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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Lugar de louco é no cinema



Um mesmo tema pode ser usado para causar riso ou fazer denúncia. Em meados do século XX, a loucura foi retratada no cinema das mais diversas formas.  Em dramas comoventes ou comédias amalucadas, lá estavam enfermeiras, psiquiatras, camisas-de-força, choques elétricos e outras terapias convivendo no ambiente sinistro dos manicômios.

Este mundo é um hospício / Arsenic and Old Lace (1944): Cary Grant acaba de se casar e leva a esposa para morar com sua excêntrica família. Dividem a mesma casa duas tias idosas que envenenam velhos solitários, um irmão que pensa ser Theodore Roosevelt e, como se não bastasse, chega também um irmão desaparecido há tempos, acompanhado de um cirurgião plástico, responsável pela operação que o deixou parecidíssimo com Boris Karloff. 

Lembre-se: Cary era o normal
da família
Meu amigo Harvey / Harvey (1950):James Stewart continua adorável, mas desta vez tem como melhor amigo um coelho branco gigante que só ele vê. Sua irmã, vivida por Josephine Hull, em uma performance ganhadora do Oscar, decide interná-lo em um manicômio, mas ela é que é considerada louca. É uma comédia, mas o ambiente sombrio e desumano dos hospícios está lá.

Quando fala o coração / Spellbound (1945): Gregory Peck, o novo diretor de uma clínica psiquiátrica, parece ser mais perturbado que seus pacientes. Cabe à cerebral doutora Constance (Ingrid Bergman) descobrir o que o perturba – e tentar domar seus próprios sentimentos amorosos pelo colega/paciente. A sequência idealizada por Salvador Dalí, a música de Miklós Rózsa e a surpreendente causa da perturbação de Peck compensam os diálogos didáticos sobre a psicanálise.

Na cova da serpente / The snake pit (1948): Olivia de Havilland está internada em um manicômio e sofre com as condições impostas pelas enfermeiras. Em um ambiente dividido em pavilhões de acordo com a gravidade do estado dos doentes, ela só encontra esperança com o doutor Krik, que está disposto a ajudá-la a se curar, nem que para isso precise de choques elétricos e soros da verdade. Com uma explicação comum de traumas de infância, esse filme se torna célebre por mostrar a dura realidade, o que demandou uma minuciosa pesquisa de campo por parte de Olivia.

De repente, no último verão / Suddenly, Last Summer (1959): Catherine (Elizabeth Taylor) foi mandada pela tia Violet (Katharine Hepburn) para um hospício para passar por uma lobotomia. A intenção é descobrir o que causou a morte do amado filho de Violet, Sebastian, presenciada por Catherine e que a deixou profundamente perturbada. Montgomery Clift, o médico encarregado da instituição psiquiátrica superlotada e sem muita infraestrutura, decide investigar o caso, conhecendo melhor a excêntrica relação entre mãe e filho e convencendo Catherine a contar o que aconteceu “de repente, no último verão”.
Uma cruz à beira do abismo / The nun’s story (1959): Gabrielle van der Mal, ou melhor, irmã Luke (Audrey Hepburn) é uma freira sem muita vocação que deseja ser enfermeira no Quênia. Antes disso, ela terá de passar por verdadeiras provas de fogo, como servir em um manicômio na Bélgica, lidar com loucas perigosas e vivenciar um cotidiano de choques elétricos, banhos “terapêuticos” e camisas-de-força.

Menção honrosa para Fogueira de Paixões / Possessed (1945): Louise (Joan Crawford), internada em estado de choque e tomando soro na veia, narra seu passado.

12 comentários:

Rubi disse...

Apenas filmes de qualidade!
Destes que você citou, o único que ainda não tive oportunidade de assistir foi Possessed. O elenco é fantástico! (Adoro Joan Crawford)

@augustogael disse...

Genten, não vi nenhum desses. Sorry! hehehe..

Tô seguindo. Me segue, linda. Beijo!

http://galeriadenovelas.blogspot.com/
http://papocomgael.blogspot.com/

Adecio Moreira Jr. disse...

Que maravilha!

Cinéfila blogueira de 17 anos???

Isso é emocionante! Já linkei seu blog no Poses. Estarei sempre comentando seus posts.

^^

leandroaleixo disse...

Tbm nao vi nenhum destes filmes.rsrsrs!!

o tbm gostei do seu blog..quando for la cara,faz favor...comenta o tops..vlwlw.abração!

Celo Silva disse...

Parabens pelo espaço, bom gosto vc tem. Vou linkar seu espaço la no meu.
Um abraço.

http://umanoem365filmes.blogspot.com/

Kahlil Affonso disse...

Haha! Excelente lista!!!


http://filme-do-dia.blogspot.com/

Britto disse...

Legal seu blog, Letícia!
Obrigado pela visita no O&O! ;)

Renato Hemesath disse...

Lê! adorei o Crítica Retrô. O cinema clássico é definitivamente tudo! e o tema da loucura foi brilhantemente comentado por ti. Destes que comentaste, assisti "De repende, no último verão", "uma cruz a beira. . ." e "quando fala o coração". São idílicos mesmo!

Obrigado pela visita ao Cine Freud, seja muito bem vinda.

Abraços

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Você tem umas idéias ótimas, Lê. Adorei o post.

O Falcão Maltês

Maxx disse...

Mais um post muito legal. Abç e bons filmes. Maxx TeleCineBrasil.

Lane. disse...

conheço alguns, porém nunca assisti ><
obrigada pela visita lá, te seguindo ;D

http://sweetboldness.blogspot.com/

Clayton Moreira disse...

"Meu amigo Harvey" é um filme comovente e encantador. Relativiza ao extremo a questão da normalidade. E James Stewart está adorável como o sujeito boa-praça com quem se torna impossível não simpatizar e querer ser amigo.

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