} Crítica Retrô: Glenn Ford

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Sunday, February 17, 2019

A Fúria dos Justos (1955) / Trial (1955)


Quando passamos a assistir muitos filmes, vemos além dos grandes atores de praxe e começamos a prestar atenção nos coadjuvantes que roubam a cena. No pouco conhecido “A Fúria dos Justos” (1955), um desses coadjuvantes brilha: é Anthony Kennedy, que nos faz sentir todo tipo de emoção através de seu personagem.

Once we start watching more and more movies, we get past the usual great actors and start paying attention to character actors and supporting actors who are scene stealers. In the little known film “Trial” (1955), one of these supporting actors shines: Arthur Kennedy, who makes us feel all kinds of emotions through his character.


Quando uma adolescente morre em circunstâncias misteriosas, o suspeito óbvio é o garoto que estava com ela, o adolescente latino Angel Chavez (Rafael Campos). Isto é horrível para o menino e para a mãe dele, que de repente se veem no centro da raiva de uma cidade inteira, mas é uma grande oportunidade para David Blake (Glenn Ford), um professor universitário que ia ser demitido porque não tinha experiência em julgamentos. Agora, com a ajuda do amigo Barney (Arthur Kennedy), ele pode ganhar a experiência necessária ajudando Chavez.

When a teenager girl dies in mysterious circumstances, the obvious suspect is the boy who was with her, Latino teen Angel Chavez (Rafael Campos). This is horrible for the boy and his mother, suddenly in the center of the rage of the whole town, but it is a great opportunity for David Blake (Glenn Ford), a college professor who was about to be dismissed because of his lack of experience in trials. Now, with his friend Barney's (Arthur Kennedy) help, he can earn his experience by defending Chavez.


Logo se aglomera uma multidão raivosa na frente da prisão, com o objetivo de linchar o garoto – assim como em “O Sol é para Todos” (1962). A multidão acaba não fazendo nada, mas a cidade inteira está de olho em David – e o país inteiro está de olho na pequena cidade, esperando para ver como eles irão punir o criminoso. E aqui está uma das preocupações de David: desde o início, todos estão prontos para punir o garoto, sem sequer ouvir a defesa dele.

Soon there is an angry mob in front of the prison wanting to lynch the boy – just like in “To Kill a Mockingbird” (1962). The mob does nothing, but the whole town is watching David – and the whole country is watching the tiny town, waiting to see how they punish a criminal. And here lies one of David's preoccupations: since the beginning, everybody is ready to punish the boy, without listening to his defense.


Ajudando David temos a secretária Abbe (Dorothy McGuire), e acusando o garoto temos o promotor Armstrong (John Hodiak), um homem cuja futura carreira política depende do seu sucesso no caso. Como podemos ver, há muito mais em jogo do que apenas a justiça.

Helping David we have the secretary Abbe (Dorothy McGuire), and accusing the boy we have attorney Armstrong (John Hodiak), a man looking for a political career that will depend of his success in the case. As we can see, there is much more than simple justice at stake.


Em “A Fúria dos Justos”, não vemos apenas o julgamento, mas também o que acontece nos bastidores. Muito dinheiro precisa ser arrecadado, em comícios que parecem comícios políticos, mas são na verdade um circo. No maior comício, outro problema surge, pois David e Barney aceitam doações do Partido de Todos os Povos, um grupo comunista.

In “Trial” we don't see only the trial, but also what happens backstage. A lot of money needs to be raised, in rallies that look a lot like political rallies, but are more like circuses. At the biggest rally, another problem arises as David and Barney accept donations from the All Peoples' Party, a communist group.


Vemos a parte suja do direito quando ele envolve a política. O funeral da vítima se torna um comício de supremacistas brancos quando o local é invadido por um grupo que quer explorar a morte dela para espalhar a ideologia racista deles. O discurso do supremacista branco sobre dividir as “raças”, desenhar uma linha divisória e buscar voltar aos velhos tempos é algo que poderia ter sido escrito ontem em um fórum da deep web ou em um tweet de Trump.

