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sábado, 24 de março de 2012

Quem foi o melhor Norman Maine?

Quem lê meu blog com frequência provavelmente sabe que meu filme favorito é a versão de 1937 de “Nasce uma Estrela”. O motivo principal, além do excelente roteiro ganhador do Oscar, é o belo uso das cores, com uma tecnologia ainda nascente. Mas não é só de Technicolor que se faz um filme: os protagonistas têm um peso enorme no impacto da produção. E Janet Gaynor e Fredric March conseguem levar muito bem o ritmo do drama. Em 1954, a história ganhou um remake musical, desta vez estrelado por Judy Garland e James Mason. Todo remake faz surgir a inevitável compração: quem se saiu melhor? Portanto, apertem os cintos, porque hoje a atração é March contra Mason!

1- Charme & simpatia: Em 1937, March tinha 40 anos. Em 1954, Mason tinha 45. Podem ser as cores maravilhosas do Technicolor de 37 que me hipnotizam sempre, mas Fredric March sempre me pareceu mais atraente. Além disso, muitos depoimentos e livros dizem que Mason era um homem um pouco calado e deprimido. Nada contra, mas March ganha meu voto um pouco parcial.


2- Melhor cena de bêbado no Oscar: Ambos estão muito bem como penetras na maior festa do mundo cinematográfico. Eles têm outras cenas embriagados, é verdade, mas James Mason causa riso e constrangimento em dois momentos marcantes: logo no número inicial, ele invade o palco, deixando para uma Judy desesperada consertar a situação. E, é claro, dá um show durante a entrega do prêmio.



3- Melhor química com Vicky Lester: March tem uma atitude quase paternal para com a ingênua e desajeitada Esther Blodgett de Janet Gaynor (ele a ajuda quando ela quebra alguns pratos na festa em que eles se conheceram). Já Mason trata a personagem de Judy com mais carinho. A escolha é difícil, mas aqui quem ganha é James Mason.


4-    Melhor despedida: A que ficou na minha memória foi a do primeiro filme. March, vestido com seu roupão, diz que vai dar uma volta. Seus pés são mostrados caminhando na areia e, à beira do oceano, ele tira as sandálias. Depois, vemos apenas as notícias dos jornais. Ponto para March!
5-  Prêmios & indicações: Tanto March quanto Mason foram indicados ao Oscar de Melhor Ator por suas atuações, mas ambos perderam. March foi indicado ao Oscar em mais quatro ocasiões, ganhando duas vezes (por “O médico e o monstro / Dr. Jekyll and Mr Hide”, em, 1931, e “Os melhores anos de nossas vidas / The best years o four lives”, em 1946), além de prêmios nos festiviais de Berlim, Veneza e um Globo de Ouro em 1952. James Mason foi indicado ao Oscar mais duas vezes e nunca ganhou. Pelo personagem Norman Maine venceu o Globo de Ouro. Foi homenageado com prêmios por críticos americanos e ingleses em duas ocasiões. Ambos têm duas estrelas cada na Calçada da Fama. Quem ganha na categoria é: March.


6-  Opinião dos leitores: Foram dez votos de leitores e Mason ganhou por sete a três. Até minha mãe votou nele.

E o resultado final foi... (rufem os tambores!) empate! Três a três!

A ideia original veio do filme de 1932 “What price Hollywood?” dirigido por George Cukor e estrelado por Constance Bennetl e Lowell Sherman. Em 1937 March deu vida ao decadente astro em um filme que ganhou o Oscar de Melhor Roteiro. Em 1954, James Mason deu seu toque pessoal ao personagem que, embora conte com momentos idênticos, não mimetiza a performance de March. Em 1976, foi a vez de Barbra Streisand e Kris Kristofrerson serem o casal principal do filme que ganhou o Oscar de Melhor Canção com “Evergreen”. Há boatos de uma nova adaptação, a ser dirigida por Clint Eastwood e protagonizada por Beyonce. Deus abençoe esta loucura!

P.S.: Em 1954, foram também considerados para o papel Cary Grant (o favorito de Judy), Laurence Olivier, Tyrone Power, Marlon Brando, Richard Burton, Montgomery Clift, Humphrey Bogart, Frank Sinatra e Errol Flynn (os últimos três afirmaram que queriam muito o papel).  
This entry is part of the March in March Blogathon, hosted by Jill at Sittin' on a Backyard Fence.

15 comentários:

Iza disse...

Ainda não assisti nenhuma das duas versões, mas já assisti um filme com o Mason: Lolita, que eu amei. Beijos!

vintageiz.blogspot.com

Dilberto L. Rosa disse...

Vou com sua mãe,minha cara: também fico com James Mason! Abração!

Mario Salazar disse...

