} Crítica Retrô

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Thursday, April 25, 2013

Making-off: documentários cinematográficos – Parte 1

Nós adoramos ver o que os atores fazem em frente às câmeras, mas atrás delas às vezes a vida pessoal de astros e estrelas de cinema pode ser tão ou mais interessante que um filme. Por isso os documentários se tornam tão populares e são um deleite para qualquer fã. Feitos em sua maioria após a morte do assunto do documentário, eu selecionei várias produções que recomendo:

That’s Entertainment!: Em comemoração aos 50 anos da MGM, esta produção reuniu um dos mais espetaculares elencos já vistos pelo olho humano. A missão desses astros era apresentar clipes que reviviam a época de ouro do estúdio e de seus alegres musicais. Com o sucesso do primeiro, lançado em 1974, teve origem uma trilogia e um spin-off, “That’s Dancing!”.
Bette Davis, um magnânimo vulcão / Bette Davis: a basically benevolent volcano (1983): A própria Bette nos narra sua trajetória, desde a infância em Boston até o estrelato em Hollywood, demonstrando o que todos os seus fãs já sabiam: que era uma mulher forte e decidida. Um dos deleites é um clipe de “Fashions of 1934”, em que ela se veste de Greta Garbo. O documentário está disponível em oito partes no YouTube.
Rita Hayworth: Dancing into the dream (1990): Sim, nossa querida Rita começou como dançarina fazendo para com seu pai, e foi dançando que ela entrou em Hollywood. Neste interessante documentário, o destaque é para a filha Yasmin, uma verdadeira princesa e a única das duas filhas de Rita a aparecer no vídeo.

Bacall on Bogart (1988): Lauren nos acompanha pelos estúdios em uma viagem pela vida e carreira de seu primeiro marido. Com clipes interessantes e ótimas histórias, ela traz ainda várias entrevistas, e eu destaco a de Katharine Hepburn. Assista-o sem legendas AQUI.
Além dos maiorais: ítaloamericanos e o cinema (2008): Se a versão assistida não contar com a identificação dos entrevistados, o documentário pode ficar um pouco confuso. Caso contrário, a sensação que fica é que ele é curto demais para tantas informações interessantes.
Aprendendo a falar: Um dos mais primorosos documentários cinematográficos mostra que o desejo de adicionar som às imagens em movimento é tão antigo quanto o cinema, assim como o são as experiências feitas para esse intento. 
A década que mudou o cinema / A decade under the influence (2003): Os próprios cineastas responsáveis por esta revolução na maneira de fazer cinema comentam as influências que tiveram, as histórias por trás de seus filmes e o impacto deles na época e hoje. Destaque para a camisa florida de Francis Ford Coppola

Essas sombras assombrosas / These amazing shadows (2011): Uma obra obrigatória para todos que amam cinema clássico. A preservação de uma série de películas escolhidas anualmente para fazer parte do arquivo do American Film Institute é o tema, e a melhor abordagem é sem dúvida apresentar quem batalhou para que cada filme entrasse nesta seleta lista. Veja esta pérola AQUI.
Clark Gable: Tall, Dark and Handsome: O rei de Hollywood ganhou um documentário à altura em 1996. Seu filho, que ele nao conheceu, e a filha com Loretta Young, que foi escondida a vida toda, têm alguns dos depoimentos mais reveladores. Veja um trecho:
François Truffaut: uma autobiografia (2004): Uma autobiografia feita décadas após a morte do biografado, algo que só seria capaz com Truffaut. A cena de “Os incompreendidos”, em que os meninos roubam fotos de Cidadão Kane de um cinema, é refeita com fotos dos filmes de Truffaut no lugar, em uma emocionante homenagem. As palavras de Woody Allen e a música final também são destaques.


Terror Universal (1998): Narrado por Kenneth Branagh, faz uma viagem por duas décadas em que a Universal reinou com seus filmes de terror (1920-1940). Além de analisar as produções, há também trechos de filmes europeus que influenciaram essa generosa safra do terror. Além disso, é a oportunidade de desvendar efeitos especiais que impressionaram os cinéfilos.
Teen Spirit: Adolescentes em Hollywood (2009): De James Dean a High School Musical, passando por Ferris Bueller e o Clube dos Cinco. A imagem do adolescente passou por diversas mudanças ao longo dos últimos cinquenta anos, e tudo isso graças à sétima arte.