We see the dirty part of practicing law when politics get involved. The funeral of the victim becomes a white supremacy rally when invaded by a group wanting to exploit her death to spread their racist ideology. The white supremacist's speech about dividing the races, drawing a line and looking for the old times is something that could have been written yesterday in a deep web forum or in a Trump tweet.


Barney é mentor de David, é um advogado truculento, um showman, um manipulador, um homem histriônico e que sempre rouba atenção para si. Arthur Kennedy, indicado para um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel, lida bem com um personagem tão complexo, enquanto Glenn Ford interpreta um personagem mais ingênuo e simpático. Kennedy foi indicado a cinco Oscars – quatro dessas indicações aconteceram em filmes dirigidos por Mark Robson, diretor de “A Fúria dos Justos” – mas ele nunca ganhou o prêmio. Entretanto, ele ganhou o Globo de Ouro por sua performance em “A Fúria dos Justos”.

Barney is David's mentor, a truculent lawyer, a showman, a manipulator, a histrionic speaker and a scene / attention stealer. Arthur Kennedy, nominated for a Best Supporting Actor Oscar for this role, handles well such a complex character, while Glenn Ford plays a more naïve and sympathetic one. Kennedy was nominated for five Oscars – four of those nominations were in movies directed by Mark Robson, director of “Trial” - but he never won. He won a Golden Globe for his performance in “Trial”, though.


Outra grande atuação é de Katy Jurado, que interpreta a mãe desesperada de Angel, Consuelo Chavez. O que mais se pode esperar de uma atriz que interpreta uma mãe cujo filho pode ser condenado à morte se for considerado culpado? Como Abbe, Dorothy McGuire interpreta uma secretária cuja mente é tão afiada quanto a de um advogado, e que também está sofrendo com a desilusão por causa da ética de trabalho de Barney – ou pela falta de ética dele.

Another great performance comes from Katy Jurado, who plays Angel's desperate mother, Consuelo Chavez. What else can you expect from an actress that plays a mother whose son can be hanged if he is guilty if not a lot of emotion? As Abbe, Dorothy McGuire plays a secretary whose mind is as sharp as any lawyer's, and who is also disillusioned with Barney's work ethic – or lack of one.


Os assuntos como o racismo contra Angel Chavez e o comunismo não são muito bem desenvolvidos – especialmente se considerarmos o MacCarthismo que se espalhava nos anos 50. Mesmo assim, “A Fúria dos Justos” é um ótimo filme, uma mistura única de “O Sol é para Todos” e “A Grande Ilusão” (1949) e, apesar de raramente aparecer nas listas de melhores filmes de julgamento, deveria com certeza figurar nas primeiras posições destas listas.

The issues like racism against Angel Chavez and communism are not so well developed – especially considering the MacCarthism going on in the 1950s. Nevertheless, “Trial” is a great movie, an unique mix of “To Kill a Mockingbird” and “All the King’s Men” (1949), and one that rarely appear in the list of best trial movies, but for sure deserved to figure in the first positions of those lists.

This is my contribution to the Arthur Kennedy’s Conquest of the Screen blogathon, hosted by Virginie at The Wonderful World of Cinema.

Friday, October 19, 2018

Carmen (1948) / The loves of Carmen (1948)


Quando falamos sobre Rita Hayworth e Glenn Ford, pensamos na dupla que protagoniza “Gilda”, de 1946. Mas eles fizeram outros filmes juntos, incluindo “Carmen”, produzido e dirigido por Charles Vidor – também diretor de “Gilda” – e filmado num belo Technicolor que ressaltou a beleza de ambos os astros.

When we talk about Rita Hayworth and Glenn Ford, we think of the duo in 1946’s Gilda. But they starred together in more movies together, including “The loves of Carmen”, produced and directed by Charles Vidor – also the director of Gilda – and shot in ravishing Technicolor that highlighted both their beauties.


