} Crítica Retrô

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Sunday, January 30, 2011

Astros nas trincheiras II – Antes da Fama, a Guerra

Olá! Pesquisando sobre atores que foram à guerra, encontrei vários exemplos de combatentes anônimos da Primeira Guerra Mundial que acabaram alcançando a fama no cinema. Olhem as fotos da época do alistamento:


Humphrey Bogart foi guarda da marinha. Ele teve de atirar em um prisioneiro em fuga (!). Curiosamente, ganhou seu único Oscar em um flme sobre a Primeira Guerra, "Uma Aventura na África".

Walter Brennan servia na artilharia quando aprendeu a imitar uma mula. Um belo dia, depois da guerra, um estúdio precisava de uma imitação de mula para um filme. Assim começou sua carreira.

Ronald Colman servia ao Exército Britânico antes mesmo do começo do conflito. A foto é do filme "Na Noite do Passado", em que ele interpreta um soldado que volta sem memória da Guerra. Ronald serviu por poucos meses, pois foi ferido em 31/10/1914 e afastado do combate.

Charles Laughton lutava no fim da guerra quando um ataque de gás venenoso atingiu seu grupo. Dizem que esse ataque afetou sua voz para sempre. No entanto, o que sabemos é que a batalha realmente afetou sua fé, fazendo-o abandonar a crença em qualquer religião.

Victor MacLaglen foi boxeador antes da Guerra. Lutou com os Fusileiros Irlandeses no Oriente Médio e ganhou o Oscar por "O Delator / The Informer" de John Ford.

Espero que tenham gostado. Na verdade, a lista de atores que participaram, de algum modo, de guerras, é enorme. Essa foi apenas uma pequena tentativa de reunir facetas desconhecidas desses grandes astros.
Lê^_^

Wednesday, January 26, 2011

Tudo o que você queria saber sobre o Oscar mas não tinha a quem perguntar

Olá, cinéfilos! Estamos em contagem regressiva para a maior festa do cinema, que acontecerá em 27 de fevereiro. Ontem foram anunciados os concorrentes. É hora de correr atrás dos títulos e fazer as apostas!
Mas sempre paira uma dúvida: quem escolhe os vencedores? Para sanar de vez essa dúvida aqui vai um infográfico cheio de curiosidades:

Bônus!

Aqui vão duas curiosidades de brinde!

Qual foi a atuação mais curta premiada com o Oscar?
Antony Quinn, que faturou o prêmio de melhor ator coadjuvante em 1957 mesmo aparecendo em Sede de Viver por apenas oito minutos.


Quem fez o discurso mais longo após receber o prêmio?
Greer Garson, que, depois de ser anunciada como a melhor atriz, em 1942, discursou por cerca de uma hora(Desaforada! Disse que discursou por "apenas uns cinco minutos" e ainda ganhou um beijo de James Cagney!).

Até a próxima,
Lê ^_^

Wednesday, January 19, 2011

ATENÇÃO!!!!



Desculpe chamar a atenção desse jeito, mas algo importante está para ocorrer:
a partir do próximo domingo (23/01/2010) o blog muda de endereço. Passará a ser acessado a partir do endereço http://criticaretro.blogspot.com/Não se esqueçam! Mudanças virão por aí!

Mais algumas coisinhas:
1- Esta semana, sempre na faixa das 21h, o canal de TV paga GNT exibe documentários de uma hora sobre personalidades, com destaque para alguns astrso do cinema clássico. Ontem fo isobre Rock Hudson, hoje é a vez de Isabella Rosselini e amnhã, de Brigitte Bardot. Não percam!

2- Estou muito feliz com os ganhadores do Globode Ouro! Jim Parsons, Chris Colfer e Glee! Não pude ver no dia, mas acabei de assistir aos vídeos e fiquei super emocionada. Parabéns! Eles merecem!

Beijos!
Lê ^_^

Wednesday, January 12, 2011

Astros nas Trincheiras

Enigmático título, não? Pois bem, muitos dos que prestaram um pouco de atenção às aulas de História durante os tenros anos de formação intelectual sabem como o “breve século XX” foi um período conturbado. Foi também a época de afirmação e popularização do cinema. Por isso, muitas vezes eles se entrelaçaram, não apenas em filmes de guerra, mas também em curiosos casos de atores que foram para os campos de batalha e felizmente voltaram sãos e salvos. Alguns casos que descobri recentemente:


Herbert Marshall: O mais antigo ator da lista e, talvez por isso, o menos conhecido, lutou na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e perdeu a perna direita em combate (!). Teve de passar o resto da vida com uma prótese de madeira ( = tecnologia dos anos 1920). Nessa época o público não desconfiava de nada. Para uma cena de “Ladrão de Alcova” (Trouble in Paradise, 1932), em que sua personagem descia as escadas carregando uma mulher, um dublê foi necessário.