Thursday, April 18, 2013

Variações sobre um mesmo tema: Nosferatu (1922 e 1979)

Eu não sou uma pessoa (muito) medrosa, mas há coisas no cinema clássico que me deixam de cabelo em pé, conforme escrevi nesse post. Uma delas é Nosferatu, o vampiro feioso de sombra aterrorizante. Como se não bastasse haver um vampirob estranho, há outro: o Nosferatu de Klaus Kinski, menos feio e horripilante que o de Max Schreck. Foi só depois de ver Kinski que resolvi encarar a versão original que, já aviso, é muito melhor.
Nosferatu nada mais é que o Conde Drácula na versão alemã. Como os herdeiros de Bram Stoker, criador de Drácula, não deixaram o diretor F. W. Murnau usar o nome do personagem, ele apenas mudou os nomes para fazer o filme. Claro que depois teve de enfrentar uma ação judicial, mas valeu a pena: esse clássico de 1922 é um dos melhores filmes mudos da história.
Assustadoramente romântico

Todos conhecemos a história: um agente imobiliário vai até o castelo de um aparentemente respeitável conde, e lá descobre que ele gosta de beber sangue. O agente não volta para contar a história (calma! Ele só está preso no castelo), mas o conde vai para a cidade atrás da esposa do agente, uma moça por quem ele se apaixonou após ver uma foto. O filme de 1922 é contado através de um diário de bordo, do mesmo jeito que Stoker escreveu seu livro.


O jogo de luz e sombras, muitas sombras, ajuda a criar o clima de filme de terror. As películas mudas lidam com nosso medo mais primitivo e quase todas as crianças têm medo de sombras e ruídos desconhecidos. Demorei algum tempo até criar coragem para ver o filme, mas não pensem que foi só comigo que isso aconteceu: na Suécia, o filme foi até banido por excesso de horror e só liberado em 1970! Apesar de Nosferatu ficar apenas nove minutos em cena, ele aproveita cada segundo para nos assustar.

Klaus Kinski não era bonito (mesmo assim ele ficava quatro horas fazendo a maquiagem de vampiro), mas a figura de Schreck beirava a bizarrice, pelo menos no filme. Um ator de teatro, Max estreou no cinema em 1920 e trabalhou em 45 filmes até sua morte, em 1936, aos 56 anos. O filme “Shadow f the Vampire” (2000), com Willem Dafoe, inclusive sugere que Schreck era um vampiro de verdade, que concordou trabalhar com Murnau em troca da protagonista feminina de Nosferatu, Greta Schröder. Greta tinha história em filmes de terror: ela é a moça que segura uma rosa em uma cena de “O Golem” (1920) e, quatro anos antes, havia adaptado “O fantasma da ópera” para o cinema alemão. Apesar de atuar nesse grande clássico, Greta não atingiu o estrelato e, claro, não se casou com Schreck.
Max sem maquiagem
Outras teorias, estas menos fantasiosas, sugerem que Nosferatu é uma grande alegoria anticomunista. Nosso querido Nosfie seria a figura de Lênin, que traria o perigo vermelho junto com várias pragas, simbolizadas pelos ratos que seguem o conde até a cidade, espalhando a peste negra. No filme de 1979, aliás, não são mostrados os ratos entrando no caixão em que o conde viaja, de modo que fica subentendido que ele trouxe a praga.
Klaus Kinski
O Nosferatu de Herzog conta também com muitas sombras, tomadas escuras e música de suspense. Isabelle Adjani, a donzela indefesa e única a acreditar que o conde é um vampiro, está excelente e muito pálida. Já sentimos um frio na espinha com as múmias ao começo do filme e cada ataque do vampiro é um novo momento prendendo a respiração. 
Klaus Kinski e Isabelle Adjani
Herzog fez uma bela homenagem ao original, e utilizando-se de uma equipe técnica de apenas 16 pessoas (a versão original contava com 24 pessoas mais o elenco, segundo o IMDb). Mas, a exemplo de 99% dos remakes, não superou a primeira versão. Graças a Murnau, temos um dos filmes mudos mais aterrorizantes já feitos e a ideia errônea de que os vampiros não suportam a luz do dia. Fique avisado: se você estiver face a face com um vampiro, siga os ensiamentos do Drácula de Bela Lugosi e finque-lhe uma estaca no peito!

Nosferatu (1922) está disponível no YouTube, Internet Archive e no VideoLog.
This is my contribution to the Terrorthon, hosted by Page at My Love of Old Hollywood and Rich at Wide Screen World. BOO! 

Wednesday, April 10, 2013

James Cagney: memórias (vlog)

Eu adoro participar de blogagens coletivas (blogathons) e fiquei em êxtase quando descobri que haveria uma em homenagem a meu ator favorito de todos os tempos: James Cagney. Aí surgiu o problema: eu não sabia sobre o que escrever. Já havia escrito críticas sobre vários de seus filmes, de diferentes gêneros, e também já abordei a vida do ator. Foi quando surgiu a ideia de falar de Jimmy de maneira mais intimista e, literalmente, “falar” sobre ele: hoje o post é em vídeo.
Como a blogathon é internacional, gravei um vídeo em português, para meus leitores brasileiros habituais, e um em inglês. Já me desculpo com quem fala outra língua, mas creio que estas duas opções já ajudam a mensagem a chegar a um público bem grande.
Luzes, câmera, ação!
Versão em português:

Versão em inglês: 

