudo é pensado para aparecer perfeitamente na tela, e com certeza os números, cenários e figurinos teriam que ser bem diferentes se o filme fosse colorido. O resultado em preto e branco é lindo, às vezes triste, às vezes grandioso, e sempre surpreendente. Nós não conseguiríamos estes efeitos em cores:

According to IMDb, “Broadway Melody of 1940” was planned to shoot in color. Thank God it didn't happen! We must remember that everything is thought to appear perfectly on screen, and for certain the numbers, sets and outfits would have to be different if the film was shot in color. The black and white result is beautiful, sometimes sad, sometimes grandiose, and always mesmerizing. We couldn't get this effect in color:
Há muitos momentos divertidos no filme – e eu aposto que isso tem a ver com Preston Sturges, que foi um dos roteiristas não-creditados. A “Melodia da Broadway de 1940” é mais um daqueles musicais deliciosos que te fazem esquecer seus problemas e obrigações, e simplesmente te divertem. Você pode até ficar com inveja das habilidades de dança de Fred Astaire e Eleanor Powell, mas é um efeito colateral que vale a pena.

There are many fun moments in the movie – and I bet Preston Sturges being one of the uncredited screenwriters has something to do with a few gags. “Broadway Melody of 1940” is another delightful musical that you make you forget your problems and obligations, and just enjoy yourself. You might also be jealous of Astaire’s and Powell’s dancing skills, but it is a fair enough side effect.

This is my contribution to the Broadway Bound blogathon, hosted by Rebecca of Taking Up Room.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A Canção da Liberdade / Song of Freedom (1936)

Um conhecedor de filmes, quando ouve “Hammer Films”, pensará em filmes de horror, como os da série do Drácula com Peter Cushing e Christopher Lee. Eles não estão errados. Entretanto, a Hammer Films engloba muito mais que isso: assim como qualquer estúdio de cinema, ela teve de começar em algum lugar, e no começo a Hammer era muito diferente daquilo que a tornou conhecida a partir dos anos 50. Para conhecer prestes primeiros tempos, analisaremos o mais antigo filme da Hammer que ainda sobrevive em sua versão completa: “A Canção da Liberdade” (1936).

A film connoisseur, after hearing “Hammer Films”, will think about horror movies, like the Dracula series with Peter Cushing and Christopher Lee. They are not wrong. However, there is more to Hammer Film: like any movie studio, it had to start somewhere, and in the beginning Hammer was so very different from what made it popular in the 1950s onwards. To look at this beginning, we analyze the earliest Hammer film that fully survives: “Song of Freedom” (1936).
É o ano de 1700 em um canto ainda não explorado da África. Lá reina a tirana rainha Zinga, que sente prazer em humilhar os prisioneiros antes da execução. Em uma destas terríveis cerimônias, Zinga coloca seu medalhão real no pescoço de um homem que havia tentado tirá-la do poder. Uma moça rouba o medalhão do pescoço dele, e foge com o filho de Zinga. Eles chegam a uma vila e pedem ajuda para seguirem com a fuga. O único problema é que eles pedem ajuda a um traficante de escravos.

It’s the year 1700 in a not yet explored corner of Africa. There reigns the tyrant queen Zinga, who loves to humiliate her prisoners before execution. In one of these horrible ceremonies, Zinga places her royal medallion in the neck of a man who was trying to take her out of the throne. A girl steals the royal medallion from his neck, and runs away with Zinga’s son. They reach a village and ask for help to go further away. The only problem is that they asked a slave trader for help.
Crazy queen Zinga
O filho de Zinga e a moça se tornam escravos, e uma montagem mostra que o medalhão deles passou de pai para filho nos séculos seguintes. No ano de 1838, o tráfico de escravos acaba (exceto para o Brasil) e os negros são libertações. Finalmente, chegamos ao tempo presente. O mais jovem Zinga é John Zinga (Paul Robeson), um estivador que adora cantar uma música que ele lembra da infância, e cujo sonho é voltar para sua terra, a África, um sonho que incomoda sua esposa Ruth (Elisabeth Welch).