Errol Flynn: O grande aventureiro das telas também viveu momentos marcantes na vida real. Ele participou da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) como correspondente. Aliás, Errol sempre sonhou com essa profissão e gostava muito de escrever. Até lançou um romance, sucesso de vendas. Em 1959, voltou à cena, desta vez durante a Revolução Cubana, chegando a encontrar Fidel Castro. Seu filho Sena seguiu a carreira de correspondente e fotógrafo e, infelizmente, foi dado como morto ao entrar no Camboja durante a Guerra do Vietnã.

James Stewart: O ator foi ao campo de batalha como membro da Força Aérea durante a Segunda Guerra (1939-1945). Durante todo o tempo que passou por lá, Stewart não se separou da carta escrita por seu pai, um barbeiro para quem o ator deu sua estatueta do Oscar. Além de aparecer em pequenos filmes de propaganda incentivando o alistamento, Stewart chegou ao título de Brigadeiro e aposentou-se da Força Aérea apenas em 1968. Ironicamente, participou de um bombardeio Guerra do Vietnã (1955-1975), combate no qual seu filho adotivo morreu.


Clark Gable: Abaladíssimo pela morte da esposa, Carole Lombard, em um acidente de avião, Gable viu como fuga o alistamento para as forças aéreas, coisa que Carole já lhe havia sugerido. No entanto, o inexperiente astro era velho demais para combater. Mesmo assim, participou de cinco bombardeios e foi um excelente garoto-propaganda para as Forças Armadas. Reza a lenda que Hitler era um grande fã seu e, ao saber que o ator estava na Guerra, teria oferecido uma recompensa a quem trouxesse Gable até ele.


David Niven: Outro combatente da Segunda Guerra, Niven desembarcou na Normandia alguns dias após o Dia D (06/06/1944). Ele lutava pela Inglaterra, seu país natal, e chegou a conversar pessoalmente com o primeiro-ministro Winston Churchill. É ele quem aparece na primeira foto.

Como se já não tivessem o mundo a seus pés, esses artistas ainda acham maneiras de inventar novas aventuras! É claro que não deixa de ser uma demonstração de patriotismo. Imaginem hoje, se o Brasil entrasse numa guerra, que artista iria querer combater? :)

Beijos!
Lê ^_^

Tuesday, December 28, 2010

Os melhores filmes que vi em 2010 - Parte 2

Vamos ao grande final, mais 5 categorias e filmes maravilhosos:

Melhor Romance: “ Casablanca”(idem, Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, 1942). Um filme maravilhoso, apesar de ser tão famoso que é quase impossível que uma pessoa culta não conheça o final sem tê-lo assistido. De qualquer forma, agora assisto ao filme sempre que é reprisado no TCM.

Melhor Faroeste: “Johnny Guitar” (idem, Joan Crawford, Sterling Hayden, 1954). Confesso que não estou muito acostumada ao gênero, mas este faroeste feminino, com uma mulher como protagonista e uma trama meio lésbica, é de tirar o fôlego. Romance, perseguições e, como não podia deixar de ser, com um belo tiroteio.

Melhor Filme em Tribunal: “ Testemunha de Acusação” (“Witness for the prosecution”, Marlen Dietrich, Tyrone Power, 1957). Esse é um filme surpreendente, cheio de reviravoltas e um final de deixar qualquer um boquiaberto. Os atores até assinaram um termo de silêncio sobre a cena clímax.

Melhor épico: “Dr Jivago” (“Dr Zhivago, Omar Sharif, Julie Christie, 1965). Fresquinho, assisti semana passada! Comecei pensando que o momento da Revolução Russa devia ter sido fascinante, mas fui mudando de idéia ao longo do filme. Um história de amor proibido em meio à guerra e à neve e um retrato fiel do período.

Melhor Biografia: “Ed Wood” (idem, Johnny Depp, Sarah Jessica Parker, 1994). Foi difícil, mas a biografia em preto-e-branco em plenos anos 90 é fantástica e divertidíssima. O excêntrico e otimista diretor, na ânsia de se tornar o próximo Orson Welles, acaba com a fama de “pior diretor de todos os tempos”.

Espero que 2011 venha com muitos outros filmes bons! Foi difícil fazer essa seleção!
Feliz Ano Novo!
Lê ^_^

Os melhores filmes que vi em 2010 - Parte 1

Mais um ano chega ao fim. E posso dizer que 2010 foi um bom ano para mim. Pelo menso no que diz respeito ao cinema. Assisti a 80 filmes este ano (sim, eu contei) e, embora essa seja uma árdua tarefa, é hora de eleger os melhores de 2010, por categoria:

Melhor Drama: Vamos às lágrimas logo de início! “Nasce uma Estrela” (“A Star is Born”, Janet Gaynor, Fredric March, 1937) foi uma experiência emocionante. Cheio de referências às estrelas da época, a história sofrida da garota do interior que batalha para se tornar uma grande estrela e vê a queda de seu ídolo e marido é surpreendente.