Crítica de “A canção da vitória / Yankee Doodle Dandy” (1942): http://criticaretro.blogspot.com/2011/03/cancao-da-vitoria-yankee-doodle-dandy.html
Crítica de “Cupido não tem bandeira / One, two, three” (1960): http://criticaretro.blogspot.com/2011/05/cupido-nao-tem-bandeira-one-two-three.html
P.S.1: Por coincidência, esse vídeo foi gravado no 27º aniversário de morte de James Cagney, 30 de março de 2013. Uma data bem propícia para uma homenagem.
Obrigado, Letícia, não precisava!
P.S.2: Se você e uma pessoa bem-informada e acompanha diversos blogs, deve estar sabendo que o Google Reader encerrará suas atividades no dia primeiro de julho. Para não perder nenhuma atualização do blog Crítica Retrô e de seus outros blogs favoritos, transfira agora sua lista de leitura para o Bloglovin, é fácil e rápido. Você pode começar a tarefa seguindo o blog pelo Bloglovin através do botão na barra lateral.

Leia as outras contribuições para James Cagney Blogathon aqui.

Thursday, April 4, 2013

Movie Icons: um presente para os olhos

O que mais encanta um cinéfilo são as imagens mágicas que passam na tela. Não é à toa que muitos livros sobre cinema usam e abusam das imagens em suas páginas, às vezes apresentando menos textos que figuras. A coleção “Movie Icons” não foge à regra, mas apresenta com maestria imagens belíssimas dos mais cultuados astros do cinema. 

A editora Taschen publica livros de vários assuntos e foca seus trabalhos em coletâneas de fotografias. Além da série “Movie Icons”, ela publica a coleção “Music Icons”, que já homenageou Bob Dylan, Michael Jackson e John Lennon. A editora foi fundada em 1980 na Alemanha e surgiu para publicar a coleção de quadrinhos de seu fundador, Benedikt Taschen. Sua linha aumentou e encobre desde bizarrices até arquitetura, pintura e, claro, cinema.

Foram publicados até agora 26 livros com a trajetória de diversos astros e estrelas do cinema, sendo que os primeiros vinte homenageados foram escolhidos em votação pelos leitores. As últimas adições à coleção são personalidades ainda vivas, como Woody Allen, Robert De Niro, Clint Eastwood, Al Pacino Sean Connery e Johnny Depp. Não gosto muito de livros sobre carreiras de pessoas ainda vivas, porque ficam desatualizados rapidamente.
Entre as outras estrelas homenageadas estão Elizabeth Taylor, Grace Kelly, Audrey Hepburn (que com certeza deram origem a belíssimos livros), Chaplin, os irmãos Marx, Cary Grant, Frank Sinatra, Marlon Brando, James Dean, Humphrey Bogart, Marlene Dietrich e Mae West. Eu tenho apenas dois livros da coleção, com imagens de Greta Garbo e Katharine Hepburn.     
My babies 
A maioria das imagens foi retiradada da Koball Collection. Eu nunca havia visto muitas delas até comprar os livros. Isso inclui cenas de bastidores, artigos de jornal, retratos, fotos publicitárias, pôsteres e capas de revistas. Elas são de encher os olhos, maravilhosas mesmo em preto-e-branco. Os textos que as acompanham vêm em três línguas: italiano, espanhol e português. Como a tradução segue a gramática de Portugal, vez ou outra surge um termo diferente para os leitores brasileiros, como “ecrã” ao invés de “tela”.
Por dentro do livro de Ingrid Bergman
E da Liz
E da Marilyn
Muito trabalho é necessário para criar um desses livrinhos de 192 páginas. Além da escolha cuidadosa de imagens, a bibliografia é extensa, como se pode observar pelos créditos na última página. Para recolher detalhes de dentro e fora das telas, além de várias citações, é preciso que o autor percorra páginas e mais páginas de escritos sobre cada um desses ícones. Paul Duncan é o editor da maioria dos livros e tem uma extensa obra publicada pela Taschen.
Nas lojas americanas, como a Barnes & Noble, cada livro sai por menos de dez dólares. No Brasil, os preços variam de 29 a 40 reais. Comprei meus dois exemplares por 29,90 cada. Apesar de pequenos no formato, os livros são um pouco pesados e o papel é de ótima qualidade. Pela análise do título “Movie Icons” fica claro que ainda faltam muitos ícones a serem inseridos nessa série que é, sobretudo, um trabalho de amor às imagens eternas das lendas do cinema.

P.S.: Como muitas pessoas ficaram interessadas pelo filme analisado no último post, deixo aqui o link de “Modas de 1934”, completo e legendado, no YouTube:  http://www.youtube.com/watch?v=qyEoWkmYqWY

Thursday, March 28, 2013

Modas de 1934 / Fashions of 1934

A relação do cinema com a moda começou na década de 1920, quando pela primeira vez as moças da plateia se inspiraram nas atrizes para criarem sua forma de vestir. Desde então, foi sempre o cinema que inspirou a moda de diversas maneiras. Ou quase sempre. Numa situação inédita, em 1934, um filme retratou o mundo da moda e, apesar de não estar entre os mais memoráveis filmes da época, ainda impressiona pela modernidade do tema.

