Canadá e
Estados Unidos são grandes parceiros comerciais. Se por um lado o país mais ao
Norte importa muitos produtos ds EUA, há um fluxo inverso no mundo das artes:
foram várias as estrelas exportadas para o vizinho mais ao Sul.
Florence
Lawrence: A primeiríssima estrela do cinema americano era canadense. Mais
conhecida como “Biograph Girl”, Florence foi a protagonista das primeiras
produções de Griffith. Ela também inventou o sistema em que atores e diretores
podem ver o resultado das filmagens e então corrigir o que estiver errado. Após
a fundação de Hollywood, ela desistiu da carreira por não querer ir para a
costa da Califórnia.
Mary Pickford:
A namoradinha (estrangeira) da América foi, sem dúvida, a maior
celebridade do cinema mudo. Pequena, de cabelos cacheados e ar angelical, fez
mais de 250 filmes. No entanto, atraiu mais atenção por seu casamento com o
astro Douglas Fairbanks e por ter sido a segunda ganhadora do Oscar de Melhor
Atriz. Seus irmãos Lottie e Jack também trabalharam em filmes mudos, morrendo
respectivamente em 1936 e 1933.
Mack
Sennett: Ele foi o fundador dos Estúdios Keystone, responsável por lançar
estrelas como Mabel Normand e Gloria Swanson. Fez parte de divertidas comédias
na época do cinema mudo, produzindo mais de 1100 filmes, estrelando em 362 e
dirigindo 322.
Warner
Brothers: Os quatro canadenses mudaram a história do cinema com o filme “O
Cantor de Jazz”, mas começaram como distribuidores do filme “O grande roubo do
trem”, de 1903. Sam Warner faleceu pouco antes da estreia do revolucionário
filme falado, deixando seus irmãos Jack, Harvey e Albert envoltos em brigas.
Fay Wray: Dona de
um dos gritos mais famosos da sétima arte, começou no cinema aos 16 anos, em
produções mudas. Fez alguns filmes de terror, até ser escalada como substituta
de Jean Harlow em King Kong (1933). Nos anos 50 participou do seriado Perry
Manson ao lado de outro canadense, Raymond Burr.
Ruby
Keeler: Ela fez vários musicais bem-sucedidos e psicodélicos sob a direção
de Busby Berkeley na década de 1930. Seu primeiro marido foi o cantor Al
Jolson, protagonista do revolucionário “O Cantor de Jazz” de 1927. Ela deixou o
cinema em 1940 e só retornou à Broadway nos anos 70.
Deanna
Durbin: Cantora clássica e uma estrela adolescente, Deanna encerrou a carreira
aos 27 anos. Seu primeiro trabalho foi em um curta ao lado de Judy Garland.
Ann
Rutherford: Ann interpretou a irmã caçula da família O’Hara em “E o vento
levou”, preenchendo a vaga que ficou disponível após Judy Garland ser chamada para
fazer “O mágico de Oz”. Ann também estrelou diversos filmes da série Andy
Hardy, ao lado de Mickey Rooney.
Lorne
Greene: Ele fez carreira na televisão, ficando famoso ao interpretar o
patriarca Ben Cartwright durante 14 anos na série Bonanza. Mas Lorne também
gravou discos no estilo country, que foram outro grande sucesso em sua
carreira.
Walter
Huston: O patriarca da família Huston, pai de John e avô de Anjelica, se
dividiu entre o cinema e o teatro com sucesso. Ele ganhou o Oscar de Melhor
Ator Coadjuvante em 1949, tendo sido dirigido por seu filho John em “O Tesouro
de Sierra Madre”. A festa foi generalizada na cerimônia, pois John ganhou como
Melhor Diretor.
Hume
Cronyn: Mais conhecido por suas participações nos filmes de Hitchcock
“Sombra de uma Dúvida” e “Um barco e nove destinos”, também colaorou nos roteiros
de “Festim Diabólico” e “Sob o signo de Capricórnio”. Embora pouco lembrado,
este ator foi também boxeador, marido de Jessica Tandy, apareceu na lista negra
durante a histeria comunista e teve um asteroide batizado com seu nome.