Conocía la de Cukor que tampoco he visto pero pronto lo haré, la anterior no, pero veo que la destacas y me crea mucha curiosidad; hay películas algo olvidadas o escondidas que han sido muy buenas y provocan descubrirlas, te tomo la palabra y le echaré una mirada. Besos.

kittenbiscuits disse...

Le,

A wonderful contribution for March-in-March! How fun! I love the 1937 version. And March was incredibly handsome, wasn't he?

Thank you so much for participating!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

São duas excelentes atuações, ambos estão impecáveis. Mas como Fredric March é um dos meus atores favoritos, voto na performance dele.

O Falcão Maltês

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Lê Como vai?
Deixei eu te perguntar antes de mais nada: Você tem como filme preferido Nasce Uma Estrela (1937) que legal, eu não sabia. Já assisti esse filme tempos atras, realmente é bem interessante mas confesso que, na ocasião, eu o havia comprado num sebo e apesar do DVD ser original,creio que se tratava de uma versão sem remasterização pois a qualidade das cores era péssima. Agora li em seu texto vocÊ falando que as cores te encantam e tal, por acaso existe uma versão remasterizada no mercado? Eu não sou muito fã de possuir filmes com qualidade ruim, por esse motivo me desfiz dele assim como de outros filmes coloridos e em estado crítico de imagem. Também procuro Quo Vadis em uma versão remasterizada pq a que tenho da Warner, mesmo sendo de 2009 é muito apagada.

NatiLopes disse...

Oi Le! tudo bem?!?!
Obrigada pelo comentario la no blog! ADorei sua visita, volte sempre!!!

=p

beijinhosss

lacinho rosa disse...

Não vi nenhuma, mas devem ser ambas muito boas:)

Rubi disse...

Como disse o Antonio, ambos estão impecáveis. As duas versões são memoráveis, mas Fredric March dispensa comentários, portanto, meu voto vai pra ele! (Mas devo ressaltar que sou suspeita pra falar, pois adoro o Fredric March) HAHAHA

Ótimo post Lê!
Beijos.

Ítala disse...

Não assisti o filme
e também não saiba tanto da atriz
adorei.
alias adorei o blog tmbm
obg por me visitar

bjs

Rafa Amaral disse...

Confesso que vi apenas a versão de 1954, que acho muito bem realizada, com Judy poderosa e Mason lutando para roubar a cena. O momento do Oscar é muito bom e resume bem as misturas nessa indústria de sonhos que é Hollywood. Bom o post. Abraços. Rafael. cinemavelho.com

Karla Hack dos Santos disse...

Só para continuar com a "polêmica" tinha que dar empate!! heheheh
Ambas atuações impressionam... não dá para negar!!
Adoro sua forma de postar.. é divertida e interessante!!

;D

Danielle Carvalho disse...

Lê, que ótimo post! Bem, se não tivesse perdido sua enquete eu votaria no último filme. Vi o primeiro Nasce uma Estrela primeiro, mas não foi um dos que me marcaram, embora eu goste demais dos protagonistas, especialmente da Janet Gaynor, que fazia como ninguém o papel de ingênua. O segundo filme penso que é mais poderoso. Mason e Judy no auge de seu talento; e ainda interpretando ambos com visceralidade e paixão. Acho que o par romântico funciona melhor e os momentos de ascensão da jovem estrela são mais bem descritos. Além de tudo, Judy cantando "The man that got away" é um negócio!... Fico com a segunda, que ainda tem o sabor agridoce de estar incompleto. Mas o gosto - pelo cinema, sobretudo - toca a esfera pessoal, então seus argumentos fazem todo sentido.

Bjs.
Dani

PS: Me impressiona ver você tão jovem assim escolada sobre o cinema clássico! Mas isso você deve ouvir de todo mundo, né? :D

Danielle Carvalho disse...

Lê, acabei de ler sua resenha sobre "Hugo Cabret". Como não sei se você acessa os comentários de lá com frequência, vou te escrever aqui.
Gostei muito do seu texto, especialmente da comparação que você faz entre o livro e o filme. O livro conheci a pouco - comprei-o depois de ver o filme. E é sensacional, mesmo: os ângulos, o apoio na imagem (mais ainda que no texto). Brian Selznick estava precisava de um Scorsese pra transformar seu sonho em realidade, porque vemos no filme aqueles mesmos ângulos ganharem cor e vida. É um filme mágico, como você bem notou, que tem ainda o mérito de levar Méliès para o grande público.

Bjs
Dani

Antonio thomaz disse...

Oi querida,fico feliz quando encontro pessoas como vc,neste mundo de enlatados que fazem a alegria e a alienaçao geral da naçao noveleira que com certeza sao os normais,nao somos de outro planeta, mas desse mesmo, quando ainda existia verdadeiramente ,pelo menos nos filmes. veja um filme sobre o rio de janeiro de 1936 no you tube beijo, Antonio.

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