The relationship between cinema and fashion began in the 1920s, when, for the first time, young women in movie audiences looked to actresses for inspiration in the way they dressed. From then on, cinema became one of fashion’s greatest sources of inspiration in countless ways. Or almost always. In an unprecedented twist, a 1934 film turned its attention to the world of fashion itself and, although it is not among the most memorable films of its era, it remains striking for the modernity of its subject matter.


Sherwood Nash (William Powell) é um empresário falido que decide entrar no mundo da moda associando-se à estilista Lynn Mason (Bette Davis). As técnicas de Nash não são muito honestas, e incluem copiar modelos franceses ou mesmo velhas roupas que já não são mais usadas. Logo ele fica sabendo que essas práticas são comuns no mundo da moda e muitos dos empresários que o haviam acusado de falsificação acabam virando seus clientes.

Sherwood Nash (William Powell) is a bankrupt businessman who decides to enter the fashion industry by partnering with designer Lynn Mason (Bette Davis). Nash’s methods are far from ethical and include copying French designs or even reproducing old garments that have long gone out of style. Before long, he discovers that such practices are commonplace in the fashion world, and many of the businessmen who initially accused him of counterfeiting eventually become his clients.


Assuntos como falsificação, cópia de modelos e lançamento de tendências com materiais diferentes são assuntos fashion até hoje. Se antes as falsificações eram abomináveis, dependendo do lugar, muitas são aceitáveis por tornarem acessíveis produtos com design semelhante aos que são mostrados na passarela. Outras adaptações semelhantes trazem tendências para as mãos do povo, que dificilmente poderia comprar um original de grife. Claro, isso ainda não era pensado ou discutido na década de 1930, mas a personagem de Bette Davis já tem a semente dessa ideia em seu travesso cérebro.

Issues such as counterfeiting, copying designs, and introducing trends using different materials remain highly relevant in fashion today. While counterfeits were once universally condemned, in many contexts they are now considered acceptable because they make products with designs similar to those seen on the runway more accessible. Other adaptations likewise bring trends within reach of ordinary consumers, who would rarely be able to afford original designer pieces. Of course, these ideas were neither widely considered nor debated in the 1930s, but Bette Davis’s character already carries the seed of that concept in her mischievous mind.

Um pouco de chantagem também faz parte do show, pois Nash reconhece uma velha amiga de infância que se faz passar por duquesa (Verree Teasdale) e está de casamento marcado com um homem rico. Ameaçando contar o passado da amiga, Nash consegue que ela patrocine o desfile deles. Em Paris, onde se passa a maior parte da ação do filme, um criador de avestruzes incentiva Nash a comprar as penas de suas aves para usá-las nas confecções. Ele hesita, mas logo imagina que pode lançar algo completamente diferente. E você imaginava que inspirações da natureza no mundo da moda são coisa recente?

A bit of blackmail is also part of the show. Nash recognizes an old childhood friend who is posing as a duchess (Verree Teasdale) and is engaged to a wealthy man. By threatening to reveal her past, Nash persuades her to finance their fashion show. Set mostly in Paris, the film also introduces an ostrich breeder who encourages Nash to buy his birds’ feathers for use in the clothing designs. Nash hesitates at first, but soon realizes he can create something entirely different. Who would have imagined that fashion inspired by nature is anything but a recent trend?

Uma câmera na bengala: brilhante ideia!

O próprio lançamento da coleção de Nash e Lynn é um espetáculo à parte, o clímax do filme que, como uma boa produção da Warner em meados da década de 1930, contou com um número elaborado pelo sempre criativo Busby Berkeley, conhecido por suas sequências de dança filmadas do alto, criando formas geométricas na tela em preto e branco nos filmes “Rua 42” (1933), “Cavadoras de Ouro” (1933) e “Damas” (1934). Ao som da canção “Spin a little web of dreams”, o desfile apresenta as roupas brancas enfeitadas com penas através de um charmoso balé, com a formação de diversas flores e depois de um barco, todos esses efeitos conseguidos com a bela coreografia das modelos. Bem que os desfiles de moda atuais podiam se inspirar neste filme, não?  

The unveiling of Nash and Lynn’s collection is a spectacle in itself and serves as the film’s climax. Like many Warner Bros. productions of the mid-1930s, it features an elaborate musical number by the ever-creative Busby Berkeley, renowned for his overhead dance sequences that formed intricate geometric patterns on screen in black-and-white classics such as “42nd Street” (1933), “Gold Diggers of 1933” (1933), and “Dames” (1934). Accompanied by the song “Spin a Little Web of Dreams” the fashion show presents white garments adorned with feathers through a charming ballet, in which the models form flowers and later a boat, all achieved through beautifully choreographed movements. One can’t help but think that today’s fashion shows could still draw inspiration from this film.


