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terça-feira, 5 de julho de 2011

O primeiro O Maravilhoso Mágico de Oz (1910)

Antes de Monteiro Lobato criar a turma do Sítio do Pica-Pau amarelo, em 1921, surgiu, por assim dizer, o primeiro best-seller infantil: a série de livros de The Wonderful Wizard of Oz, criada em 1900 por L. Frank Baum. Não demorou para que o recém-nascido cinema flertasse com a obra, adaptando-a já em 1910.
Baseado mais na peça de teatro de 1902 do que no próprio livro, esta versão dirigida por Otis Turner traz uma jovem Bebe Daniels como Dorothy, efeitos “especiais” primitivos e estranhas fantasias. Vale lembrar que não há certeza quanto ao elenco deste filme, apenas especulações são feitas com base em fatos e fotos da época.

Para começar, Dorothy conhece o espantalho ainda em sua fazenda no Kansas e, só então, ela é levada pelo tornado, junto com o espantalho, um equino (cavalo ou burro?), uma e Toto. Olhos levemente arregalados: simular um tornado nunca foi ou será fácil. Com a tecnologia de 1910, então, foi um grande feito. Em Oz, eles encontram o homem de lata, o leão, a bruxa má (chamada aqui de Momba) e, obviamente, o mágico.

Não há sapatinhos de rubi. Por obra da bruxa boa Glinda Toto se transforma em leão para combater um predador. Pessoas em roupas de animais insitem em andar quase eretas. O mágico voa para casa com Dorothy num balão. Detalhes que diferem essa versão da mais conhecida.

Apesar do aspecto primitivo, alguns pontos ainda compensam o filme. Uma trilha sonora simpática e bem conhecida, a brevidade da narrativa e, em especial, um efeito surpreendente: o escurecimento de apenas parte da tela para simular o derretimento da bruxa Momba.

Bizarro, sim, mas um marco 29 anos antes da versão definitiva e mundialmente cultuada. Mas isso é assunto para outra hora...


12 comentários:

Mayra disse...

foi meu filme preferido por muito tempo, eternizado em nossos corações!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Que raridade. Vou procurá-lo. Acho muito bacana a história de Dorothy.

O Falcão Maltês

Rodrigo Mendes disse...

Eu já assisti esta versão nos extras do pack especial do Mágico (39) que eu tenho. Uma relíquia e acho o fundo musical fofo.
Abs.
Rodrigo

Rubi disse...

Raridade mesmo! Não podia deixar de comentar neste grande clássico do cinema. Sempre me surpreendo ao entrar no teu blog.

Érika disse...

Amo esse filme ! Os anos passam e eu não me canso de assistir.
Viu o novo texto sobre musicas que não podem faltar na sua vida no http://viceveersa.blogspot.com ? Vale a pena conferir ! Bjbj

Rodrigo disse...

Adorei! Gosto muito do filme de 1939, e amo a ideia de ver filmes antigos para realmente entender como tudo começou. Obrigado pela dica. E desculpe se demorei para ver seu blog, estive viajando. Beijos.

Simone Lins disse...

Amo esse filme, mágico!

Carlos Eduardo Leal disse...

Lê,
Adorei, muito mesmo o teu blog. Vc tem certeza que nasceu na época certa? rs Acho que vc deve ter sido amiga de Judy Garland, Fred Astaire, Ginger Rogers...rs
Adoro filmes tb. Parabéns pela tua leitura-cinéfila.
Abraços

Zeca disse...

Sensacional o teu blog! Também sou fã de filmes antigos e como se dizia antigamente, teu blog é "supimpa" ! abraços

Renata disse...

Nossa, esses detalhes diferem não somente do filme que conhecemos, mas também do livro!

O seu blog está bem legal, parabéns! Continue visitando o Cinema de Novo!

mulhollandcinelog disse...

Puxa vida, não fazia a menor ideia de que o clássico de 39 não era a primeira versão...

literaturaemcontagotas disse...

Este filme é imperdível! Parabéns pelo blog, muito interessante e com ótimas dicas! Um abraço, Karina

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