Don Jose (Ford) é um novato vindo de Navarra. Ele chegou a Andaluzia para ser um soldado da guarda, e a primeira pessoa que ele conhece em seu primeiro dia é a provocante cigana Carmen (Hayworth). Assim como todos os ciganos, Carmen é desprezada pelos “cidadãos de bem” do local.

Don Jose (Ford) is a newcomer from Navarra. He has arrived in Andalucía in order to serve the guard, and the first person he meets in his first day is the provocative gypsy Carmen (Hayworth). Like all gypsies, Carmen is despised by the “good citizens” of the town.


Ela provoca Jose e ele fica caidinho por ela. Entretanto, ela não aceita o amor dele por causa de uma previsão de má sorte revelada nas cartas. Mas ela muda de ideia e faz com que Jose mate seu comandante em um duelo – sendo agora um fora da lei, resta a Jose seguir com Carmen e um grupo de ladrões rumo às montanhas, onde ele conhece o líder do grupo, García (Victor Jory), um homem que acaba de sair da prisão... e que por acaso é marido de Carmen.

She teases Jose and he falls for her. However, she won’t accept his love because of a bad omen revealed in the cards for her. But she changes her mind and arranges a duel for Jose to kill his commander - now an outlaw, Jose can only follow Carmen and her group of thieves to the mountains, where he meets the group leader, García (Victor Jory), a man who has just been released from prison... and who happens to be Carmen’s husband.


Antes da fuga, vamos a cidade espanhola recriada no estúdio sendo fotografada de maneira pouco inspirada, não tendo nada a ver com outros cenários europeus feitos em estúdio. Esta primeira metade do filme nos lembra de “Sangue e Areia” (1941), no qual um toureiro interpretado por Tyrone Power é seduzido por ninguém menos que Rita Hayworth. Em Hollywood, cidades espanholas e vilas latino-americanas são muito parecidas.

Before they run away, we see the Spanish city recreated in studio is photographed in an uninspired way, unlike other European sets built in studio. This first half of the movie reminds us of “Blood and Sand” (1941), in which a toreador played by Tyrone Power is seduced by none other than Rita Hayworth. In Hollywood, Spanish towns and Latin American villas are very much alike.


Na segunda metade, conforme o grupo foge pelas montanhas, temos a sensação de estarmos assistindo a um faroeste, com armadilhas, recompensas por um foragido, tropas perseguindo o grupo e muitos tiros disparados. Jose trocou de lado completamente e agora está roubando carruagens e se tornando mais violento a cada dia – não porque ele queira, mas porque precisa.

In the second half, as the group escapes through the mountains, we get the feeling that we are now watching a western, with traps, rewards for an outlaw, troops coming for our group and a lot of shootings. Jose traded places completely and is now stealing from stagecoaches and becoming more violent each day- not because he wants to, but because he has to.


É uma delícia ver Rita Hayworth cantando e dançando músicas folclóricas neste filme. Quando garota, sob seu nome verdadeiro, Rita Cansino, ela dançava profissionalmente, em uma dupla com o pai, Eduardo Cansino, que inclusive trabalhou em “Carmen” como coreógrafo. Ela dançava coreografias como as do filme desde pequena. O único ponto negativo é que ela é dublada ao cantar. A voz dela é dublada por Anita Ellis, que também a dublou em “Gilda”.

It’s delightful to see Rita Hayworth singing and dancing folk songs in this film. As a young girl, under her real name Rita Cansino, she danced for a living, making a duo with her father, Eduardo, who even worked here in “The loves of Carmen” as a choreographer. She had been performing dances like the ones in the film since a very early age. The only downside is that she is dubbed in the songs. Her singing voice is dubbed by Anita Ellis, who also dubbed her in “Gilda”.


Para o povo, Carmen é nojenta. Para a elite, ela é fonte de entretenimento, pois dança nas festas. Isso significa que ela é uma curiosidade para a sociedade, e nada mais. É um comportamento bem hipócrita. Carmen não é apenas uma excluída porque faz parte de um grupo nômade – os ciganos – ela também é vítima de preconceito porque é uma mulher livre que não pode “pertencer” a um homem só.