Bette Davis, antes ainda do início de sua glória no cinema, tem pouco espaço no filme, que é quase todo do já veterano William Powell, responsável pelos momentos cômicos. Bette, aliás, ainda nem impõe a própria imagem, uma ez que, no primeiro desfile em Paris, ela aparece como um clone de Greta Garbo para Warner Brothers. No documentário biográfico “Bette Davis: um magnânimo vulcão”, de 1983, ela lembra como foi ridículo vestir-se de Garbo. Disposta a ficar feia para um bom papel, Bette só aceitou essa pitada falsa de glamour para convencer os executivos da Warner a deixarem-na fazer um filme na RKO: “Escravos do Desejo”, que foi seu primeiro passo para figurar entre as grandes intérpretes do cinema.

Bette Davis, still in the beginning of her legendary career, has relatively little screen time in the film, which belongs almost entirely to the already-established William Powell, who provides most of its comic moments. Davis had not yet fully established her own screen persona; in fact, during the first fashion show in Paris, she appears as little more than a Greta Garbo lookalike created by Warner Bros. In the 1983 documentary “Bette Davis: The Benevolent Volcano”, she recalled how ridiculous she felt dressed to resemble Garbo. Although she was perfectly willing to sacrifice glamour for the sake of a strong role, she accepted this artificial touch of elegance only to convince Warner executives to let her star in RKO’s “Of Human Bondage”, the film that marked her first major step toward becoming one of cinema’s greatest actresses.



Não um dos melhores filmes de seus intérpretes, mas um espetáculo adorável, que talvez pecasse pelo excesso se tivesse sido filmado em cores. Mais que isso, um pedaço de história do cinema que estava prestes a acabar: um dos últimos filmes a serem lançados antes do Código Hays de conduta, “Modas de 1934” apresenta trocadilhos, frases de duplo sentido e muitas moças com roupas diminutas.  Os figurinos foram feitos por Orry-Kelly, que, com quase 300 filmes no currículo, incluindo "Casablanca" e "Quanto mais quente melhor / Some like it hot", pelo qual ganhou o Oscar, hoje é pouco lembrado, embora seja parte importante do glamour e da magia de Hollywood.

Although not among the finest works of its stars, Fashions of 1934 is an utterly delightful spectacle—one that might even have seemed excessive had it been filmed in color. More importantly, it stands as a fascinating piece of film history from an era that was about to end. As one of the last films released before the enforcement of the Hays Code, “Fashions of 1934” is filled with witty innuendo, double entendres, and numerous scenes featuring women in revealing costumes. The costumes were designed by Orry-Kelly, whose career spanned nearly 300 films, including “Casablanca” and “Some Like It Hot”, the latter earning him an Academy Award. Today, despite his remarkable achievements, he is remembered far less than he deserves, even though he played an essential role in shaping the glamour and magic of Hollywood.


This is my contribution to the second Fashion in Film blogathon, hosted by Angela at The Hollywood Revue.

Thursday, March 21, 2013

Orson Welles na cena do crime

Não são todos que gostam de filmes com crimes bárbaros, mas muitos grandes atores e diretores já se aventuraram por esse gênero, inclusive meu diretor predileto, o garoto prodígio Orson Welles. Quando Orson não está exatamente na cena do crime, pode apostar que ele estará em algum momento perto dos criminosos. Não vou citar os filmes em que ele é a vítima fatal do crime, pois não quero estragar obra nenhuma para quem não a tenha visto. O foco está em dois filmes feitos um após o outro e em que Welles está do lado negro da força.

Um de seus mais elogiados filmes, depois de “Cidadão Kane”, é “A marca da maldade / Touch of Evil”, de 1958. Adaptado para as telas, dirigido e estrelado por Welles, o filme parece, no começo, ser sobre o advogado Miguel ‘Mike’ Vargas (Charlton Heston), que já na primeira cena cruza inocentemente a fronteria dos Estados Unidos com o México no momento em que uma bomba explode. Ele passa a investigar o ocorrido, e para isso Mike terá de disputar a jurisprudência do caso com um ardiloso rival, Hank Quinlan (Welles), que possui uma figura por si só aterrorizante e está disposto a tudo para vencer, inclusive sequestrar e torturar a noiva de Mike (Janet Leigh). Veja bem que o caso em si nem é o foco da ação, apenas a disputa dos dois para ver quem se encarregará de ir aos tribunais. Imaginem agora o que Quinlan não seria capaz de fazer para vencer o caso! 