Zinga’s son and the girl become slaves, and a montage shows that the medallion they had passes from father to son in the following centuries. In the year 1838, the slave trade is over (except to Brazil) and black people are liberated. Finally, we arrive in the present time. The youngest Zinga is John Zinga (Paul Robeson), a dock worker who loves to sing a song he knew since childhood, and who longs to come back to his land, Africa, a wish that upsets his wife, Ruth (Elisabeth Welch).
John's two loves: Africa and Ruth
Eis que chega ao porto o compositor de óperas italiano Gabriel Donozetti (Esme Percy). Ele ouve uma voz fantástica, mas não consegue ver quem é o cantor. Na noite seguinte, ele vai até as docas procurar o cantor misterioso, e finalmente encontra John cantando em uma taverna. Ele convida John para conversarem na casa dele e, apesar de a primeira lição de treinamento não terminar muito bem, John assina um contrato com Donozetti porque ele quer juntar dinheiro suficiente para viajar para a África.

This is when Italian opera composer Gabriel Donozetti (Esme Percy) arrives in the harbor. He listens to a fantastic voice, but is unable to see who is singing. The following night, he goes to the docks looking for the mysterious singer and finally finds John singing in a tavern. He invites John to his house and, although the first voice training session is not very peaceful, John signs a contract with Donozetti because he wants to earn enough money to travel to Africa.
John faz uma turnê pela Europa e obtém grande sucesso, mas é em casa que ele obtém a resposta para seu questionamento: depois da ópera “The Black Emperor” (cujo subtítulo é, aff, “a negro opera”), ela canta para a plateia a canção que ele conhece desde menino, mas cuja origem ele nunca soube. Um pesquisador tem a resposta: a música e o medalhão vêm da ilha africana de Casanga – e assim que John chega lá, tudo piora.

John travels Europe singing with great acclaim, but he finds the answer for his question at home: after the opera “The Black Emperor” (whose subtitle is, ugh, “a negro opera”) he sings to the audience the song he knew since childhood but never knew where it comes from. A researcher has the answer: the song and the medallion John uses point out to the African island of Casanga - and once John arrives there, things get ugly.
O filme é surpreendentemente bem feito, mas quando chegamos à África pela segunda vez, ficamos envergonhados. O racismo e o imperialismo estão por toda parte. E nem tudo estava perfeito antes disso. O mordomo de John, Monty (Robert Adams), é o negro bobo que serve apenas de alívio cômico, um tipo que você já deve conhecer de alguns filmes que John Ford fez nos anos 1930. Na ilha, descobrimos que um grupo de feiticeiros tomou o poder após a morte da rainha Zinga, e dali em diante a miséria se espalhou. Os nativos acreditam em rituais, danças e curas mágicas, e nada sabem sobre agricultura, política, armazenamento de comida e medicina moderna. 

The film is surprisingly well-done, but when we reach the African island for the second time, we feel embarrassed. Racism and imperialism are now everywhere. Not that all was perfect before. John’s butler, Monty (Robert Adams) is the silly black man who exists as comic relief only, and you might know the type from some John Ford movies of the 1930s. In the island, we find that a bunch of witch-doctors took the power after Queen Zinga’s death, and from then on they spread misery. The natives believe in rituals, magic dances and cures, and know nothing of agriculture, politics, food storage and modern medicine.
John pode ser negro, mas ele é o homem europeu – afinal, ele nasceu em Londres – que vai levar a civilização a estas pobres pessoas. Os africanos são retratados como não tendo nenhum conhecimento – algo muito longe da realidade, mas um tropo comum nas histórias contadas pelo colonizador. Pelo menos, é bom que Casanga não seja o nome de nenhuma ilha real. Entretanto, aí vai uma curiosidade: Casanga era o nome de um quilombo localizado em Ubatuba, no litoral de São Paulo.

John may be black, but he is the European man - after all, he was born in London - that will bring civilization to those poor people. The Africans are portrayed as having no knowledge - something that was far from the truth, but it is a common trope in stories told by the colonizers. It’s at least a good thing that Casanga is not the name of a real island. However, here is a curious fact: Casanga was the name of a quilombo in Ubatuba, São Paulo, Brazil - a quilombo being a community formed by slaves who ran away from captivity.
Paul Robeson me dá arrepios sempre que canta. Robeson foi um americano que encontrou apenas preconceito em seu país e por isso foi morar na Inglaterra. Depois de abandonar sua carreira como advogado por causa do preconceito e ao ter dificuldades para encontrar bons papéis para negros no cinema e no teatro americanos, Robeson foi para Londres. Lá, ele fez sucesso em peças e filmes – foi em Londres que ele pela primeira vez fez parte de uma montagem de “Show Boat” – e “A Canção da Liberdade” é o filme que o deixou mais orgulhoso – porque alguns dos outros filmes estavam cheios de racismo. Robeson deixou o cinema após uma experiência ruim em “Seis Destinos” (1942) e mais tarde foi posto na lista negra maccarthista por ter ido várias vezes à União Soviética e por defender a igualdade entre todos.

