Tradutor / Translator / Traductor / Übersetzer / Traduttore / Traducteur / 翻訳者 / переводчик

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Luz, câmera, paixão!

As demonstrações dos diversos tipos de amor mudaram muito ao longo dos tempos. Na vida e nas artes, as relações estão cada vez menos ingênuas e discretas. Por ser um tipo de arte recente e em constante transformação, o cinema é uma grande fonte de exemplos destas mudanças.

Nos primórdios da sétima arte, quando os gestos largos e expressivos compensavam a falta do som, o galanteio era comum. Belos cavalheiros tiravam as cartolas e faziam mesuras diante das damas apaixonadas de saias compridas. Discrição total era a palavra de ordem da “belle époque”.

Com o advento do som, das guerras e da Grande Depressão, a mulher ganha destaque na sociedade e na relação. Filmes com herdeiras inconseqüentes à caça de um marido viram moda, criando comédias amalucadas com final feliz.

Mesmo assim, o beijo não era comum. As investidas amorosas se estendiam durante o filme, e a rendição ao amor coroava o final. Beijos amistosos entre pessoas do mesmo sexo chocavam as plateias. Polidez e bons modos, só excetuados pela selvageria romântica de Tarzan e Jane!

Tempos depois, foi dado enfoque ao casamento e suas agruras. Passada a paixão e os primeiros beijos, o mar de rosas dá lugar ao mar revolto. Entretanto, o casal conseguia superar as adversidades, salvo em memoráveis casos em que os pombinhos se separavam no final, embora “sempre tivessem Paris”.

Rick e Ilsa: casal-símbolo do romantismo hollywoodiano 
Depois da época em que confusões de identidade acabavam em romance nos musicais, chegaram os casais modernos, com grande diferença de idade, fazendo um cativante jogo de sedução. Assim, as polêmicas cenas de maior intimidade conjugal dividiam as telas com traições escandalosas.

Já foi retratado o amor bandido, além da vida, que se repete fora dos filmes, juvenil, senil, erótico, platônico, impossível, destrutivo, divertido ou destruído pelas ambições de uma “femme fatale”. Sem dúvida, o cinema romântico é uma prova irrefutável de que a arte imita a vida.  

8 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

É... os tempos mudaram...

O Falcão Maltês

Madame Lumière disse...

Ótimo texto e lindo blog. Realmente os tempos mudaram, mas o romântico clássico, arrebatadoramente sublime nas telas é atemporal. bj

► JOTA ENE ◄ disse...

ººº
É muito bom entender (tão nova) o quanto tu gostas de cinema.

tommyberesford disse...

Parabéns pelo site e obrigado pela visita ao Cinema é Magia !

Um abraço
Tommy
http://cinemagia.wordpress.com/

400Blows disse...

AMEI seu blog! :)

Simone Lins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Simone Lins disse...

Oi Lê, que bacana conhecer seu blog,sou repórter fotográfica e faço faculdade de cinema e aqui, vejo que tem o que gosto!
Por falar em filmes de amor, ainda não é um clássico, assisti no sábado "Cópia Fiel" do iraniano Abbas Kiarostami, maravilhoso, se ainda não viu, é imperdível.
Vou passar sempre por aqui.

Bj

novelista disse...

Olá.
Vim de visita, como sugeriu.

Escrevi um tópico sobre "primeiras vezes" - que a Lê leu, onde falo da abordagem da televisão/cinema ao romance. Mas não numa linha temporal, desde os beijos de lábios encostados dos filmes mais clássicos às línguas movidas a "pilhas" dos dias de hoje.

Recentemente revi "E Tudo o Vento Levou" e reparei no beijo que Clark Gable (Reth) dá a Scarlet no momento em que a pede em casamento e lhe explica que o problema dela é que precisa ser beijada muitas vezes, mas por alguém que sabe o que está a fazer. Depois dá-lhe um beijo xoxo (de selinho, como se diz no Brasil) e é ela que sabe fingir que aquilo foi arrebatador.

É um tópico muito interessante!
Apareça mais vezes, abraços.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...