} Crítica Retrô: Marie Dressler

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Thursday, January 29, 2026

Idílio Desfeito (1914) / Tillie’s Punctured Romance (1914)

 

Quando falamos sobre revoluções no cinema, pensamos na chegada do som sincronizado, uma revolução que mudou tudo e fez muitas “vítimas”: estrelas que desapareceram das telas, mas não porque elas tinham vozes horríveis como muitos dizem por aí. Mas em meados dos anos 1910 houve outra revolução: quando longas-metragens dominaram a cena.

When we talk about revolutions in cinema, we think about the arrival of synchronized sound, a revolution that was a true game changer and came with several “casualties”: stars who faded from the screen, but not because they had hideous voices as many claim. But in the mid 1910s there was another revolution: when feature films became the norm.

No mesmo ano em que estreou no cinema, Charles Chaplin já estava fazendo longas. Não apenas ele: as comediantes Mabel Normand e Marie Dressler estavam em “Idílio Desfeito” de 1914, o primeiro e único longa feito pelos estúdios Keystone. Completando o time temos Mack Swain e Charles Bennett. Em 82 minutos, seis partes no total, uma história de ambição, desilusão e surpreendente sororidade é contada em meio a muitas risadas.  

In the same year as his film debut, Charles Chaplin was already making feature films. Not only him: comediennes Mabel Normand and Marie Dressler were in “Tillie’s Punctured Romance” from 1914, the first and only feature comedy made by Keystone studios. Completing the team we have Mack Swain and Charles Bennett. In 82 minutes, six parts total, a story of ambition, heartbreak and surprise sorority is told amidst many laughs.


Tillie Banks (Marie Dressler) está em sua casa no interior quando ela conhece um Estranho (Chaplin) e eles começam uma estranha paquera. Logo eles decidem fugir juntos. Chegando à cidade, eles encontram a mulher que o Estranho deixou para trás, a rival de Tillie, Mabel (Mabel Normand). Quando o Estranho consegue o que quer, ele abandona Tillie e se junta novamente a Mabel. Porém um tio rico entra na história para ajudar Tillie.

Tillie Banks (Marie Dressler) is in her country home when she meets a Stranger (Chaplin) and they start a weird courtship. Soon they decide to elope. Arriving in the city, they run into the woman the Stranger left behind, Tillie’s rival Mabel (Mabel Normand). When the Stranger gets what he wanted, he leaves Tillie and reteams with Mabel. But a rich uncle enters the story to help Tillie.

Curiosamente, o Estranho e Mabel (quase) mudam de ideia ao assistirem a um filme que espelha suas ações de um jeito que não podia ser coincidência. Ao inserir um filme dentro de outro - sem dúvida “Idílio Desfeito” foi um dos primeiros a fazer isso - eles também reproduzem os hábitos das plateias de cinema nos anos 1910. Há um pianista acompanhando a exibição e o silêncio não é necessário, pois podemos ver Mabel e Chaplin conversando durante todo o filme-dentro-do-filme.

Curiously, the Stranger and Mabel (almost) change their minds by watching a movie that mirrors their actions in a way that can’t be a coincidence. By inserting a movie inside another - for sure “Tillie’s Punctured Romance” was one of the first films to do that - they also reproduce the way it was watching a movie in the 1910s. There is a pianist accompanying the flick and no silence is needed, as we see Mabel and Chaplin talking throughout the movie-within-the-movie.

Vale mencionar que Chaplin não está interpretando seu personagem Vagabundo aqui: com um bigode fino, ele é chamado apenas de “um Estranho” e só está atrás do dinheiro do pai de Tillie. Embora estejamos rindo com ele, ele é mais um vilão do que um herói. Ele até dá um tapa no rosto de uma criança!

It’s worth mentioning that Chaplin isn’t playing his Tramp character here: with a thin moustache, he is referred to as “a Stranger” and is only after Tillie’s father’s money. Although we laugh at him, he’s more a villain than a hero. He even slaps a kid in the face!

Não podemos evitar chegar à conclusão de que cada parte do filme funciona como um curta-metragem com começo, meio e fim. O mesmo pode ser dito até de alguns curtas: na era muda havia filmes de dois rolos cujas ações e contexto mudaram significativamente do primeiro para o segundo rolo.

