Myrna Williams nasceu
em 2 de agosto de 1905 e faleceu em 14 de
dezembro de 1994. Seu pai escolheu o nome dela ao passar por uma estação
de trem chamada Myrna. Ela cresceu na mesma cidade que Gary Cooper.
Quando o pai morreu
durante a epidemia de gripe espanhola de 1918, Myrna, o irmão e a mãe, uma
pianista, foram para Los Angeles.
Sua estreia nos
palcos foi aos 12 anos, ao apresentar uma dança que ela mesma havia
coreografado. Dançar permaneceu como seu hobby para toda vida.
Na escola em que
estudou há uma estátua dela feita em 1916. Myrna teria posado para a figura
“Inspiração”.
Ela apareceu dançando
em números antes dos filmes serem exibidos. Alguns dos trabalhos foram em
sessões de “Os Dez Mandamentos” (1923) e “O Ladrão de Bagdá” (1924). Foi numa
dessas apresentações que a esposa de Valentino, Natacha Rambova, viu Myrna e
conseguiu um trabalho para ela. Antes disso, curiosamente, ela havia falhado em
um teste para um filme de Valentino.
No cinema mudo Myrna
fez pequenos papéis no estilo vamp ou femme-fatale, notadamente na Warner. Só
conseguiu melhores personagens ao assinar contrato com a MGM.
Ela esteve no
primeiro filme com som sincronizado (e com maior quantidade de beijos na
história), “Dom Juan” (1926), e também no primeiro filme com diálogos, “O
Cantor de Jazz” (1927).
Seu papel mais famoso
com certeza é o de Nora Charles na série The
Thin Man. Foram seis filmes ao lado de seu amigo William Powell. O papel
abriu portas para que ela interpretasse mulheres sofisticadas, espirituosas e
inteligentes.
Em 1936 ela foi
eleita a Rainha dos Filmes, ganhando uma coroa de lata e veludo roxo, e o rei
foi Clark Gable. No começo, Gable e Loy se estranharam, mas ficaram amigos e
fizeram filmes juntos.
Durante a década de
30 o que as mulheres mais queriam ao procurar um cirurgião plástico era ter o
perfil de Myrna Loy.
Myrna e William
Powell fizeram 14 filmes juntos, sendo que o último contém apenas uma
participação de Myrna como esposa do personagem de William.
Apesar de toda sua
popularidade, Myrna jamais foi indicada ao Oscar. Em 1991 ela recebeu um Oscar
Honorário e seu breve agradecimento foi transmitido ao vivo de seu apartamento
em Manhattan, onde morava desde 1960.
Era grande amiga de
Joan Crawford e, tendo feito uma peça com Christina Crawford, filha adotiva da
atriz, pôde sair em defesa de Joan após a publicação do livro difamatório
“Mommie Dearest”.
Ela foi a primeira
atriz a trabalhar para a UNESCO, servindo de 1949 a 1954 como consultora de
filmes para a instituição.
Sua primeira peça na
Broadway foi aos 68 anos, em 1973, em “As Mulheres”. Na versão cinematográfica
de 1939, ela foi uma das duas únicas grandes estrelas da MGM (a outra foi Greta
Garbo) que ficou fora do filme.
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| À esquerda, George Cukor, John Wayne e Myrna |
A partir da década de
1970, Myrna fez vários filmes para a televisão. Seu último trabalho foi “Summer
Solstice” (1981), também o último trabalho de Henry Fonda.
Nunca viveu das
glórias do passado e elogiou novos talentos que surgiram nas décadas seguintes,
como Liza Minnelli e Barbra Streisand.
Myrna casou-se e
divorciou-se quatro vezes e não teve filhos. Era democrata e feminista, foi
contra a onda anticomunista em Hollywood, apareceu na lista negra de Adolf
Hitler por se dizer contra o ditador e era a atriz favorita do gangster Jon
Dillinger, que foi morto logo após uma sessão do filme “Vencido pela Lei /
Manhattan Melodrama” (1934).
Por último, mas não
menos importante, um assunto que nada tem a ver com Myrna Loy: mais um selinho
que eu ganhei, novamente de minha amiga Iza do blog Vintage Iz. O prêmio deve
ser repassado a dez outros blogs, e, como está na imagem, um dos critérios para
a escolha é a beleza do blog (tanto no visual quanto na beleza da escrita). E
os escolhidos são...





21 comentários:
BRIGADÃO LÊ!!
Amei!!!
Beijos!! :)
Legal saber esses fatos sobre Myrna Loy. Confesso que não conhecia a história dela, mas acabei me apaixonando. Beijos <3
Com certeza Myrna Loy foi uma das maiores musas do cinema mudo.
Oi, Lê.
Você acredita que ainda não assisti a um filme com a Myrna Loy? Que vergonha!!!
Obrigada pelo selinho. Já, já contemplarei outros blogues com este presente.
Beijos e sucesso com seu livro.
Muito obrigado pelo selinho Lê! Já sobre a Myrna Loy, gosto muito dela, ela tem um perfil mais exótico, não presente nas atrizes da época. Certamente mereceu o título de rainha dos filmes.
Olá, parceira, depois de umas pequenas férias, O FALCÃO MALTÊS está de volta, disposto a continuar celebrando sua paixão pelo cinema clássico.
Lindo post, amo a MYRNA LOY. Ontem mesmo vi a comédia LAR, MEU TORMENTO.
Cumprimentos cinéfilos!
O Falcão Maltês
Sempre gostei muito da Myrna Loy, mas confesso que ainda não assisti seus filmes mais antigos. Por outro lado, quando se trata de Myrna e Powell, difícil é falar um filme que eu ainda não tenha visto.
Excelente post!
Delícia de postagem, mesmo... Voce conhece o documentário sobre ela, narrado por Kathleen Turner? Lá ela fala uma coisa certíssima: "Esta, das mais americanas das americanas, comecou sua carreira só fazendo papéis de "exótica" - Sim de chinesa à latinas... Incrível!
Querida amiga
Estas histórias
de vida
que vem dos filmes
e seus atores
me encantam.
Que haja sempre em ti,
o olhar da alegria.
Ola querida Lê,como já sabes,adoro tuas visitinhas,e quando aqui estou,gosto ainda mais,pois sempre tens boas novidades para nós,como por exemplo estas ótimas curiosidades da excelente Mirna Loy.Muito obrigado pelo selinho,estou dando um jeitinho no blog para um espaço de reunir os que possuo até agora de maneira a não ficarem esparsos.Logo logo terei o prazer de vir busca-lo para abrilhantar meu "cantinho".Beijo grande querida amiga.
Ah, adorei o selinho! Que chique!!
Bjs. Vou compartilhá-lo.
Dani
No recuerdo haber visto nada de Myrna Loy pero he visto fotos suyas de joven y esta guapa, echaré una mirada a ver lo de femme fatale, me ha interesado the thin man. También siempre me ha interesado john dillinger, que sea su actriz favorita me genera un interés agregado. Buscaré, y felicitaciones por el premio. Besos!
Thanks for the award!!! And Myrna rocks of course :)
Love this, LE! You know I love Myrna Loy! And really enjoy visiting your blog.
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Aurora
Muito legal o seu post. Eu não sabia muito sobre a Myrna Loy além dos filmes mudos que fez. Que bom saber que ela não foi esquecida e que teve uma bela e prolífica carreira. Ela merece. Parabéns pela sua pesquisa, como sempre muito bem embasada. Seu blog é uma excelente referência para quem quer saber mais sobre os clássicos. Beijos, até a próxima.
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