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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Marlon Brando: fatos rápidos

  • Marlon Brando Jr. nasceu em 1924 em Omaha, Nebraska, e faleceu em 2004 vítima de insuficiência respiratória.
  • Seu pai era especialista em pesticidas e fotógrafo amador. Sua mãe, bastante moderna para a época, tinha sido atriz e era administradora de teatro, tendo ajudado o jovem Henry Fonda a começar a carreira. Infelizmente, a senhora Brando também era alcoólatra.
  • Reza a lenda que Marlon começou a atuar imitando os vizinhos e os bichos da fazenda para chamar a atenção da mãe quando ela bebia demais.

  • Brando tinha duas irmãs mais velhas: Jocelyn e Frances. Jocelyn foi a primeira a seguir carreira artística, e Marlon seguiu as duas meninas quando elas foram para Nova York.
  • Ele foi dispensado do serviço na Segunda Guerra Mundial por ter uma lesão no joelho e da Guerra da Coreia por fazer amizade com um psiquiatra enquanto se preparava para seu primeiro filme, “Espíritos Indômitos / The Men” (1950).
  • Um dos mais conhecidos frutos do Actor’s Studio, Brando odiava a maneira como Lee Strasberg queria ganhar crédito por ter moldado seu talento. Mesmo assim, gostava das aulas de Stella Adler.
    Teste para o cinema em 1947
  • Seu maior sucesso na Broadway foi “Uma rua chamada pecado / A streetcar named desire”, produzida em 1947 e dirigida por Elia Kazan, o mesmo diretor do filme, que consagraria Brando em 1951. O ator foi pessoalmente à casa de Tennessee Williams para conseguir o papel. Mesmo assim, Brando nunca ficou feliz com sua própria performance, pois não conseguiu trazer humor a Stanley Kowalski.
  • Brando foi o único do elenco de “Uma rua chamada pecado” a não ganhar o Oscar. Ele tinha um forte concorrente, Humphrey Bogart em “Um aventura na África / The African Queen”. Dois anos depois, Brando derrotou Bogart e levou o Oscar por “Sindicato de Ladrões / On the Waterfront” (1954).
  • Em 1967, Brando aceitou o prêmio de Melhor Atriz dos Críticos de Cinema de Nova York em nome da amiga Elizabeth Taylor, que estava na África a trabalho e não foi à cerimônia. Brando viajou ao encontro de Liz para entregar a estatueta pessoalmente.
  • Seu segundo Oscar veio com “O Poderoso Chefão / The Godfather” (1972). Na histórica ocasião, ele enviou uma atriz mexicana vestida de índia para fazer um discurso sobre a maneira como os índios eram retratados no cinema e na televisão.

  • Além da questão dos índios, Brando se envolveu na luta por igualdade de Martin Luther King e chegou a apoiar financeiramente os Panteras Negras antes da radicalização do grupo. Alguns de seus filmes mostram sua militância, como “Sayonara” (1957), que trata do casamento inter-racial.
  • Brando casou-se com três atrizes: a indiana Anna Kashfi, a descendente de mexicanos Movita Castaneda e a taitiana Tarita Teriipia. Curiosamente, Movita e Tarita participaram de “O Grande Motim / Mutiny on the Bounty”. Movita esteve na versão de 1935 e Tarita, na de 1962, contracenando com Brando. 
  • Em sua autobiografia “Songs my mother taught me”, publicada em 1994, Brando não comenta sbre seus casamentos, mas diz que teve um caso com Marilyn Monroe que durou vários anos.
Telegrama de Brando para Marilyn
  • Brando teve doze filhos: um com a primeira esposa, dois com a segunda, dois com a terceira, três com a empregada Maria Christina Ruiz e mais quatro de mães não identificadas publicamente. Ele adotou os dois filhos do segundo casamento de Tarita e o filho de um amigo.
  • O depoimento de Brando no julgamento de seu filho Christian, que matou o namorado da meio-irmã Cheyenne em 1990, foi bastante polêmico porque muitos afirmaram que ele estava atuando em frente ao júri. Cheyenne suicidou-se cinco anos depois e Christian foi culpado, falecendo em 2008.
  • Embora fosse considerado difícil de trabalhar e às vezes um verdadeira pesadelo para alguns diretores, Brando não enveredou pela direção. O único filme que dirigiu, produziu e protagonizou foi “A Face Oculta / One-Eyed Jacks” (1961). A oportunidade de dirigir o filme surgiu após uma briga com Stanley Kubrick, que se desligou do projeto.
  • No final da carreira, ele se dedicou a algumas invenções. Há várias patentes de "maneiras de esticar o couro do tambor" em nome de Marlon Brando.
  • Recusou papéis em “O vermelho e o negro / Le rouge et le noir” (1954), “Lawrence da Arábia” (1962), “Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid” (1969), “Movidos pelo ódio / The Arrangement” (1969), “Magnólia” (1999) e “A lenda do cavaleiro sem cabeça / Sleepy Hollow” (1999). Também não aceitou reprisar os papéis de Vito Corleone e Jor-El (pelo qual recebeu 3 milhões de dólares) nas sequências dos filmes. Recusou-se a voltar aos palcos para interpretar Hamlet com Laurence Olivier em 1966 e só aceitaria o papel principal em “O Grande Gatsby / The Great Gatsby” (1974) por 4 milhões de dólares.
  • Brando foi indicado ao Oscar oito vezes. Considerado um dos atores mais bonitos e talentosos do século passado, foi apontado como a quarta maior lenda do cinema pelo Instituto de Cinema Americano em 1999.
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11 comentários:

