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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Made in Canada: Canadenses no Cinema – Parte 1

Canadá e Estados Unidos são grandes parceiros comerciais. Se por um lado o país mais ao Norte importa muitos produtos ds EUA, há um fluxo inverso no mundo das artes: foram várias as estrelas exportadas para o vizinho mais ao Sul.
Florence Lawrence: A primeiríssima estrela do cinema americano era canadense. Mais conhecida como “Biograph Girl”, Florence foi a protagonista das primeiras produções de Griffith. Ela também inventou o sistema em que atores e diretores podem ver o resultado das filmagens e então corrigir o que estiver errado. Após a fundação de Hollywood, ela desistiu da carreira por não querer ir para a costa da Califórnia.

Mary Pickford: A namoradinha (estrangeira) da América foi, sem dúvida, a maior celebridade do cinema mudo. Pequena, de cabelos cacheados e ar angelical, fez mais de 250 filmes. No entanto, atraiu mais atenção por seu casamento com o astro Douglas Fairbanks e por ter sido a segunda ganhadora do Oscar de Melhor Atriz. Seus irmãos Lottie e Jack também trabalharam em filmes mudos, morrendo respectivamente em 1936 e 1933.

Mack Sennett: Ele foi o fundador dos Estúdios Keystone, responsável por lançar estrelas como Mabel Normand e Gloria Swanson. Fez parte de divertidas comédias na época do cinema mudo, produzindo mais de 1100 filmes, estrelando em 362 e dirigindo 322.
Warner Brothers: Os quatro canadenses mudaram a história do cinema com o filme “O Cantor de Jazz”, mas começaram como distribuidores do filme “O grande roubo do trem”, de 1903. Sam Warner faleceu pouco antes da estreia do revolucionário filme falado, deixando seus irmãos Jack, Harvey e Albert envoltos em brigas.

Fay Wray: Dona de um dos gritos mais famosos da sétima arte, começou no cinema aos 16 anos, em produções mudas. Fez alguns filmes de terror, até ser escalada como substituta de Jean Harlow em King Kong (1933). Nos anos 50 participou do seriado Perry Manson ao lado de outro canadense, Raymond Burr.

Ruby Keeler: Ela fez vários musicais bem-sucedidos e psicodélicos sob a direção de Busby Berkeley na década de 1930. Seu primeiro marido foi o cantor Al Jolson, protagonista do revolucionário “O Cantor de Jazz” de 1927. Ela deixou o cinema em 1940 e só retornou à Broadway nos anos 70.
Deanna Durbin: Cantora clássica e uma estrela adolescente, Deanna encerrou a carreira aos 27 anos. Seu primeiro trabalho foi em um curta ao lado de Judy Garland.

Ann Rutherford: Ann interpretou a irmã caçula da família O’Hara em “E o vento levou”, preenchendo a vaga que ficou disponível após Judy Garland ser chamada para fazer “O mágico de Oz”. Ann também estrelou diversos filmes da série Andy Hardy, ao lado de Mickey Rooney.

Lorne Greene: Ele fez carreira na televisão, ficando famoso ao interpretar o patriarca Ben Cartwright durante 14 anos na série Bonanza. Mas Lorne também gravou discos no estilo country, que foram outro grande sucesso em sua carreira.

Walter Huston: O patriarca da família Huston, pai de John e avô de Anjelica, se dividiu entre o cinema e o teatro com sucesso. Ele ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1949, tendo sido dirigido por seu filho John em “O Tesouro de Sierra Madre”. A festa foi generalizada na cerimônia, pois John ganhou como Melhor Diretor.

Hume Cronyn: Mais conhecido por suas participações nos filmes de Hitchcock “Sombra de uma Dúvida” e “Um barco e nove destinos”, também colaorou nos roteiros de “Festim Diabólico” e “Sob o signo de Capricórnio”. Embora pouco lembrado, este ator foi também boxeador, marido de Jessica Tandy, apareceu na lista negra durante a histeria comunista e teve um asteroide batizado com seu nome. 

9 comentários:

Iza disse...

Não sabia que Warner Brothers eram canadenses. Que bacana esse post!
Beijão <3
xx Iza

Hugo disse...

É uma lista enorme de atores e atrizes canadenses famosos.

Michael J. Fox, Dan Aykoryd, Margot Kidder, Michael Ironside, Rachel McAdams, etc.

Abraço

whistlingypsy disse...

A really fun post, it is interesting to learn that some of our favorite actors and actresses were neighbors from our near north. I never knew Fay Wray was born in Canada.

silentbeauties disse...

No começo do século XX muitos imigrantes tentaram a sorte nas Américas. Os Estados Unidos eram um grande polo de atração, inclusive para seus vizinhos canadenses.
O fato de vários desses imigrantes terem tido carreiras de sucesso na indústria de entretenimento foi muito importante, pois os imigrantes geralmente eram muito pobres, tinham uma vida bem dura até conseguirem se estabelecer em seu novo país.
A ascenção desses atores personificou o sonho americano e a própria vida deles servia de testemunho para outros imigrantes de que era possível ser aceito e bem sucedido nos EUA. Não devemos esquecer que nas primeiras décadas do século XX uma parte considerável do público que frequentava os cinemas era formada por imigrantes de vários cantos do mundo. Afinal de contas, os "nickelodeons" eram uma diversão barata, democrática e acessível a todos os cidadãos (na época do cinema mudo nem a barreira da língua existia).
Esses primeiros filmes uniam americanos e imigrantes em torno de uma mesma diversão e ajudaram a criar desde cedo a magia do cinema. Essa magia permitia qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo entrar e vencer barreiras, onde vários povos se misturavam mais que na própria vida real e ali o mundo parecia ser mais democrático que o dos "meros mortais" em ambos os lados do telão.

RedApple Pin-ups disse...

Você animou meu dia postando sobre o Lorne Greene!!!

Vamos fechar depois a nossa parceria?

Bjos
Amanda Fernandes
http://www.redapplepinups.com

Iza disse...

Os macarons são deliciosos, Lê!
Muito fofos né?? Beijão <3

As Tertulías disse...

Interessantíssimo!!!!! mas.... onde está minha querida Norma Shearer??????? Senti falta dela....

Jefferson C. Vendrame disse...

Oi Lê, Antes de mais nada, obrigado por aparecer em meu blog e ser a primeira em comentar meu mais recente post. Andei sumido nesse mês de maio porém estou de volta. A faculdade e meu novo trabalho esta me privando um pouco o tempo mas a gente sempre dá um jeito para fazer o que gosta.
Sensacional seu post. Eu Confesso que não sabia que Mary Pickford e Fray Way eram canadenses, os Warner também eu nem imaginava.

Adoro seus textos sempre inovadores e informativos.

Parabéns,

Grande abraço

Iza disse...

Você já assistiu o filme sobre a vida de Serge Gainsbourg?

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