For the people, Carmen is disgusting. For the elite, she is source of entertainment when she dances at parties. That means that she is a curiosity for society, and nothing else. It’s a very hypocritical behavior. Not only Carmen is an outcast because she is part of a nomad group – the gypsies – she is also frown upon because she is a free woman that can’t “belong” to one man.


Um texto inicial cheio de preconceitos, chamando os ciganos de “uma raça infeliz”, mostra o pensamento que foi responsável pela perseguição de milhões de ciganos durante o Holocausto – ou melhor, o “Porajmos”. Sim, os ciganos rom têm seu próprio termo para a perseguição que sofreram dos nazistas – não há números oficiais, alguns historiadores estimam que 200 mil ciganos foram mortos em campos de concentração, e outros colocam a estimativa em 1,5 milhão. Hollywood não estava fazendo um favor a estas pessoas três anos após a queda de Hitler com tanto preconceito.

An opening text full of prejudice, calling the gypsies “an unhappy breed”, shows the mindset that was responsible for the persecution of millions of gypsies during the Holocaust – or better, the “Porajmos”. Yes, the Romani gypsies have their own word for the persecution they suffered under the Nazis – there are no official numbers, some historians estimate 200000 gypsies were killed in concentration camps, and other put the number up to 1,5 million. Hollywood wasn’t doing a favor to those people three years after Hitler’s fall with so much prejudice.


Se refletirmos um pouco, “Carmen” tem algumas coisas em comum com “Gilda”: a protagonista sedutora, o protagonista que é bobo no começo mas fica mais durão e ciumento por causa de uma mulher, muitas traições, o fatalismo que paira sempre no ar. “Carmen” só se difere por causa do cenário e do Technicolor, os elementos da história são os mesmos. Eu não estou falando que “Carmen” é um filme noir: eu estou dizendo que as histórias do noir bebem de uma fonte universal.

If we think a little, “The loves of Carmen” has some things in common with “Gilda”: the seductive leading lady, the leading man who is at first silly then becomes tougher and more jealous because of a woman, the many betrayals, and the fatalism that is all over. “The loves of Carmen” is different only for its setting and the Technicolor, the story elements are the same. I’m not saying that this film is noir: I’m saying that the noir stories drink from a universal fountain.


“Carmen” certamente se beneficia da química entre os protagonistas. Entretanto, não é tão interessante quanto outras versões da mesma história, como “Carmen Jones”, de 1954. Mas pelo menos podemos ver Glenn Ford mais bonito que nunca e Rita Hayworth dançando danças espanholas.

“The loves of Carmen” certainly profits from the chemistry the two leads have. However, it’s not as interesting as other versions of the same story, like “Carmen Jones”, from 1954. But at least we are able to see Glenn Ford more handsome than ever and Rita Hayworth dancing Spanish songs.  

This is my contribution to the 100 Years of Rita Hayworth blogathon, hosted by Michaela at Love Letters to Old Hollywood.

Monday, June 11, 2012

Made in Canada: Canadenses no Cinema – Parte 2


Norma Shearer: Ela era meio vesga, mas conquistou um magnata, o produtor Irving Thalberg, milhões de fãs e um Oscar em 1930. Norma trouxe também do Canadá seu irmão Douglas, que trabalhou no departamento de som da MGM. Ele ganhou 12 Oscars por seu trabalho e surpreendentemente aprendeu tudo o que sabia por conta própria. Sua irmã Athole também foi para Hollywood, casando-se com o diretor Howard Hawks.

Marie Dressler: Esta comediante conquistou os palcos e depois as telas, ganhando o Oscar de Melhor Atriz em 1931, por “Lírio no Lodo”. Ela trabalhou vendendo bônus de guerra na Primeira Guerra Mundial, sendo homenageada pelos militares, que batizaram uma rua com seu nome. Um de seus primeiros filmes foi com Chaplin e Mabel Normand, em 1914, e em 1917 ela escreveu e dirigiu um filme, “Fired”.  