O personagem de Orson Welles, Jonathan Wilk, só aparece quando mais da metade do filme “Estranha Compulsão / Compulsion” (1959) já foi exibido. Até lá já sabemos que os inteligentes universitários Judd Steiner (Dean Stockwell, o nerd fofo e sinistro) e Arthur Strauss (Bradford Dillman, conversando com ursos de pelúcia) desafiaram as autoridades ultimamente, e o passo mais arriscado foi matar um menino da vizinhança, Paulie Kessler. Os jovens pensam ter cometido o crime perfeito, o santo Graal dos criminosos, mas os óculos de Judd são encontrados na cena do crime. Mais uma série de reviravoltas, tentativas de manipulação e até de estupro, e os dois estão no banco dos réus. O rico pai de Judd contrata Wilk, advogado ateu e polêmico, que, ao invés de defender a insanidade de seus clientes, como todos esperavam, resolve declará-los culpados, para que se livrem da pena de morte.    
No primeiro filme, os lugares mais sujos e mal-frequentados da fronteira são os cenários. Em um bar, Quinlan encontra um velho affair (Marlene Dietrich), que conhece muito bem o ardiloso chefe de polícia. Em contrapartida, os cenários principais do segundo filme retratam a classe alta que não está livre de problemas aterradores. As universidades, bibliotecas, parques e mansões podem muito bem ser frequentados por pessoas perturbadas que planejam crimes hediondos, mesmo que (ou de modo que) ninguém jamais possa desconfiar deles. 
Moral da história: não confie em pessoas obcecadas por pássaros
Welles voltaria a interpretar um homem da lei nem um pouco confiável em “O Processo / The Trial” (1962), em que tem de ajudar o pobre Anthony Perkins a se defender de uma acusação que nem ele nem o público sabe qual é. Mas, quinze anos antes de “O Processo”, Welles se viu literalmente na cena do crime, pois na vida real tornou-se suspeito do crime da Dália Negra, um verdadeiro assassinato de cinema. Dália Negra foi o apelido dado pela imprensa a Elizabeth Short, uma aspirante a atriz de 22 anos que foi assassinada em janeiro de 1947. Seu corpo foi encontrado em estado deplorável, cortado e dilacerado. Welles estava em meio ao caos de seu divórcio com Rita Hayworth e das filmagens de “A dama de Xangai” e muitas evidências foram suficientes para que, em 1999, ele fosse apontado como um dos suspeitos por uma vizinha da família de Elizabeth. Orson não estava filmando no dia do crime, viajou para a Europa pouco depois do ocorrido e lá ficou 10 meses, Elizabeth teria na época um encontro com um diretor de cinema e Welles fez para o filme cortes em manequins idênticos aos que o corpo da moça apresentava. As cenas com os manequins foram deletadas do filme por Harry Cohn e o crime nunca foi solucionado. 

Mesmo se os atos de Charles Foster Kane são reprováveis, se Michael O’Hara e sua dama de Xangai se veem envolvidos no meio de um mundo podre, se Falstaff está em meio à difícil disputa do trono inglês em “Badaladas à meia-noite / Chimes at Midnight” (1965) ou se César Bórgia ordena assassinatos a seu bel-prazer em “O favorito dos Bórgia / Prince of the foxes” (1949); Orson Welles continua uma referência em vários gêneros, não apenas no crime, e se ele tirou da vida real inspiração para a parte mais sangrenta do mundo cinematográfico, jamais saberemos.
This is my entry to the Scenes of the Crime blogathon, hosted by Furious CinemaBang!
Só escolhi este banner porque gosto muito de "Os intocáveis" (1987)

Wednesday, March 13, 2013

Variações sobre um mesmo tema: Sangue de Pantera (1942 e 1982)

Esqueça a simpática e divertida pantera cor-de-rosa; hoje falaremos sobre os membros assustadores dessa charmosa espécie. Felinos sempre estiveram de uma maneira ou de outra associados com misticismo. No Egito Antigo, por exemplo, eles eram considerados animais sagrados. Na Idade Média, começaram a ser associados com bruxaria, causando o sacrifício de muitos gatos e, em consequência, proliferando a população de ratos que causaram uma epidemia de peste negra (bem feito!). Essa imagem negativa dos gatos ainda persiste em alguns lugares e culturas pouco esclarecidas (desculpe-me, gosto muito de gatos para deixar de atacar quem os considera criaturas demoníacas).
As várias lendas sobre felinos não poderiam ficar de fora do imaginário cinematográfico. Embora existam mais filmes com cachorros ou mesmo cavalos como protagonistas, não há motivos para deixar os gatos fora das telas. A imaginação falou mais alto que a realidade e a pantera se tornou o símbolo de um filme de terror fabuloso da década de 1940, que foi refilmado com mudanças substanciais 40 anos depois.
Em 1942, Irena Dubrovna (Simone Simon) era uma artista sérvia vivendo em Nova York que conhece, em uma visita ao zoológico, o arquiteto Ollie Reed (Kent Smith) e os dois logo se apaixonam e se casam. Quem apoia o casal é a colega de trabalho de Ollie, Alice (Jane Randolph), uma mulher moderna que, na verdade, está apaixonada por Ollie. Irena tem medo que uma emoção muito forte, como o desejo ao consumar o casamento ou o ciúme de Alice, transforme-a em pantera, como diz a velha lenda de seu povoado, que associa os felinos ao paganismo combatido por um rei fictício. Para acabar com os problemas da esposa, Ollie pede ajuda a Alice, que lhe indica o psiquiatria Louis Judd (Ton Conway).