Melhor Comédia: “Aconteceu Naquela Noite” (“It happenend one night”, Clark Gable, Claudette Colbert, 1934). Não é daquelas de rolar de rir, mas é bem divertida. Uma história de amor entre duas pessoas bem diferentes, mas que rende bons momentos, como a aula de Gable sobre como pedir carona.

Melhor Musical: “Um dia em Nova York” (“On the Town”, Gene Kelly, Frank Sinatra, 1949). Um musical contagiante, com divertidos números, romance e belas tomadas na própria NY, que nos fazem sentir que tudo é possível na Big Apple.
Melhor Gangster: “Inimigo Público Nº 1”(“The Public Enemy”, James Cagney, Jean Harlow, 1931). Um filme eletrizante, uma visível lição de moral, uma aula de atuação. Todas as ações de gangsters durante a permanência da Lei Seca, com perseguições, tiroteios, mulheres bonitos e um final surpreendente.

Melhor Filme de Guerra:A um passo da Eternidade”(“From here to eternity”, Deborah Kerr, Burt Lancaster, 1953). A guerra pode ainda não ter começado, mas a rotina dos soldados e vizinhos de uma base aérea do Havaí é bem agitada: brigas, traições, mortes e romances temperam esse clássico inesquecível.

CONTINUA...

Wednesday, December 8, 2010

Fiquem de olho nos documentários da TV Cultura!

Olá! Nos últimos meses, a TV Cultura, excelente canal, passou a exibir documentários na faixa das 23h. Última segunda dei a sorte de pegar desde o começo " Diabo da Tasmânia: A vida rápida e furiosa de Errol Flynn". Hoje resolvi acessar o site em busca da programação e olhem só a atração de amanhã:


Hitchcock, Selznick e o fim de Hollywood

No dia 10 de dezembro de 1938, David O. Selznick incendiou Atlanta. Nos fundos de seu estúdio, em Culver City, Selnick havia iniciado aquele que foi o maior, o mais profuso filme da Era de Ouro de Hollywood, ... E o Vento Levou. Enquanto as chamas ardiam, os telefones das delegacias locais não paravam de tocar. “A MGM está pegando fogo!”, gritavam. “Não”, era a resposta, “David O. Selznick está filmando.”

O responsável, naquela noite, era o produtor de arte William Cameron Menzies, mas todos sabiam que era homem de Selznick. Com apenas 36 anos de idade, Selznick já era uma lenda. Ele dirigiu um estúdio importante antes dos trinta, criou sua própria companhia independente aos trinta e três e, casando-se com a filha de Louis B. Mayer, o chefão da MGM, muitos consideravam que ele ocuparia o trono de uma nova dinastia de Hollywood.
Mas também era horrível trabalhar para Selznick. Ele trocaria cinco diretores e dúzias de roteiristas antes de terminar ...E o Vento Levou; nada, nem ninguém ficava em seu caminho. Depois disso, Selznick transformaria a maneira como os filmes americanos eram feitos e comentados; ele ensinou Hollywood a criar um evento, como nunca fora feito antes ou chegou a ser feito depois. Mas foi durante ...E o Vento Levou que Selznick contribuiu de maneira mais duradoura com o cinema. Por estranho que pareça, não teve nada a ver com seu grande épico sulista. No verão de 1939, David O Selznick trouxe Alfred Hitchcock para Hollywood.
Hitchcock já havia experimentado a fama com seus thrillers ingleses O Homem que Sabia Demais e 39 Degraus. Ninguém fazia tanto sucesso na Inglaterra, nem era tão conhecido. E ninguém dominava tão bem a arte de fazer filmes quanto Hitchcock. Ele planejava meticulosamente cada tomada, sabendo exatamente do que precisava para obter o efeito desejado. Na verdade, o modo como Hitchcock fazia cinema era muito diferente da maneira descontrolada e inconclusiva de Selznick. Mas Hitchcock queria ir para Hollywood e ninguém mais o teria.

De 1939 até 1946 Hichcock trabalhou sob contrato com David Selznick. Sua colaboração foi marcada por alguns dos maiores filmes da década de 1940: Rebecca, Spellbound (Quando fala o Coração) e Notorious (Interlúdio) e prejudicada por um dos piores, The Paradine Case (Agonia de Amor). Mas, o mais importante foi esse relacionamento que exemplificou a mudança da guarda em Hollywood. Melhor do que qualquer indivíduo, David O. Selznick representou o sistema do estúdio, no qual produtor/estúdio tinham controle absoluto sobre um filme e o talento sob contrato. Alfred Hichcock foi um dos primeiros diretores reconhecidos por controlar todos os aspectos dos filmes que fazia.