Paul Robeson gives me chills every time he sings. Robeson was an American who found only prejudice in his home country and left for England. After abandoning his career as a lawyer early on due to prejudice and having trouble finding good parts for black men on American film and theater, Robeson went to London. There, he was successful in several plays and movies – it was in London that Robeson worked for the first time in the musical “Show Boat” -, being “Song of Freedom” the one that made him the proudest - some of the others had blatant racism. Robeson left cinema after being discontent with his experience in “Tales of Manhattan” (1942) and he was later blacklisted in the US due to having made several trips to Soviet Union and for being a vocal defender of equality.
“A Canção da Liberdade” foi um grande sucesso entre seu público-alvo: negros. Talvez eles estivessem suficientemente felizes em ver alguém como eles na tela, sem ser ridicularizado ou torturado. Talvez eles não tivessem minhas habilidades de historiadora que vê problema em tudo. Não podemos negar que o filme é muito melhor que outros da mesma época – aliás, houve algum outro filme antes desse que mostrasse o interior de um navio negreiro? Há elementos datados, mas a presença de Paul Robeson redime todos eles, e torna possível algo que muitos filmes modernos ainda não conseguem fazer: dá dignidade a um protagonista negro.

“Song of Freedom” was a huge success among its target: black people. Maybe they were happy enough to see one of theirs on screen, not being ridiculed or tortured. Maybe they didn’t have my sharp skills as a historian that sees trouble everywhere. We can’t deny that the film is much better than several contemporaries – by the way, was there any other film made before this one that shows the interior of a slave ship? There are dated elements, but Paul Robeson’s presence redeems them all and makes possible something many modern films are still failing to do: it gives dignity to a black leading character.

This is my contribution to the Hammer-Amicus blogathon, hosted by Gill at RealWeegieMidget Reviews and Barry from Cinematic Catharsis.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Nunca é Tarde para amar / Follow Me, Boys (1966)

Está provado que os anos 60 foram a Era de Ouro dos filmes live-action na Disney. “Mary Poppins” (1964) pode ter sido o mais bem-sucedido deles, inclusive no Oscar, e é também aquele que as pessoas se lembram com mais carinho. Mas houve muito, muito mais filmes live-action, e eles eram veículos ideais para dois tipos de atores: os experientes e simpáticos, e os novatos talentosos.

It is proved that the 1960s were the Golden Age of Disney live-action films. “Mary Poppins” (1964) may have been the most successful from the batch, even Oscar-wise, and also the one people remember with more fondness. But there were many, many more live-action movies, and they were ideal vehicles for two kinds of performers: experienced and sympathetic ones, and talented newcomers.
Em “Nunca é Tarde para Amar” (1966), a performance mais simpática é do protagonista Fred MacMurray, mas temos também Vera Miles, Lillian Gish e Charlie Ruggle. E o novato talentoso era um menino de 15 anos que havia acabado de ser contratado pela Disney. Seu nome era Kurt Russell.

In “Follow Me, Boys” (1966), the most prominent sympathetic performance is lead Fred MacMurray, but we also have Vera Miles, Lillian Gish and Charlie Ruggles in the cast. And the talented newcomer was a 15-year-old boy who had just been hired by Disney. His name was Kurt Russell.
Lemuel ‘Lem’ Siddons (MacMurray) quer ser advogado. Mas há uma grande distância entre o que queremos ser e o que devemos ser. Enquanto ele não vai para a faculdade, Lem tem outros empregos. Quando o conhecemos, ele é saxofonista de uma banda, mas ele logo muda de emprego quando chega à cidadezinha de Hickory. Lem decide ficar por lá e trabalhar como vendedor. E então ele consegue um segundo emprego, como chefe de escoteiros voluntário.