Bússola do Terror disse...

Legal! Foi um grande ator!
Já fiz um post sobre ele no meu blog também!

Suzane Weck disse...

Ola querida LÊ,muito boas as informações que nos dá a respeito deste polêmico ator.Desejo-te um ótimo fim de semana e deixo aqui meu maior abraço.SU

Pedrita disse...

eu adoro marlon brando. bela biografia. beijos, pedrita

Iza disse...

Brando, Brando... lindo e talentoso. Adoro ele. Acho que na minha listinha, só perde para o James Dean, rsrsrs, adoro o James.
Amei o post, Lê.
Beijos e bom Domingo <3

Iza disse...

Também adoro lenços, eles dão um certo estilo pro inverno.
Boa semana pra você, Lê.

Ruby disse...

Brando foi lindo, ícone de beleza, mas um ator marcante também, eu li muito sobre ele e até as tragédias que cercaram sua família, vi e tenho em DVD uma rua chamada pecado (título ridículo, mas não gosto dele, porque é pra lá de bruto. Hey, Steeeeelllaaa! Boa escolha pra postar! Boa semana.

FlickChick disse...

An interesting and difficult man. I acknowledge that he is a fine actor, but I just can't take to him. But, knowing a few fast facts helped humanize him, so thank you for that, Le!

Jefferson C. Vendrame disse...

Oi Lê, Parabéns pelo ótimo Post.
Considero Marlon Brando, um dos maiores atores da história do cinema. O Oscar de 1951 na minha opinião tinha que ser dele, Bogart teve em outros filmes interpretações muito melhores e merecedoras do prêmio, ter levado por Uma Aventura na África é mais uma das tantas gafes da academia. O vídeo de Bette Davis entregando o Oscar a ele em 1955 é muito nostálgico e emocionante, parece que faz tão pouco tempo e lá se vão quase 60 anos... Bons tempos, bons filmes...

Minha próxima resenha será sobre ESPÍRITOS INDÔMITOS, o então 1º filme do ator aqui em destaque....

Quanto sua colocação em minha última postagem, sobre A DAMA DAS CAMÉLIAS. Você deve ter entendido errado no momento de sua leitura o que eu quis dizer. Na verdade, o texto diz que o ator HENRY DANIELL participou de O GRANDE DITADOR, e não Robert Taylor como você citou ok... Mas enfim, te agradeço pelo toque pois realmente eu poderia ter me confundido e leitores atentos como você só nos ajuda a cada vez mais a escrever melhor!

Abração Lê e parabéns pelo Post.

Rubi disse...

Gosto do Marlon Brando,e felizmente tive a sorte de assistir grande parte dos seus filmes. Um dos meus preferidos é The Fugitive Kind; com minha queridíssima Anna Magnani. Convenhamos, não? Com um elenco desses,seria impossível não gostar. No entanto, desconhecia os fatos citados.

Sempre com ótimos posts!
Beijos!

As Tertulías disse...

Maravilha! Eu nunca me ocupei muito com Brando... e aprendi bastante aqui. A sua primeira esposas era tao mais velha? Digo, ela trabalhou na versao de "Motim" de 1935???? 12 Filhos... Ave--- struz!

Mª de Lourdes disse...

Adorei ter lido sobre esse ator que tanto amo! Só sinto muito pelos transtornos que ele passou com alguns dos seus filhos. Assassinato em família, suicídio da sua filha, prisão e condenação do seu filho (assassino), família tumultuada, disputas financeiras, enfim, creio que o Brando sofreu um bocado no final da sua vida, conforme um depoimento em entrevista.. "Sofri muita miséria em minha vida por ser famoso e rico". -- Ele não merecia esses dissabores.., não mesmo!
Abraços Lê! Adorei..

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