We can’t avoid realizing that each part of the film works as a perfectly fine short film with beginning and end. The same can be said even about some shorts: in the silent era there were two-reelers whose action and context changed significantly from reel one to reel two.

Eu já tratei do diretor de “Idílio Desfeito”, Mack Sennett. Muito foi escrito sobre Chaplin e eu já publiquei alguns fatos rápidos sobre Marie Dressler. Por isso gostaria de destacar agora Mack Swain, que interpreta o pai de Tillie - mesmo sendo sete anos mais novo que Dressler! Mais lembrado pelo papel de Big Jim McKay em “Em Busca do Ouro” (1925) de Chaplin, Mack fez mais de 160 filmes entre 1913 e 1935. Ele interpretou o famoso mas quase esquecido personagem Ambrose em diversos curtas mudos e dirigiu 15 deles.  

I’ve talked about the director of “Tillie’s Punctured Romance”, Mack Sennett, before. A lot has been written about Chaplin and I’ve already published some fast facts about Marie Dressler. So I’d like to highlight now Mack Swain, who plays Tillie’s father - even though he was seven years younger than Dressler! Best remembered as Big Jim McKay in Chaplin’s “The Gold Rush” (1925), Mack was in over 160 movies between 1913 and 1935. He played the famous but nearly forgotten character Ambrose in several silent shorts and directed 15 of those. 

E obviamente precisamos falar sobre Mabel Normand, que foi mentora de Chaplin mas foi retratada como uma diva temperamental na cinebiografia “Chaplin” (1992). Na realidade, Mabel interpretava heroínas que eram atraentes e doces, mas também independentes. Steve Massa, autor de “Slapstick Divas”, escolheu Mabel como uma das Quatro Grandes Comediantes da era muda - as outras três foram Alice Howell, Louise Fazenda e Gale Henry. 

And of course we need to talk about Mabel Normand, who was Chaplin’s mentor but was portrayed as a temperamental diva in the biopic “Chaplin” (1992). In reality, Mabel played heroines who were attractive and sweet, but also independent. Steve Massa, author of “Slapstick Divas”, chose Mabel as one of the Big Four comediennes of the silent era - the other three were Alice Howell, Louise Fazenda and Gale Henry.


Mais interessante que o elenco creditado são os talentos que não receberam crédito em “Idílio Desfeito”. De acordo com o IMDb, sem créditos no filme temos: Chester Conklin, Glen Cavender, Charley Chase, Minta Durfee, Alice Davenport, Hampton Del Ruth, Alice Howell, Edgar Kennedy, Hank Mann, Al St. John e muitos outros.

More interesting than the credited cast is the uncredited talents in “Tillie’s Punctured Romance”. According to IMDb, uncredited in the movie there were: Chester Conklin, Glen Cavender, Charley Chase, Minta Durfee, Alice Davenport, Hampton Del Ruth, Alice Howell, Edgar Kennedy, Hank Mann, Al St. John and many others.


“Idílio Desfeito” pode parecer um bocado estático, uma vez que foi adaptado de uma peça de teatro, algo incomum para Mack Sennett. Foi um desvio do caos trazido pelos Keystone Cops, que aparecem somente no final. Mesmo assim, é ótimo perceber que a comédia é universal e atemporal: muitas das gags de mais de 110 anos atrás ainda são engraçadas e o filme ainda é agradável de se ver. 

“Tillie’s Punctured Romance” may feel a bit static, as it was adapted from a play, something unusual for Mack Sennett. It is a diversion from his antics and the chaos brought to the screen by the Keystone Cops, who only make an appearance near the end. Nevertheless, it’s great to see that comedy is universal and timeless: many of the gags from over 110 years ago are still funny and Tillie is still a watchable and enjoyable movie.