Em 1982, Irena Gallier (Nastassja Kinski, um dos nomes mais difíceis do cinema) vai a New Orleans morar com o irmão Paul (Malcolm MacDowell), que não vê há muitos anos. Ela começa a trabalhar no mesmo zoológico que o irmão e se envolve com o diretor do local. Eles não se casam, mas mantêm relações sexuais, o que desperta a pantera dentro dela. A origem da maldição desta vez tem outra explicação: Irena e Paul vêm de uma família que costumava cruzar mulheres com panteras. Como depois de se tornarem panteras, eles devem matar para voltar ao normal, eles só poderiam transar um com o outro.  
O filme mais antigo é filmado com maestria em preto-e-branco pelo famoso diretor Jacques Torneur. Com a limitação de cores, o destaque fica para os jogos de luz e sombra e destaco especialmente a iluminação no rosto de Irena durante sua sessão de hipnose. Quarenta anos depois, tudo era liberado e, além de muitas cenas fortes com Nastassja nua, o diretor também abusou dos tons de vermelho e laranja. A pantera continua sendo vista apenas após a metamorfose, não sendo mostrada a transformação de Irena. Mesmo assim, em 1982 ela faz muito mais vítimas, incluindo um pacato guarda do zoológico que acaba sem braço. E sem vida.
Com um orçamento minúsculo, a versão de 1942 foi filmada em apenas 18 dias, e quem for observador poderá perceber que alguns dos cenários foram reaproveitados do filme “Soberba / The Magnificent Ambersons”, de Orson Welles. Com maestria, o produtor Val Lewton conseguiu fazer grandes filmes de terror de baixo orçamento e muito suspense. Foi o próprio Lewton, aliás, que teve a ideia para o filme, escrevendo-a em 1930 no conto “The Bagheeta” e baseando-se em seu próprio medo de gatos. O filme ficou muitos meses em cartaz, e gerou a sequência “A maldição do sangue de pantera / The curse of the cat people”, em 1946, novamente com os personagens Ollie e Alice. Tom Conway voltaria no ano seguinte como o doutor Judd em “A sétima vítima”. Como neste filme não há data específica, imagino que a ação tenha acontecido antes da ação de “Sangue de Pantera”, pois (SPOILER) tenho a nítida impressão de que Irena matou doutor Judd. Outro que caiu nas graças de Val Lewton foi o felino Dynamite, que apareceu também em “O homem leopardo” (1943).

Por mais que haja ovelhas no Central Park (o que de fato acontecia até 1934), “Sangue de Pantera” de 1942 mostra-se superior a seu remake, conhecido no Brasil como “A marca da pantera”. O próprio diretor Paul Scrader se arrependeu de dar o nome “Cat People” ao filme, uma vez que vieram muitas comparações negativas. De fato, apenas a famosa cena da piscina é repetida, todo o resto da história muda muito na película de 1982. Como eu normalmente torço pelos vilões, em especial se eles têm forma de animal, preferi o final de 1982, mas, considerando que a história original tem uma sequência que eu ainda preciso ver, há a chance de que o destino de Irena não tenha sido tão nefasto... 
 

Thursday, March 7, 2013

Entrevista & dicas de livros!

Uma das maiores vantagens de ter um blog é conhecer pessoas que você dificilmente conheceria na vida real. Elas podem ter gostos iguais ou diferentes dos seus, mas sempre terão algo a acrescentar na sua vida. Foi pensando nesse intercâmbio de ideias e experiências que foi criado o grupo Chuva de Ideias, da qual eu faço parte. Uma das ideias que surgiram entre as blogueiras do grupo foi a de fazermos entrevistas entre nós, de modo que todas, além dos leitores de cada blog, possam conhecer melhor as moças por trás de blogs supimpas.
Minha tarefa foi entrevistar a Mariana Camillo, do blog Caixa da Mari, ainda no começo, mas já demonstrando qualidade. Minha entrevista para a Camilla Martins estará em breve no blog Suddenly Here. Ah, e quem ainda não viu minha entrevista para a Revista Innovative pode acessá-la na lateral do blog. Prontos?