Não vou perder por nada! anotem em suas agendas e fiquem de olho: Cultura Documentários, dia 9/12!
Aproveitem!
Lê ^_^

Sunday, December 5, 2010

50 filmes que você deveria ver antes de morrer no TCM

Finalmente, o grande mês de dezembro chegou! E não é só por causa das tão esperadas férias escolares que eu agurado ansiosamente pelo mês do Natal. Já é tradição no TCM a exibição de 50 filmes essenciais para todo cinéfilo. Olha só o que está no site:

Aclamados pela crítica internacional ou adorados com fervor pelo público; merecedores de um lugar privilegiado nos livros especializados ou no coração da audiência; clássicos indiscutíveis ou símbolos de uma geração; guardados com carinho na memória dos cinéfilos ou vencedores de diversos Oscars… todos marcos inquestionáveis do cinema e, muitos, parte de nossas vidas. Filmes que, se você não viu, deveria ver e, se já viu, deveria ver de novo. Em dezembro, no TCM, uma nova edição do especial 50 FILMES QUE VOCÊ DEVERIA VER ANTES DE MORRER.

De clássicos que são sinônimos da era dourada de Hollywood, como Capitão Blood, passando por épicos majestosos, como A Conquista do Oeste e Doutor Jivago, a filmes que transformaram a tradição clássica e deixaram suas marcas no caminho em direção ao futuro, como a crítica pulsante a Hollywood Nasce uma Estrela e o anticonvencional western de Nicholas Ray Johnny Guitar. Do nascimento de um gênero, com Inimigo Público, à sua perversão total com Scarface Brian De Palma. Dos maiores expoentes da comédia sofisticada, como Ernst Lubitsch e George Cukor, às estripulias de Abbott & Costello. E, é claro, não poderia faltar o fenômeno que é a própria definição deste especial, um desses filmes que parece inconcebível não ter visto: Star Wars.
Mas, como sabemos, a criação de qualquer seleção é precedida por acaloradas discussões e decisões salomônicas. E, este ano, você também terá o prazer de nos ajudar nesta tão delicada, mas gratificante, missão. No tcmla.com, você encontra as enquetes das quais resultarão quatro dos títulos que integrarão esta edição. Participe do debate, dê sua opinião e faça sua escolha... Nesta edição, você é nosso programador convidado.

Veja a lista neste endereço:

Que emoção! Já vi sete filmes da lista! Vou tentar completar mais alguns!
Beijos!
Lê ^_^

Saturday, November 27, 2010

50 anos sem Clark Gable

Há meio século, mulheres de todo o mundo choravam a perda de um ídolo e, muitas vezes, um amor secreto: Clark Gable. Aos 59 anos, duas semanas após concluir o filme " Os Desajustados", Gable sofreu um ataque cardíaco fulminante. Teve uma vida intensa, 90 filmes, 1 Oscar, cinco casamentos, dois filhos ( a menina, jamais assumiu, o menino, sequer conheceu). Em homenagem a esse ícone, vejam o que encontramos muito bem escrito no site do TCM:

" Dentes proeminentes e orelhas salientes são, paradoxalmente, duas das características mais marcantes de um dos galãs máximos das telas. Clark Gable, protótipo do homem hollywoodiano, não ostentava uma beleza tradicional, mas seu grande truque consistiu em exalar uma sexualidade ameaçadora e em demonstrar uma atitude de desdém resumida naquela frase que todo homem alguma vez sonhou em proferir com o mesmo ar blasé de Gable: “Frankly, my dear, I don't give a damn”. Gable demonstrava uma segurança excepcional na frente das câmeras ante felinas como Jean Harlow, Ava Gardner, Vivien Leigh e Claudette Colbert.
Sua carreira, desde o purgatório da classe B até o superestrelato, acabou de maneira triste. Já desvinculado da MGM e após alguns anos erráticos em produções menores, ele protagonizou um dos filmes mais simbólicos do ocaso da era dourada de Hollywood, em cujo Olimpo Gable ocupava um lugar de destaque. Em Os Desajustados, também o último filme de Marilyn Monroe, John Huston nos mostra sem floreios os deuses em declínio.
A 50 anos de sua morte, quando seu corpo se rendeu ante as exigências que o estrelado lhe havia imposto, prestamos uma homenagem ao proclamado “Rei de Hollywood” com oito de seus mais lembrados papéis, em filmes igualmente inesquecíveis, como E o Vento Levou (1939), o Grande Motim (1935), San Francisco (1936) e Os Desajustados (1961), entre outros; e a exibição especial do documentário Clark Gable: Tall, Dark and Handsome (1996). "


Beijos!
Lê ^_^

Wednesday, November 24, 2010

Frases populares que também são títulos de filmes

Você já viu reportagens em jornais e revistas com esses títulos. Já escutou alguém (mais velho, provavelmente) usando essas expressões. Talvez vc mesmo já as tenha pronunciado. Mas nem se deu conta de que elas também nomeiam grandes produções cinematográficas:


1. Nasce uma Estrela: O preferido de jornais, críticos de cinema e de música.Talvez eles usem sem se dar conta da origem. Já vi até em enunciados de questões de vestibular!
2. Do mundo nada se leva: Uma frase bem popular entre os religiosos e os mais antigos, pregando o desapego aos bens materiais, além de ser uma ótima frase para acabar uma redação.
3. A Mulher faz o Homem: A preferida das feministas, junto com “por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”.
4. A Felicidade não se compra: A mais pura verdade. O título original do filme (It’s a Wonderful Life) não tem nada a ver com a frase, mas aqui ela casou direitinho com o enredo. Minha mãe tem um livro aqui em casa com o mesmo título, mas não adiantou eu folhear: não é a mesma história.
5. Esse mundo é um hospício: A frase mais verdadeira que eu já ouvi. Afinal, de médico e de louco...
6. Assim caminha a humanidade: Face às tragédias e aos escândalos, muitos já falaram isso, desolados. É outro título que não mantém nenhuma relação com o original (Giant).