Saturday, October 4, 2014

Marie Dressler: fatos rápidos

·        Nasceu em Ontario, Canadá em 9 de novembro de 1868 e faleceu em 28 de julho de 1934. Seu nome de batismo era Leila Marie Koerber.
·        She was Born in Ontario, Canada, on November 9th 1868, and passed away on July 28th 1934. Her real name was Leila Maria Koerber.
·   Seu pai era músico e a mãe gostava de apresentar pequenas peças para a comunidade. Aos cinco anos, Leila subiu ao palco pela primeira vez, interpretando um querubim. Entretanto, a cortina do teatro a derrubou, e o riso da plateia causou na criança a primeira impressão de que tinha talento para a comédia. 
·      Her father was a musician and her mother used to put together small theater plays for the neighborhood. At age five, Leila played an angel in her first stage role. However, legend tells us that she was knocked over by the theater curtain, and as she heard the audience laughing she realized she had talent for comedy.
·    Juntou-se a um grupo de teatro aos 14 anos, após enviar uma carta pedindo emprego (e mentindo dizendo que tinha 18 anos). Aos 24, estava na Broadway.
·      She joined a theater group when she was 14 when she sent a letter asking for a job (she claimed to be 18 to join). At 24, she was on Broadway. 
·      Copiou o nome Marie Dressler de uma tia, para não usar seu nome verdadeiro, pois o pai a tinha proibido de se juntar ao teatro.
·     She took the name Marie Dressler from an aunt, because her father forbade her to join the theater and then she couldn’t use her real name on the stage.
·  Por ser geralmente a mulher mais alta da companhia de teatro, Marie interpretava rainhas (e até reis!) com frequência. Ela faz uma paródia vestida de rainha em “Hollywood Revue of 1929”.
·       She was usually the tallest woman in the theater company, and because of that she often played queens (and even kings!). She dressed as a queen for a parody sketch in “The Hollywood Revue of 1929”.
·          No teatro, Marie sempre desenhava e costurava seu figurino, apostando em um visual cômico. Ela também cantava em muitas ocasiões, como pode ser ouvido nessas gravações de 1910.
·     In the theater, Marie always created and sewed her gowns, focusing on a comic look. She also sang often, as you can hear int his 1910 recordings.
·     Estreou no cinema em 1914, aos 45 anos, protagonizando “Tillie’s Punctured Romance”, o primeiro longa-metragem de comédia romântica. Deste filme também participaram Charles Chaplin e Mabel Normand.
·     She entered the movie world in 1914, at age 45, as the lead of “Tillie’s Punctured Romance”, the first romantic comedy feature film. Also in this film were Charles Chaplin and Mabel Normand.
·       Em 1917, escreveu, dirigiu e estrelou o curta “Fired”.
·        In 1917, she wrote, directed and starred in the short film “Fired”.
·        Participou da venda de bônus de guerra com Chaplin e Mary Pickford durante a Primeira Guerra Mundial.
·       She took part in the war bonus sell with Charles Chaplin and Mary Pickford during World War I.
·         De 1918 a 1927, não fez nenhum filme e morou de favor no Ritz Hotel em Nova York. Muitas vezes ela se apresentava no bar do hotel.
·      From 1918 to 1927, she didn’t do any films and lived at the Ritz Hotel in New York as a favor. In many occasions she did small shows at the bar of the hotel.
Marie e Chaplin no set de "Shoulder Arms" (1918)

·      Ela queria abrir um restaurante em Paris, mas foi convencida por uma astróloga a ficar nos EUA, porque lá Marie teria “sete anos de sorte, começando em 1927”.
·     Her dream was to open a restaurant in Paris, but she was convinced by an astrologist to saty in the USA. The astrologist said that, in the USA, Marie would have “seven years of good luck, starting in 1927”.
·      Sua carreira ressuscitou graças à amiga e roteirista Frances Marion. Conta-se que Frances convidou Marie para voltar às telas em 1927, exatamente no dia em que, segundo algumas fontes, Marie planejava cometer suicídio.
·    Her career had a fresh restart thanks to her friend, screenwriter Frances Marion. It is told that Frances invited Marie to return to film in 1927, exactly on the day that, according to some sources, Marie was planning to commit suicide.
·       Louis B. Mayer adorava Marie e foi um dos grandes incentivadores da retomada de sua carreira.
·      Louis B. Mayer adored Marie and was one of the biggest supporters of her film comeback.
·     O papel que a levou ao estrelato foi o de Marthy em “Anna Christie” (1930). O público, os críticos e a protagonista Greta Garbo ficaram impressionados com a performance de Marie.
·   The role that made her a star was Marthy in “Anna Christie” (1930). The audience, the critics and the leading lady Greta Garbo were all impressed by Marie’s performance.