Yvonne De Carlo: Criada pelos avós e descoberta através de sua bela voz e talento para a dança, durante algum tempo ela foi a rainha do Technicolor, marcando presença como a esposa de Moisés (Charlton Heston) em “Os dez mandamentos”. Muitos se lembram desta atriz por causa de sua interpretação de Lily, matriarca de uma família sinistra na série “Os Monstros”, para a qual foi chamada para recuperar-se de uma depressão.
 Geneviève Bujold: Se você pensou na província do Quebec, acertou. Essa canadende de nome francês ficou conhecida mundialmente ao interpreter Ana Bolena em “Ana dos mil dias”, contracenando com Richard Burton e ganhando um Globo de Ouro de Melhor Atriz. Geniviève trabalhou também com Charlton Heston, Michael Douglas e Clint Eastwood.

Glenn Ford: Tendo ido para os EUA aos oito anos, Glenn adotou o nome da cidade natal do pai como seu nome artístico. Logo após se naturalizar, combateu na Segunda Guerra e, em 1946, teve sua grande chance ao protagonizar “Gilda”, ao lado de Rita Hayworth, com quem faria mais quatro filmes. Passeou por diversos gêneros, sendo seus faroestes sucesso de público.

Gene Lockhart: Ele estreou no cinema mudo e interpretou vários coadjuvantes ilustres, como em “Jejum de Amor”, “O lobo do mar”, “Milagre na Rua 34” e “Carrossel” (1956). Também foi roteirista de teatro, escreveu letras de músicas e deu aulas de interpretação. Sua família é toda de atores, incluindo a esposa Kathleen, a filha June e a neta Anne.   
Gene e Kathleen Lockhart
 Walter Pidgeon: Ele teve uma vida e tanto: sofreu um acidente durante a Primeira Guerra, foi bancário, recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Ator, ficou viúvo aos 24 anos e depois se casou com sua secretária. Para completar, foi descoberto por Fred Astaire enquanto cantava em uma festa! Em sete filmes interpretou o marido de Greer Garson. Esteve em “Planeta Proibido”, de 1956, com outro canadense, Leslie Nielsen.

Raymond Massey: Sua história é bem incomum: combateu na Primeira Guerra e, ao voltar para casa traumatizado, foi mandado para a Sibéria, onde pela primeira vez atuou. A partir daí ele foi para os palcos de Londres e protagonizou o primeiro filme falado de Sherlock Holmes. Um de seus mais famosos papéis é o de Jonathan, o irmão de Cary Grant que fica igual a Boris Karloff após uma plástica em “Esse mundo é um hospício”. O ator também interpretou o presidente Lincoln em três filmes.

Christopher Plummer: O mais novo detentor do recorde de mais velho ganhador do Oscar. Antes disso, Chris esteve no musical “A Noviça Rebelde”, papel que ele afirma não ter gostado, e interpretou John Barrymore nos palcos, ganhando um Tony (prêmio da Broadway) de Melhor Ator. Seu desejo de atuar foi despertado ao ver Laurence Olivier em “Henrique V”. Um grande ator com uma admirável carreira.

Leslie Nielsen: Seus maiores sucessos são a série “Corra que a polícia vem aí” e o filme “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, mas Leslie apareceu em mais de 100 filmes e 1500 programas de TV, totalizando mais de 220 personagens. Curiosamente, seu primeiro e seu último trabalho foram participações como narrador.
Dan Aykroyd: Oriundo da primeira leva de comediantes do Saturday Night Live, Dan estabeleceu uma parceria com James Belushi, co-estrelando com ele três filmes. Ele também se aventurou como diretor, roteirista, músico e vinicultor.   

Menção honrosa para o grande pioneiro Louis B. Mayer, que nasceu na Rússia, mas cresceu no Canadá.
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