Quem se lembrar de mais alguma, por favor deixe um comentário para eu aprimorar a lista!
Bjo,
Lê ^_^

Monday, November 15, 2010

Cinebiografias pelas quais esperamos ansiosos

Quem tem um grande ídolo não se cansa de correr atrás de novidades sobre ele: sites, livros, artigos, notícias em jornais e revistas e fotos. Quando sai um filme sobre a vida dessa pessoa adorada, então, que alegria! Por um bom tempo a produção cinematográfica vai gerar publicidade e curiosidade em relação ao seu ídolo! É por isso que nós, grandes fãs, estamos esperando ansiosos por muitas cinebiografias que foram prometidas. Saca só alguns boatos:


Marlon Brando: Dizem que haverá um filme centrado principalmente na vida pessoal de Brando, sem se preocupar tanto com a carreira. E olha que isso já dá muitas histórias cabeludas. Para quem teve aquela infinidade de mulheres...

Greta Garbo:
Outra promessa, tendo eu já visto o nome esquisito de uma atriz européia que iria interpretar a diva sueca. Se bem que capturar a personalidade de Greta já é um trabalho muito árduo...


Frank Sinatra:
Saiu notícia até no Yahoo que Leonardo Di Caprio iria interpretar o “voz de veludo”. OK, maquiagem e tintura fazem milagres, mas será que o magnífico cantor será bem representado? É esperar e torcer ( ainda mais porque eu exijo alguém que interprete Gene Kelly no filme!).



Get Happy - A vida de Judy Garland: Confirmadíssima produção com Anne Hathaway (Diário da Princesa, o Segredo de Brockeback Mountain) no papel da cantora. Estava prevista para esse ano, mas parece que só sai ano que vem... Ai, quero ir à estréia e vestida como Judy (não como Dorothy, porque aí já é mico demais...)!


Por último, uma bela foto unindo passado e presente: Chris Colfer, o fofíssimo Kurt de Glee, com alguns discos de vinil da diva Judy Garland!

Beijos,
Lê ^_^

Friday, October 22, 2010

Cenas que mesmo os não-cinéfilos têm gravadas na memória

Talvez a maioria dos 6 bilhões de seres humanos do planeta não acesse os sites de canais de TV para ver que filmes vão passar durante o mês, não marque na agenda a data de estréia ou mesmo de reprise daquele filme, não seja tarado para completar listas de “filmes para ver antes de morrer” ou não reconheça uma película através de uma única imagem. Porém quase todos têm , talvez instintivamente, cenas e imagens famosas guardadas na memória, mesmo que não saibam de onde elas vêm.

15. O ET em sua bicicleta, com a lua ao fundo, de ET – o extraterrestre
14. Kate e Jack na borda do navio, de Titanic
13. Tarzan pulando de cipó em cipó e gritando, de vários filmes
12. King Kong subindo no Empire State, de King Kong
11. Elizabeth Taylor como Cleópatra
10. Dorothy, o espantalho, o homem de lata, o leão covarde e Totó indo ver o mágico, de O Mágico de Oz
9. Stallone sangrando, de Rocky
8. O macaco jogando um osso para cima, de 2001: Odisseia no Espaço
7. Vito Corleone e sua voz rouca, de O Poderoso Chefão
6. John Travolta dançando Bee Gees, de Embalos de Sábado à Noite
5. O vestido de Marilyn Monroe levantado pela tubulação de ar, de O Pecado Mora ao Lado
4. Gene Kelly em sua mais famosa cena, de Cantando na Chuva
3. Chaplin como Carlitos, o adorável vagabundo, de vários filmes
2. Audrey Hepburn de vestido tubinho preto, de Bonequinha de Luxo
1. Assassinato no chuveiro, de Psicose
Aposto que cada imagem foi se desenhando em sua mente conforme vc foi lendo, não? O post dispensa qualquer imagem!
Bjo!
Lê ^_^

Sunday, October 10, 2010

Orson Welles – “O” diretor

Welles é meu diretor preferido. Ele me conquistou desde A Dama de Xangai, maravilhoso filme noir com Rita Hayworth. Neste mês, o TCM exibe semanalmente filmes do consagrado diretor. E, mais uma vez, traz um belo texto sobre esse mestre da sétima arte:





A obra de Orson Welles é uma curiosa fusão com sua vida, e as duas respondem à definição que Jorge Luis Borges deu de Cidadão Kane (1941): um labirinto sem centro. O enigma do surgimento e queda dos “homens maiores que a vida” foi a constante de sua obra, um enigma que, na tela, representou com torturado barroquismo. E essas tramas labirínticas refletem sua vida: garoto prodígio, órfão vagando pela Irlanda e Marrocos, toureiro na Espanha, diretor de teatro de vanguarda e presença ubíqua nas mídias de massa norte-americanas aos 22 anos de idade.