·        Em “O Lírio do Lodo” (1931), ela interpreta Min, a proprietária de um bar nas docas que quer o melhor para a filha adotiva Nancy (Dorothy Jordan), e é capaz de tudo para ver a menina feliz.
·        In “Min and Bill” (1931), she plays Min, the owner of a bar at the docks who wants the best to her adoptive daughter Nancy (Dorothy Jordan), and will do anything to see the girl happy.
·        Ganhou o Oscar um dia depois de seu aniversário de 63 anos. Quando Marie foi chamada ao palco, o jovem Jackie Cooper, indicado ao Oscar de Melhor Ator com apenas nove anos de idade, estava dormindo no colo de Marie e teve de ser tirado de lá para que ela fosse receber o prêmio.
·        She won the Oscar a day after she turned 63. When Marie was called to the stage, young Jackie Cooper, nominated as Best Actor at age nine, was sleeping in her lap and had to be awake so Marie could receive her prize. 

·     Uma de suas mais lembradas performances foi em “Jantar às Oito” (1933), em que tem um diálogo “singelo” com Jean Harlow.
·      One of her best remembered roles is in “Dinner at Eight” (1933), in which she has a “cute” exchange with Jean Harlow.
·     Foi eleita por três anos consecutivos a atriz mais popular pelos responsáveis pela bilheteria.
·      She was chosen for three years in a roll as the most popular actress by box-office.
·        Apareceu na capa da revista Time em 7 de agosto de 1933.
·       She was on the cover of Times magazine on August 7th, 1933.
·         Publicou uma autobiografia, “My Own Story”, em 1934.
·         She published an autobiography, “My Own Story”, 1934.
·         Pouco se sabe sobre sua vida pessoal. Em meados dos anos 1890, casou-se com George Hoppert, empregado do teatro onde trabalhava. Com o casamento, Marie se tornou cidadã norte-americana. Um jornal diz que ela teve uma filha, que faleceu ainda criança. Em 1907 ela conheceu o empresário James Dalton, que montou um casamento falso para os dois no ano seguinte. Marie e James viveram juntos até a morte dele em 1921.
·    Little is known about her personal life. In the 1890s, she married George Hoppert, employee in the theater she also worked in. With the wedding, Marie earned American citizenship. A newspaper clipping said she had a daughter who died as an infant. In 1907 she met businessman James Dalton, who set a fake wedding for them the following year. Marie and James lived together until he passed away in 1921.
Lionel Barrymore, Marie e Norma Shearer

·      Sem “porte” para ser uma estrela de cinema, numa Hollywood muito parecida com a atual, em que juventude parece valer mais que qualquer virtude, Marie provou que seu talento valia mais que a aparência e conquistou, merecidamente, o Oscar e as plateias.
·    Without the looks of a movie star, in a Hollywood context that also valued youth more than any other virtue, Marie proved that her talent was worth more than her looks and conquered, with merit, the Oscar and the audiences.
This is my contribution for the O Canada! Blogathon, hosted by lovely duo Kristina of Speakeasy and Ruth of Silver Screenings. :D


Monday, June 11, 2012

Made in Canada: Canadenses no Cinema – Parte 2


Norma Shearer: Ela era meio vesga, mas conquistou um magnata, o produtor Irving Thalberg, milhões de fãs e um Oscar em 1930. Norma trouxe também do Canadá seu irmão Douglas, que trabalhou no departamento de som da MGM. Ele ganhou 12 Oscars por seu trabalho e surpreendentemente aprendeu tudo o que sabia por conta própria. Sua irmã Athole também foi para Hollywood, casando-se com o diretor Howard Hawks.