Lemuel ‘Lem’ Siddons (MacMurray) wants to be a lawyer. But there is a great distance between what we want to be and what we are supposed to be. While he can’t go to college, Lem has some odd jobs. When we meet him, he is playing saxophone in a band, but he quickly change jobs when he arrives in Hickory, a very small town. Lem decides to settle down and work as a sales clerk. And then he gets a second job, as a volunteer scoutmaster.
O dono da loja é John Everett Hughes (Charlie Ruggles). A ideia de criar uma tropa de escoteiros é dada em uma reunião local como forma de tirar os meninos das ruas. Muitos garotos gostam da ideia e se juntam à tropa – exceto o garoto mais problemático da cidade, Whitey (Kurt Russell). Ah, e há também a adorável Vida Downey (Vera Miles) e seu namorado ambicioso, Ralph (Elliott Reid), que quer confiscar a propriedade da idosa Hetty Seibert (Lillian Gish). Hetty empresta a propriedade para que os escoteiros tenham onde se reunir.

The store’s owner is John Everett Hughes (Charlie Ruggles). The idea of creating a boy scouts troop was given in a local reunion as a way to taking the boys off the streets. Many boys like the idea and join the Boy Scouts troop – except the local troublemaker, Whitey (Kurt Russell). Oh, there is also lovely Vida Downey (Vera Miles) and her ambitious beau, Ralph (Elliott Reid), who wants to take a land property from elder Hetty Seibert (Lillian Gish). Hetty lets the Boy Scouts reunite in her property.
O filme começa em 1930 – há inclusive um cinema anunciando um filme de Carole Lombard, com quem Fred MacMurray trabalhou no começo da carreira. Mais tarde, o tempo salta para 1944 e há uma sub-trama de guerra – alternando entre comédia e um pouquinho de drama. Em uma manobra clássica da Disney, descobrimos que Whitey, o problemático, é na verdade um bom menino, e ele recebe muita ajuda de Lem.

The film starts in 1930 – there is even a theater marquee announcing a movie with Carole Lombard, with whom Fred MacMurray had worked early in his career. Later on, the film jumps to 1944 and there is a war subplot – that alternates between fun and a little drama. In a classic Disney maneuver, we find out that Whitey, the troublemaker, is actually a sweet boy, and he receives a lot of love and help from Lem.
Como dito anteriormente, Kurt Russell tinha 15 anos quando “Nunca é Tarde para Amar” foi filmado. Ele fez mais 9 filmes para a Disney nos 10 anos seguintes. Russell, MacMurray e a jovem estrela Hayley Mills eram provavelmente os mais bem-sucedidos atores nos filmes live-action da Disney nos anos 60. Sem dúvida, Russell se deu melhor que Mills com o passar do tempo – e ele continua trabalhando sem parar!

As said before, Kurt Russell was 15 when “Follow Me, Boys” was shot. He went on to make 9 more movies for Disney in the following 10 years. Russell, MacMurray and young star Hayley Mills were arguably the three biggest and most successful players in live-action Disney films in the 1960s. Without a doubt, Russell fared better than Mills as he grew up – and he continues working steadily!
“Nunca é Tarde para Amar” apresentou uma canção, com o mesmo título do filme, que é uma deliciosa música chiclete – e ela foi escrita pelos irmãos Sherman, responsáveis pelas canções de “Mary Poppins”. O filme foi também o último a estrear antes da morte de Walt Disney – ele faleceu duas semanas após a estreia.

“Follow Me, Boys” presented a song, with the same title as the movie, that is a pleasant earworm – and the song was written by the Sherman brothers, also responsible for the songs in “Mary Poppins”. It was also the last film released before Walt Disney’s death – he passed away two weeks after the premiere.
“Nunca é Tarde para Amar” é um filme para a família, e certamente agrada a todos os membros de uma família. Fred MacMurray tem carisma e também tinha experiência como escoteiro... bem, ao menos quando ele era criança. Com um elenco misturando talentos jovens e experientes, “Nunca é Tarde para Amar” é uma graça – e provavelmente te deixará com vontade de ser escoteiro!

“Follow Me, Boys” is a family film, and is certain to please all members of a family. Fred MacMurray has charisma and also had experience as a Boy Scout… well, as a child, at least. With a cast mixing young and experienced talents, “Follow Me, Boys” is a delight – and it’ll probably leave you wanting to be a Scout!

This is my contribution to the Kurt Russell blogathon, hosted by Gill at Real Weegie Midget Reviews.

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