Seu salto à fama mundial ocorreu com uma brincadeira um tanto sinistra: sua representação no rádio de A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, foi tida como uma verdadeira transmissão de uma invasão extraterrestre e provocou um pânico massivo que culminou com alguns suicídios. Em vez de ser execrado, o jovem de 24 anos ganhou um contrato inédito: a RKO concordou em lhe dar liberdade para rodar um filme com um tema de sua escolha e com direito ao corte final, algo sonhado, mas impossível até para os mais louvados veteranos de Hollywood.
O que se seguiu foi a realização do filme considerado, com justiça, o mais importante da história do cinema: Cidadão Kane. E, depois, a queda, ou suposta queda. Sua carreira continuou com a ambiciosa adaptação de uma história praticamente autobiográfica, uma alegoria de sua infância consentida e torturada: Soberba (1942), mutilada de maneira selvagem pelo estúdio.
A partir daí, começou a ser construído o mito do gênio maldito, o de um diretor talentoso demais para Hollywood. E ele voltou a vagar pelo mundo em busca de financiamento - dizia-se que Welles gostava mais de seduzir produtores para financiar seus projetos do que de executá-los.
Somada a isso, sua incapacidade patológica de finalizar seus projetos faz com que, quando observamos sua escassa, ainda que gigantesca obra, nos deparemos com uma misteriosa paisagem de ruínas imponentes. Por outro lado, sua paixão o manteve filmando seu grande sonho de décadas, uma versão de Don Quixote, por trinta anos.
No TCM, fazemos uma homenagem à baleia branca do cinema, o prodigioso Orson Welles com seus clássicos como diretor, Cidadão Kane e A Dama de Shanghai (1947), e suas participações como ator em Jane Eyre (1943) e Jornada do Pavor (1943), nos quais também é fácil discernir a mão por trás das câmeras do onívoro diretor.


Agora, uma curiosidade: os dez filmes favoritos de Welles:


1. City Lights (1931, Charles Chaplin) 

2. Greed (1924, Erich von Stroheim) 
3. Intolerance (1916, D.W. Griffith) 
4. Nanook of the North (1922, Robert J. Flaherty) 
5. Shoeshine (1946, Vittorio De Sica) 
6. Battleship Potemkin (1925, Sergei Eisenstein) 
7. The Baker's Wife (1938, Marcel Pagnol) 
8. Grand Illusion (1937, Jean Renoir) 
9. Stagecoach (1939, John Ford) 
10. Ninotchka (1939, Ernst Lubitsch)


Beijos!

Saturday, October 2, 2010

Os 15 filmes clássicos mais influentes, segundo o TCM


Para celebrar os 15 anos do TCM (Turner Classics Movies),em 2009 o canal apresentou uma lista com os 15 filmes clássicos mais influentes do cinema. A relação segue de acordo com a ordem cronológica e, segundo a emissora esclareceu, não se trata, necessariamente, dos títulos mais importantes, mas, sim, daqueles que moldaram o cinema e o público que os assistiram.

1. O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith
2. O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei M. Eisenstein
3. Metrópolis (1927), Fritz Lang
4. Rua 42 (1933), de Lloyd Bacon
5. Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra
6. Branca de Neve e os Sete Anões (1937), de David Hand
7. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming
8. No Tempo das Diligências (1939), de John Ford
9. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles
10. Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica
11. Rashomon (1950), de Akira Kurosawa
12. Rastros de Ódio (1956), de John Ford
13. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock
14. Psicose (1960), de Alfred Hitchcock
15. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas

Que vergonha! Só assisti a 5 filmes da lista! Como sou aficcionada por listas, taí mais uma para eu completar.

Beijos!

Saturday, September 18, 2010

E eles eram tão fofos...

Sabe quando você encontra uma pessoa que não via há muito tempo e nem a cumprimenta porque não a reconheceu? Aí, quando fica sabendo que ela é quem é, fica surpreso, às vezes com a melhora, às vezes com quanto seu conhecido está acabado? Com os atores e atrizes de cinema ñ é diferente: o tempo também modifica-os e muito, para melhor ou para pior. Veja alguns exemplos de pessoas que desmancharam em pouco tempo:

Marlon Brando: Em um período de apenas 20 anos, Brando passou do galã sexy de camiseta justíssima em “Uma Rua Chamada Pecado” (A Streetcar Named Desire, 1951) para o mafioso obeso, chefe de um clã e dono de uma voz rouca ameaçadora, a qual, aliás, minha mãe imita muito bem. OK, dos 27 aos 47 dá para mudar bastante, mas o tempo pegou pesado com Brando.