Marie Dressler: Esta comediante conquistou os palcos e depois as telas, ganhando o Oscar de Melhor Atriz em 1931, por “Lírio no Lodo”. Ela trabalhou vendendo bônus de guerra na Primeira Guerra Mundial, sendo homenageada pelos militares, que batizaram uma rua com seu nome. Um de seus primeiros filmes foi com Chaplin e Mabel Normand, em 1914, e em 1917 ela escreveu e dirigiu um filme, “Fired”.  

Yvonne De Carlo: Criada pelos avós e descoberta através de sua bela voz e talento para a dança, durante algum tempo ela foi a rainha do Technicolor, marcando presença como a esposa de Moisés (Charlton Heston) em “Os dez mandamentos”. Muitos se lembram desta atriz por causa de sua interpretação de Lily, matriarca de uma família sinistra na série “Os Monstros”, para a qual foi chamada para recuperar-se de uma depressão.
 Geneviève Bujold: Se você pensou na província do Quebec, acertou. Essa canadende de nome francês ficou conhecida mundialmente ao interpreter Ana Bolena em “Ana dos mil dias”, contracenando com Richard Burton e ganhando um Globo de Ouro de Melhor Atriz. Geniviève trabalhou também com Charlton Heston, Michael Douglas e Clint Eastwood.

Glenn Ford: Tendo ido para os EUA aos oito anos, Glenn adotou o nome da cidade natal do pai como seu nome artístico. Logo após se naturalizar, combateu na Segunda Guerra e, em 1946, teve sua grande chance ao protagonizar “Gilda”, ao lado de Rita Hayworth, com quem faria mais quatro filmes. Passeou por diversos gêneros, sendo seus faroestes sucesso de público.

Gene Lockhart: Ele estreou no cinema mudo e interpretou vários coadjuvantes ilustres, como em “Jejum de Amor”, “O lobo do mar”, “Milagre na Rua 34” e “Carrossel” (1956). Também foi roteirista de teatro, escreveu letras de músicas e deu aulas de interpretação. Sua família é toda de atores, incluindo a esposa Kathleen, a filha June e a neta Anne.   
Gene e Kathleen Lockhart
 Walter Pidgeon: Ele teve uma vida e tanto: sofreu um acidente durante a Primeira Guerra, foi bancário, recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Ator, ficou viúvo aos 24 anos e depois se casou com sua secretária. Para completar, foi descoberto por Fred Astaire enquanto cantava em uma festa! Em sete filmes interpretou o marido de Greer Garson. Esteve em “Planeta Proibido”, de 1956, com outro canadense, Leslie Nielsen.

Raymond Massey: Sua história é bem incomum: combateu na Primeira Guerra e, ao voltar para casa traumatizado, foi mandado para a Sibéria, onde pela primeira vez atuou. A partir daí ele foi para os palcos de Londres e protagonizou o primeiro filme falado de Sherlock Holmes. Um de seus mais famosos papéis é o de Jonathan, o irmão de Cary Grant que fica igual a Boris Karloff após uma plástica em “Esse mundo é um hospício”. O ator também interpretou o presidente Lincoln em três filmes.

Christopher Plummer: O mais novo detentor do recorde de mais velho ganhador do Oscar. Antes disso, Chris esteve no musical “A Noviça Rebelde”, papel que ele afirma não ter gostado, e interpretou John Barrymore nos palcos, ganhando um Tony (prêmio da Broadway) de Melhor Ator. Seu desejo de atuar foi despertado ao ver Laurence Olivier em “Henrique V”. Um grande ator com uma admirável carreira.

Leslie Nielsen: Seus maiores sucessos são a série “Corra que a polícia vem aí” e o filme “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, mas Leslie apareceu em mais de 100 filmes e 1500 programas de TV, totalizando mais de 220 personagens. Curiosamente, seu primeiro e seu último trabalho foram participações como narrador.
Dan Aykroyd: Oriundo da primeira leva de comediantes do Saturday Night Live, Dan estabeleceu uma parceria com James Belushi, co-estrelando com ele três filmes. Ele também se aventurou como diretor, roteirista, músico e vinicultor.   

Menção honrosa para o grande pioneiro Louis B. Mayer, que nasceu na Rússia, mas cresceu no Canadá.
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