1- Como ter um blog mudou sua rotina?  
Mari: Ser blogueiro exige muita dedicação e disciplina. Eu aprendi a separar um tempo para fazer todas as manutenções dele e isso é algo totalmente novo para mim, já que eu nunca tive horário pra nada. Fora que todo dia eu vou no blog, respondo comentários, retribuo, checo a caixa de e-mails.
                                                                                            
2-  De qual assunto você gosta mais de escrever? Esse é o mesmo assunto que gera mais comentários e visitas dos leitores?
Mari: O que eu realmente gosto de fazer é falar de livros e filmes e conhecer pessoas que também têm as suas opiniões sobre eles. Talvez não seja a parte do meu blog que tenha mais visualização, mas isso é bem relativo. Eu posso fazer um post super legal mas, se a divulgação for pouca, poucas pessoas terão acesso a ele.

3- Qual foi a coisa mais bacana (uma curiosidade, por exemplo) que você aprendeu enquanto pesquisava para um post?
Mari: Aprendi muita coisa fazendo as minhas pesquisas, mas acho que a mais recente foi o Suraj Sharma. Ele é faz Pi Patel em As Aventuras de Pi e, assistindo uma entrevista com ele eu descobri que esse foi o seu primeiro papel. Ele nunca atuou ou fez aulas de atuação e eu fiquei muito impressionada porque eu adorei o personagem do jeito que ele fez.

4-Há algum blog ou site que inspira você, não apenas na hora de escrever, mas também no dia-a-dia? 
          Mari: Eu costumo buscar mais inspirações em livros do quem em outros blogs para fazer os meus textos, mas sempre tem uns blogs que me inspiram. Adoro blogs de decoração e culinária e espero um dia fazer posts nesse estilo. Os meus preferidos são Bakerella, Bake at 350 e Apartamento 304.

5- Você dá várias dicas sobre vlogs. Já pensou em fazer um vlog junto ao blog ou mesmo posts em vídeo?
Mari: Sim, já pensei. Mas é um projeto em andamento, já que eu ainda não ganhei a minha câmera e não gosto de usar a do meu computador. Mas eu pretendo fazer isso ainda esse ano.

6-  Quem fez o layout do seu blog? Você teve alguma ajuda, dica ou foi experimentando até ficar do seu agrado?
Mari: Quem fez o layout do meu blog foi a Camila Waz. Ela é muito boa e eu fico super feliz de ter achado ela! Fui falando exatamente como eu queria e ela conseguiu fazer o layout do jeito que eu imaginei. Ficou lindo!

7-     Há algum tema sobre o qual você ainda não escreveu, mas gostaria muito? Qual?
Mari: Sim. Quero fazer o projeto fotográfico "100 strangers". Mas, como eu disse, ainda estou sem câmera então vou ter que esperar um pouco.
8- Seu blog já tem domínio próprio (.com.br). Você pensa em profissionalizar mais, por exemplo, transformando o blog em fonte de renda? 
             Mari: Eu coloquei o .com porque é bem mais fácil de divulgar, sabe? Estou escrevendo no meu blog por prazer no momento. Não tenho dias certos para fazer posts e isso não pode acontecer se eu quiser fazer disso o meu trabalho. Mas um dia, quem sabe né? Gostaria de ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto.

9- Eu escrevo um blog sobre filmes antigos. Qual foi o filme mais antigo que você já viu? Pensa em escrever, um dia, sobre filmes clássicos no seu blog, tipo, da década de 1930? (Já fica aqui o desafio!) 
          Mari: Essa é difícil! Já vi alguns filmes antigos, mas acho que o mais antigo de todos é o Drácula de 1931. Não lembro se cheguei a terminar, mas achei muito engraçado. Era tão diferente naquela época, né?

10- Você está fazendo uma série sobre a vida de vestibulando. Já tem planos para a faculdade? Algo relacionado com mídia?
Mari: Tenho planos de fazer Mídias Digitais aqui na minha cidade mesmo. Mas provavelmente eu vou fazer alguns posts falando de opções de cursos, porque tem muita gente por aí que ainda não decidiu o que quer fazer.

Isso não é tudo, pessoal! Novamente eu fui escolhida para o meme de incentivo à leitura, desta vez pelo amigo virtual Gilberto Carlos, do blog Gilberto Cinema. Falar de livros é sempre um prazer para mim, então, vamos lá!
Minha mãe é professora de matemática. Em várias ocasiões ela já me aconselhou a ler alguns livros que têm como pano de fundo o universo dos números, mas nada têm a ver com os problemas, teoremas e conceitos apresentados nas aulas. São realmente livros para leigos, sem exageros e com várias notas de rodapé e explicações que ajudam a compreender melhor as passagens. “Alice no país das maravilhas”, por exemplo, pode não parecer um livro matemático à primeira vista, mas o envolvimento do autor Lewis Carroll com a lógica rendeu muitas ideias numéricas para o mundo de Alice.
As resenhas de “O Teorema do Papagaio” e “Tio Petros e a conjectura de Goldbach”, foram feitas por mim no Tumblr, e basta clicar nos títulos acima para acessá-las. A resenha de “O Homem que Calculava” pode ser lida aqui.
E aí, que tal se aventurar pelo improvável mundo que une livros e matemática?
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