Bette Davis: Tia Bette nunca foi a mocinha mais bonita do cinema, mas a velhice, na minha opinião, não foi boa para ela. Seus belos olhos azuis ficaram grandes demais em seu pequeno rosto. É só ver a atriz em um documentário sobre ela mesma, na década de 80.

Orson Welles: Ele era uito fofo nos primeiros filmes, da década de 1940. Mas pouco mais de uma década foi suficiente para que o grande ator e diretor engordasse horrores. Foi melhor ter ficado atrás das câmeras mesmo.


Certo, posso ter sido meio malvada, então vamos a um exemplo de alguém que ficou melhor com o passar dos anos:
Clark Gable: Ninguém merece ver uma foto de Gable no início de carreira, quando ainda fazia só teatro. Dá pesadelos à noite. Ele tinha orelhas de abano, bem maiores que as observadas em seus anos de glória no cinema, além de poucos e péssimos dentes, que se esgotaram em 1933. Mas sua primeira mulher deu uma recauchutada e deixou-o como o conhecemos e, depois, ele a deixou por outra. Ingratidão. :)

Saturday, September 11, 2010

Qualquer semelhança...

... pode ser mera coincidência. Mas o que eu observei e vou relatar rapidinho para vcs hoje é um fato bem curioso: a semelhança entre personagens de desenho animado e astros do cinema clássico.
Spencer Tracy em “Adivinhe quem vem para jantar”, está igualzinho ao senhor rabugento do recente filme “Up: Altas Aventuras”. Até o formato dos óculos é idêntico!


Shirley Temple foi retratada no desenho animado “Madeleine” como a caprichosa atriz-mirim Darla Dimple. A personagem também está no filme “ Gatos não Sabem Dançar”. A terminação igual do nome de ambas é proposital.


Gene Kelly: foi a inspiração para o personagem principal do filme “Gatos não sabem dançar”, um simpático e sonhador felino. Tanto é que no final do filme há uma dedicatória ao ator.


Mais uma prova de que em qualquer área sempre haverá uma herança do cinema clássico.

Monday, September 6, 2010

Imunes ao Tempo

Quem nunca quis descobrir uma fórmula da juventude, para permanecer sempre igual com o passar dos anos? Alguns dos astros de filmes clássicos parecem ter conseguido essa façanha e continuaram com a mesma aparência por anos a fio.

Fred Astaire: um dos símbolos máximos de elegância, segundo meu avô foi preciso tirar as medidas dele para fazer ternos apenas uma vez, pois ao longo da vida ele não engordou ou emagreceu um grama. De fato, ele é o mesmo nos musicais em preto-e-branco dos anos 30 e nos filmes “That’s Entertainment”da década de 70.


Gene Kelly: talvez dançar seja o segredo para conservar-se jovem. Embora Gene Kelly ñ permaneça com seu corpo atlético para sempre, a juventude imperou por muitos anos no rosto do ator. Aos 30 anos, dançando em Paris com Leslie Caron, ou aos 60, reencontrando Fred Astaire em “That’s Entertainment 2”, lá está Gene, jovial, sem rugas ou cabelos brancos. Se bem que diziam as más línguas que ele não tinha um fio de cabelo, e por isso usava sempre uma peruca.


Marlene Dietrich: já era considerada velha ao ir para Hollywood filmar “O Anjo Azul”, pois tinha quase 30 anos. Mas ela provou que tinha idade e beleza suficiente para brilhar por décadas. Por isso continuou seduzindo e surpreendendo em “Testemunha de Acusação” ou “Julgamento em Nuremberg”, filmes rodados quando ela tinha quase 60 anos.




Audrey Hepburn: A eterna Bonequinha de Luxo foi elegante e esbelta a vida toda. Sempre bem-vestida, fez uma promessa, na juventude, de nunca ultrapassar os 46 quilos, exceto quando estivesse grávida. E a cumpriu, apesar de ser extremamente alta.

Que inveja, não é mesmo?

Sunday, August 15, 2010

Dos musicais para as séries de TV

Olás a todos!! Nós já estamos mais do que acostumados a associar determinados atores e atrizes a determinados gêneros. Isso ocorre com grande freqüência nos musicais. Ruby Keeler, Dick Powell, Fred Astaire, Ginger Rogers, Judy Garland, Gene Kelly, Donald O´Connor, Leslie Caron e tantos outros fizeram história cantando e dançando. Tanto é que alguns trabalhos deles são quase desconhecidos. Vamos nos deter nas surpresas na carreira dos dois mais conhecidos dançarinos do cinema clássico: Kelly e Astaire.

Gene Kelly ficou mundialmente famoso dançando na chuva com febre e um forte resfriado. Mesmo quem nunca viu um filme clássico normalmente se lembra de ter visto a famosa cena, que entrou para a cultura popular. O que quase ninguém sabe é que, em uma série americana chamada “O Bom Pastor”(Going My Way, 1962/63), ele fazia o papel de um padre. Durante um ano, semanalmente, Gene usava uma batina e se comportava religiosamente bem. Mas não se iludam: houve um episódio em que ele ensinou um menininho a dançar, podendo, assim, voltar a sacudir seu esqueleto cheio de fé.

Já Fred Astaire, que desde os anos 30 sapateava e rodopiava com Ginger Rogers pelos ares, passou seus últimos anos de carreira dedicando-se a dramas. Um deles, “Inferno na Torre”, lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ele também participou da série “O Rei dos Ladrões” (It Takes a Thief, 1968/70), na qual fazia pontas como o pai do personagem principal, Alexander Mundy, interpretado por Robert Wagner. A série era inspirada no filme “Ladrão de Casaca”, de Hitchcock, e é bem parecida com a atual “White Collar”. Também participou de “Galactica – Astronave de Combate” (Battlestar Galactica) e “Dr Kildare”.
Mais uma prova irrefutável de que algumas pessoas nasceram para brilhar em qualquer território.

Wednesday, July 28, 2010

Orson Welles e sua megalomania

Eu amo Orson Welles. Para mim, um dos melhores diretores de cinema e um artista completo. Só não é mais completo que Chaplin porque não compunha as músicas de seus filmes. No entanto, há uma semana, Soberba, de 1942, me decepcionou. Tudo bem, o filme era dublado e eu estava com sono, por isso me confundi um pouco. Mas o filme foi um fracasso já em seu lançamento, e não foi por causa de Welles.

Logo depois de Cidadão Kane, o diretor fez esta adaptação de um romance. Desta vez, não atuaria, apenas narraria. Há relatos que ele sequer esteve presente no set, dirigiu tudo por telefone. Mas fez um filme muito grande para a pequena e quase falida RKO. O filme, que tinha inicialmente 2 horas e 28 minutos teve 17 minutos cortados. Depois, quando Welles veio para o Brasil fazer um documentário encomendado pelo presidente dos EUA ( olha aí embaixo o diretor e o então presidente Getúlio Vargas), cortaram mais 43 minutos. E deu no que deu.


De fato, Orson era conhecido como uma pessoa difícil e viu sua carreira quase desmoronar após apenas dois filmes. Mas não aprendeu. Quando sua então esposa Rita Hayworth convenceu a Columbia a deixá-lo dirigir A Dama de Xangai, ele atacou novamente: no final, o filme ficou com duas horas e 35 minutos. Mas lá vieram os infelizes executivos e deixaram-no com apenas 87 minutos, 1 a menos que Soberba. E, na minha opinião, A Dama de Xangai é uma obra-prima. Fico imaginando se, a exemplo do que fizeram com Nasce uma Estrela de 1954, poderiam encontrar as partes cortadas e restaurar o filme à sua versão original.

Seria fantástico.

Saturday, July 17, 2010

Top Five – Excelentes traduções de títulos

Alô, colegas! De fato, não é fácil traduzir um texto, uma expressão e, em especial, um título de filme. Muitas vezes são dadas expressões cotidianas e gírias norte-americanas, ou nomes simplórios demais às produções. Qual não deve ter sido a dificuldade para traduzir “Duck Soup”, filme dos irmãos Marx?

Vamos à lista:


5. “Um Convidado bem Trapalhão” (“The Party”, 1968): Mais um título que não diz nada, “A Festa”, e foi muito bem consertado, dando a noção, também, de comédia.
4. “Duas semanas de prazer” (Holiday Inn, 1942): Poderiam ter colocado m subtítulo esquisito, como “Holiday Inn – O hotel”, mas o nome que causa estranheza à primeira vista tem um propósito: o hotel aberto por Bing Crosby só funciona nos feriados, que contabilizavam , na época, 14 dias.
3. “Janela Indiscreta” (Rear Window, 1954): A janela através da qual um James Stewart de perna engessada pratica voyeurismo com seus vizinhos não é apenas a “janela traseira”de seu apartamento, mas sim uma janela bem indiscreta.
2. “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” (“Airplane”, 1980): Também muito fraco, “Avião” foi transformado nesta célebre frase, a qual minha mãe adora repetir enquanto dirige, e que já nos dá a noção deque se trata de uma boa comédia.
1. “A Mulher faz o Homem” (“Mr. Smith goes to Washington, 1939): Ao invés de um simples “Sr. Smith vai a Washington”, este título nos revela muito, porque, de fato, o humilde protagonista não seria tão ousado e célebre em sua atuação política se não fosse por sua secretária, admiradora e incentivadora.



Pois é, nem sempre os tradutores fazem lambança na hora de dar títulos aos filmes!
Beijos,
Lê ^_^
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